Puro Prazer, Mas Tudo Pode Mudar Não? 3

15 Capitulo 14° – Minha Perdição


Notas iniciais
Boa leitura...

(PVO Katherine)

–Cara, eu sei me arrumar sozinha – Disse um pouco rude, Marcia me olhou irônica.

–Não me diga! – Ela disse, me fazendo sentar em uma cadeira.

–Nós sabemos que você sabe se arrumar sozinha Katherine – Renesmee disse divertida – Mas! A gente ama te perturbar – Ela completou rindo.

–E também por que você tem que ficar irresistível , para seduzir o Gordon, estamos aqui para te ajudar com isso, agora pare de reclamar e fique quietinha enquanto a Marcia te maquia.

Depois de algum tempo, com Marcia me distraindo, estava eu com uma maquiagem carregada, que ao mesmo tempo deu um toque sutil de sensualidade no olhar. Logo depois fomos procurar a roupa perfeita.

Não foi nada difícil achar a roupa “Perfeita”, eu já a tinha em minha mente. Era uma calça de couro preta, uma blusa branca que marcava bem minha cintura, com um cinto por cima e por fim uma bota.

–É você esta linda! – Luisa disse batendo palminhas.

–Eu sei querida... – Disse ironicamente, pelo espelho pude ver Andrezza revirar os olhos.

–Bem... Você já deve saber como agir com o vampiro certo? – Perguntou a buchudinha do Damon, pela decima vez só hoje, bufei irritada.

–É claro que sei, não sou idiota.

–Quero só ver – Ela sorriu parecendo pensar em algo divertido.

–Você não vai ver Andrezza – A olhei pelo espelho sorrindo – Porque você não estará lá – Ela ficou seria enquanto me fuzilava, então ela sorriu parecendo se lembrar de algo.

–Eu não preciso estar nós lugares para saber o que acontece neles Katherine – Ela se levantou indo em direção a porta do quarto – Além de tudo, quando você chegar e eu espero que chegue com Gordon, eu verei tudinho em sua mente – Então ela saiu do quarto.

–Uiiiiiiiii estressadinha — Falei com a cara de assustada, logo depois gargalhei.

Pude ouvi-la bufar e murmurar “Sou mesmo, o que você tem a ver com isso?”, deu vontade de revidar, mas eu já podia ouvir Damon a esperando na escada e eu não queria perder meu tempo com ela.

Desci as escadas e quando passei pelo casalzinho do ano, dei um sorrisinho. Andrezza me olhou suicidamente, pude ouvir ela falar “Eu juro que ainda arranco a cabeça dela”. Sorri e vire-me para ela e disse ironicamente.

–Dede, divirta-se muito, assistindo TV e comendo. Enquanto nós fazemos o trabalho de matarmos alguns vampiros – Joguei o cabelo para trás – E não se preocupe queridinha, vou matar alguns em sua homenagem.

Ela respirou fundo como se fosse soltar os cachorros em cima de mim a qualquer segundo, então Damon a virou para ele e a abraçou me olhando ameaçadoramente, ele beijou os cabelos dela e então sussurrou “Calma, ela só quer te irritar”. Revirei os olhos e me virei saindo da casa.

Entrei no carro de Eric, que era um lindo conversível preto, ele sorriu para mim enquanto ligava o som. Logo ele acelerou saindo da residência dos Cullen, fomos em direção ao local do show.

–Então... Pronta para iscar o vampiro? – Ele perguntou depois de alguns minutos de silencio.

–Nasci pronta para iscar qualquer um – Falei cínica.

Chegamos ao local e eu logo desci do carro de Eric, emburrada como o combinado. Não fiquei na fila graças ao meu bom e amado poder, logo entrei no show, não foi difícil achar Gordon, ele era o cara musculoso e olhava para todas as mulheres que passavam por ele, como se elas fossem apenas meros pedaços de carne.

Sorri – Eu estava pronta para atacar – comecei a caminhar e então passei ao lado dele, sem olha-lo claro. Pude sentir seu olhar queimar em cima de mim e por eu estar conectada a mente de Eric que via tudo o que eu não podia ver atrás de mim. Gordon sorriu desafiador e possivelmente devia estar pensando que eu era a presa perfeita! Grande tolinho, ele era a presa.

Cheguei em um pequeno barzinho que tinha ali, me sentei em uma das cadeiras e pedi uma dose de vodca. Alguns minutos depois senti uma pessoa ao meu lado, olhei para cima e me deparei com Gordon me olhando maliciosamente. Ele se curvou um pouco para o meu lado.

–Posso me sentar ao seu lado, linda? – Perguntou com uma voz sexy.

–Claro... – Fiz gesto com a mão e o observei sentar ao meu lado, ou melhor ele aproximar sua cadeira da minha e então sentar. Dei um sorriso sacana.

–Seu nome querido...?

–Escolha você um nome para me dar – Falou enquanto me comia com os olhos, sorri mais ainda.

–Seu nome querido – Repeti com uma voz sedutora, vi seus olhos brilharem de desejo.

–Gordon, mas pode me chamar do que você quiser amor – Ri passando a língua pelos lábios levemente, beberiquei um pouco da vodca logo depois.

–Você me parece um homem muito forte – Pisquei desviando meus olhos dos dele.

–Você não faz ideia do quanto – Falou no duplo sentido, entrei no jogo dele e dei a resposta.

–Percebe-se... Que é um homem... – Fingi procurar as palavras – Viril – Falei mordendo os lábios tentando parecer sexy

–Muito – Ele disse baixo perto do meu ouvido, sai de cima do banquinho e peguei em sua mão grande, ele apertou sua mão na minha levemente.

–Então porque não me mostra tudo que tem? – Ergui uma sobrancelha o desafiando.

–Pensei que nunca fosse pedir – Disse e se levantou dando um tapa na minha bunda, e eu não podia negar que esse ato havia sido excitante.

Peguei em sua mão o puxando para fora, levei-o para um beco, onde a luz do poste mal nós iluminava. Era exatamente ali que eu tinha combinado para cerca-lo. Ele me prensou na parede do beco e me beijou furiosamente, enquanto suas mãos apertavam minha cintura descendo até minhas coxas. Eu tinha que admitir o cara tinha pegada.

Eu pude ver uma sombra de um dos Cullen ali perto, eles se movimentavam rapidamente e eu até agora esta obtendo sucesso em distrair Gordon. Doce engano, ele me pareceu que ouviu algo, pois parou de me beijando e começou a olhar envolta.

–O que foi? – Perguntei baixo e inocentemente, ele sorriu para mim e voltou a me beijar. Ele era um grande Idiota.

Segurei em seus ombros trazendo ele para mais perto de mim se possível, suas mãos agarraram meus cabelos com força aprofundando nosso beijo, suspirei ficando irritada quando ele parou de me beijar novamente.

–Acho que ouvi algo – Murmurou desconfiado, começando a olhar envolta. Fudeu! Ele ia descobrir tudo agora. Peguei seu rosto o fazendo olhar para mim.

–Você deve ter ouvido demais, mais com toda certeza daqui a pouco você ouvira algo, seus gemidos – Sorri para ele de um modo bem safado, puxei seu rosto para perto do meu.

Ele riu perverso e então sorriu maligno.

–Não devia tentar me enganar querida – Então me beijou novamente, pressionando seus lábios contra os meus. Abri os olhos ao ouvir Emmett provavelmente prestes a pular em cima de Gordon, o qual me soltou e se virou jogando Emmett longe, antes que Emmett ou eu tentasse pega-lo, Gordon sumiu pelo beco escuro, fiquei lá sem ação.

–Mais que merda!!! Não acredito que não o pegamos – Emmett gritou batendo a mão contra a parede do beco.

–Não acredito que não fui capaz de entretê-lo tempo suficiente antes de você pular – Falei irritada.

–Katherine, não foi sua culpa, muito pelo contrario, você nem tinha a obrigação de fazer isso, muito obrigada por tentar nós ajudar – Edward falou calmamente, mas eu me irritei mais ainda ao ouvir aquilo. “Obrigada por tentar nós ajudar”. Eu não queria ter tentado, eu queria ter conseguido captura-lo.

–Relaxa Kath – Jasper aparece tranquilo – O pegamos em uma próxima tentativa, mas de qualquer forma, muito obrigada.

–Sim obrigada – Luan confirmou – Nós iremos para a casa agora, vai com a gente ou...

–Não, eu irei para minha casa – O cortei – E Jackson diga a Luisa e Marcia que deu certo o visual em que as duas arrumaram – Então eu sai de lá os deixando.

Eu necessitava de algo que entretece minha mente, ou iria sair por ai matando um monte de humanos de tanta raiva. Fiquei encostada no capo do carro de Eric, quando o mesmo me viu ergueu uma sobrancelha me olhando com uma cara cínica.

Em velocidade vampiresca parei na frente dele que sorriu apreciando meu ato.

–O Gordon me excitou e fez nosso plano ir agua abaixo, preciso de alguém sem compromisso e que me divirta. Aceita? – Perguntei, ele riu.

–Sim, também preciso de diversão – Sorrindo sacana ele abriu a porta do passageiro para eu entrar, logo depois em velocidade vampiresca rodeou o carro, antes de ligar o mesmo me deu um sorriso, então partiu pelas ruas desertas.

(PVO Andrezza)

Damon via TV e a impressão que ele me dava era que nem estava ligando se eu estava ou não aqui. Revirei os olhos irritada com meus próprios pensamentos e com Damon. Fui para cima dele delicadamente, ele me olhou intrigado, curioso com meu ato, seus olhos demonstravam o quão ele estava submisso sobre o que estava acontecendo aqui.

–Tudo bem? – Ele perguntou olhando meus olhos, suspirei e então pressionei meus lábios contra os seus.

Minhas mãos subiram para seu peito coberto pela camisa branca de algodão, raspando minhas unhas em todo percurso, até chegar em seu rosto, Damon colocou sua mão na lateral da minha barriga, enquanto correspondia ao meu beijo, sua língua tocava a minha suavemente.

Desci minhas mãos por seu peito coberto pela camisa, até sua calça caqui.

–Andrezza – Ele segurou minha mão me detendo – O que pensa que esta fazendo? – Perguntou, revirei os olhos e voltei a beija-lo, ele fechou os olhos voltando a retribuir meu beijo.

–Me ame – Sussurrei contra seus lábios, ele paralisou sua mão segurou a minha com uma força que devo dizer que foi exagerada, e seus lábios não se moveram mais contra os meus.

–Eu não posso fazer isso – Sussurrou abrindo os olhos, suas palavras soaram frias e determinadas.

–Porque não? – Choraminguei.

–Não é o certo a fazer neste momento – Disse frio.

–Desde quando o que é errado faz com que você não o faça? – Perguntei ríspida.

–Andrezza, não – O olhei furiosa e me afastei dele.

–Eu já sei o que é – Ele me olhou confuso mas ainda frio – É porque estou gorda e feia não é? Então vai atrás da sua Katherine, ou da sua April elas devem estar prontas e bonitas para você Salvatore!

–Não seja absurda! – Ele pediu sua voz soou severa e repulsiva – Olhe o que você esta falando Andrezza, você esta se escutando? – Fechei os olhos respirando fundo.

–Boa noite Damon – Me virei de costas para ele e fechei os olhos tentando dormir.

Eu estava em um lindo lugar, era como se fosse um campo cheio de flores, o perfume delas banhava o ar. Eu estava imersa olhando as rosas, até que ouvi risadas. Virei-me rapidamente e me deparei com Noan com uma linda garotinha em suas costas, correndo em minha direção. O sorriso deles era alegre e fazia meu coração pular.

Ao se aproximarem, a criança pulou das costas de Noan e correu em minha direção, abraçando minhas pernas, a peguei no colo, e ela bateu palminhas animada.

–Olá princesinha – Sorri passando o polegar por suas bochechas, em um leve toque. Sua pele era macia e ela parecia uma boneca de porcelana.

–Senti sua falta mamãe – Ela disse fazendo biquinho.

Parei por um minuto para assim, analisa-la melhor, ela tinha os cabelos na altura dos ombros, lisos e seus olhos eram de um verde azulado. As maças do rosto eram vermelhinhas e seu sorriso era encantado, os dentinhos eram brancos e eu podia ver seu canino ser um pouco maior do que os de uma criança normal. Ela era como eu? Uma hibrida?

–Também senti sua falta minha querida – Beijei sua testa.

–E de mim, não sentiu? – Noan perguntou, cruzando os braços e fazendo bico, como uma criança birrenta.

–Claro que senti, amor – Falei e me assustei, as palavras saiam involuntariamente da minha boca. Ele sorriu para mim se aproximando, beijou meus lábios em um leve rosar, não deixei sair de um selinho. Minha mente gritava para que eu me afastasse, mas eu não conseguia, meu corpo parecia que dizia o contrario do que minha consciência mandava. Eu estava em um duelo mental.

Ouvimos um bocejo ao meu lado. Separei meus lábios dos de Noan e olhei para a pequenina.

–Parece que alguém esta com soninho – Noan disse rindo, acariciando as maças do rosto da linda criança no meu colo.

–Não estou com sono papai – Murmurou a garotinha coçando os olhinhos, no mesmo tempo em que bocejava novamente. Eu meio que fiquei perplexa quando a ouvi chamar Noan de pai. Minha mente gritava perguntar, as quais eu não sabia responder.

–Vamos – Ele disse passando os braços por meus ombros – Sua mão da banho em você enquanto eu faço o jantar – Noan disse nós puxando para dentro da linda casa.

A casa era enorme em tons pasteis, a sala tinha um sofá em L na cor cinza claro, uma tv de plasma na parede, um tapete felpudo no meio da sala da cor branca, uma mesinha ao lado do sofá onde havia um controle – O qual deveria ser da tv – um porta retrato que tinha uma foto minha com Noan.

Havia uma escada a alguns metros atrás do sofá, ela parecia nós levar para os quartos. Noan se despediu de mim e da garotinha com um beijo, um beijo na testa dela e um em meus labios.

–Tome banho direitinho minha cara Emily – Ela sorriu travessa para ele e assentiu, subi as escadas com a garotinha em meus braços.

Dei banho nela, ou ela me deu banho? Pois no final minha camiseta branca estava quase toda ensopada. Ela me chamava de mamãe a cada frase que falava e depois que descemos quando ela já estava vestida e eu com outra blusa, encontramos Noan na cozinha, da onde vinha um cheiro divino.

–Macarronada com queijo! – Emily comemorou feliz.

–O seu prato preferido – Noan sorriu para ela.

–Sim, sim – Falou feliz. Sentei-me de frente para ela, enquanto a assista comer tudo, Noan se sentou ao meu lado, seus olhos brilhavam olhando para a linda menininha.

Depois de comer tudo, ela se apoiou na mesa e conversou um pouco, até que seus olhos começaram a se fechar, Noan riu se levantando e a pegando no colo, ela adormeceu em seus braços e ele depositou um beijo em sua testa. A levamos para seu quarto, a deitamos em sua cama com lençóis cor de rosa e branco. Ajeitei-a melhor, a cobrindo certinho, não queria que ela passasse frio a noite. Por fim depositamos um beijo em sua bochecha de boa noite e saímos do quarto.

Noan me segurou pela cintura logo em que estávamos nó corredor mal iluminado pela luz que estava a alguns metros de nós – Havia outra logo a cima de nós, mas não estava ligada, deixando o ambiente mal iluminado – ele me prensou contra a parede fria, sorriu sacada aproximando seus lábios dos meus.

Ele me beijou de uma forma que fez cada celula do meu corpo se arrepiar, suas mãos apertavam minha cintura com força, seu quadril estava pressionado contra meu baixo ventre e eu podia sentir sua ereção. Noan me ergueu do chão e eu envolvi minhas pernas em sua cintura, enquanto apertava os fios de seus cabelos entre meus dedos.

Ele começou a andar comigo ainda em seu colo, nossa respiração era ofegante por causa do beijo que não queríamos que terminasse logo, mas era impossível, éramos criaturas que precisavam de ar, mas ao mesmo tempo eu necessitava de seus lábios contra os meus, necessitava sentir sua pele contra a minha.

Noan me colocou em cima de algo macio, que eu logo pude ver ser uma cama, suas mãos começaram a passar por todo meu corpo apertando-o, rosnei e o empurrei contra a parede do quarto, ele riu baixo vendo que eu estava com pressa, me levantei da cama e me aproximei dele a passos lentos, o puxei pela camisa e o beijei, minha mão foi para sua nuca e ele em uma velocidade incrível me prensou pela segunda vez nesta noite na parede. Sem separar meus lábios dos seus comecei a desabotoar sua camisa rapidamente.

Eu me sentia quente, ou melhor fervendo. Olhei para seu peito nu e eu tenho que admitir, Noan era quente, muito quente. Logo que tirei sua camisa por seus braços a joguei para longe de nós. Comecei a empurrar Noan em direção a cama, ele foi sem reclamar. Ele caiu deitado na cama e eu subi em cima dele com uma perna de cada lado, me sentando em cima de sua ereção visível.

Dei lhe um sorriso perverso e comecei a raspar minhas unhas por seu tanquinho, ele gemeu baixo, senti seus bíceps se contraírem sobre a palma da minha mão.

Noan nós virou na cama e apertou minha cintura novamente e ao contrario do que eu fiz, ele rasgou minha blusa. Seus lábios que antes estavam contra minha boca, desceram por meu pescoço ora beijando ora dando leves mordidas.

Nós virei na cama ficando sobre ele que sorriu me olhando, desviei meus olhos de seu rosto e comecei a olhar para seu peito, pude ver as marcas vermelhas de minhas unhas em seu peito, aos poucos elas começaram a desaparecer, o olhei sorrindo sacana, quando vi não era mais Noan ali e sim Damon. Damon Salvatore.

–Parece que nossa noite vai ser bem selvagem, não? – Damon disse enquanto suas mãos iam para as minhas coxas dando apertos fortes, fazendo-me soltar gemidos. Ele se sentou e me beijou com desejo e fervor, enquanto o resto de nossas roupas eram jogadas para algum canto do quarto.

Abri os olhos para a escuridão, meu coração estava disparado, eu me sentia quente e ao mesmo tempo assustada e confusa. Olhei ao meu lado e Damon dormia tranquilamente, sem camisa e parecendo sonhar com algo, o sorriso em seus lábios dava vestígios que o sonho era bom.

Olhei para o teto e tentei normalizar minha respiração, que sonho havia sido esse? Noan era meu marido, eu tinha uma filha com ele, mas no final de tudo Damon quem estava na cama comigo, não Noan. O que isso tudo significava?

Perguntas? Eu tinha varias. Respostas? Nenhuma.

Olhei novamente para Damon e suspirei, havia sido apenas um sonho. E isso era bom de certa forma. Fechei os olhos tentando esquecer o sonho, havia sido apenas um sonho mesmo. Apenas? Adormeci minutos depois, caindo no mundo dos sonhos, o qual eu estava com medo neste momento.

Acordei assustava, com uma pontada abaixo do meu ventre, me sentei e percebi que o lençol abaixo de mim estava úmido, liguei o abajur e fiquei perplexa, escorria um liquido como agua pelas minhas pernas. Neste exato segundo eu senti outra pontada, mas desta vez muito mais forte, soltei um gemido baixo. Ergui minha mão e balancei o braço de Damon, ele se remexeu na cama, mas não acordou.

Senti uma outra pontada bem mais forte que a ultima, então resolvi apelar para o lado pratico.

–Damon! – Gritei, ele pulou da cama assustado – O bebe! – Sussurrei ofegante.

–O bebe? O que tem o bebe? – Perguntou ele desesperado se ajoelhando ao meu lado, seus olhos me observavam atentamente, e ao perceber o lençol úmido seus olhos se arregalaram. Sinceramente se eu não estivesse sentindo uma dor absurdamente dolorida, eu teria caído na gargalhada da cara dele.

Damon se levantou e começou a andar de um lado para o outro, igualzinho a uma barata tonta. E ainda por cima ele ficava sussurrando baixo.

–O que eu faço agora? O que eu faço? Carlisle, sim Carlisle! – Respirei fundo e devagar, Damon quem parecia estar entrando em trabalho de parto.

–Damon amor? Calma – Pedi ofegante – Pega o telefone e liga para a minha mãe... Agora! – Gritei a ultima parte ao sentir uma nova pontada.

–Esta bem, esta bem – Ele pegou o telefone e começou a andar de um lado para o outro enquanto digitava o numero rapidamente. Logo pude perceber que ela havia atendido, ele continuou a andar para lá e para cá, enquanto falava em um tom baixo com ela. Quando ele desligou, correu até a mim.

–Ela disse que você esta mesmo entrando em trabalho de parto – Ele murmurou nervoso.

–Ela disse? Ela disse?! – Repeti duas vezes em um tom alto e não eu ainda não estava gritando – É claro que eu estou entrando em trabalho de parto Damon! – Eu disse alto segurando os lençóis da cama com força em uma tentativa inútil de tentar fazer com que a dor parasse. Damon desapareceu da minha frente e em menos de dez segundos estava de volta, com uma camisa preta e sapatos.

–Ei calma Andrezza – Ele pediu acariciando meu rosto – Ela mandou irmos para lá – Damon me pegou no colo, e eu comecei a me perguntar se era impressão minha ou ele estava tremendo?

Ele nós levou até a garagem e me colocou no banco de trás do carro cuidadosamente, foi para frente logo depois. Ligando o carro, nesse momento eu já estava mais que ofegante – Se isso era possível – E meu bebe se debatia dentro de mim e a dor ia ficando mais forte.

–Calma Andrezza – Disse a mim mesma – É só uma contração, é só uma contração – Comecei a tentar normalizar minha respiração e quando pensei que estava a conseguir, senti uma fisgada que me fez soltar um grito que eu acho que até os Chineses ouviram.

–CORRE DAMON! – Gritei para ele que não falava nada – Eu NÃO quero dar a luz no seu carro! – Gritei e o carro parou.

–Fica calma esta bem? – Pediu, eu podia ver que ele próprio não estava nada calmo.

–Calma? Você me pede calma? Eu vou ter um bebe! – Gritei

–Escuta...

–Não! Escuta você – O interrompi – Se algo acontecer a mim, seja o pai que essa criança merece – Pedi tentando ser persuasiva e mandona, senti meus olhos úmidos.

O carro parou pela segunda vez, mas dessa vez ele saiu e veio e me pegou no colo.

–Nada! Absolutamente nada vai acontecer com você Andrezza – Disse olhando em meus olhos, coloquei a mão em sua nuca e o beijei, ele sorriu contra meus lábios – Eu te amo – Sussurrou contra meus lábios, olhei em seus olhos azuis sentindo a felicidade que eu sempre sentia quando o olhava. Para mim eles sempre seriam como o mar aberto, sem nenhuma ilha ou algo por perto... Eles sempre seriam minha perdição.

–Eu também te amo Damon Salvatore.


Notas finais
Bkristene: Oi amores, não posso falar muito, to super atrasada para ir a um aniversario! O niver começa as oito e meia e eu nem tomei banho ainda!!!!!! Já são cinco para as oito, pelo menos tenho aquela linda desculpa para dar "Meninas demoram para se arrumar" hahaha
Espero que todos estejam bem... A Tata vem falar com vocês depois... Espero que tenham gostados. Nós duas amamos os comentários de vocês.
Postem seus comentários e se nós merecermos uma recomendação.
Beijos. xoxo