Puro Prazer, Mas Tudo Pode Mudar Não? 3

23 Capitulo 22° – Alimentando A Raiva


Notas iniciais
Boa leitura

(PVO Andrezza)

Alguns dias depois.

Os dias haviam se passado, todos agitados por causa dos ataques, novos vampiros a caminho de Los Angeles, com Gordon aumentando seu exercito não seria tão fácil só a família Cullen cuidar deles.

Dilan havia crescido tão rapidamente que isso estava me deixando assustada, agora ele aparentava seus 4 anos e já fala de tudo, passávamos algumas horas antes de dormir conversando sobre os lugares que eu conheci e sobre Sidney, Damon não demonstrava estar feliz com o plano meu e de Dilan de irmos para Sidney.

Noan continuava na mesma e ainda pior, entrava e saia do coma. Sua irmã odiava quando eu o visitava por esse motivo eu às vezes – Juro às vezes apenas – Eu a hipnotizava ou lhe dava algum sedativo. Hoje não foi diferente, ela estava chorando por causa do irmão, incontrolavelmente e ainda jogava toda culpa em mim, e digamos que eu não sou a rainha da paciência. Os tios dela estavam quase sempre por lá e eu podia ver em suas mentes que o desejo deles era que Noan morresse. Os pais do mesmo não poderiam vir, pois a mãe de Noan estava fazendo um tratamento fora do pais e isso prejudicaria sua saúde. Obviamente os tios de Noan prometeram aos pais do mesmo que cuidaria dele.

Desci as escadas rapidamente, pude ver uma mensagem de Damon antes de o celular acabar a bateria, nela estava escrito que teríamos uma reunião na casa dos meus pais.

Ao chegar no estacionamento eu senti que alguém estava me seguindo ou observando, mas não havia ninguém a vista. Então ou eu era maluca ou tinha alguém me sacaneando.

Peguei a chave da Ferrari e apertei o botão para destravar, então veio um carro em alta velocidade em minha direção, era azul escuro e com vidros negros me impedindo de ver quem estava no carro, sai do transe segundos depois e foi o tempo para eu pular da frente do carro, ele passou e eu me deixei pensar que por segundos eu não estava morta talvez? É eu provavelmente não estava errada ao pensar que alguém estava me vigiando.

Corri para a Ferrari entrando em disparada, liguei e dei ré logo colocando o pé no acelerador em uma tentativa de seguir o carro azul. Eu estava com raiva, alguém havia acabado de tentar me matar e eu agora queria matar essa pessoa.

O carro entrou na avenida e começou a fazer ziguezague no meio dos outros carros, eu admito que não seja uma ótima motorista, mas minha raiva era tanta que eu estava sendo uma ótima motorista – Claro que no sentido de perseguir o idiota do carro azul e ignorar todas as regras de transito.

Ele passou no sinal amarelo e havia um carro em minha frente, bufei e desviei entrando na calçada acelerei e pude ver o sinal ficar vermelho quando passei. Logo estava novamente perseguindo o carro azul e era evidente que ele sabia que eu estava seguindo ele.

Acelerei mais, eu estava tentando encurralar ele, mas o idiota na direção era muito bom corredor. Quando finalmente eu pensei que poderia empurrar ele para a rua a esquerda – Assim faria agente sair da avenida – Ele de alguma forma conseguiu entrar na frente de outro carro, ultrapassar o sinal vermelho me fazendo parar quase na faixa de pedestre e quase matar uma mulher.

–Sua louca! Tirou carteira aonde? – Ela gritou vindo em direção ao carro, bufei furiosa, era só essa que me faltava. Fechei os olhos por alguns meros segundos, quando abri novamente eu pude ver que estava segurando o volante com muita força, eu precisava compensar a adrenalina que corria em minhas veias. Acelerei o carro ignorando a mulher que estava quase na janela do carro e também ignorando o sinal vermelho.

O carro azul estava muito a frente e havia vários outros carros na minha frente, então de repente ele sumiu da minha visão. Desacelerei olhando para os lados enquanto tentava encontrá-lo. Fiquei por alguns minutos nessa, até ele entrar novamente em meu campo de visão, em alta velocidade, voltei a acelerar. Ele entrou em uma rua com menos carros e eu entrei na contramão ficando ao lado do carro azul.

Comecei a ir para o seu lado o fazendo recuar, então entramos em uma rodovia – Havia uma “cerca” de ciumento impedindo os carros caírem e rolarem o penhasco – Sem hesitar entrei na contramão novamente e fui para o lado do carro azul pronto para empurrá-lo em direção a cerca, o mesmo foi com medo de eu empurrar, talvez ele não tenha visto a cerca ou algo assim, só sei que ele mesmo se jogou.

Sorri e parei, desci do carro e pude ver o carro azul rolando ruas abaixo, as ruas eram de terra lá embaixo, ele rolou, rolou e então parou umas duas ou quatro ruas abaixo, voltei para a Ferrari e acelerei, eu tinha que ver quem estava no carro.

(PVO Renesmee)

Cheguei com Jake à casa de meus pais e logo sorrisos diversos foram direcionados a nós. Eu estava feliz por tudo estar resolvido entre eu e Jacob, mas toda essa confusão me fez querer casar o mais rápido possível e eu sabia que isso não seria possível. Afinal estamos no meio de uma guerra e a prioridade é organizar toda essa “bagunça”.

–Que bom que estão juntos de novo – Luisa falou enquanto me abraçava retribui seu abraço.

–Obrigada.

–Então conseguiu domar a fera Klaus – Jacob falou piscando enquanto olhava para a mão de Klaus entrelaçada a de Lorrayne.

–Ah uma fera tem que saber domar a outra não é mesmo? – Tio Emmett zoou.

–Com certeza Emmett – Klaus concordou sorrindo.

–Então podemos começar a “Reunião” ou...

–Temos que esperar Bella, Andrezza e Marcia – Papai falou olhando para o celular, parecia preocupado.

–Algum problema? – Perguntei.

–Andrezza não atende o celular e Bella também não – Damon falou com Dilan no colo, fui até ele.

–Muito menos Marcia – Luan não era uma pessoa que conseguia esconder seus sentimentos muito bem e estava mais do que na cara que ele estava preocupado

–Vem com a titia coisa mais linda – Chris não disse nada apenas veio para o meu colo.

–Elas não atendem ou esta desligado? – Tia Alice perguntou.

–Bella não atende – Papai falou tirando os olhos do celular.

–Marcia também não – Luan disse preocupado discando novamente o numero de Marcia.

–Andrezza desligou – Damon falou parecendo irritado, eu ainda não sabia por que ele ainda ficava bravo por isso, Andrezza adorava sumir às vezes e já era para ele ter se acostumado com o fato – Ela devem estar conversando, Andrezza foi para o hospital mesmo. E Bella esta lá.

–Deve estar tudo bem, Bella não colocaria Andrezza em perigo – Vó Esme falou tentando inutilmente acalmar Damon e papai – Marcia havia ido em casa buscar roupa para Rafaela.

–Sem querer ser negativa, mas elas podem não estar juntas – Luisa falou calma – Não é porque Andrezza foi ao hospital que pode estar com Tia Bella. E Marcia pode sim estar em casa.

–Luisa você vê alguma coisa? – Tia Alice perguntou para Luh que ficou com os olhos desfocados por alguns segundos e então negou.

–Marcia esta confusa, o futuro da Dede esta totalmente escuro e é claro que é por causa do Damon...

–Não estou com ela Luisa – Damon falou tentando soar calmo, mas dava para ver claramente que ele estava realmente muito preocupado.

–Sim, mas ou é porque ela logo estará com você, ou porque ela não tomou uma decisão exata. Ou claro que ela esteja com outro vampiro da mesma raça que você. Satisfeito?

–Bella esta no carro vindo para cá – Tia Alice falou.

Peguei meu telefone no bolso logo que me sentei no sofá com Dilan que me olhava parecendo querer que eu explicasse o que estava acontecendo, ele já sabia varias coisas e eu sabia que seu crescimento acelerado estava matando Andrezza. Falando nela, disquei no numero dela, uma, duas e três e nada.

Segundos depois que desisti de ligar no celular de Andrezza, Marcia entrou furiosa.

–Ou matamos esse grupinho do Gordon o mais rápido possível ou eu mesma taco fogos em todos – Rosnou.

–O que aconteceu?

–Fui em casa, e tinha um idiota lá. Ele tentou me matar, mas é claro que eu não sou idiota e o matei.

(PVO Andrezza)

Parei atrás do carro azul que agora mais calma pude ver ser um Porsche, igual ao da tia Alice, mas azul. Desci da Ferrari e então fui até o carro, abri a porta e havia uma garota lá dentro, bufei. Ela estava inconsciente, a tirei do carro e a coloquei no chão e entrei no carro para ver se havia algum documento. Nada. Revirei os olhos e sai, peguei a garota do chão e a levei para a minha Ferrari a coloquei no banco de trás e admito que iria deixar o carro lá, mas ao ver um galão no canto da estrada sai do carro e fui até ele o pegando.

Voltei ao Porsche, me agachei e olhei embaixo do carro, vazava um pouco de gasolina, me deitei embaixo do carro – Isso me deixou um pouco chateada, além de sujar minha roupa iria sujar meus cabelos que estavam soltos – Peguei o galão e o deixei ao meu lado embaixo do carro, tirei a mangueira de gasolina que era ligada ao carro e espirrou um pouco de gasolina em meu rosto quando fui por o dedo na boca do cano para não deixar vazar tudo, peguei o galão com a outra mão e então rapidamente enchi o galão com gasolina.

Joguei gasolina no carro inteiro e então me agachei e novamente peguei mais um tanto de gasolina até que acabou, bufei, mas isso era o suficiente. Sai de lá de baixo, tirei minha blusa e fiquei apenas de regata preta, abri o galão e coloquei metade da blusa dentro do galão e a outra metade para fora. Fui até meu carro, peguei um isqueiro. Eu tinha que andar logo antes que chegasse alguma policia ou algo assim. Voltei em velocidade vampiresca para o outro carro, acendi o isqueiro e então coloquei fogo na ponta de fora da minha blusa joguei no carro e me virei começando a andar em velocidade normal para o lado contrario do carro que pegava fogo, então explodiu e eu continue a andar.

Eu já podia ouvir o barulho das sirenes da policia não muito longe, por isso entrei na Ferrari e arranquei de lá.

{...}

Liguei dois cabos em uma bateria, então liguei na força elétrica da oficina abandonada que eu havia encontrado, peguei dois pregos grandes e uma cadeira, coloquei a cadeira de costas para a garota.

Ela tinha cabelos negros, pele forte e era obvio que era uma meia vampira. Sua testa estava sangrando um pouco, mas eu não me importei, já havia amarrado suas mãos na cadeira, sabia que isso não a seguraria por muito tempo então fui rápida, pois quando ela acordasse ela lutaria e eu não estava afim de lutar, meu foco agora era a tortura.

Peguei um prego em cada mão e então sem dó nem piedade enfiei um em cada perna dela, ela acordou, gritando de dor. Sorri de lado e ela me fuzilou respirando fundo enquanto tentava inutilmente aguentar a dor.

–Boa tarde querida

–Vai se ferrar! – Gritou, revirei os olhos, já com os fios desfiados os liguei aos pregos em suas pernas.

–Então vamos começar, porque tentou me matar? – Ela riu forçadamente, eu podia ver que ela estava sentindo uma dor enorme.

–Não vou dizer nada para você.

–Esta bem – Assenti me levantando – Sabe, eu não sou muito boa em historia, mas acho que em 1938 ou 1939 na França a luz elétrica não era muito boa, então se você ligasse algo muito forte à luz acabava por horas. Mas aqui não, aqui em Los Angeles temos uma energia elétrica fantástica – Liguei a luz e ao mesmo tempo a garota começou a gritar, ondas elétricas estavam passando por seu corpo, as veias do pescoço dela saltavam enquanto ela gritava de dor, suspirei e desliguei a luz. Ela estava ofegante, tirei minha jaqueta branca e a coloquei na cadeira, voltei a me sentar na frente dela.

–Esta disposta a colaborar agora? – Perguntei calma, ela respirou fundo algumas vezes antes de me responder.

–Vai se fuder – Balbuciou.

–Olha... – Ela cuspiu na minha cara me fazendo parar. Sorri de canto assentindo e me levantando, limpei o rosto com a mão, peguei um paninho que tinha ali e enfiei na boca da garota, liguei a luz e ela começou a gritar novamente, suas veias saltaram novamente e caíram algumas lagrimas de seus olhos. Deixei a luz ligada por um tempo maior, então finalmente desliguei.

–Para por favor! – Suplicou, me sentei na cadeira novamente.

–Porque estava tentando me matar...

–Eu não estava...

–Ah não? Então quer dizer que você é cega e não me viu na frente do carro no estacionamento do hospital.

–Eu não podia parar, então se eu te matasse eu ganharia uns pontos com Gordon...

–Prossiga, posso pensar em te deixar viva sabe? – Ela parou para pensar por alguns segundos.

–Eu tinha que pegar aquela garota...

–Que garota?

–Aquela que você discutiu no quarto do seu amiguinho há alguns dias atrás, eu a peguei...

–E a levou para Gordon? Como? – Continuei calma, eu tinha que continuar.

–Levei para Jonathan...

–Quem é ele?

–Irmão de Andréo...

–Onde? Para onde ele foi? – Revirei os olhos com a minha tolice, entrei em sua mente e rapidamente peguei a localidade de Jonathan, me levantei pegando minha jaqueta, coloquei o lenço na sua boca.

–Prometeu que me deixaria viva – Ela resmungou com o pano na boca.

–Falei que podia pensar nessa opção. Nos vemos no inferno querida – Liguei a luz e sai da oficina, pude ouvir seus gritos abafados por algum tempo, então logo que entrei no carro e me afastei o silencio foi voltando.

{...}

Era uma casa como outra qualquer, pequena, por fora era apresentável. Desci da Ferrari e sem hesitar bati na porta, uma, duas vezes, quando estava prestes a bater pela terceira vez a porta foi aberta.

O garota aparentava ter seus 18 anos, seus olhos eram negros, sua pela branca como a neve, seus lábios vermelhos e sua postura era defensiva. Sorri de canto, ele me encarou, ele fitou meu pescoço por alguns segundos, revirei os olhos e em velocidade vampiresca entrei na casa e o empurrei contra a parede, ele voou e bateu com as costas na parede.

Eu podia ouvir o coração de Natália bater, podia ouvir seus pensamentos. O garoto me encarou furioso.

–O que você pensa que esta fazendo? – Rosnou se ajeitando.

–Acha mesmo que pode sequestrar uma pessoa e ainda sair ileso? – Perguntei sarcástica, ele sumiu em segundos e então me prensou contra a parede, fechei os olhos sentindo dor.

–Não tente bancar a mais forte aqui... Pois nós dois sabemos que você não é – Seus lábios estavam perto dos meus enquanto ele falava, seus olhos fixos na minha boca, suas mãos seguravam meus braços com força, seu corpo era bem definido e seus olhos demonstravam que ele não estava de brincadeira sobre o que falava.

–Você tem razão – Sussurrei olhando para sua boca, ele olhou para meus olhos e então de volta para meus lábios. Grande erro, sorri de canto e o empurrei com a perna não foi forte o suficiente para joga-lo do outro lado do cômodo, mas forte o suficiente para eu conseguir me soltar de suas mãos fortes.

Ele se movia como uma serpente na minha frente, era rápido, ágil e logico. Acompanhei seus movimentos por alguns segundos e então fiquei parada esperando que ele me atacasse. Ele não atacou, ele parou e me olhou, deixou sua cabeça cair de lado me analisando.

–Você vem até mim, me ataca e quando quero lutar você fica parada? – Perguntou baixo, parecendo confuso. Pisquei algumas vezes ele começou a se aproximar de mim, seu corpo estava a centímetros do meu, ele respirava devagar se controlando para não me morder.

Ficamos nos encarando por um tempo, corria adrenalina em minhas veias e eu sentia raiva, não era para isso estar acontecendo.

{...}

Dirigi o carro calmamente, cantarolando uma musica que tocava no radio. O corpo de Natália esta no banco de trás do carro, ela só acordaria amanha graças à injeção que eu havia aplicado nela no hospital. No posta-malar estava Jonathan, eu sabia que tinha que ser rápida, eu não sabia se apenas meu controle de mente iria mantê-lo dentro daquele porta-malas.

Respirei fundo quando entrei na rua da casa dos meus pais, com toda certeza Damon iria querer me matar por estar com o celular desligado. Mas qual é? Não fiz de proposito acabou a bateria.

Parei o carro na frente da casa, e apreciei a visão de todos os carros da família envolta, é eu estava meio atrasada. Desci do carro e arrumei minha jaqueta, sabe quando você é realmente importante e então em menos de dois segundos seu noivo esta na sua frente? Então é isso estava acontecendo comigo nesse exato momento.

–Diga-me porque você tem celular se não usa? – Perguntou rude.

–Tenho porque quero, se uso ou não é problema meu e não seu, mas apesar de tudo e você que tem cérebro e também não usa? – Ele me olhou chocado e eu sorri de canto – Estava sem bateria Damon – Dei as costas para ele indo para a traseira do carro, abri o porta-malas e então sorri para Jonathan – Já pode sair.

–Você some, não da satisfação e ainda vem ser sem educação comigo? – Revirei os olhos.

–Damon desculpa ok? Eu estou irritada, uma idiota tenta me atropelar, então eu tenho que bancar a salvadora e ir salvar Natália que estava com esse outro idiota – Apontei para Jonathan dentro do porta malas.

–Ta Andrezza, chega – Ele não estava afim de brigas podia ver em seu modo de agir.

{...}

–Quer dizer que invés de você matar ele, você me trás ele pra casa? – Marcia perguntou incrédula, revirei os olhos brincando com Dilan.

–Você não entende...

–Não eu não entendo, se você esta disposta a ir para a guerra, tem que aprender a matar...

–Não irei discutir com você – Falei fria.

–Andrezza vamos lá, não fica escondendo o que esta dentro da sua mente – Luisa pediu calmamente.

–Esta bem – Coloquei Dilan no chão – Vai brincar, logo eu vou com você – Falei calma, mas ele não quis e segurou minhas mãos.

–Eu quero ficar aqui – Sussurrou.

–Christopher esta tudo bem, okay? – Ele estava assustado, a tensão que estava no ambiente não era muito agradável – Eu prometo, não vai acontecer nada – Aos poucos ele foi se soltando e então foi brincar – Esta bem, Jonathan é irmão de Andréo – Falei logo.

–E você bancou a piedosa e o salvou para Andréo? – Marcia perguntou irônica.

–Não, Andréo...

–O que você fez com a namorada dele? – Tio Emmett perguntou voltando do porão.

–Porque?

–Ele disse que não dirá nada enquanto você não dizer onde ela esta.

–Se você dizer que a matou eu paro de brigar com você – Marcia falou sarcástica, bufei e desci pro porão, Damon estava lá, junto com meu pai, Jasper e Vô Caslisle o mesmo não queria torturar Jonathan e isso era péssimo, pois de uma hora para outra não conseguíamos mais entrar na mente dele.

–Vamos fazer um acordo – Falei descendo as escadas – Eu conto onde ela esta e você responde as perguntas deles – Ele virou a cabeça para mim e me fuzilou – Não adianta olhar assim, não vai mudar nada.

–Então fale, onde ela esta?

–Não, responda as perguntas deles primeiro e então depois conversamos esta bem?

–Não direi nada...

–Acho que você esta em desvantagem aqui não é mesmo? – Perguntei cínica, ele bufou.

–Não vou dizer nada – Falou firme, pude reparar que Damon estava se estressando.

–Okay, como queira, eu também não vou dizer nada – Dei de ombros.

–Olha aqui – Dei um passo para trás ao ver Damon prensar o garoto contra a parede, seu rosto estava transformado e ele estava furioso – Eu estou muito zangando, você tentou matar minha noiva e agora vem fazer showzinho como se fosse o rei do mundo, agora ou você começa a abrir essa maldita boca e responder nossas perguntas ou eu te mato aqui e agora, que tal?

–Damon calma – Vô Caslisle colocou a mão no ombro de Damon que não soltou Jonathan.

–Andrezza suba – Meu pai pediu calmo, assenti e subi encontrando Luan e Jackson no meio do caminho, os dois desciam junto com Klaus.

Subi para o terceiro andar da casa, infelizmente eu tinha outras pessoas para cuidar além de Dilan. Me encostei no batente da porta vendo Vó Esme e minha mãe olhando para Natália que dormia tranquilamente.

–Não entendo o motivo de ela não acordar – Mamãe falou me olhando.

–Ela esta sobre sedativo – Expliquei dando de ombros – Só acordara amanha.

–E porque ela esta sobre sedativo? – Vó Esme perguntou, suspirei.

–Ela estava muito... Irritada, então eu fiz o melhor.

–Você tem que falar com alguém da família dela, ela não pode voltar para aquele hospital, e você é a responsável por ela agora – Minha mãe falou calma.

–Não sou a responsável dela – Afirmei, as duas me olharam interrogativas – Eu vou levar ela para a casa do Tio dela e ponto...

–Andrezza, querida você a salvou de Jonathan, eles a sequestraram porque você tem uma ligação com Noan, agora você acha mesmo que quando você a deixar com o tio dela, ela estará segura? – Vovó perguntou racional.

–É o que eu espero...

–Não vai acontecer isso Andrezza, você sabe disso – Eu não me importava, porque elas pareciam quem iriam até o fim para fazer com que eu fosse responsável pela garota deitada na cama do meu quarto na casa dos meus pais?

–Verei o que faço – Murmurei saindo do quarto, em velocidade vampiresca fui para fora, me deitei na rede embaixo de arvores e então comecei a apreciar a neve que caia fininha deixando o ambiente todo branco e solitário.

–Esta frio aqui né mamãe? – Sorri fraco olhando para o lado e me deparando com Christopher e seus lindos olhinhos verdes claros, seu sorriso inocente e seus cabelinhos negros e lisinhos.

–Muito – Falei, o ajudei a subir na rede e o coloquei sentado em cima da minha barriga, coloquei uma perna para fora da rede para assim pode ter o controle dos movimentos e poder ter estabilidade para não cairmos – Porque não esta brincando? – Perguntei enquanto gentilmente fechava o zíper de sua jaquetinha.

–Não quero brincar – Falou baixo dando de ombros, suas mãozinhas mexiam delicadamente com algumas mechas do meu cabelo.

–E porque não quer brincar? – Ele deu de ombros.

–Porque não – Sorri de lado, essa era uma típica resposta que eu dava quando era pequena.

–Desculpe não ter passado à tarde com você – Falei acariciando sutilmente seu rostinho.

–Tudo bem... Mas quando eu poderei conhecer Sidney? – Perguntou ansioso, sorri fraco.

–Logo, você vai adorar lá, têm praias, o clima é ótimo, tem um zoou fantástico e você poderá conhecer alguns amigos da mamãe – Falei olhando em seus olhos, ao contrario dele que estava com os olhos fixos em suas mãozinhas que mexiam em meus cabelos.

–Papai ira conosco? – Fiquei seria ao ouvir sua pergunta tão hesitante, sua voz era baixa e eu podia sentir que ele estava com medo de minha resposta e eu não entedia o motivo pelo qual ele estar assim.

–Porque você esta me perguntando isso? – Ele ficou tenso – Dilan sabe que pode me falar tudo, mas também se não quiser não vou te obrigar – Sussurrei calma – Qual é o problema?

–Papai não tem cérebro? – Devo dizer que isso havia me atingindo em cheio, eu já havia entendido tudo, ele estava assim porque havia provavelmente ouvido eu quase brigando com Damon quando cheguei e isso estava o deixando inquieto e tenso.

–Ele tem cérebro...

–Mas não usa? – Ele me olhou sorrindo de canto, enquanto proferia as palavras quase em um sussurro, como se tivéssemos falando sobre um super segredo.

–Bem... Ele usa sim, mas só para algumas coisas – Tentei explicar – Mas enfim seu pai ira sim para Sidney conosco e iremos nós divertir muito, passearemos no parque, iremos ao cinema, a praia e a vários outros lugares que você quiser – Prometi, um sorriso único se espalhou por seus lábios me mostrando que ele estava alegre com a ideia.

–E Bright poderá ir conosco?

–É claro que sim – Respondi passando a mão por seus cabelos e o fazendo ir para trás e então os mesmo voltaram.

–E quando iremos? Amanha? Semana que vem? Domingo? Voltaremos antes do natal? Não quero passar o natal longe da vovó e do vovô e também da Tia Nessie e de Tio Jacob e do biso e d...

–Hey calma – Pedi sorrindo – Uma pergunta de cada vez ok pequena metralhadora? – Ele riu divertido e assentiu.

–Não iremos tão logo assim, tem algumas coisas que temos que resolver antes de ir e sim iremos passar o natal com todos, esta bem?

–Ira ficar tudo bem né mamãe? – Ele olhou em meus olhos enquanto proferia as palavras, engoli em seco escolhendo bem minhas palavras.

–Tudo ficará em seu devido lugar – Falei calma, mas pareceu que ele não ficou satisfeito com minha resposta — Sim, vai ficar tudo bem.

–Posso saber o que os dois estão conversando aqui fora nesse frio? – Olhamos para Damon e Dilan sorriu com a voz divertida de Damon.

–Fazendo planinhos malignos para te pregar peças enquanto você estiver dormindo – Falei sorrindo marota, Damon fingiu estar assustado.

–Meu DEUS! Não posso nem mais dormir sossegado? – Christopher riu.

–Tal mãe tal filho meu querido – Falei cínica.

–Chris vamos assistir filme, vamos! – Rafaela apareceu ao lado de Damon e pegou na mão de Dilan que estava ainda em meu colo.

–Que filme?

–Porque não ajuda eles a escolher? – Damon sugeriu, ele assentiu e Damon o ajudou a descer, ele e Rafaela correram para dentro – Posso ficar com o lugar de Dilan? – Damon perguntou erguendo uma sobrancelha.

–Não? Você é muito pesado para sentar no meu colo – Falei sorrindo, ele revirou os olhos.

–Senta na rede – Pediu.

–Não eu vou cair...

–É só você colocar os pés no chão – Falou paciente, fiz o que ele pediu e o mesmo sentou atrás de mim e de alguma maneira em poucos segundos nós dois estávamos deitado na rede, ele atrás de mim e eu deita sobre seu peito, com as pernas no meio das dele, a cabeça um pouco abaixo de seu peito as costas em sua barriga e eu podia sentir seu membro em minhas nádegas. Ele se remexeu desconfortavelmente embaixo de mim e eu ergui a cabeça e sorri malandra para ele.

–Se cairmos daqui vai ser tudo culpa sua – Ele sorriu de canto.

–Se cairmos cairemos juntos, além do mais não passaremos do chão – Prometeu, fechei os olhos e então senti sua mão se entrelaçar a minha, sutilmente ele mexeu no anel de noivado em meu dedo.

–Eu sei que fui grosseira com você hoje e me sinto culpada por isso...

–É você foi realmente muito grosseira e eu deveria ficar sem falar com você por dias ou algo assim...

–Nossa que legal, eu aqui te dizendo que me sinto culpada e você nem tenta me consolar? – Ele riu cínico.

–Eu quem tenho que ser consolado, eu fui a vitima.

–Okay. Desculpa, eu não queria ter dito...

–Sim você queria – Ele me interrompeu.

–Da para parar de me interromper e me deixar pedir desculpas? – Falei irritada.

–Só dando o troco – Bufei e ficamos em silencio por alguns minutos – Você não ia pedir desculpas?

–Ah você não cala a boca, não vou pedir mais... – Falei emburrada.

–Assim não vou querer desculpas – Falou sério, bufei e então escorreguei pra cima e então selei nossos lábios rapidamente.

–Assim esta melhor? – Perguntei contra seus lábios, ele sorriu contra minha boca.

–Muito melhor – Sorri e então distribui alguns selinhos por seus lábios antes de voltar a minha posição antiga – Eu concordo com sua mãe e Esme – Ele falou depois de um tempo.

–Concorda com o que exatamente?

–Você é a responsável pela garota agora, acho que você não deveria manda-la para a casa dos Tios, ela estará em perigo lá. E querendo ou não você e Noan são amigos, ou pelo menos eram, e eu sei que você si sente culpada pelo acidente dele e é o mínimo que pode fazer por ele enquanto o mesmo esta naquele hospital. Deixar a irmã dele em segurança. Seria muita crueldade mandar ela para lá, por mais frio que eu seja na maioria das vezes eu não faria isso – Fiquei quieta por um ou dois minutos.

–Esta querendo dizer que ao invés de me apoiar você vai querer realmente ir para o lado do Noan? Isso é realmente irônico – Falei cínica – Mas okay, já que eu sou a responsável a decisão será minha – Sai da rede o deixando lá, pude-o ouvir bufar, logo me encontrei no porão.

–Acho que já pode contar o que prometeu a ele – Papai falou quando me viu na escada, desci as escadas.

–Ela esta bem? Onde ela esta? – Jonathan disparou perguntas.

–Em 1938 na França a luz elétrica não era muito boa...

–E o que ela tem a ver com luz elétrica? – Ele me interrompeu.

–Cala a boca e me ouve – Falei irritada – Enfim, se ligasse algo muito forte a luz acabava por horas. Mas aqui em Los Angeles temos uma ótima energia elétrica Jonathan...

–Andrezza, por favor... – Papai pediu calmo.

–Eu a torturei, a fiz responder todas as minhas perguntas, coloquei um prego em cada perna dela, liguei fios nos pregos, a cada pergunta que ela se recusava a responder ondas elétricas passavam por todo seu corpo. Agora provavelmente ela já deve estar ao encontro do diabo. O corpo dela esta em uma oficina abandonada a oeste – Eu podia ver a fúria em seus olhos, a vontade de me matar era imensa, sorri de canto – Logo você estará junto a eles Jonathan, agora saiba nós iremos acabar com o reinado de você, colocaremos fogo em tudo e nenhum rio e nenhum lago poderá apagar o fogo, vamos levantar estacas, vamos acabar com vocês, um por um.

–Você me prometeu...

–Exatamente, te prometi falar onde ela estava e eu falei, cumpri minha parte do trato e você cumpriu o seu.

–Você me deu o corpo dela! – Gritou furioso, Tio Emmett o segurou junto com meu pai e Jasper.

–Para a alma você deve chamar um padre. E agora todo seu amor por ela será exorcizado, e veremos você dizer como é estar no paraíso, e é uma quantia exata, é uma melodia, é um choro final, é uma sinfonia. O sentimento que você sente agora pode ser para você quase imortal, até você rasgar suas paredes e deixar de senti-lo, até você salvar seu coração, e no final o diabo levará sua alma e o que foi feito não poderá ser desfeito, no coração do mal, na alma do mal.


Notas finais
Anjos? Tudo bem com voces? Espero que sim!
Bem... Espero que tenham gostado, o final ficou meio religioso, o que não é muito normal mas:/
Um Feliz natal pra voces, boas festas e se não nós vermos antes do ano novo, um feliz ano novo para todos!!!!
Beijos! Amo voces, e vejam a nova capa da fanfic!