Notas iniciais
Boa leitura.....

(PVO Andrezza)

-É lindo e você sabe disso – Ele disse apertando sua mão na minha.

Eric não era o tipo de homem romântico, ou algo do tipo. Ele era carinhoso comigo isso eu não podia negar, mas não era de me dar flores todos os dias, levar café da manha na cama, ou ligar a cada uma hora para dizer que me amava ou que estava com saudades de mim. Eram raras as vezes que dizia e quando ele dizia uma dessas palavras eu sorria e apreciava porque se ele estava dizendo não era em vão e sim porque eu realmente importava para ele. Eu gostava de tê-lo como meu “Namorado”, mas também não podia falar que o amava. Porque por dentro eu sempre saberia que estaria mentindo, pois o único que um dia eu amei e que AINDA amo é um maldito cara chamado Damon Salvatore.

Bem Eric era, apenas o Eric. Um cara metido a mal – Não que a maioria dos vampiros não fosse maus, mas Eric era uns dos vampiros mais maus ainda e isso era uma das coisas que me atraia a ele — arrogante algumas vezes, perigoso quase sempre, autoconfiante demais porem com uma verdadeira alegria de viver. Lorrayne o descreve como um “Pedaço de mau caminho”. Não tiro sua razão Eric é: Bonito, radiante, loiro de olhos azuis, alto e de ombros largos, musculoso não podemos esquecer.

http://celebrity-photos.elliottback.com/wp-content/uploads/2009/08/alexander-skarsgard-00-450x677.jpg Eric

-Eu não disse que não é bonito só que não faz o meu tipo, é um cachorro ele gosta de brincar e eu não sou de ficar brincando. Prefiro um animalzinho menos elétrico – Ele revirou os olhos olhando para cãozinho na vitrine do Pet Shop, olhei para ele com um sorriso malicioso – Mas para falar a verdade eu não preciso de cachorro algum, já tenho um gato – Ele me olhou parecendo confuso e então me deu um sorriso sujo talvez já tido a noção da minha frase.

-Mesmo? Onde ele esta agora? – Mordi o lábio me esticando um pouco e colocando uma mão em seu rosto e a outra em sua nuca, ele envolveu minha cintura colando mais nossos corpos. Olhei em seus olhos e então sorri de canto aproximando meus lábios de sua boca.

-Estou prestes a beija-lo – Sussurrei.

Ele foi mais rápido e pressionou os lábios nos meus, colocando a mão em minha nuca e segurando algumas mexas do meu cabelo na mão. Ele chupou meu lábio inferior e eu escorreguei seu lábio inferior por entre os dentes demoradamente sem pressa.

-Você inflama muito meu ego – Disse beijando meu maxilar devia ser crime fazer isso em plena a avenida mais movimentada de Sydney.

-Não me diz que não gosta porque eu sei que gosta.

{...}

-Te pego a noite.

-Não precisa Eric, eu vou de taxis e pego o Voo fica mais fácil para você, alias você não quer perder tempo comigo quer?

-Andrezza – Me puxou para ele que estava encostado no carro, tirou algumas mexas do meu cabelo do rosto colocando atrás da minha orelha – Tem vez que você diz algumas coisas que soa muito, mais muito ridículo.

-Só não quero te atrapalhar.

-Meu anjo, você nunca me atrapalha. Acha mesmo que eu preferia ficar fazendo qualquer outra coisa a ficar com você e esse seu corpinho que é uma perdição – Seu sorriso sujo nunca sai de seu rosto.

-Não, esta bem estarei pronta as dez o voo é as onze... Daqui ate o aeroporto é meia ho... – Ele me interrompeu com selinho.

-Eu sei, estarei aqui.

Despedi-me dele e subi para meu apartamento.

Eric era engenheiro civil, era cheio de trabalho e confesso que de certa maneira gostava que ele não ficasse o tempo todo comigo. Não que eu não gostasse de sua companhia – Longe disso – Eu apenas achava que não dava lhe a devida atenção, minha mente estava sempre ocupada com o hospital e os pacientes, então se algum dia ele reclamasse sobre atenção eu não ocuparia.

O dia que nos conhecemos foi realmente engraçado, Klaus estava dando uma festa em sua casa – Se você estiver pensando que Klaus era meu professor esta certo. Ficamos amigos depois que eu verei amiga da Irma dele, Rebeka. Descobrimos ser vizinhas e então BUM! Tudo foi se encaixando – Era uma festa para apenas alguns amigos selecionados de Klaus, mas Rebeka fez questão de chamar mais alguns amigos o que fez da festa casual virar uma putaria total.

Eric havia sido uns dos últimos a chegar por ter se atrasado por causa do trabalho, eu já estava em uma conversa animada com Klaus e outros amigos quando ele apareceu cumprimentou a todos – Ele já conhecia todos menos eu – E então virou para mim junto com Klaus.

-Essa é Andrezza minha ex-aluna.

-Ex?

-Ela já terminou a faculdade – Disse Klaus.

-Andrezza querida, antes de me apresentar queria lhe fazer uma pergunta posso? – Em nem um momento da conversa ele tirou o sorriso brincalhão do rosto.

-Claro.

-O seu pai é advogado? – Pisquei confusa.

-Não, mas por quê?

-Ele te fez direito hein.

-UAU Acho que sim né – Mordi o lábio.

-Eric para de cantar a menina – Disse Rebeka.

-Longe de mim, eu só queria mostrar a ela o quão linda ela é.

Depois daquela noite nos conhecemos melhor e então inesperadamente ele me pediu em namoro. E ate hoje estamos juntos.

Ainda era estranho para mim me ver como medica, morar na Austrália e ainda conviver com o fato de sempre se sentir em completa. Eu de uns anos para cá comecei a achar isso incomum, eu não podia passar o resto da vida se sentindo assim por causa de um relacionamento que não havia dado certo.

Mas era meio que impossível e o que mais me atormentava era o fato que: Minha irmã já estava noiva, minhas primas já estavam casadas e tinham FILHOS! E eu? Bem eu tinha a vida que sempre sonhei, mas se sentindo incompleta por causa de um filho da mãe chamado Damon.

Marcia havia tido dois filhos um casal assim como Luisa. Foi incrivelmente inesperado. Luisa abriu alguns restaurantes ao redor dos Estados Unidos, se casou com Jackson seu “Paquerinha” de escola. Tio Jasper se sentiu imensamente feliz, afinal Jackson era seu amigo de LONGA data, vampiro e sabia que ele protegia Luisa de tudo e de todos. Luisa ficou gravida logo depois do casamento, foi um parto normal, mas complicado ao mesmo tempo. Logo depois ela foi transformada e então sua vida estava feita. Ela tinha tudo! Filhos, um marido que a amava, um trabalho que ela amava e a imortalidade.

O mesmo aconteceu com Marcia, conheceu o Luan na faculdade de Artes cênicas – Ela ate que tentou advocacia, mas logo no primeiro bimestre desistiu dizendo que aquela não era sua profissão – Depois de um ano de namoro se casou, teve filhos, foi transformada por Luan logo depois e tem a vida que qualquer mulher sonha – Pelo menos a maioria sonha – Um marido que a ama mais que a própria vida, filhos lindos e saudáveis e a imortalidade. Tinha alguma coisa a mais que eu não citei que uma pessoa deve ou deseja ter, além disso? Acho que não.

Agora vem cá, eu se estivesse com Damon poderia ter o mesmo destino que elas – Não que eu queira, nunca fui de sonhar em casar – Um dia poderia ter filhos e estar com um cara que realmente me amava. Eu sentia que Eric não seria o cara que eu me casaria e teria filhos.

Primeiro: Porque eu não o amava.

Segundo: Porque eu sabia que ele também não me amava o suficiente para me dar filhos e me pedir em casamento.

Terceiro: Eu não o queria como meu marido, não queria passar o resto da eternidade com uma pessoa que nunca amei e que sei que será quase que impossível de amar.

Eu não estava reclamando da vida que eu tinha, porque eu gostava de ser medica de ter o trabalho que tinha eu tinha ORGULHO de mim mesma. Mas ainda sim mesmo sendo medica – O qual sempre foi meu sonho – tendo um namorado que pelo menos gostava de mim e eu podia confiar que ele não me traia, tendo uma família linda e que me amava eu ainda queria MAIS! E eu sabia o que eu queria, eu queria Damon. Queria telo novamente para mim. Eu era uma tola apaixonada isso sim.

Mas mesmo o querendo mais do que nunca, eu não aceitava o fato dele ter me traído. Não aceitava o fato de que se eu o perdoasse eu teria que conviver com outro FATO que era: Sua traição. Se ele me traiu uma vez ele podia me trair outra não podia?

As horas se passaram, eu terminei de arrumar toda as minhas coisas que eram poucas afinal eu já tinha levado tudo para Los Angeles a três semanas atrás.

Eu tinha uma sensação boa de ir morar em Los Angeles, primeiro porque toda a família ia juntar novamente. Meus pais, Renesmee e Jacob, Luisa Jackson e meus dois priminhos de três anos, Marcia e Luan com meus outros priminhos só que com dois anos, Tia Alice e Tio Jasper, Tia Rose e Tio Emmett e meus queridos avos. Tudo em uma única cidade que nem em Chicago.

Mesmo eu estando malditamente feliz com toda essa mudança com essa volta toda eu ainda ao mesmo tempo tinha uma sensação ruim em relação a isso – Eram as duas sensações ao mesmo tempo a ruim e a boa. A boa era que eu teria minha família de volta comigo todo mundo junto e felizes, a ruim eu ainda não sabia só sabia que algo drástico ia acontecer.

Olhei no relógio quando a campainha tocou não era possível que já fosse dez horas, pois não era dez horas da noite, mas sim 9:55. Eric sempre era adiantado nas coisas que fazia. Abri a porta e ele sorriu tristemente.

-Não sabe o quão eu queria ir com você – Disse beijando meus cabelos enquanto eu estava sentada no meio de suas pernas no sofá.

-Eu sei que você queria, mas você tem que trabalhar.

-É. Mas logo eu estarei lá, só tenho que terminar essa casa aqui e então tchau Sydney – Ri e me virei para ele.

-Pode ter certeza, estarei lhe esperando no aeroporto.

-Queria tanto que passássemos nossos dois anos de namoro juntos – Murmurou, beijei seus lábios, passando a mão delicadamente por seu pescoço.

-Teremos outras datas comemorativas para passarmos juntos, só não vai esquecer-se de me ligar em! – Ele gargalhou me puxando mais para si.

-Mas é claro que não vou – Soprou beijando-me logo depois.

Peguei o Voo uma hora depois, logo que sentei na poltrona do avião eu dormi isso era o que eu sempre fazia quando eu entrava em um avião.

Com certeza minha família toda já estava em Los Angeles, mamãe disse que Tia Alice queria mudar o quanto antes melhor, como eu tinha viajado na quarta de manha não ia estar lá para ajuda-los na mudança.

Não digo que eu não queria estar lá porque eu queria, mas eu tinha que fechar tudo na Austrália, me despedir de amigos, pegar um resto das coisas que tinha ficado no meu apartamento e então voltar para Los Angeles. Já que eu já estava toda instalada aqui e já fazia um mês que trabalhava em um dos maiores hospitais da cidade de Los Angeles.

Eu não ia morar com meus pais, decisão minha. Eles estavam loucos para que eu morasse com eles. Mas eu achava que tinha que ter meu próprio espaço, meu próprio cantinho... Meu refugo.

Quando desci no Aeroporto de Los Angeles peguei um taxi e fui para o meu apartamento – Graças aos meus hormônios apressados eu já tinha um apartamento aqui em Los Angeles, todo decorado a mais de dois meses atrás – Logo que cheguei me joguei na cama, dormindo, o Voo tinha acabado comigo.

{...}

Levantei sobressaltada da cama, um barulho irritante vinha da sala. Bufei identificando o som da musica de toque do meu celular, corri ao meio de tropeços ate a sala e peguei minha bolsa virando de cabeça para baixo, caiu um monte de coisas em cima do sofá – Foda-se – E então eu peguei o celular que insistia a tocar.

-Alooo? – Falei desviando da mesinha de centro para ir ate a janela do apartamento.

-Sua vadia a festa já começou e cadê você? – Ri ao ouvir a voz de Rebeka.

-Que festa anjo?

-Como que festa Andrezza? A festa de despedida do nosso querido pediatra aqui do hospital e a chegada do novo pediatra – Acho que quando Rebeka era humana ela devia ter tido uma vida muito... Elétrica. Klaus não discordava comigo, ele próprio dizia que a transformação vampírica dele e de Rebeka fez muita diferença, ainda mais sendo eles os vampiros originais da espécie de Damon.

-Rebeka... Eu cheguei hoje de manhazinha não estou com pi...

-Nem vem Andrezza Marie. Você vai vir se não eu mando o Klaus ir lhe buscar ou eu mesmo vou.

-Ahh...

-Estou lhe esperando dou lhe uma hora para estar aqui, tchau – Ela sim desligou na minha cara.

Bufei e antes de jogar o celular em cima do sofá ele tocou na minha mão.

-Oi mãe.

-Oi meu anjo! Como foi de viagem?

-Bem.

-Estamos indo ai no apartamento ok?

-Vocês não vão para a festa do hospital?

-Vamos, mas você não quer que passamos ai para lhe pegar?

-Oh não, podem ir. Eu vou demorar um pouco para ir. Nos encontramos lá esta bem?

-Tem certeza?

-Claro claro. Manda um beijo para o papai.

-Ok beijos meu amor.

Cai em cima do sofá um pouco cansada. Querer ir a festa eu ate queria, mas estava cansada da viajem. Mas já que sabia que Rebeka não desistira de mim, levantei do sofá e fui me arrumar.

{...}

Desci do carro e entreguei as chaves para o manobrista que sorriu gentil, como esperado Rebeka me esperava na porta de entrada apressada com um copo de tequila na mão.

-Demorou hein – Revirei os olhos ela sorriu divertida e pulou em mim – Estava com saudades garota, como foi de viagem.

-Cansativa.

-Então vamos tirar esse astral de você e ir para festa, só para ressaltar você ta linda.

http://www.polyvore.com/cgi/set?id=43659635&.locale=pt-br Roupa Andrezza.

-Obrigada, você também esta. Como eu disse vermelho combina com você.

{...}

Logo tudo foi se organizando e eu me embalando na festa. O engraçado era que todos pensavam que eu era irmã do meu pai, então tínhamos que agir como irmãos.

Depois de ficarmos conversando com meus pais meus avos e Lorrayne por um tempo eu, Lorrayne e Rebeka fomos andar, enquanto meus pais ficaram com meus avos e alguns médicos do hospital.

-Como esta o Eric? – Perguntou Lorrayne com um sorriso malicioso no rosto.

-Bem, ele queria ter vindo mas não deu. Falando em Eric vocês viram o meu professor e amigo do Eric? O Klaus?

-Klaus esta falando com um bando de chatos lá embaixo – Disse Rebeka apontando para o terraço. Estávamos em cima, onde dava para ver toda a festa e os convidados.

-Alguém aqui viu o novato do pediatra?

-Não Lorrayne você viu? – Perguntou Rebeka.

-Não, disseram que ele é muito gostoso. Mas ate agora não esta nos meus conhecimentos.

-Deve estar pegando umas das enfermeiras – Murmurei bebendo Vodka, o céus se eu tiver que trabalhar amanha de manha eu estava fudida. Nunca fui muito forte com bebidas.

-ANDREZZA! – Rebeka quase gritou e Lorrayne riu.

-O que? Se ele é bonito deve ser biscateiro, se não esta aqui onde esta? Comendo batatinha na cozinha?

-Então meninas como vai tudo? – Me virei e Klaus riu a me ver – Estava com saudades gatinha – Beijou minha bochecha.

-Eu também professor.

-Não não pela amor de Deus. Não me chama de professor me faz parecer muito mais velho que você.

-Ok desculpe.

-Lorrayne minha querida, a noite é uma criança – Ele mordeu o lábio olhando para Lorrayne, Klaus tinha uma queda por Lorrayne e quem não reparasse isso seria muito burro.

-Eu sei querido.

-Pois então, vem cá e deixa eu ser o seu brinquedo – Nos três rimos e Lorrayne revirou os olhos.

-Olha que eu posso abusar do meu brinquedo – Piscou para ele.

-Opa, estou aqui deixando. Use e abuse querida.

-Ok ok vamos sair daqui Andrezza, deixa esses dois ae – Rebeka me puxou e eu desci as escadas com ela rindo. Fomos ao banheiro para retocar a maquiagem. Enquanto eu retocava olhei para a mulher pelo espelho, ela tinha os cabelos pretos e uma cara que queria matar um, dei um sorriso para ela.

-Rsrs algum problema? – Me vire para ela meio rindo.

-Rara rara oque sua vagabunda? Pensa que eu não sei que você ta saindo com o meu marido? Você vai apanha aqui e agora! – Gritou eu dei alguns passos para trás.

-Querida eu acho que estava acontecendo algum engano eu não estou saindo com seu marido.

-Ah não? Acha que eu não vi vocês saindo do motel ontem de ontem? – Eu estava na Austrália ontem de ontem meu Deus! Cadê a Rebeka nessas horas?

-Olha melhor você se acalmar, não estou saindo com seu marido eu estava na Austrália ontem de ontem.

-Não se faça de cínica não – Ela venho para cima de mim e então Rebeka apareceu entrando na frente.

-Calma Ana Lice se acalma – Rebeka me olhou e sussurrou – Ela é louca – Rebeka era psiquiatra e lidava com esses tipos de coisas.

-Essa vadia!

-Calma vem comigo Ana – Rebeka a tirou do banheiro e bufei. Passei um pouco de agua na nunca e sai logo atrás, Rebeka me encontrou dez minutos depois.

-Então?

-Ela é tem problema Andrezza, eu trato dela. O marido dela estava na portaria procurando-a.

-Louca é pouco para ela – Murmurei e então me virei escutando um choro era uma menininha embaixo de uma mesa afastada de todos. Caminhei ate ela.

-Meu anjo o que você esta fazendo ai embaixo? – Rebeka chamou ela que saiu de baixo da mesa.

-O que você tem princesa? – Perguntou para a menininha que só chorava. A peguei no colo.

-Qual seu nome?

-Han... Hanna – Disse entre lagrimas.

-Quantos anos você tem meu anjo? – Perguntei limpando um pouco das lagrimas de seu rosto.

-Quatro.

-Você tem quatro anos de idade?

-Sim – Assentiu passando a mão pelo rostinho, ainda chorando.

-E porque você esta chorando? – Ela soluçou no meu colo mexendo com a cabeça.

-Qual o problema Anjinha? – Minha mãe chegou com Vo Esme.

-Não sabemos também – Disse Rebeka.

-Qual seu nome querida? – Perguntou Vo Esme.

-Hanna – Disse entre soluços.

-Então nos diga qual o problema? — Caminhei ate uma mesa para sentar com ela, limpei suas lagrimas, mas logo outras tomaram conta de seu rosto – Alguém fez alguma coisa para você?

-Eu go... Eu gosto do meu medico, seu nome é Felipe – Era o pediatra que iria sair.

-Você gosta dele?

-Sim.

-Então porque esta chorando? – Perguntou minha mãe.

-Sim, porque eu não quero que ela vá embora – Soluçou.

-Você não quer que ele parta?

-Porque eu não quero que ela vá embora – Me abraçou colocando suas mãozinhas em meu pescoço.

-Oh anjo não chora.

-Eu quero que ele fique aqui comigo – Disse entre lagrimas.

-Mas a mamãe dele vai ficar triste, ela não teria seu bebe Felipe – Vo Esme explicou, foi ai que ela chorou mais ao meio de soluços.

-Mas eu amo ele tanto.

-E eu tenho certeza que ele te ama também, Hanna – Ela me olhou com os olhinhos tristes.

-Ele me ama! – Disse.

-Eu sei que sim – Limpei suas lagrimas novamente – E você, vai achar muitos outros rapazes para amar também, esta bem?

-Eu só amo o Felipe!

-Porque não vamos conhecer seu novo pediatra? Tenho certeza que você vai amar ele tanto quanto o Felipe – Sugeri.

-Não vou não, ele não vai me amar – Soluçou.

-Claro que vai querida – Disse Rebeka.

-Vamos lá então, Isabella você sabe quem é o novato – Minha mãe deu um sorriso divertido.

-Oh não querida, mas tenho certeza que Cudy sabe.

Então lá se vai Andrezza e Rebeka atrás da Cudy, quando a encontramos logo perguntei.

http://www.youtube.com/watch?v=LwbqDH920wo Escutem a musica. As frases em negrito é da musica, recomendo que leem.

Fechada para o amor

Eu não precisava da dor

Uma ou duas vezes foi suficiente

E foi tudo em vão

O tempo começa a passar

Antes que você perceba, você está congelada.

-Oh novato é aquele de costa e de terno preto – Olhou para o cara não muito longe de nos.

Ele tinha os cabelos pretos, ombros largos, parecia ter 1 metro e 80 por ai. Era bonito por trás.

-Obrigada Cudy – Andamos eu e Rebeka ate o moço – Olha querida vamos lhe apresentar o novo pediatra – Tirei algumas mechas do cabelo de Hanna do seu rostinho de anjo. Ela assentiu levemente, quando chegamos no cara eu coloquei a mão em seu ombro.

-Oi – Eu disse ainda com ele te costa.

Mas alguma coisa aconteceu

Pela primeira vez com você

Meu coração derreteu pelo chão

Achei alguma coisa verdadeira

E todo mundo está olhando

Achando que estou ficando louca

Então ele se virou e eu senti meu rosto perder totalmente a cor. Ele não estava aqui. Eu só podia estar sonhando. Eu estava sonhando não estava?

-Andrezza – Ele sorriu, seu maldito sorriso cafajeste.

-Você esta bem Andrezza? – Perguntou Rebeka sussurrando.

Mas eu não conseguia falar nada eu apenas estava parada olhando para Damon! DAMON! Ele estava sim na minha frente.

-han... Hanna... Ess... Hanna esse é o seu novo pediatra — Disse meio gaguejando.

-Olá princesa tudo bem com você? – Ele a tirou do meu colo gentilmente, mas nossos braços se rosaram levemente e eu pude sentir a antiga corrente elétrica que se passava por todo meu corpo sempre que tinha algum contato com ele.

Mas eu não me importo com o que dizem,

Eu estou apaixonada por você,

Eles tentam me afastar

Mas eles não sabem a verdade,

Meu coração está danificado na veia

Que eu continuo fechando

Você me corta e eu

Pisquei algumas vezes ainda olhando para ele e então dei as costas e sai meio que correndo para longe dele, entrei no banheiro e fechei a porta, não não era possível. Ele não havia voltado.

Eu ainda o amava e agora ele volta do nada? Oito anos para pelo menos tentar fazer com que a dor que eu sentia parasse e quando eu consigo, ele volta do nada. Apenas para me atormentar!

Continuo sangrando,

Continuo, continuo sangrando amor.

Continuo sangrando,

Eu continuo, continuo sangrando amor,

Continuo sangrando,

Continuo, continuo sangrando amor.

Você me corta.

Olhei para o espelho vendo meus olhos se encherem de agua. Eu não podia chorar, eu não queria chorar, eu não admitiria se eu chorasse. Eu não PODIA chorar por Damon. Por um cara que simplesmente me traiu quando eu lhe dei tudo que eu podia dar.

Eu tinha que ser forte, voltar para aquele salão e mostrar que eu podia ser muito melhor que ele, que eu era forte o suficiente para provar que ele não significava mais nada para mim – Mesmo que fosse uma das mentiras mais cabeludas.

Tentando o máximo para não ouvir

Mas eles falam muito alto

Os barulhos irritantes deles enchem meus ouvidos

Tentam me encher de dúvidas

Embora eu saiba que o objetivo

É evitar que eu me apaixone

Mas nada é maior

Do que a sensação que vem com seu abraço

E nesse mundo de solidão

Eu vejo seu rosto

Entretanto todo mundo ao meu redor

Acha que estou ficando louca, talvez, talvez.

Olhei para a porta e limpei meus olhos antes que as lagrimas caíssem, quando ele entrou eu me virei olhando-o com o máximo de indiferença que eu conseguia.

-Precisamos conversa fofa – Foi a mesma ultima palavra que ele me disse quando me conheceu: Fofa.

-Não temos nada para conversar Damon, agora, por favor, saia. Se você não esta vendo esse banheiro é feminino – Ele deu dois passos para perto de mim dei um para trás.

-Não tem como fugir disto Andrezza – Sua voz foi sarcástica.

-Eu não estou fugindo de nada e você sabe disso.

Mas eu não me importo com o que dizem,

Eu estou apaixonada por você,

Eles tentam me afastar

Mas eles não sabem a verdade,

Meu coração está danificado na veia

Que eu continuo fechando

Você me corta e eu

Continuo sangrando,

Continuo, continuo sangrando amor.

Continuo sangrando,

Eu continuo, continuo sangrando amor,

Continuo sangrando,

Continuo, continuo sangrando amor

Você me corta

-Sei? Tem certeza? Porque a única coisa que você fez a oito anos foi fugir. Fugir da realidade, fugir de mim!

-E você fez o que Damon!? – Aumentei o nível da voz – Algum dia me procurou?

-Você me pediu para que não lhe procurasse – Retrucou.

-E você quis fazer o papel de cachorrinho e obedeceu foi? – Ele fechou os olhos trincando os dentes.

-Eu quis lhe dar um tempo.

-Fez muito bem! Agora eu já tenho outro, e ele esta no seu lugar, que nem deveria um dia ter sido seu.

-Não importo se você tem outro ou não Querida. Eu sei que sempre serei o numero um na sua vida – A arrogância era visível em sua voz assim como o tom convencido também.

-Você... vo.. – Ele se aproximou perigosamente de mim e eu dei passos para trás e então minhas costas bateram contra a parede e ele colocou uma mão de cada lado do meu corpo. Ele sorriu.

E está drenando tudo de mim

Oh, eles acham difícil de acreditar.

Eu carregarei essas cicatrizes

Para todo mundo ver

Mas eu não me importo com o que dizem,

Eu estou apaixonada por você,

Eles tentam me afastar

Mas eles não sabem a verdade,

Meu coração está danificado na veia

Que eu continuo fechando

Você me corta e eu

-O que tem eu Andrezza? – Perguntou, seu hálito de menta e uísque batendo em meu rosto me fez fechar os olhos e me relembrar de quando eu o tinha tão perto de mim quanto agora e me sentia feliz.

-Você é um...

-Um? – Pressionou e eu rosnei com raiva começando a bater em seu peito.

-UM IDIOTA, BURRO, GALINHA, FILHO DA MAE...

-QUEITA! – Tentou segurar minhas mãos enquanto eu me debatia contra ele, sem conseguir me segurar as lagrimas caíram.

Continuo sangrando,

Continuo, continuo sangrando amor

Continuo sangrando,

Eu continuo, continuo sangrando amor,

Continuo sangrando,

Continuo, continuo sangrando amor

Você me corta e eu

Continuo sangrando.

-Me solta Damon! – Rosnei.

-Não vou soltar você, vou fazer uma coisa que sei que você quer tanto quanto eu.

-Não ouse fazer qualquer coisa que não seja me soltar.

-Cala a boca Andrezza! – Foi a ultima coisa que ele disse e então seus lábios pressionaram os meus.

Notas finais
Hmmm Oiii Para vocês! Tudo bem?
Vejam hoje estou postando mais cedo. As 22:00 da noite.
Então o que acharam do capitulo? Ele seria menor, só que eu achei que devia ser maior! Voces mereciam um capitulo maior. Hehe
Eu adorei os comentários de vocês, logo depois que terminar de postar aqui vou lá responder a todos...
Bem vamos falar sobre o capitulo agora...
O que acharam do Eric? Eu amei ele! Ele é do seriado True Blood. Só que só ele é do seriado, não sei se colocarei outros personagens de true blood na historia alem dele.
A Andrezza esta ferrada agora em... Dois gatões atras dela e com quase a mesmo personalidade... uiiii Jesus apaga a luz.
E vocês pensaram que ela ficaria com o Klaus né? Pois bem não ficou, eu achei que eles só mereciam ser amigas.
Bem o que eu espero é que voces tenha gostado.
10 comentarios para o próximo anjos
Beijos. Amo vocês.