Puro Prazer, Mas Tudo Pode Mudar Não? 3

5 Capitulo 04° – Aceita almoçar comigo?


Notas iniciais
Boa leitura...

No capitulo anterior...

–Hey, pode me ajudar? Damon Salvatore sabe onde posso encontra-lo? – Pisquei cruzando os braços sobre o peito.

–Você é o que dele? – Ela sorriu parecendo feliz.

–A namorada dele, sabe onde posso encontra-lo? Ou terei que pedir ajuda para outra pessoa?

A olhei com arrogância, mesmo que eu estivesse morta de ciúmes eu não poderia ter um ataque ali, por uma coisa tão comum... Era obvio que Damon arrumaria outra, eu só não esperava que fosse tão... Rapidamente.

–Siga-me – Lhe dei as costas, caminhei ate a sala de reuniões, abri a porta olhei e não tinha ninguém lá, apenas Jordan que lia um prontuário, revirei os olhos ele ainda não havia aceitado meu diagnostico. Sai da sala indo ate a sala de Damon, entrei rapidamente. Damon me olhou e sorriu sedutoramente.

–Posso ajudar? – Perguntou de uma forma bastante insinuante.

–Sua namorada estava perdida no hospital – Eu disse ainda arrogante – Ao que parece ela não conseguiu ver a imensa placa na porta com o seu nome – Dei espaço para a garota entrar na sala. Damon me olhou entediado.

–O que faz aqui April? – Perguntou ainda entediado.

–Eu vim fazer uma surpresa – Ela disse timidamente, revirei os olhos – Não queria te causar problemas – Completou sorrindo de leve para ele.

Como eu não iria suportar ficar ali dentro ouvindo tudo aquilo, me virei pra porta e antes de sair olhei para Damon.

–Esse é um ambiente de trabalho Damon e não é bem visto ficar recebendo visitas inapropriadas – Damon riu pra mim e me olhou debochado.

–Obrigada por ajudar a minha namorada Dra. Andrezza, eu tenho certeza que essa visita não vai atrapalhar em nada na minha agenda então não precisa se preocupar – Ele sorriu cínico, bufei.

–Que seja – Disse e então sai de sua sala indo para a sala de minha mãe, falei com Paula sua secretaria perguntando se ela estava com algum paciente, à mesma respondeu que não. Sorri e por fim entrei em sua sala.

–Muito ocupada? – Perguntei com a porta ainda aberta, ela tirou os olhos dos papeis a sua frente e me olhou sorrindo de canto.

–Não, entre meu anjo – Sorri, fechei a porta caminhei ate o sofá de sua sala e deitei lá olhando para o teto, pude ouvir ela suspirar – O que te incomoda Andrezza?

–Alguma vez alguém já disse que você errou no seu diagnostico e você se sentiu confiante e no final ele estava certo? Tipo, você havia realmente errado – Perguntei olhando para ela por meros segundos.

–Uma vez, mas eu não estava completamente errada. Mas qual o problema? O que esta te incomodando?

–Jordan acha que eu errei em meu diagnostico, ele acha que os exames em que eu mandei fazer no paciente são inúteis, que eu estou errada.

–E você acha que esta errada? – Ela perguntou me olhando fixamente, desvie os olhos dos dela.

–Eu não quero estar errada – Murmurei.

–Isso é muito diferente de achar que esta errada Andrezza, você não quer, mas você pode estar. Sabe disso não sabe? – Assenti – Quais são os sintomas?

–A pressão sanguínea não responde ao soro intravenoso, o que é estranho. O hemograma está perfeito, a tomografia abdominal não mostrou nada.

–Uma vasculite concomitante causaria danos nos nervos...

–Não, não causaria problemas de pressão – Murmurei.

–E o qual foi o veredito? – Perguntou.

–A menos que controlemos a pressão, ele vai começar a piorar antes que descubramos o que há de errado com ele. Mandei trata-lo para sépsis, com antibióticos de amplo espectro e por fim pedi um “cort-stim” e um ecocardiograma.

–Diga-me meu amor, seus problemas com Damon não estão afetando seus diagnósticos estão? – Suspirei fechando os olhos.

–Eu tentei resolver o problema o mais rápido possível, eu não estava mais suportando ver ele me olhar debochado. Mas eu não vejo motivos para eu ter errado...

–O que ele achou do seu diagnostico?

–Ele não achou nada, apenas concordou com o que eu disse. Mesmo que eu estivesse errada, eu duvido muito que ele fosse dizer, ele quer mesmo que eu me ferre – Murmurei.

–Andrezza não seja tão dramática, ele tem toda razão de estar bravo... Você errou feio com ele – Respirei fundo para não perder minha paciência, ela estava certa, mas saber que ela estava me deixava extremamente irritada.

–Eu sei... Sei que estraguei tudo, sei que errei... Mas...

–Mas o que meu amor? Se ele estivesse no seu lugar e você no dele, estaria fazendo coisa muito pior!

–Sabe que não! Ele matou pessoas! Quando eu briguei com ele por causa de Julieta, não sai matando pessoas! Não fiquei debochando da cara dele!

–Você não teve tempo de debochar da cara dele, porque no outro dia de manha já estava com ele de volta. Porque sabia que ele não havia feito nada e você tinha visto coisas – Porque ela estava defendendo Damon!? Porque ela estava fazendo isto?

–Não importa, não fiz isso há oito anos atrás...

–Há oito anos você era nova, ficou chateada e magoada, apenas quis fugir do problema – Me interrompeu.

–É talvez eu devesse fazer tudo de novo, talvez eu devesse fugir novamente — Falei seria, pude a ouvir respirar fundo, então seus passos ate a mim, ela se sentou e eu coloquei a cabeça em seu colo.

–Andrezza, minha filha. Não pode sempre achar que esta certa...

–Não acho que estou certa...

–Shii. Damon não é diferente de muitas pessoas... Se ele te perdoar é porque ele te ama muito, mas de qualquer forma, tem que ver que Katherine fez a mesma coisa com ele...

–Não! Não! Não pode me comparar a Katherine! Ela fez isso repetidas vezes, enganou Damon e Stefan! Eu não fiz isso! Eu contei a ele, assumi meu erro... Eu me arrependi – Sussurrei o final.

–Eu sei.

–Porque não pode ser um pouco mais fácil mãe? Não quero sentir o que estou sentindo, ele tem outra agora...

–Tem?

–Sim, uma tal de April. Eles estão na sala dele neste momento. Eu a odeio!

–Você esta com ciúmes – Ela me olhou nos olhos, desviei o olhar do dela.

–Que seja, eu não posso ter ciúmes, não tenho mais nada com ele, além do mais... Agora ele não é mais meu – Eu podia saber o quão desconexa havia sido minhas palavras, mas era sufocante sentir tudo de uma vez só.

–Andrezza, porque não tenta esquecer ele? Tenta ser feliz com Noan, deixa Damon ser feliz com April – Me levantei do colo dela em um piscar de olhos.

–Não vou fazer isso. Não amo o Noan.

–Então porque você o beijou? — Suspirei e caminhei ate a porta, sai sem dizer uma palavra. Apenas deixei que suas palavras ecoassem em minha mente.

{...}

Eu apenas suspirava e falava o que estava errado ou certo, no final dizia o que eles tinham que fazer, eu não estava completamente errada com meu diagnóstico, mas também não havia feito o garoto melhorar. Hoje já se fazia três dias que ele estava internado, eu não tinha a menor ideia de como ele ainda estava vivo, mas também não tinha a menor ideia de como conseguia ficar na mesma sala que Damon.

–Conseguiu fazer o boy viver? – Loray perguntou enquanto jogava Xadrez com Renesmee.

–Não...

–E provavelmente por causa da sua voz, você já esta começando a duvidar da sua capacidade – Renesmee me olhou acusatória, suspirei.

–Não... Talvez porque todos estão achando que eu to errada e que o paciente vai morrer... Talvez a vontade de fazer com que eles estejam todos errados, me deixe o desejo de estar certa.

–E no final você vai sorrir debochada para eles certo? – Lorrayne sorriu, neguei.

–Não farei isso, apenas os deixarei com seus pensamentos, não vou jogar na cara. Um dia eu poderei estar errada – Suspirei e olhei para o meu celular que vibrava em minha mão, era do hospital – Um minuto – Me levantei me afastando delas que estavam na sala, atendi.

–Hey! Qual é o novo sintoma? – Pude ouvir uma risada divertida do outro lado da linha.

–Não há um novo sintoma... Mais...

–Mais? – Incentivei.

–A namorada dele disse que na hora que eles tiveram uma relação sexual minutos antes dele desmaiar em cima dela...

–Ela foi selvagem e rude com ele – Damon ironizou do outro lado da linha, eu já podia imaginar como eles estavam na sala, todos sentados me ouvindo no telefone viva voz.

–E vocês possivelmente descartaram a opção de ter sido culpa das atitudes dela...

–Claro Andrezza! Sexo é bom, não mata ninguém – Jordan riu dizendo, revirei os olhos bufando.

–Muito pelo contraio. Sexo... Pode mata-lo. Você sabe o que acontece ao corpo humano quando se faz sexo? As pupilas dilatam, as artérias se retraem, a temperatura aumenta, o coração dispara, a pressão aumenta, a respiração fica ofegante, o cérebro libera pulsos elétricos, as glândulas liberam secreções e os músculos se tencionam como se estivesse levantando três vezes o seu peso.

–É violento, é feio... – Pude ouvir Lane murmurar, respirei devagar me lembrando de Damon e eu.

–E é bagunçado – Continuei – E se Deus não tivesse feito ser tão divertido, a raça humana estaria extinta há anos – Respirei fundo, pela falta de ar que havia me dado, depois de falar tanto, ainda pensar sobre Damon e eu, e ainda por cima falar sobre tal assunto sabendo que ele estava ouvindo.

–Os homens tem sorte de só terem um orgasmo – Lane disse.

–O que? Por quê? – Damon perguntou incrédulo.

–Porque as mulheres podem ter orgasmos de uma hora – Respondi.

{...}

Já era tarde mas cá estava eu no hospital de volta, Jordan havia me dito por telefone que Damon ficou sabendo que a mãe do paciente havia dado remédio de tosse ao menino, fazendo com que a condição se agravasse. Agora a doença estava por todo lugar.

Mandei fazer uma cirurgia, onde um pequeno cano passaria pelo coração de Brandon – O paciente – E pelas artérias do pulmão dele, mas no meio da cirurgia a pressão do garoto caiu, e Damon continuou a enfiar o cano dentro do garoto, isso fez que ele quase morresse.

Entrei na sala onde havia um paciente me esperando, sorri de lado ao ver o garoto que aparentava ter uns 16 anos.

–Como você está? – Perguntei enquanto fechava a porta.

–Bem.

–Ótimo! – Comemorei ironicamente, ele não viria ao um hospital se estivesse bem – Eu também estou bem.

–Eu devo ir embora – Ele disse tímido.

–Você pensa que vai sair sozinho? – Perguntei reprimindo meu sorriso, ele me olhou – É algo maior que um cesta de pão? Porque, vai sair sozinho. Se for pequeno, sem problema, fica embalado bem macio e ploft! Se for grande, pode rasgar algo, que para os médicos, é quando começa a diversão.

–Como você...? – Suspirei ao ouvir sua pergunta.

–Estou aqui há meia hora e você ainda não sentou... Isso me diz que é a posição. Você ainda não me disse o que é. O que me diz que é humilhante você tem uma tatuagem no seu braço, o que me diz que tem alta tolerância à humilhação. Então, achei que não eram hemorroidas. Sou medica há alguns anos, não vai me surpreender – Sorri confiante quando ele abaixou os olhos para os pés.

–É um MP3 player – Foi a minha vez de desviar os olhos dos dele. Um MP3 player, no anus do garoto? Isso havia me surpreendido.

–É por causa do tamanho ou da forma? Ou pela potencia do som? – Ele me olhou serio.

–O que você vai fazer?

–Vou marcar uma cirurgia – Seus olhos se esbugalharam – Aproveite e ligue para seus pais – Sorri confiante, ele ficou paralisado – Relaxa, tudo vai ficar bem – Sai da sala, escrevi no formulário do garoto o que tinham que fazer e deixei na mesa de Renata que sorriu para mim já pegando o formulário.

Fui para a sala de reuniões encontrando Lane no caminho.

–Brandon sente dores nos dedos – Ela disse atenciosa.

–Dores nos dedos? – Murmurei – Certo – Sorri lembrando-se de todos os diagnósticos e do ultimo sintoma, eu já tinha a solução. Fui para o quarto que o garoto estava com Lane ao meu lado, entrei vendo os pais dele o olharem do lado de fora do quarto de paredes de vidro.

–Oi de novo Brandon – Ele me olhou confuso – Como está? Fato interessante: A cada sete anos, você renasce. Inspirou-se com a metáfora? – Jordan me olhou parecendo um olhar de censura, eu não podia estar no quarto com tais roupas, tinha que usar uma roupa especifica. Coisa logica que não precisava neste momento.

–Dra. Cullen, este é um quarto estéril! – Disse Jordan.

–Sim, eu li o cartaz – Disse sorrindo um pouco sarcástica – Mas células de órgãos diferentes se reproduzem com velocidade diferente – Apertei o dedo do pé do menino que gemeu – Então, um novo rim a cada três anos, uma nova camada do estômago a cada semana – Soltei seu dedo e continuei – Por isso a intoxicação por Colchicina causa todos estes sintomas, mas não ao mesmo tempo.

–Mas nos fomos a farmácia, nos vimos as pílulas – Disse a mãe dele lá fora.

–A Colchicina trabalha de maneiras bem especifica. Primeiro, tem a dor abdominal, as erupções cutâneas, a febre, os primeiros sintomas eram estes? Então os rins. Que foi o que aconteceu ao Brandon. Então destrói a medula e então, neuropatia. Sensação de dor nos dedos das mãos e pés. O que você acha que acontece depois? – Perguntei olhando para Jordan

–Queda de cabelo? – Perguntou duvidoso.

–Claro! Ótimo! — Me virei para a parede de vidro, olhando para os pais do garoto – Más noticias, seu garoto toma drogas – Falei de uma vez, a mãe de Brandon me olhou furiosa.

–Não toma! – Ela disse do outro lado parecendo realmente brava.

–Ectase?

–Não! – Ela disse do outro lado, suspirei olhando para Brandon agora, ele respirou fundo antes de começar a falar.

–Duas vezes, com o Dan e o Mike – Confirmou.

–Comece com os anticorpos e de Tylenol para o cabelo – Parei ao lado de Jordan – Anote isso, nunca devo duvidar de mim mesmo – Pisquei para ele antes de sair da sala.

Enquanto descia para a minha sala, encontrei Damon em um dos corredores, ele parou na minha frente sorrindo divertido, sorri de volta.

–Será que é difícil entender que eu quero passar? – Perguntei, ele riu.

–Já esta se remoendo por dentro por não achar a solução do problema do garoto? – Me aproximei perigosamente dele, coloquei o dedo indicador sobre seus lábios – Ele vai morrer – Murmurou e mordeu meu dedo, me concentrei para não gemer, ele soltou meu dedo sorrindo.

–Você devia ficar mais informado, para depois vir debochar dos outro Damon – Bati o dedo em seus lábios – Tenha uma ótima noite querido – Rapidamente depositei um selinho em seus lábios e então sai, ele ficou parado lá como se não soubesse o que fazer.

{...}

Brandon havia saído do hospital hoje às 6 da tarde, eu me sentia feliz de ter o salvo... Mas sabia que nenhum deles que haviam me dito que tudo que eu havia os mandado fazerem estava errado, irai me pedir desculpas ou algo do gênero. Porque Damon era orgulhoso e Jordan sempre tinha suas desculpas, no final ambos eram orgulhosos. Mas eu havia vencido, EU estava certa.

Entrei na casa dos meus pais e logo encontrei meu pai na sala de estar ele sorriu ao me ver.

–Ai esta minha baby girl – Ri indo ate ele que me puxou para sentar ao seu lado, o abracei forte.

–Eu estava com saudades.

–Trabalhamos no mesmo lugar, mas não nos vemos todos os dias, isso devia ser considerado um martilho – Rimos.

–Onde esta minha mãe?

–Sua mãe? – Ri ao ouvir a voz de Renesmee na escada.

–Pois, que eu saiba ela é só minha e de mais ninguém.

–Egoísta – Ela me fuzilou.

–Eu estou brincando Nessie relaxa – Rimos nos três.

–Então vocês vão viajar para Malibu há essa hora? – Minha mãe entrou na sala com Lorrayne, assenti.

–Pois, mas são apenas uma hora de viajem, voltamos ainda hoje mãe. Veremos Vo Charlie, Sue Leah e Seth e iremos ao shopping, ver filme.

–Espero que dirija bem Andrezza – Jacob disse abraçado a Renesmee.

–Nunca bati em ninguém Jacob.

–Esperamos que não se importe de roubarmos Renesmee – Disse Lorrayne risonha.

–Roubar?

–Não seria roubar Jacob, porque ela ainda é nossa – Disse igualmente divertida.

–Vamos logo vai, temos que voltar antes das duas da manha eu odeio estar em estrada de noite – Disse Renesmee se soltando de Jacob.

–Ok, temos uma longa viajem e eu ainda não sei o que falaremos nela – Lorrayne saiu com Renesmee para fora logo depois de se despedirem.

–Parabéns – Disse minha mãe sorrindo – Eu fiquei sabendo que seu diagnostico estava certo.

–Obrigada, foi à única quem me disse isso...

–Eles não pediram desculpas não foi? – Ela me olhou curiosa.

–Não, mas eu não estava esperando mesmo, já sabia que seria assim.

{...}

Meu celular tocou enquanto eu dirigia para Malibu, pedi para Renesmee pegar para mim em minha bolsa, logo que ela me deu eu olhei por meros segundos.

–Quem é? – Lorrayne perguntou percebendo que eu estava surpresa.

–É o Damon – Sussurrei.

–Espera dar o quarto toque para atender – Renesmee disse exasperada.

–Atende logo! – Disse Lorrayne.

–Calmem! – Meu coração estava disparado e minha respiração ofegante e ainda por cima eu estava no volante. Esperei ate o terceiro toque e então atendi.

–Alo!? – Minha voz saiu um pouco sufocada, Renesmee pegou um papel de anotações e começou a escrever, voltei minha atenção para a estrada.

–Olá Andrezza.

–Ola Damon – Era tão bom falar o nome dele – Qual o motivo da ligação?

–Pensei que iria começar a me pedir desculpas novamente...

–Pelo que eu fiz? – Perguntei tolerante.

–Sim.

–Ainda estou a esperar você aceitar minha primeira desculpa – Disse sarcástica, ele bufou.

–Queria dizer parabéns, você fez um ótimo trabalho com o garoto.

–Obrigada, é claro que para alguns isso era impossível não?

–Desculpe eu devia ter acredito em seu diagnostico – Me segurei para não parar o carro, ele! Damon Salvatore, havia me pedido desculpas!? É acho que sim.

–Tudo bem Damon, todos tem seus erros e devem ter uma segunda chance – Renesmee me olhou incrédula, pude ouvir Lorrayne rir baixinho por causa da minha ousadia de dizer tais coisas.

–Você tem razão – Concordou – Onde esta agora?

–Eu... Qu... Por... – Renesmee bateu em meu ombro olhei para ela por meros segundos e li o que tinha no papel “Diga que esta fazendo Uma pequena viaje”. A olhei confusa e ela me olhou como se me pressionasse – Estou fazendo uma pequena viagem.

–Viagem!? – Sua voz saiu um pouco alerta.

–Sim Damon, é bom sair um pouco de Los Angeles às vezes.

–Para aonde? – No mesmo momento em que ouvi sua voz, ouvi a voz de April, suspirei fazendo uma pequena curva.

–Acho que April precisa de você Damon, nos falamos no hospital. Tenha uma ótima noite com ela – Desliguei o celular sem esperar sua resposta.

Puta que pariu Andrezza! Porque fez isso!? Ele estava interessado! Tava tão na sua! – Disse Renesmee exasperada, bati a mão no volante.

–April estava com ele...

–E dai criatura das trevas!? – Lorrayne quase gritou do banco de trás.

–Ele a tem, não precisa mais de mim. Nunca precisou! – Bufei – O que importa? Não vamos estragar nosso passeio ok? – Pedi, elas bufaram e concordaram.

Tivemos uma noite maravilhosa, tirando o fato de Damon ter me ligado. Vimos Vo Charlie, Sue, Seth e Leah. Fomos para o Shopping, onde eu comprei um presente para Noan, amanha seria o dia em que ele assumiria a empresa do pai dele, achei que devia.

Leah e Renesmee começaram a se dar bem, escolheram o filme no cinema o qual foi “A era do Gelo 4”. Estava legal, rimos em algumas partes, comemos pipoca, tomamos refrigerante, tudo como deveria ser.

Quando acabou, eu e Lorrayne a deixamos sozinhas, alegamos que íamos ver uns óculos e relógios – Eu era louca por óculos, Lorrayne louca por relógios – Eu comprei o ultimo óculos que faltava da minha coleção, o mesmo era vermelho, eu tinha o azul claro, azul escuro, branco, laranja claro e só faltava o vermelho qual eu comprei. Lorrayne comprou dois relógios, eles a fizeram surtar logo que os viu na vitrine.

Por fim pegamos a estrada rumo a Los Angeles, era 00h23min. Fomos escutando musica e rindo das partes em que nos lembrávamos do filme.

{...}

Acordei disposta, tomei um banho rápido, vesti uma roupa confortável, mas bonita. Tratei de Bright e então peguei as chaves do meu Aston Martin junto com o presente de Noan.

Dirigi para seu apartamento e ao chegar lá liguei para seu celular o qual ele atendeu prontamente. Sua voz parecia um pouco desesperada, logo ele me pediu para subir. Quando cheguei ao seu andar, ele me esperava na porta do elevador.

–Hey! Porque esta todo vermelho? – Perguntei um pouco divertida, ele me abraçou.

–Que bom que esta aqui – Sussurrou contra meus cabelos, o abracei de volta – Vamos entrar – Me puxou pela mão.

–Qual o problema? – Perguntei.

–Eu não tenho a menor ideia do que vestir.

–Ohh por isso que estou aqui – Sorri, entreguei a sacola com o presente. Ele abriu me olhando curioso.

–UAU! Isso é pra mim? – Perguntou olhando para a gravata e a camisa.

–Sim, eu achei que você merecia presentes, no seu primeiro dia na empresa.

–Obrigada! – Em dois passos ele estava me abraçando e me girando – Você é a melhor amiga que eu tenho – Ri não querendo ler seus pensamentos.

–Que tal você ir se vestir?

–Certo, eu já volto Sra. Cullen – Piscou para mim, bati em seu braço e ele foi para o quarto, me sentei em seu sofá de couro preto e fiquei esperando-o, Noan não demorou muito – Eu só não sei dar o nó na grava – Me levantei e olhei para ele.

–Você esta lindo! – Bati palmas – Eu sabia que ficaria perfeito em você, vem cá eu vou arrumar a gravata para você – Ele sorriu e se aproximou me dando a gravata. Arrumei sua gravata sentindo seus olhos queimarem em meu rosto, quanto terminei arrumei o colarinho de sua camisa e então o blazer – Definitivamente lindo – Sussurrei sorrindo para ele, olhando em seus olhos azuis, ele sorriu de volta.

http://www.starok.com/beta/html/photos/more/chad-michael-murray-4949.jpg Noan de terno.

Aceita almoçar comigo hoje? – Perguntou em um sussurrou, pisquei algumas vezes antes de responder.

–Seria adorável! Mas vou te ligar confirmando ok? – Ele assentiu.

–Espero que nada te impeça lá no hospital de ir.

–Eu acho que o Sr. Noan já deveria estar a caminho do trabalho – Ele olhou no relógio e assentiu.

–Tem toda razão – Rimos e descemos juntos.

Lhe dei um abraço e desejei boa sorte com seu primeiro dia, ele beijou minha bochecha e entrou no carro, caminhei ate o Aston e entrei indo para o hospital.

{...}

Andei rapidamente para a minha sala depois de sair da sala de cirurgia, a qual havia sido um sucesso. Mexi no cabelo fechando a porta, me sentei em minha cadeira e fechei os olhos por meros segundos, ainda era de manha e eu já estava estressada.

Abri os olhos novamente e aproximei a cadeira da mesa, um papel azul me chamou atenção, ele não estava ali antes de eu sair da minha sala a algumas horas. O peguei, desdobrando, comecei a ler.

Aceita almoçar comigo hoje?

Se sim, estarei te esperando meio dia, no restaurante Bubba Gump de Santa Monica, fica no píer.

Damon Salvatore.

Notas finais
Olá meus anjos! Tudo bem com vocês? Puta merda! Aqui na minha cidade esta um frio do caramba! Não sei se é só aqui, ai também?
Eae? Gostaram do capitulo? Ficou aprovado? Curtiram? haha. Espero que sim.
E agora? Com quem ela vai almoçar? hahaah
Bem, espero ver vocês no próximo capitulo.
Beijos, amores!