Puro Prazer, Mas Tudo Pode Mudar Não? 3

27 Capitulo 26° – Salvando-o.


Notas iniciais
Boa leitura...

(POV Andrezza)

–Não vai me atacar mesmo? – Sorri divertida e continuei a limpar seu machucado.

–Não, eu não vou. E você – Olhei em seus olhos azuis – Não devia ficar se cortando em uma casa cheia de vampiros – Avisei seria, ela soltou um suspiro resignado – Não estou te reprendendo e nem te julgando Nathália, juro que não. Mas você fazendo isso, é a mesma coisa de você ir pular de paraquedas e ter aquela duvida se o paraquedas vai ou não abrir.

–O que você queria que eu fizesse? Você me trás para uma casa que eu não conheço ninguém, então eu acordo com um monte de vampiros aqui...

–Primeiro como você sabe que somos vampiros? – Perguntei confusa, eu podia sentir ainda o cheiro de seu sangue e devo admitir que me segurar estava ficando difícil.

–Meu tio, eu ouvi ele comentando algo sobre você para meu outro tio e então lembrei que vi no celular do meu irmão, que seu apelido era vampirinha.

–Ah! – Suspirei e então comecei a pegar os algodoes sujos, os levando para o lixo do banheiro.

Respirei fundo e me concentrei no movimento do andas de baixo, Andréo não estava mais na casa, provavelmente meus tios deviam o ter tirado daqui juntamente com Edward, eu só ouvia a voz de minha mãe.

Voltei para meu quarto e Nathália estava ainda de pé ao lado da escrivaninha.

–Olhe – Me aproximei e peguei seu braço gentilmente analisando o tamanho do machucado, não era muito grande, mas precisaria de um ou dois pontos – Desculpe ter deixado você aqui sozinha, foi um grande erro meu.

–Esta tudo bem.

–Não precisa dizer isso, eu sei que não esta bem. Você acha que eu sou uma vadia manipuladora, que agora esta cuidado de você apenas...

–É eu acho você uma vadia manipuladora...

–Aut! – Soltei um falso gemido de dor.

–Mas... Eu li sua carta para ir para a faculdade – Desviei meus olhos de seu braço e olhei em seus olhos.

–Leu?

–Desculpe... Mas eu não consigo ver a pessoa que escreveu aquela carta, uma vadia manipuladora, não mais. Eu me pergunto por que você não a mandou? – Ela suspirou parecendo inconformada – Ela falava de tanto amor... Quem diria que um dia Noan que é o filho exemplo faria uma carta daquela, falando da onde havia tirado tanta força para se formar em medicina. Ele nunca admitiria que foi de nossos pais que ele teve a vontade de ser como eles. Agora você falou tudo, falou o quanto seus pais são importantes, mas que alem de tudo disse que queria ser como eles... Sinceramente eu não te vejo como eles. Eu te vejo sendo melhor e eu acho que toda sua postura durona é uma farsa, é uma mascara... Porque você quer se esconder de alguma coisa, ou quer proteger eles de algo que você fez – Suas ultimas palavras me atingiram em cheio e eu não obtive nenhuma reação diante seus olhos que me encaravam.

–Eu mandei a carta Nathália – Suspirei.

–Aposto que mudou varias coisas do que tinha neste papel – Ela pegou o papel na escrivaninha.

–Sim eu mudei – Peguei uma caneta – Eu coloquei três pontos no final, porque nem com milhões de palavras eu conseguiria dizer tudo que sinto sobre esse assunto – Ela ficou quieta me encarando – Então não me acha uma vadia manipuladora? – Sorri divertida.

–Não agora, acho que agora consigo entender melhor você. Não lhe culpo mais por ter se afastado de Noan, porque sei que é por proteção...

–Da onde você tira essas coisas? – Peguei a agulha e ela me olhou assustada – Relaxa, não vai doer tanto assim – Eu estava calma, falar dos meus pais havia me afetado e a vontade de beber sangue humano havia sido esquecida um pouco.

–É você quem vai espetar, não eu, por isso que diz que não vai doer – Retrucou, ri divertida.

–Eu prometo ir devagar, esta melhor assim? – Olhei em seus olhos e então um sorriso divertido se espalhou por seus lábios.

–Porque eu deveria acreditar?

–Porque a garota que escreveu aquela carta cumpre suas promessas – Murmurei, ela começou a relaxar lentamente e então eu comecei.

–Posso dar uma olhada? – Ela olhava para meu celular na escrivaninha, eu não era uma pessoa que deixava outras pessoas mexerem em meu celular, na verdade eu odiava isso. Mas neste momento, eu não estava ligando, porque Nathália havia entendido muita coisa sobre mim com apenas uma carta, enquanto pessoas que me conhecem desde quando nasci, nem sequer confiava em mim.

–Sim – Murmurei, ela parecia concentrada em meu celular e eu em meus pensamentos enquanto dava pontos em seu braço.

–Agora entendo o porquê você ama tanto Damon Salvatore – Ela murmurou.

–Juro que não é só porque ele é bonito – Falei divertida.

–Ele é muito bonito – Sussurrou – Você tem bom gosto.

–Não se mova – Pedi calma a olhando nos olhos.

Não demorei muito com os pontos e meu celular parecia ter a entretido, até que o mesmo começou a tocar e eu guardava as coisas na maleta da minha mãe.

–É uma tal de Lorrayne.

–Pode atender, por favor, e por no viva voz? – Pedi calmamente.

–Pronto – Sussurrou.

–Oi Dede.

–Oi Loray, como vai? – Apontei para a cama e depois para Nathália e dei de ombros, tentando dizer que ela podia ficar a vontade.

–Nada bem, bateram no meu carro...

–Você esta bem? – Perguntei preocupada.

–Sim... Eu consegui desviar, pegou na porta de trás, mas o caminhão vinha direto na direção do motorista...

–Você não me parece assustada – Analisei confusa.

–Eu não estou, mas Klaus esta furioso. Ele diz que isso é culpa de vocês quatro.

–Nós quatro quem?

–Você, Klaus, Bill e Eric – Ela murmurou.

–Eu não tenho muitas duvidas disso – Falei indiferente.

–Enfim... Eu só estou ligando para perguntar sobre a festa de Bill – Fiquei calada, não sei quanto tempo se passou, mas tudo se passou em minha mente, Christopher, Damon. Eu não podia simplesmente ignorar que eu tinha que protegê-los – Andrezza você esta ai?

–Eu não sei se vou à festa de Bill Lorrayne.

–Então você já recebeu o convite...

–Não, mas vou receber.

–E porque você não vai?

–Porque não é seguro, não enquanto não tenho um plano.

–Certo e o que eu digo ao Klaus?

–Não diga nada, fale para ele que não falou comigo – Respirei fundo – Esta bem?

–Certo – Desligamos.

Joguei o celular em cima da cama e olhei para Nathália.

–Eu não sei se é a hora certa para falar isso, mas tem que ser logo, então vai ser agora mesmo...

–Você me assusta quando muda de humor rapidamente – Revirei os olhos e passei a mão pelo cabelo nervosa.

–Olha... Eu sou uma pessoa um pouco temperamental...

–Um pouco? – Ela ergueu uma sobrancelha.

–Enfim... Mas você não pode sair do país sem ninguém vir te buscar, Noan esta no hospital e seus pais não podem voltar, então eu ficarei com você até que Noan ou seus pais estejam disponíveis novamente – Ela me olhou parecendo assustada – Relaxa vai ficar tudo bem okay? Só preciso que seja compreensiva e eu serei compreensiva.

–Meus tios...? Eles deixaram? – Bufei e peguei meu celular na cama.

–Você não iria querer ficar com eles, seus tios querem Noan morto para tomarem a empresa então... Esquece. Eu espero sinceramente que a gente se de bem, e sejamos amigas – Sorri para ela – Eu sou legal, pode apostar. Sei que não tivemos um bom relacionamento nos últimos dias, mas eu vou tentar recompensar... Droga diga alguma coisa – Falei frustrada.

–Me deixe pensar esta bem? – Pediu.

–Certo, vou descer e logo volto qualquer coisa não hesite em gritar – Ela me olhou confusa – Você entendeu.

–Não, eu não entendi – Parei com a mão na maçaneta da porta e me virei para ela – Eu achei que com você eu estaria protegida – Suspirei e me virei.

–Eu farei o possível para que você se sinta sempre assim comigo – Falei calma.

–Eu confio em você – Sussurrou, me virei e abri a porta.

–Não sou a melhor pessoa para você confiar neste momento Nathália, mas confie, eu irei lhe proteger, em apenas isso – Fechei a porta e caminhei devagar em direção à escada.

–Então o filhinho exemplo mostrou as garras – Minha mãe ergueu os olhos do celular e me olhou – Que belo exemplo para Renesmee – Falei sarcástica.

–Andrezza não começa, por favor – Ela pediu parecendo tentar manter a calma, dei de ombros.

–Tanto faz, vou levar Nathália embora, obrigada por cuidar dela por mim. Você uma ótima medica – Falei sincera, ela me olhou meticulosamente, então seus olhos mudaram de cor e ela sumiu da minha frente, pude ouvir ruídos e então me lembrei de Nathália, corri para o segundo andar em disparada – Inferno! – Murmurei e pulei a janela do quarto e em velocidade vampiresca corri para a floresta que havia nos fundos da casa, eu podia sentir seu cheiro ainda perto e o cheiro de Jonathan.

Acelerei o passo, comecei a ouvir os gritos de Nathália e vozes, ignorei as vozes e dei o me máximo. Eu havia prometido que a protegeria e não era do meu feitio quebrar uma promessa, pulei em uma arvore e então pude o ver correndo com ela nos braços, minha visão estava vermelha. Tomando impulso pulei nele, caímos os três juntos, empurrei Nathália para longe e senti pena dela por a força que havia usado.

–Sua putinha! – Ele rosnou furioso subindo em cima de mim, sorri e o empurrei e logo me levantei, ele veio em minha direção em velocidade vampiresca, não tive tempo de para-lo, apenas me senti prensada em uma arvore, sua mão estava em meu pescoço me sufocando – Já é a segunda vez que estraga meus planos... Não haverá uma terceira – Sussurrou sarcástico, eu precisava de ar. Fechei os olhos devagar e me concentrei então lentamente os reabri e olhei em seus olhos, eram vermelhos. Droga eu não conseguia persuadi-lo.

–Solta ela! – Nathália começou a bater no mesmo, ele rosnou e com um braço a jogou longe, rosnei furiosa e chutei sua perna com força, coloquei meu braço sobre o dele e então nos virei, caímos novamente os dois no chão, me levantei e o puxei pela mão rapidamente e o joguei contra uma arvore, a mesma balançou.

Ele veio em minha direção e então em velocidade vampiresca minha mãe pulou nele, em menos de cinco segundos ela quebrou seu pescoço o mesmo caiu na terra e ela tirou um isqueiro do bolso e o acendeu por fim jogou em Jonathan, as chamas o engolia.

Corri em direção a Nathália, ela me olhou em panico, os pontos em seu braço havia abrido. Fechei os olhos me controlando ao sentir o cheiro de seu sangue, era tão apetitoso. Senti minha garganta arder, pegar fogo, o sangue saia livrimente por seu braço, eu queria bebe-lo, até a ultima gota.

–Andrezza... Eu preciso da sua ajuda – Sussurrou, suspirei e abri os olhos.

–Certo... – Olhei em sua roupa e notei o cinto em sua calça, o tirei rapidamente, minha mãe segurava seu braço – Sinto muito por não ter cuidado de você. Desculpe – Falei sincera.

–Voce cuidou de mim, eu estaria morta se não tivesse vindo atrás. Esta tudo bem – Amarrei o cinto em seu braço e fiz um furo no cinto a mais.

–Tem vampiros vindo até nos, precisamos ir – Minha mãe pegou Nathalia no colo a mesma me olhou assustada – Corra Andrezza.

Eu não tive muito tempo para pensar, apenas corri atrás das duas em velocidade vampiresca. Era obvio que ela corria mais que eu, ela era uma vampira, eu era meia humana, apressei o passo tentanto acompanha-la, ela parou bruscamente. Estavamos em um penhasco, dei um passo para trás, eu não apresciava pular de penhasco, mesmo sendo uma vampira.

–Temos que pular – Sussurrou.

–Não vou pular dessa altura – Nathália estava assustada e já no chão deu passos para trás.

–Tem que haver outro jeito – Falei me aproximando da floresta, pude ouvir passos rápidos.

–Não tem outro jeito, são muitos! – Minha mãe me olhou reprrensiva – Agora! – Bufei e corri em direção a Nathália pulando do penhasco logo em seguida. Fechei os olhos sentindo o vento bater contra nos duas e então a água, era gelada.

Eu não estava com Nathália mais em meus braços, eu havia a perdido, me virei tentando nadar contra as ondas, prendi a respiração por mais algum tempo, procurando Nathália, pude ver minha mãe, ela apontou para a surperficie me olhando brava,

Ignorei e continue a procurar Nathália, o ar me faltava. Sem mais forças para ficar muito tempo sem ar, voltei para a surperficie e tomei ar, logo voltei e então quando olhei a minha esquerda a alguns metros pude ver Nathália, ela se debatia tentando ir em direção a surperficie.

Quando cheguei e a segurei ela começou a se debater contra mim, a água era forte e ela se debatia. Revirei os olhos e com muito esforço a levei para a surpeficie.

Tirei minha jaqueta jogando-a na areia, eu estava toda molhada e com raiva de ter que pular daquele penhasco, com raiva de mim mesma por não ter protegido Nathália.

–Como esta seu braço? – Pude ouvir minha mãe perguntar a Nathália, ela havia amarrado sua blusa no braço de Nathália.

{...}

Já em casa, dei pontos no braço de Nathália e a mandei pro banho. Coloquei o escudo na casa e fui para o banheiro, encontrei um papel na cama.

Fui para a casa de seus pais, Dilan não parava de lhe chamar.

Respirei fundo e corri para o banho, tirei minha roupa molhada tomei um banho rápido e logo sai colocando uma roupa quente. Peguei o telefone da casa de Damon e liguei para Lorrayne – Eu teria que comprar outro celular, o meu havia ido pelo ralo quando pulei o penhasco.

–Olá que fala.

–Sou eu Lorrayne, Andrezza. Preciso de um favor.

–Diga.

–Fique com Nathália por mim? Preciso resolver umas coisas.

–A irmã de Noan?

–É.

–Sim, claro. Quer que eu vá pega-la?

–Seria bom... Estou na casa de Damon.

–Não estou muito longe daí.

–Obrigada Loray.

{...}

Eu corria com o carro, rápido, precisava saber que Damon e Dilan estavam bem, aquele ataque de vampiros haviam sido assustador. Parei o carro rapidamente e desci, logo de longe puder ver Brigth, sorri para ele que começou a correr em minha direção.

Foi tudo muito rápido, eu apenas pude assistir parada atônica. Andréo pulou em Bright e então o atacou, tomando de seu sangue. Senti o sangue pulsar em minhas veias quando o meu cachorro caiu no chão sem vida, Andréo me olhou sua boca cheia de sangue e sorriu com os dentes vermelhos.

–Você não queria que eu fosse vegetariano? Então esta ai, meu primeiro animal – Pisquei atônica sem saber como agir, eu queria mata-lo. Mas então parei, na porta de casa estava Christopher, seus olhos estavam cheios de lagrimas e ele olhava para Bright.

–Não – Sussurrei, ele correu em direção ao cachorro e caiu ao seu lado.

–Bright! Bright! Abra os olhos! Por favor! – Ele começou a gritar enquanto sacudia Bright já sem vida, Christopher chorava, Damon saiu de dentro da casa, Andréo encarava a cena com um sorriso no rosto, logo todos saíram, Christopher chorava descontroladamente.

Já fadada de ficar parada sem fazer nada, corri até ele.

–Mamãe! Faça alguma coisa, ele esta vivo não esta? – Olhei em seus olhos verdes, sem saber o que dizer.

–Ele... Ele não...

–Não! Ele não esta morto! Ele é o meu cachorrou, não pode morrer! Ele é meu! Bright! Acorda por favor! – Ele sacudia o cachorrou – Papai! – Ele gritou Damon enquanto sacudia Bright.

–Dilan ele esta morto – Damon parou ao seu lado e colocou a mão em seu ombro.

–Não, não esta – Ele soluçava e lagrimas escorriam por seu rostinho – Eu posso ajuda-lo, vovô me disse que eu poderia ajudar as pessoas...

–Chris não tem como você fazer nada agora – Minha mãe parou em sua frente o olhando com pena, continuei em seu lado, Damon me olhou e ele parecia furioso, mas morrendo de pena de Dilan.

–Christopher, ele não é uma pessoa, ele é um animal, não tem sangue nas veias dele, você não pode ajuda-lo – Falei seria, ele me olhou chorando então limpou as lagrimas em seu rosto com a manga da camisa.

–Eu posso, ele vai viver, ele esta apenas machucado – Ele falava desesperadamente e então ele fez menção de levar o pulso em sua boca, seu rosto mudou, começando a ficar como o de Damon quando estava prestes a morder alguém.

–Christopher não – Segurei sua mão com força – Ele esta morto – Falei firme, ele chorava e seu rosto estava mudando, eu estava me assustando, devia admitir, mas não podia deixa-lo, ele era meu filho e precisava de minha ajuda. Passei a mão por seu rosto sutilmente, seus olhos verdes não eram mais verdes, estavam tomando uma tonalidade vermelha – Shii calme... Isso vai passar – Olhei em seus olhos enquanto falava suavemente.

–Não mamãe! Ele não pode ter morrido, mamãe... – Ele soluçava, suspirei e devagar comecei a puxa-lo em minha direção, tirei minha jaqueta e o coloquei sobre ele, estava frio a neve cai e ele soluçava, sua camisa estava molhada de lagrimas. Suas mãozinhas pararam em meus ombros, olhei em seu rosto enquanto passava a mão por ele tirando as lagrimas, ele estava se acalmando aos poucos, seus olhos verdes estavam voltando.

–Ele esta morto, fique calmo. Esta tudo bem, ele foi para um lugar melhor.

–É isso que vai acontecer quando eu te peder? – O olhei confusa e então sorri fraco.

–Você nunca vai me peder Christopher, porque eu sempre estarei aqui – Toquei o lugar onde fica seu coração – Assim como Bright. Acredita em mim? – Ele assentiu e eu comecei a puxa-lo devagar em minha direção, então ele me abraçou e afundou o rosto em meus cabelos.

–Porque não posso ajuda-lo?

–Porque em alguns momentos, é necessário assumis a incapacidade e limitação e apenas aceitar os acontecimentos.

{...}

Sai do quarto de Christopher e andei em direção à escada, quando já descia pude ver Damon sentado no sofá bebendo uísque.

–Eu não te vi chegando – Murmurei surpresa.

–Não faz nem cinco minutos – Murmurou indiferente – Ele esta melhor? – Não me dirigiu o olhar e eu achei estranho, terminei de descer as escadas.

–Sim... Ele dormiu.

–Que bom.

Ficou aquele silencio tenso, eu não tinha a menor ideia do porque ele estava daquela maneira, talvez algo que meus pais haviam dito a ele, talvez algo que ele viu.

–Porque esta dessa maneira? – Ele riu sacastico e se levantou colocando o copo na mesinha de centro.

–Eu estava esperando que você me perguntasse isso – Falou grosso me olhando – Estou assim por sua causa.

–Minha causa? O que eu fiz?

–Tudo! Christopher esta dessa maneira por sua casa, sua rixa com Andréo fez com que isso acontecesse, agora ele sofre por sua causa, quando era eu tudo bem, sua mãe, seu pai, quem fosse! Mas ele não Andrezza! Não pode fazê-lo sofrer! Eu não vou admitir – Eu o encarava atônica, enquanto o mesmo quase gritava.

–Acha mesmo que eu queria isso para ele? Acha que eu não o amo, acha mesmo que eu gostei de vê-lo chorando daquela maneira?

–Eu não acho nada, mas sei que você esta fora do controle. Você quer ter todos sobre suas rédeas, mas não pode ter o controle de tudo, se não tem o controle nem de você mesma.

–Porque esta fazendo isso? O que eles disseram a você?

–Não me disseram nada Andrezza – Em segundos ele parou na minha frente – Eu vi, Dilan sofrendo daquela maneira por sua causa, e ainda por cima ser consolado por você que irônico não, ele devia te odiar – Suas palavras foram acidas e rudes, e seus olhos estavam negros eu devia admitir o quão assustada eu estava, mas não queria, meu filho não me odiava eu sabia disso – O melhor a fazer agora é tira-lo de perto de você, até você voltar ao normal.

–Não vou admitir meu filho longe de mim! Você não vai tira-lo de mim. Esta me ouvindo Damon!? – Gritei furiosa.

–Ele é meu filho também, eu sou o pai dele e se para ele estar em proteção eu tenha que tira-lo de você e passar por cima de suas regras eu o farei. Eu estarei salvando-o.

–Você acha mesmo que ele estaria protegido longe de mim?

–Eu já disse que não acho nada – Ele me deu as costas, pude o ouvir rir e então se virar de novo para mim – Na verdade eu acho que você é uma louca, e uma vadia controladora – Senti meus olhos escurecerem, sem aguentar lhe dei um tapa na cara.

–Eu não sou louca.

Sua mão se ergueu, eu senti medo. Se ele me batesse estaria tudo acabado, seus olhos demonstravam sua fúria. O encarei tentando não demonstrar o meu medo, seus olhos procuraram os meus e então ele se virou e saiu me deixando só. A porta da casa foi aberta e pude o ouvir correr para longe.

Não conseguindo mais reprimir minhas lagrimas, eu deixei que elas caíssem. Eu estava tendo a proeza de fazer com que todos me odiassem, inclusive as pessoas que eu mais amava. Só faltava Dilan. E eu não queria que ele me odiasse.

“Todas as vezes que se sentires só, chore, pois ao cair de uma lagrima, significa o surgimento de um novo sorriso”.

Notas finais
N/A: Bkristene >>>> Olá gente!? Então.... Como vocês estão? Eu to bem :)
Tristes pelo capitulo? Fiquei morrendo de pena do Christopher. Dede o consolando o que acharam de tudo? E o pior Damon jogou tudo na cara dela depois. E o pulo do penhasco? OMG! hehehe
Nós digam o que acharam nos comentários. Amamos vocês
xoxo