Puro Prazer, Mas Tudo Pode Mudar Não? 2
20 Capítulo 19
Notas iniciais
Boa leitura...
(PVO Damon)
Abri os olhos e vi Julieta dormindo nua do meu lado, fechei os olhos com força e então abri novamente me sentando na cama.
Como minha vida podia mudar tanto em apenas um dia?
Olhei para Julieta e ela me olhava, sorriu para mim.
-Eu irei viajar – Disse seriamente para ela, que piscou algumas vezes parecendo processar a noticia – Cansei de Los Angeles – Ela se sentou na cama absorvendo a noticia.
-Tudo bem... Vou arrumar minhas malas, pra onde vamos? – Passei a mão na nuca.
-Não quero que vá comigo – A olhei.
-Só quis uma noite? – Ela perguntou.
-Só quis te dar um pouco do que queria – Murmurei.
-Canalha! – Senti sua mão bater contra minha cara. Ela havia me dado um tapa! Caramba! Eu ando levando bastantes tapas na cara em menos de 48 horas!
-Não tenho culpa se você se iludiu – Me levantei e fui para o banheiro. Pela porta pude ver ela tacar o travesseiros na direção do banheiro.
-Eu odeio você! Esta me ouvindo Damon!? Eu odeio você Damon Salvatore! ODEIO! – Gritou aos berros, revirei os olhos. De um jeito ou de outro ela sairia chorando. Voltei ate a porta do banheiro e a olhei.
-Se me odiasse tanto, não tinha me dito que me amava – Sorri sarcástico.
-Você esta indo embora! – Ela disse chorando – Significa que vai deixar a Andrezza. Então porque não me deixa ir com você? Eu prometo que vou fazer você esquecer ela. – Ela disse parada na minha frente.
-Eu me cansei de você – Disse cafajeste – A brincadeira perdeu a graça.
-Você esta querendo dizer que eu fui apenas uma brincadeira? – Ela me perguntou perplexa e magoada ao mesmo tempo.
-Não estou querendo dizer – Dei as costas a ela – Eu disse! – Pude ouvir seus passos, como se voltasse para o quarto.
-Se você quer saber... Você não é tão bom quanto acha. É o suficiente. Eu tenho certeza que tem melhores homens que você no mundo, que não são cafajestes como você e ainda muito melhor na cama — Em velocidade vampiresca voltei para o quarto ficando na frente dela, olhei em seus olhos e foi impossível não rir.
-Eu posso sentir, você não acredita nem um pouco no que esta dizendo – Ri mais ainda – Por outro lado, eu posso afirmar. Eu já estive com mulheres muito melhores que você, mas o problema não é esse, a questão é que eu posso encontrar vagabundas como você em qualquer lugar, então por que eu me apegaria a você, não é mesmo?
-Você é um canalha completo Damon! Por isso não vai ter a Andrezza. Nunca. Eu tenho dó dela, ela não merece você, ela é mil vezes melhor que você ouviu? E escute uma coisa, se você continuar assim, o amor dela vai morrer por você. A única coisa que ela vai sentir por você é ódio! – Berrou. Rosnei e em velocidade vampiresca a prensei na parede, a olhei entediado.
-Você me cansa – E então eu quebrei o pescoço dela, o corpo dela caiu pesado no chão eu me virei para o banheiro e fui tomar banho. Hoje seria um longo dia.
(PVO Dede)
Lá estava ele, olhando para mim. Um sorriso gentil estava em seus lábios, ele parecia não se importar de eu ter acordado ao seu lado e ter chorado pacas. Eric era melhor do que eu.
Todas aquelas imagens da noite passada passavam por minha cabeça, varias e varias vezes.
Flashback Onn.
Ele me apertou violentamente contra seu corpo, então me beijou ferozmente, sua boca desceu para o meu pescoço dando vários chupões, assim ele desceu beijando meu corpo todo.
Flashback Off.
Pisquei tentando tirar isso da minha cabeça.
-Não acho que esta em condições de trabalha hoje – Ele disse seus olhos azuis olhando nos meus.
-Eu estou bem – Pisquei balançando um pouco a cabeça, eu tinha que apagar essa noite de minha cabeça – Só preciso de um café.
-Não vai trabalhar hoje – Ele caminhou ate mim, me segurou gentilmente pela cintura – Tire o dia de folga, pense na sua vida. Pense no que quer realmente fazer. Eu te levo ate o hospital e assim você tira o dia de folga. Esta bem?
(PVO Damon)
Deixei meu carro no estacionamento do hospital e subi, logo que entrei vi que o elevador se fechava, corri apressado e consegui para-lo. Mas logo me arrependi, Eric e Andrezza estavam dentro dele, suspirei e apertei o botão do meu andar.
Me encostei na parede do elevador, ela olhava para o chão timidamente enquanto Eric me encarava com um olhar de vencedor. Logo entendi, ela havia passado a noite com Eric? E eu nesse momento me perguntava o quão patético soava isso.
As portas do elevador se abriram e eu sai, o mais rápido que eu pude. Não olhei para trás, apenas caminhei para minha sala, abri a porta e logo procurei o que queria: Meu celular. Quando o achei me sentei na cadeira pensando... Porque ela havia feito isso?
Bufei com meu pensamento patético e me levantei, sai da sala e fechei a porta atrás de mim, me encaminhei para a sala dela. Eu não desistiria dela tão facilmente. Eric saia de sua sala, ele sorriu divertido e pegou o elevador, revirei os olhos e entrei em sua sala e ela estava com a cabeça entre as mãos parecendo nervosa.
-Licença – Disse fechando a porta atrás de mim.
Ela me olhou, seus olhos verdes logo mudaram de cor, para verde escuro.
-O que você quer? – Ela perguntou baixinho, parecendo estar com dor.
-Você... – Eu disse olhando em seus olhos
Andrezza fechou os olhos, suspirando. Pude perceber sua respiração ficar mais rápida.
-Você não me quer, você quer a Julieta – Revirei os olhos me aproximando de sua mesa, me agachei ao seu lado e virei sua cadeira para mim.
-Eu quero você, apenas você – Disse serio, ela se encostou na poltrona, engolindo em seco.
-Não persista nisso Damon – Pediu.
-Prefere o Eric? – Perguntei ainda serio.
-Não foi isso que eu disse – Ela murmurou – Mas ele pelo menos nunca foi infiel a mim.
-Você dormiu com ele? – Perguntei. Por mais que eu não quisesse, eu não consegui não a olhar magoado e ao mesmo tempo furioso.
-Você dormiu com a Julieta – Afirmou, vendo em minha mente, eu podia sentir.
-Depois de você me deixar – Disse magoado.
-Você devia ter vindo atrás de mim não dormido com ela! Como você acha que eu me senti, ao acordar e ver ele ao meu lado? Acha que eu me senti bem? Sabendo que eu o usei para te esquecer?! – Ela exclamou parecendo frustrada por estar dizendo tudo aquilo e furiosa ao mesmo tempo.
Aproximei meu rosto do dela, segurando suas mãos no apoio da cadeira, olhei em seus olhos e quando estava próximo o suficiente para beija-la sussurrei.
-Você não conseguiu – Disse convencido – Não conseguiu me esquecer.
-Idiota! – Murmurou como se quisesse me ofender, mas seus olhos piscaram isso denunciava que ela não estava querendo me ofender – Como consegue ser tão malditamente... – Ela ficou em silencio parecendo procurar em sua mente a palavra que lhe faltava – Tão... Masoquista! – A olhei, por um longo tempo. Seus olhos sempre seriam lindos e sempre me fariam se perder neles. Eles eram intensos.
-Volta para mim? – Pedi em um sussurro, me aproximei mais um pouco para beija-la, nossos lábios quase se tocaram, mas ela se afastou se encostando na poltrona, sorri sabendo que havia encurralado ela.
-Você beijou ela! – Murmurou.
-Não – Sussurrei me aproximando novamente para beija-la.
-Sim – Ela sussurrou fechando os olhos.
-Confie em mim – Toquei minha boca em seus lábios levemente.
-Eu confio... Ate demais – Sussurrou contra meus lábios, ela parecia lutar com uma guerra silenciosa em sua cabeça, entre me afastar ou me beijar.
-Então... Acredite em mim – Pressionei meus lábios nos seus não deixando-a ter alternativas suficientes para resistir a mim.
Sua respiração se acelerou, assim como seu coração, depois de alguns poucos segundos de hesitação ela desistiu, suas mãos passaram por meu peito, parando em meus ombros e apertando-os com as unhas.
Enquanto a beijava, passei a mão por sua cintura, a puxei fazendo ela se levantar, suas mãos pararam em meu rosto aprofundando o beijo, a sentei em sua mesa e logo minhas mãos voaram para suas coxas sobre a calça jeans apertada, ela desabotoou os três primeiro botões de minha camisa, desci meus beijos para seu queixo, e então fiz uma trilha ate seu pescoço, qual eu chupei. Andrezza gemeu meu nome alto, agarrando meus cabelos da nuca.
Respirei um pouco ofegante, ela sempre me deixaria sem ar, mesmo que eu não precisasse muito dele. Me afastei alguns milímetros dela e olhei em seus olhos, agora verdes mais claro, mas derretidos.
-Por que ele?
-Não sei... Eu estava bêbeda – Murmurou olhando em meus olhos – Foi a única pessoa qual eu pensei.
-Acho que vou ter que mata-lo agora, não é mesmo? – Ela me olhou como se esperasse que eu risse ou fizesse algum tipo de gozação da cara dela, mas não ouve. Eu estava serio.
-Não há motivos pelo qual você matar ele – Ela fechou os olhos e eu acaricie sua bochecha com o polegar, ela abriu os olhos novamente me encarando – Eu o procurei.
-Não suporto pensar que ele tocou em você – Eu confesso que saber que ele tocou nela, ou a beijou me causava um ciúme tremendo. Eu a queria apenas para mim!
-Não suporto saber que Julieta teve seus lábios nos dela – Ela rebateu brava.
-Nunca mais terá de ver Julieta – A olhei sorrindo demoníaco.
-Jura?! – Ela sussurrou, puxando-me pela nuca, trazendo meus lábios para os dela devagar.
-Juro – Sorri – Eu quero fazer com Eric o mesmo que fiz com aquela vagabunda – Ela me olhou confusa.
-O que fez com ela? – Ela se afastou. Sorri mais ainda, olhei para seu rosto, cada detalhe, tirei algumas mexas de seu cabelo de seu rosto.
-Me livrei dela – Sorri me lembrando de hoje mais cedo – Ela estava me atrapalhando...
-Não quero imaginar o que fez com ela – Andrezza sussurrou com um olhar vago.
-Não fiz nada que eu nunca tenha feito – Sorri me aproximando para beija-la.
-Dispensou ela? – Eu ate podia me segurar, mas não consegui. Desabei a rir dela e de sua inocência. Ela me olhou agora realmente confusa.
-Não Dede – A chamei pelo apelido – Eu matei ela. – Ela engoliu em seco com os olhos arregalado.
-Você... Co... O que!? – Ela gaguejou – Você matou ela!?
-Não importa mais – Lhe roubei um selinho. – Vamos para a sua casa.
-Mais Damon...
-Sou um vampiro Andrezza – Eu disse como se fosse o obvio – Eu mato pessoas.
-Eu sou uma e não faço isso! – Revirei os olhos a puxando, a fazendo ficar de pé.
-Só estou querendo dizer que é uma coisa natural – Disse enquanto beijava seu pescoço – E excitante – Sussurrei mordiscando seu pescoço, tomando um cuidado sobrenatural para não perfurar a pele, seu coração batia rápido, o que fazia com que seu sangue corresse mais rápido isso me excitava e me dava uma vontade louca de beber seu sangue, como quase sempre fazíamos quando fazíamos sexo.
-Vamos para a minha casa – Ela murmurou parecendo ter se esquecido do assunto em que falávamos. Mas ao mesmo tempo ela ficou tensa em meus braços, parecendo se lembrar de algo – Vai na frente, só irei assinar uma coisas e cancelar algumas consultas – Largou minha mão e se afastou de mim. Dei de ombros e abri a porta e sai pegando o elevador e descendo para o terraço.
Ao chegar no estacionamento caminhei para o meu carro.
-Ora, ora, ela te chutou novamente? – Parei ouvindo a voz de Eric.
-O que esta fazendo aqui Eric? – Perguntei curioso ao me virar para ele.
-Estou esperando minha querida Andrezza, obviamente. Eu a trouxe a levarei para a casa – Balancei a cabeça rindo, como ele era patético. Me aproximei dele rindo, então o olhei sorrindo irônico, e sem resistir dei lhe um belo soco na cara.
Ele riu cambaleando.
-Esta nervoso? Não irei lutar com você Damon... Mas digamos que não preciso resistir a isso – Não tive tempo de me defender, só de receber seu soco. Me recompus.
-Ahh, por favor, não resista – Ri irônico o empurrando, ele bufou rindo.
-Não vou perder meu tempo com você Damon – Ele disse divertido e então sumiu.
Bufei frustrado e fui para o meu carro.
(PVO Dede)
Depois de alguns minutos eu desci para o estacionamento, torcendo para que Eric e Damon não estivessem se trombado. Quando cheguei lá, Eric e muito menos Damon estavam lá. Suspirei e fui para a minha camionete, ela estava aberta e a chave no contato. Dei de ombros e entrei ligando-a e indo para a casa.
A conversa minha e de Damon não saia de minha cabeça, o fato dele ter matado Julieta me assustava. Muito. Ele matava pessoas, ela não era a única que havia sido morta nas mãos dele, o próprio havia dito que era uma coisa normal de vampiros... Mas meus pais não me ensinaram isso, eu não fui criada assim. Talvez eu estivesse assustada por não estar acostumada a isso certo? Mesmo assim, eu ainda não conseguia tirar da cabeça que Damon podia ser o assassino.
No mesmo momento em que eu pensava isso, eu tinha nojo do pensamento. Eu não queria cogitar a hipótese de Damon ser o assassino. Um assassino frio e sem coração.
Parei a camionete ao lado da Ferrari de Damon, encostei a testa no volante. Eu estava com medo. Muito medo. A ideia tinha seu cabimento.
Respirei fundo reunindo toda a coragem que tinha, desci da camionete e fui em direção ao elevador, entrei e apertei o botão do meu andar. Quando entrei no apartamento, Damon não estava na sala, mas havia um barulho no quarto.
Ao chegar na porta me deparo com Damon, apenas de Box deitado na cama com uma pequena garrafa de cerveja segurando, ela estava em cima de seu membro.
-Pensei que preferisse boxer preta, mas tenho que admitir você fica extremamente sexy com a vermelha – Ele riu.
-Vai gostar ainda mais quando eu estiver sem ela – Piscou para mim tomando um gole de cerveja.
-Eu vou tomar banho – Murmurei colocando o celular na mesinha ao lado dele.
-Precisa de ajuda? – Ele perguntou com uma cara safada.
Fui ate o closet e peguei algumas peças de roupa, me virei para ele sorrindo maliciosa.
-Não, prefiro que você fique e quando eu voltar me surpreenda – Pisquei para ele.
Ele me olhou confuso, revirei os olhos e fui para o banheiro sem me importar de esclarecer as coisas para ele. Demorei-me um pouco no banho, lavei meus cabelos e refresquei o corpo quente, quando sai vesti um lingerie rosa bebe, um shortinho curto e uma blusa larga. Escovei o cabelo, ouvindo Damon no quarto. Quando terminei voltei e ele estava de roupa na frente da cama com a mão no som.
(PVO Damon)
-O que você esta fazendo? – Andrezza perguntou confusa.
-Eu? – Me aproximei dela sorrindo pervertido – Estou apenas te surpreendendo – Sussurrei pegando seu rosto entre as mãos, aproximei meu rosto do dela rosando nossos lábios um no outro, ela suspirou toda derretida. Eu gostava de tê-la em minhas mãos.
Suas mãos se embrenharam em meus cabelos, enquanto ela mordia meu lábio inferior e chupava o exterior. Ri a empurrando devagar para a cama, ela caiu sentada. Andrezza começou a ir para trás se encostando contra a cabeceira cheia de travesseiros da cama. Sorri divertido, ela estava encurralada de novo.
Engatinhei ate ela, e beijei seus lábios por uma ultima vez, antes de sair de cima dela em velocidade vampiresca. Fui ate o som e o liguei.
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Ela ergueu uma sobrancelha parecendo não perceber qual era minha intenção, ri de sua cara e passei a mão por meu peito coberto pela camisa preta. Sua boca se abriu em um “O” enquanto eu tirava a jaqueta devagar, a joguei para ela que pegou abraçando-a.
Ali ela parecia extremamente inocente, tentando adivinhar o que eu estava fazendo, eu ficaria feliz se ela estivesse mais vezes me olhando fascinada do que brava, como estava nos últimos dias.
Ergui minha camisa preta, mostrando um pouco do meu tanquinho, ela gargalhou divertida, a olhei e pisquei.
-Não acredito que fará um Stripper para mim.
Ri e ergui as sobrancelhas passando a mão pelo meu abdômen, ergui a camisa um pouco mais, pude ouvir seu coração se acelerar assim como sua respiração.
Tirei a camisa devagar ela assoviou, joguei a camisa para ela a mesma pegou.
-Vira que eu quero ver essa sua bunda gostosa – A olhei espantando. Ela havia me dito isso mesmo? É ela havia dito.
Me recompus e me virei dançando de costas para ela. Quando me virei novamente comecei a desafivelar o cinto da calça, ela passou a língua pelos lábios sorrindo pervertida.
Tirei o cinto e joguei em cima da cama, perto dela, passei a mão pelo cós da calça descendo um pouco, apenas um pouco deixando-a ver minha Box vermelha.
-Damon tira isso logo! – Pediu com uma voz agoniada.
Neguei com a cabeça piscando para ela, e lhe mandando um beijo. Ela revirou os olhos e veio engatinhando ate os pés da cama.
-Nem pense em me atacar! – Disse desabotoando o botão da calça.
Andrezza ficou de joelhos na cama, mordendo os lábios e me olhando com os olhos em um verde claro, quase água. Eu podia ver seus lábios ficarem mais vermelhos a medida que eu dançava. Ela estava os mordendo forte demais, fazendo o sangue circular mais lento naquela região.
Olhei para suas coxas descobertas, e senti meu membro crescer dentro da Box, gemi baixinho e ela riu.
-Não acredito! Eu quem ganho o Stripper e você quem geme?
-Eu tenho um fraco por coxas Andrezza, você sabe disso – Murmurei, baixando a calça e jogando para algum lugar junto com o cinto, foi a vez de ela gemer a me ver apenas de Box.
Ela se levantou e veio ate a mim, ignorando totalmente meus protestos. Rosnei e a puxei pela cintura colando seu corpo ao meu, deixei que ela visse o quão excitado eu estava. Segurei em seus cabelos molhados – Ela teria que os lavar de novo depois de nossa longa tarde suada de hoje – Enrolei algumas mexas em meus dedos, puxei seu rosto e nossos lábios se chocaram com certa violência.
Andrezza desceu sua mão por meu peito o aranhando, me causando uma sensação muito boa, sua mão parou no cós de minha Box, ela colocou o dedo por dentro e passou o dedo pela lateral do meu corpo voltando ao meio, como se a qualquer momento fosse retira-la. Rosnei contra seus lábios que se moviam contra os meus delicados e macios. Senti o gosto de sangue e notei: Ela havia mordido meu lábio, como nossa pequena brincadeira de chupa e morde o lábio um do outro. Nota mental... Fazer isso mais vezes. Era tão... Bom!
Ela sugou meu lábio chupando o sangue.
Grui contra seus lábios e a empurrei para cama com certa violência, ela sorriu mordendo o lábio, engatinhei ate ela que ia indo para trás. Quando ela bateu as costas na cabeceira da cama eu fiquei de joelhos na cama, espalmei minhas mãos em suas coxas e a puxei para mim. Ela soltou um gritinho talvez de dor, beijei seus lábios enquanto apertava uma de suas coxas e com a outra mão segurava seus cabelos.
Andrezza sorriu contra meus lábios e então nos virou na cama, fui me sentar, mas ela me empurrou para a cama com violência.
-Tsc, tsc, tsc... Agora quem vai mandar aqui será eu Dr. Salvatore.
(PVO Dede)
-Eu ainda acho que não tem por que eu não ir junto – Damon resmungou no quarto.
-Passamos a tarde juntos Damon. Desse jeito iremos parecer chiclete, e não você não vai comigo. Por que não sai para caçar? – Respondi entrando no quarto.
-Tudo bem – Ele se levantou da cama se vestindo em velocidade vampiresca – Até mais tarde – Caminhou para a porta.
-Não vou ganhar nenhum beijo? – Reclamei fazendo biquinho, ele riu e negou – Isso é maldade, seu garoto mimado! – Ele me lançou um beijo no ar e jogou a jaqueta de coro no ombro.
-Seu chato, deixa você! Só por isso vou castiga-lo depois – Ele gargalhou da minha chantagem e então se foi.
Revirei os olhos e voltei para o banheiro, continuei a me maquiar fazendo caras e bocas na frente do espelho. Damon ia se ver comigo depois.
Depois de terminar sai do banheiro, indo colocar a sandália, mas um gemido baixo me parou, parecia de alguém que estava se machucando. Bufei um pouco frustrada, caminhei para fora do quarto. A cada passo que eu dava o gemido ficava mais alto, olhei para a porta do apartamento e caminhei ate ela, abri a porta e sai para fora.
Damon prensava uma garota na parede, seus lábios estavam no pescoço dela e escorria sangue por entre seus dentes, a garota tinha um olhar apavorado, a cada gemido que ela dava ficava mais baixo, ela estava ficando inconsciente, como se ele estivesse sugando todo o sangue dela... Ele estava a matando.
-Damon! – Gritei. Ele soltou a garota no mesmo momento, ela caiu no chão desacordada e respirando muito devagar, ele me olhou seus olhos estavam ameaçadores e sua boca coberta de sangue. Fechei os olhos me concentrando, eu sentia sede e pânico ao mesmo tempo. O cheiro de sangue era forte. Como ele podia ter feito isso!?
Eu juro que estava tentando me concentrar, tentar me controlar, mas não havia como. Damon estava prestes a matar aquela garota, como ele podia ser tão cruel? Nem parecia a mesma pessoa que acabara de sair do meu apartamento.
-Você vai levar ela ao hospital – Sussurrei tremula, ele riu se recompondo.
-Hospital Andrezza?
-Damon! Olha o que você fez! Ela vai morrer – Exclamei indo ate a garota, eu me controlava muito para não terminar de fazer seu trabalho.
-Ela é apenas humana Andrezza – Ele disse monotonamente – Relaxe... – Ele disse se aproximando de mim, me encolhi – Volte para casa – Disse autoritário.
-Vai cuidar dela? – Pedi olhando dentro de seus olhos, ele riu irônico, para mim era mais demoníaco, eu estava com medo dele.
-Vamos dizer que sim – Sorriu mostrando os dentes grandes novamente, me levantei.
-Apenas a tire daqui – Pedi e voltei para o meu apartamento, me encostei na porta tremula. Eu tinha medo de Damon ser o assassino.
{...}
Bati as unhas no volante enquanto esperava o sinal abrir.
-Seu idiota! Cala a boca! – Olhei para onde o som vinha.
Seis caras batiam em um que estava no chão se contorcendo de dor, ele era chutado e um cara jogou uma garrafa nas costas dele.
Encostei a camionete no acostamento e sai dela correndo, olhei nos olhos dos caras.
-Saiam daqui – E assim eles saíram, obedientemente. Olhei para o cara no chão, ele estava inconsciente, o peguei no colo e o coloquei no banco da camionete, entrei e dirigi em direção ao meu apartamento.
Quando cheguei em minha casa, o coloquei no sofá branco.
-Não posso perder tudo... – Ele balbuciava.
Suspirei e desabotoei sua camisa ensanguentada, seu peito estava vermelho por causa dos chutes, eu tinha certeza que ficaria roxo.
Ele começou a tremer sobre o sofá, seus olhos se reviraram, eu trinquei os dentes, peguei algumas almofadas e coloquei atrás de sua cabeça a deixando alta. Ele estava tendo uma convulsão, a saliva começou a escorrer por sua boca. Corri ate o banheiro pegando algumas toalhas, voltei e limpei as secreções, facilitando sua respiração. Abri os botões de sua calça e o cinto para assim não ter nada o apertando.
Peguei meu celular discando rapidamente o numero de Klaus, ele atendeu no terceiro toque.
-Klaus, preciso de sua ajuda. Vem aqui para minha casa agora – Então desliguei.
Quando ele parou de tremer e de seus olhos se revirarem, sai de perto dele e molhei umas duas toalhas, voltando logo em seguida, passei por sua testa suada e por seu peito sujo de sangue. Coitado, havia apanhado tanto.
Meia hora se passou, e então Klaus chegou. Abriu a porta e veio ata mim.
-Quem é ele? – Perguntou olhando o rapaz em meu sofá.
-Eu o encontrei, ele estava apanhando de alguns caras na rua. Ele teve convulsão, preciso que você de seu sangue a ele – O olhei pidona.
-Como é? – Perguntou confuso – Você nem o conhece, se ele estava apanhando com certeza tem um motivo – Klaus disse me olhando.
-Klaus – O olhei derretida – Por favor, olha a situação dele.
-Não posso acreditar que você esta com pena dele.
-Não estou com pena... Só acho que ele não merecia o que aconteceu com ele – Klaus me olhou com um olhar de censura, mordeu seu pulso e o colocou na boca do garoto.
-Porque não chamou o Damon?
-Porque o Damon não aprovaria o que eu estou fazendo. Alem do mais ele ficaria com ciúmes e brigaríamos de novo – Murmurei passando a mão pelo cabelo do rapaz. Ao contrario do de Damon o dele era todo espetadinho e curto.
-Eu também não aprovo – Klaus disse como resposta, e eu me lembrei do Damon quase matando aquela pobre garota. Talvez ele a tivesse matado mesmo.
-Mas esta me ajuda e não é meu noivo, isso quer dizer que não brigaremos – Sorri.
-Posso dizer uma coisa? Fico feliz por vocês dois terem voltado à briga de ontem foi inútil. Você foi extremamente dramática Andrezza.
-Obrigada pela parte que me toca – Murmurei.
-Damon te ama de mais, deveria acreditar nele – Klaus disse tirando o pulso da boca do garoto – Ele vai ficar bem – Foi na direção da porta – Somos amigos Andrezza e eu fico feliz em poder te ajudar, mas não me chame para urgências como esta, eu sou ocupado de mais para dar uma de herói pelo mundo – Então ele saiu batendo a porta.
Suspirei feliz, ele ficaria bem. Klaus não prestou nem para levar ele para o quarto para mim. Repuxei o lábio em um sorriso, ou melhor, em uma careta. Esse cara era pesado, fui ate o quarto de visitas e arrumei a cama e liguei a banheira, depois de enchida desliguei. Voltei para a sala, terminei de limpá-lo, então tirei seus sapatos e meias, e por fim sua calça deixando-o apenas com uma Box branca.
O levei para a banheira, passei sabonete liquido na bucha e então passei por seu peito, onde ainda tinha leves vestígios de sangue. Ele abriu os olhos assustado.
-Quem é você!? – Perguntou enquanto percebia onde estava e o que eu estava fazendo.
Engoli em seco o olhando, ele tinha lindos olhos azuis claros, não eram tão intensos quanto os de Damon, mas eram delicados.
-Esta tudo bem – Sussurrei – Eu te encontrei na rua, machucado e então o trouxe para a casa – Seria realmente estranho se eu dissesse a ele que eu hipnotizei os caras que batiam nele, ele riria da minha cara.
-E como eu vim parar assim na sua banheira? – Ele riu confuso – Me sinto bem, não pareço estar machucado.
-Acho melhor você não saber desse detalhe – Sorri envergonhada com as mãos na beira da banheira, ele pegou a bucha da minha mão e eu senti sua mão quente contra minha que estava gelada por causa da baixa temperatura de Los Angeles. Ele riu.
-Obrigada... Eu acho.
-Vou deixar você tomar banho sozinho – Murmurei corando e me levantando. Sai do banheiro e corri para o meu quarto, abri o closet e peguei uma das Box de Damon uma camisa sua que ficava sempre comigo e uma calça moletom, levei ate o quarto do rapaz e reparei que não havia perguntado seu nome. Deixei em cima da cama e volte para a sala, limpando a sujeira que estava lá.
Depois de tudo limpo, mandei uma mensagem a Felipe falando que não poderia ir, pois tive uma emergência. Sentei no sofá e esperei que ele saísse do banheiro. Depois de uns 10 minutos ele saiu.
-Obrigada pela roupa – Olhei para ele, e sorri. Havia ficado boa nele.
-De nada. Por um acaso qual seu nome?
-Sou Noan – Ele disse se sentando ao meu lado – E você?
-Andrezza, medica.
-Ohh então agora eu sei como fez milagres com meu corpo – Disse rindo.
-Não sei nada de magia, mas sei muitas coisas como cuidar de ferimentos – Sorri – Por que aqueles caras estavam batendo em você?
-Pensei que tivesse me encontrado machucado no chão.
-É complicado – Murmurei – Mas me responda.
-Me explique, acho que sou capaz de entender.
-Não, você não é – Abaixei os olhos, eu não queria hipnotiza-lo. Ele parecia ser bom.
Ele se levantou abriu a porta e saiu. Bufei e fui atrás dele, que esperava o elevador.
-Eu salvei sua vida, não lhe devo explicações – Disse seria, mas olhando em seus olhos.
-Quer que eu lhe agradeça? – Perguntou irônico – Ah, é mesmo, eu não lhe pedi para me salvar – Entrou no elevador, segurei a porta do elevador para não fechar.
-Você teria morrido se eu não tivesse te salvado.
-Isso já não é problema seu não é mesmo? – Perguntou irônico.
-Mal agradecido! – Ele bufou frustrado.
-Vai me manter como seu prisioneiro ou eu posso ir? – Perguntou cínico, suspirei derrotada e tirei a mão da porta, dei as costas para ele e voltei para o meu apartamento.
Fui direto para o banheiro, tomei um banho e então vesti uma camisola e fui dormir.
Ele me beijava ferozmente, precisei de ar e ele baixou seus beijos para meu pescoço, seus braços me apertavam contra seu corpo, me sufocando. Puxei seus cabelos e selei nossas bocas novamente.
Ele começou a me apertar e puxar meus cabelos com mais força.
-Damon... – Sussurrei rouca – Esta me machucando – Disse com um gemido na voz. Ele riu para mim e então me soltou um pouco.
-Melhor?
-Sim – Eu sorri nos seus lábios.
Ele puxou meu lábio mordendo com força, fazendo com que uma gota de sangue fosse derramada.
Seus olhos ficaram vermelhos, seus dentes ficaram grandes e ele não quis esconde-los. Sua mão segurou em meus cabelos agora com mais força, eu soltei um gemido de dor. Seus dentes passaram por meu pescoço.
-Isso vai ser excitante... – Ele riu – Pra mim – E então senti seus dentes cravarem em meu pescoço. Senti uma dor dilacerante, como se a qualquer momento eu fosse desmaiar de dor. Ele parecia não se importar.
Eu senti minha cabeça rodar, enquanto ele sugava meu sangue. Tudo doía, eu tentava inutilmente afasta-lo ou machuca-lo com minhas unhas, mas ele era imune a mim.
(PVO Damon)
Encostei-me no batente da porta de seu quarto, ela estava a dormir. Sua mão segurava forte o travesseiro. Ela estava tendo um sonho ruim talvez? Desencostei-me da porta ao vê-la acordar e sentar na cama parecendo assustada. Ela levantou a cabeça e ao me ver seus olhos se arregalaram.
-Damon? OMG! – Me olhou em pânico.
(PVO Andrezza)
Ele sorriu a lua refletia nele, que estava todo de preto, assim como no sonho, agarrei a coberta numa tentativa falha de me proteger.
-O que esta fazendo aqui? – Perguntei tremendo.
-Vamos dizer que eu esteja com fome – Sorriu da porta. OMG! OMG! Ele havia bebido o sangue daquela humana, não era o suficiente?
-Nem pense em encostar em mim – Eu disse ameaçadora.
-Como? – Ele perguntou confuso – Do que esta falando?
-Se tocar em mim eu grito!
Ele me olhou incrédulo e se aproximou da cama. Eu estava morta, já era. Estava tudo acabado, ele me mataria. Fechei os olhos ao ver ele tão próximo de mim como se fosse me agarrar.
-Andrezza, sou eu o Damon. Acorda amor – Ele acariciou meu rosto com as costas da mão. Lagrimas se aglomeraram em meus olhos.
-Você vai me matar não vai? – Sussurrei.
-Do que esta falando Andrezza? – Sua voz soou furiosa – Por que eu te mataria?
-Matou a garota hoje mais cedo, matou Julieta. E entrou em meu sonho para me assustar – Murmurei.
-Como é? – Ele parecia confuso – Eu não entrei em sonho algum. E sua vizinha esta viva, eu não a matei.
-Só me diz que você não é a pessoa que ta matando todo mundo e que não vai me matar – Supliquei com olhos fechados. Sua mão saiu de meu rosto e eu ouvi seus passos para fora do quarto.
(PVO Damon)
Fui até a adega que ficava na sala e peguei uma garrafa de Uísque e um copo, enchi o copo e bebi em um gole só. Enchi o copo novamente e me sentei no sofá. Era um absurdo o que Andrezza estava dizendo. Eu matar ela? Nunca! Eu a amava!
Ouvi seus passos no quarto, como se andasse para um lado e para o outro. Ela veio para a sala e parou me olhando. Como ela conseguia ser tão linda? Sua camisola branca a deixava toda frágil e inocente que quase que fazia minha raiva ir embora. Mas ao lembrar de sua acusação tudo voltava. Eu nunca a mataria!
Bebi o uísque do copo a encarando furioso.
-Desculpe – Ela sussurrou se aproximando.
-Você me acusa de trair você – Eu disse tentando ser calmo – Me acusa de querer te matar... O que vai vir depois?
-O que você quer? Eu sonho que você me mata, então acordo com você me olhando na porta do meu quarto, te pego quase beijando a Julieta. Eu tive motivos!
-Não, não teve – Me levantei – Mas esta tentando arranjar – Fui ate ela parando a alguns centímetros dela.
-Eu já pedi desculpas – Sussurrou.
-O que você quer Andrezza? – Perguntei – Por que estou cansado de tentar adivinhar.
-Eu não quero nada... Eu tenho o que eu quero. Pelo menos acho que tenho, só acho que estamos brigando muito por motivos tolos. Admito que eu tenho culpa disso sim, mas... Isso não pode continuar – Eu não sorri, mas senti o quão confusa ela estava e isso me fazia achar graça.
Revirei os olhos e cortei o espaço que havia entre agente, a abracei apertado, ela me abraçou de volta, ficando na ponta dos pés, para então afundar o rosto em meu pescoço. Seus lábios depositaram um beijo leve em meu pescoço.
-Eu sei o que eu quero – Sussurrei em seu ouvindo – Porque esta em minhas mãos agora – Me afastei ainda a segurando – Mas e você? Tem certeza que é isso que quer? Porque se não for, já esta na hora de dizer – Ela me olhou nos olhos, seus doces olhos verdes estavam claros e serenos.
-Eu quero você – Ela sussurrou e eu sorri, era impossível não sorrir – Só não achei que fosse tão difícil ter um relacionamento serio.
Fechei os olhos sentindo-me leve, coloquei a mão em sua nuca e puxei seus cabelos delicadamente, a beijei com todo o amor que eu sentia por ela.
-Sabe... – Ela murmurou entre o beijo enquanto passava as mãos pelo meu peito – Seria interessante se você me matasse – A olhei confuso – De prazer é claro – Ri e segurei em sua cintura, enquanto suas mãos pararam em meus ombros.
-Pula – Pedi ela sorriu e pulou em mim, entrelaçando as pernas em minha cintura.
Apertei seu corpo contra o meu e a levei para o quarto, Andrezza segurou em meus cabelos os puxando, enquanto eu correspondia ao seu beijo a deitava na cama e passava a mão por suas coxas e pernas.
-Eu te amo pequena – Ela sorriu travessa, me deu um selinho e então me olhou.
-Eu sei – Ri dela. Era obvio que ela sabia, já era tudo “planejado” – Por isso que eu também te amo.
(PVO Noan)
Dizem que morrer afogado, é o jeito mais agradável de morrer. Eu tento imaginar como seria. Deve ser tranquilo... Você perde todo o ar, e não a mais... Então você fecha os olhos e morre. Seria como dormir certo? A ultima imagem qual eu veria seria o fundo do mar... O quão incrível isso pode ser?
(PVO Dede)
Ter um tempo sozinha... Como eu amava isso. Olhar o mar sempre me fazia lembrar-se de Damon e seus olhos azuis. Mas ao mesmo tempo me fazia ter uma tranquilidade interior.
Olhei a linda paisagem, admirando-a. Mas parei ao vê-lo. Me levantei da área confusa, ele não iria fazer o que eu estava pensando ia? Andei ate sua direção, ele deu alguns passos para a rocha, olhou para baixo e sorriu. Comecei a correr, ele iria se suicidar ali e eu me sentiria culpada por não ter feito nada. Porque as pessoas gostam tanto de tentar se matar?
Ele de impulso para frente e eu cheguei a tempo de pegar em seu braço e não deixar que ele caísse, caímos em cima da rocha, me sentei e tirei os cabelos do rosto.
-Você é louco!? – Perguntei ofegante, então eu o olhei, me lembrando de seu rosto – Noan?
-Serio porque não me deixou morrer? Não quero que me salve! – Ele bufou bravo.
-Quantas vezes vai se meter em problemas garoto? – Perguntei exaltada – Não posso te salvar sempre!
-Essa é a questão – Ele se levantou – Quando vai perceber que não quero sua misericórdia? – Ele gritou.
-E por que razão quer morrer? – Perguntei indignada e seria dessa vez, como uma adulta.
-Não quero mais viver simples, não quero ver as pessoas sofrendo por mim – Ele andou para o lado contrario, indo para a praia. Suspirei frustrada e fui ate ele.
-Isso não é um motivo. Tenho certeza que você tem uma família que te ama, não há motivo pelo qual você se matar – Ele se virou me encarando furioso.
-Você nem me conhece porque tenta sempre me salvar?! Não entende que todos morrem um dia? Eu quero morrer antes, será que é tão difícil compreender? – Revirei os olhos.
-Você esta sendo uma criança birrenta, que não quer assumir suas responsabilidades, então quer morrer para assim não ter mais nada o prendendo ou responsabilidades em suas costas – Ele revirou os olhos rindo – Tem que entender, que todos temos responsabilidades. Acha mesmo que eu também não tenho problemas? Eu tenho, e nem por isso estou indo me matar! – Exclamei.
-Não sei por que estou discutindo sobre minhas decisões com você – Ele se afasta de mim – Você é só uma estranha que não tem vida própria e fica se intrometendo na minha – Ele diz e me da às costas indo embora – E da próxima vez que me ver, não me salve! – Gritou bravo, revirei os olhos também brava.
-É isso mesmo que eu farei. Se eu ver você fazendo isso novamente, irei assistir sentada e rindo. Como um espetáculo – Andei rápido, passando ao seu lado quase em velocidade vampiresca. Me virei para mandar ele ir se danar, mas me surpreendi. Ele estava sentado na área, com a cabeça entre os joelhos, suspirei indignada. O cara era bipolar só podia.
Voltei ate ele e me agachei em sua frente.
-Noan, a tantas pessoas querendo ter a saúde que você tem... Porque quer se matar? A tantas pessoas piores que você e continuam a lutar.
-Você nunca pensou que tudo era demais? – Ele levantou a cabeça olhando o mar – Quer dizer... São tantas coisas, tantos problemas...
-Temos que mostrar para eles que somos mais fortes que eles. É isso que eu penso sempre que tenho um obstáculo muito grande em minha frente.
-Não é tão fácil – Ele me olha nos olhos – Se você me conhecesse, se soubesse a minha historia... Você mesma me empurraria daquele penhasco.
-Não, eu não faria isso. Eu tentaria te ajudar Noan – Sorri gentil.
-Como pode ser tão positiva?
-Porque sei que tudo pode ficar bem no final... Minha vida já foi um verdadeiro inferno... Mas agora, por exemplo, esta perfeita! Tudo pode ser perfeito, só precisamos tentar e tentar, mesmo que caímos muitas e muitas vezes – Ele riu desviando os olhos dos meus.
-Sua risada é linda, devia rir mais vezes do que ficar tentando se matar – Me levantei e peguei sua mão ajudando-o levantar.
-Depois dessa conversa, eu preciso de um porre – Noan disse rindo, ri junto.
-Um porre é bom, com tanto que você chegue em sua casa com segurança – Ele olhou para mim parecendo ansioso.
-Quer ir comigo? – O olhei duvidosa.
-Ta me gozando? Agora mesmo estava querendo me mandar ir se danar, e agora ta me convidando para sair com você? Você é bipolar? – Ele gargalhou.
-Você não é tão ruim quanto parece – Ele estendeu a mão para mim – Vem comigo?
-Esta bem – Sorri de canto e dei a mão para ele que beijou.
-Será uma honra para mim – Ri.
-Hmmm agora ele esta cavalheiro.
{...}
Três semanas depois...
(PVO Andrezza)
-Você me deixou quase surdo quando te levei ao Kamikaze, não vou nesse mais nem pagando – Revirei os olhos segurando a mão de Damon, parei em sua frente o olhando frustrada.
-Surdo? Larga de ser cínico! Eu nem gritei! E alem do mais, você é vampiro não fica surdo – O olhei indiferente – Vou com a Nessie então – Completei.
-Eba! Vamos, vamos. O Jacob também não quer ir – A Nessie segurou em minha mão.
-Meninas olha onde vocês vão – Meu pai disse olhando para nos duas.
-É perigoso – O Damon me olhou e então olhou para o The King que era um brinquedo que girava e dava voltas parando no céu e deixando as pessoas que estivessem nele de cabeça para baixo.
Ir ao parque com todos estava sendo ótimo! Damon sempre arrumava um jeito de me puxar para algum canto e me beijar... E eu voltava ao tempo me lembrando de quando agente falou que amava um ao outro, nos meus 18 anos. Foi tão bom...
-Não vai acontecer nada, relaxem – Renesmee disse com os ingressos na mão.
Mamãe nos olhou com medo, e então agente foi. Renesmee entrou primeiro e eu entrei logo depois sentando ao seu lado... Uma garota sentou ao meu lado e um menino sentou ao lado da Renesmee. Ao me lembrar da altura que eu ficaria, eu engoli em seco com medo. Eu tive Damon comigo no Kamikaze, ele me passava segurança, mas agora eu só tinha Nessie.
-Esta com medo? – Renesmee me olhou divertida, o brinquedo começou a se mexer, respirei fundo e assenti. Olhei para o Damon lá embaixo, e ele riu da minha cara, provavelmente eu não estava com um sorriso e sim com uma bela careta.
Aos poucos o brinquedo foi pegando velocidade, virando devagar. Fechei os olhos a medida que a velocidade ia aumentando, abri novamente e Jacob olhava para Renesmee que sorria... Ela era louca!? Deus o que eu estou fazendo aqui? OMG! Se eu já estou surtando sem nem o brinquedo estar se movendo direito imagina quando ele parar lá em cima e minha cabeça estiver para baixo!?
Foi ficando mais rápido, eu segurei no cinto se segurança com força. Olhei para o Damon e mordi o lábio, eu estava ferrada. Então ele virou, desabei a gritar feito uma louca, Renesmee gritou junto, só que soltou as mãos. Eu gritei de medo, ela de felicidade... OMG! Eu vou morrer aqui!
O brinquedo virou e voltou a ficar lá em cima, eu segurei mais forte. Eu gritei, eu ficaria rouca, se eu saísse daqui viva. Fechei os olhos em minha cabeça vinham milhões de pensamentos... Eu iria morrer ali... Aquele cinto iria soltar e eu cairia... Ninguém poderia fazer nada. Eu tava ferrada!
Virou e virou, não sei quantas vezes. Só sei que eu gritei feito uma louca, a menina ao meu lado também parecia estar com medo, ao contrario de Nessie que ria e gritava ao mesmo tempo. Quando o brinquedo parou eu encostei a cabeça no acento aliviada. Eu estava viva!
-Então Sra. Teimosa, quer ir de novo? Eu vou com você – Damon disse quando eu desci, o abracei e ele riu beijando meus cabelos.
-Não, não! Quero ir não – Murmurei contra seu peito – Eu to zonza.
-Larga de ser medrosa Dede! – Renesmee resmungou, revirei os olhos, ainda abraçada ao Damon.
-Tudo bem não lhe culpo, eu fiquei com medo que você caísse de lá – Damon sussurrou em meu ouvido, assenti olhando para ele que sorriu.
-Acho que se eu ganhar um beijo, o medo vai embora – Ele sorriu malicioso, e aproximou os lábios dos meus.
Seus lábios rosaram os meus e eu sorri fazendo carinho com as unhas em sua nuca.
-Que coisa mais melosa! Pela amor de Deus, Damon cara você não tem cara disso! – Jacob disse, Damon riu contra meus lábios e me deu um ultimo selinho, demorado porem significativo.
-Eu vou comprar algodão doce – Sussurrei me afastando um pouco dele que assentiu e me deu outro selinho. Sorri e me afastei deles.
Desci para onde tinha varias e varias barracas onde as pessoas vendiam vários tipos de comigas e doces. Aos poucos o parque ia se afastando. Olhei envolta e então entrei na filha do algodão doce.
-Oi Princesa! – Sorri ao ver Noan.
-Oi meu lindo! – O abracei.
Eu e Noan havíamos nos aproximando muito desde o dia na praia. Eu e ele estávamos sempre juntos, saímos quase todos os dias e eu adorava ele, Noan é simplesmente incrível! E a cada dia eu ficava mais feliz, por ver que ele não tentava mais se matar.
-O que faz aqui? – Perguntou brincando com meu anel de noivado em meu dedo distraidamente.
-Eu estou com minha família aqui, estamos no parque! Fui ao Kamikaze, quase deixei o Damon surdo – Disse eufórica, ele riu.
-Vampiros não podem ficar surdos – Ele sussurrou como se fosse um mega segredo.
É ele sabia sobre mim. Agente se aproximou tanto que eu acabei contando, ele adorava o fato de eu poder hipnotizar as pessoas. E eu adorava impressionar ele, não era normal para ele isso. Estar com ele era diferente... Eu sempre estava com vampiros em minha volta, e eles não ficavam impressionados por eu poder hipnotizar ou fazer algo vampiresco, porque eles eram vampiros. Mas Noan não, ele era um humano e tudo exatamente TUDO que eu fazia ele ficava impressionado.
-Eu sei... Mas o Damon gosta de ser dramático às vezes, disse que eu gritei como uma louca! – Exclamei e ele riu de mim. Comprei o algodão doce e nos sentamos em um banquinho. Não demoramos muito para devoramos o algodão doce, ele jogou o papel no lixo e voltou a se sentar ao meu lado.
-Acho que posso escutar a batida do seu coração de tão eufórica que você esta – Olhei para ele divertida.
-Você não pode... É apenas um humano – Falei esnobe, ele gargalhou. Eu gostava de sua risada.
-E você adora se exibir né vampirinha! – Ele começou a me fazer cócegas, eu ri tentando afastar suas mãos.
Quando ele parou eu respirei ofegante, quando fui reparar estávamos mais perto do que era preciso, eu podia sentir sua respiração bater de leve em meu rosto, seus olhos estavam conectados nos meus, ele aproximou seu rosto como se fosse me beijar, parou a uns dois centímetros de distancia, acho que esperando minha reação. Eu não fiz nada, olhei para seus lábios. Eu não acreditava que ele me beijaria, eu duvidava. Mas eu estava errada, seus lábios pressionaram os meus com leveza. Fiquei parada no começo, com os olhos fechados... Mas então eu correspondi, todos meus pensamentos voaram da minha cabeça e a única coisa na qual eu pensava era naquele beijo.
Ele se afastou de mim, e olhou para meus lábios, eu olhei para os seus.
-Você me acalma... – Ele sussurrou, e antes que eu pudesse responder ou pensar com clareza, seus lábios estavam sobre os meus novamente.
(PVO Klaus)
Fui à procura de Lorrayne, ela havia sumido há uns quinze minutos e eu confesso estar preocupado com ela. Com esse assassino a solta não é bom deixar ninguém andar sozinha por ai.
Parei ao ver tal coisa. Era ela. Não podia ser... Ela não podia ser a assassina. Mas era... Ela era a assassina.
Lorrayne sorriu com os dentes cheios de sangue, enquanto segurava uma faca fincada no estômago do rapaz.
Devemos aceitar a decepção finita, mas nunca perder a esperança infinita.
Notas finais
Oi amores... Eu sei que demoramos bastante, mas finalmente saiu... E ta grande como viram...
Bem eu não estou a chorar... Porque sei que logo a Terceira temporada esta ai... Como vocês sabem eu não sou de ficar demorando para postar fanfic nova...
Hmmm Se surpreenderam com o a Lorrayne sendo a assassina? Meio louco né? Ideia da Bruna, eu nunca pensei nela... Pensei no Eric, na Bella, ou ate mesmo na própria Dede... Só que a Bruna pensou na Loray e eu achei que como ela não é uma personagem que aparece muito vocês nem imaginariam quer seria ela...
Mais uma coisa... Pensaram que a Dede e o Damon não terminariam juntos? kkkkk Pois é... E o Damon fazendo Stripper? Uii lindooooo!! Adogo!!! Vocês colocaram a musica para ler? Espero que sim... Eu coloquei para escrever.
Hmm e o Eric e o Damon brigando? OMG! Amei o soco do Damon... Não gostei do Eric ter dado um no Damon, mesmo que eu quem tenha colocado ele dando... A Bruna quem começou a briga... Rsrs ela é má... Ela mandou um grande beijo a todos vocês e disse que logo quer estar aqui com vocês novamente assim como eu! Vocês nem imaginam o que reservamos para a Terceira temporada.
Agora assunto serio... É o Noan? Esse beijo no final? Ficaram nervosas? Calma... Esperem a terceira temporada... Ai vocês arrancam os cabelos da nuca... kkkk...
Hmmm acho que é só anjos... Queria pedir um favorzinho a vocês... Poderiam dar uma passadinha nessas duas fanfic abaixo? São minhas... Eu amaria que vocês descem a opinião de vocês lá? Pode ser?
Olhem essa eu e a Bruna escrevemos-a juntas... Esta no começo ainda... Mas garanto que você vão gostar...
Site: https://www.fanfiction.com.br/historia/213682/A_Stranger_In_My_Life
Essa aqui eu escrevo com uma outra grande escritora do Nyah...
Site: https://www.fanfiction.com.br/historia/174266/Incomparavel_Amor
Bem, espero ver todos vocês lá...
Logo eu e a Bruna estaremos com a terceira temporada de Puro Prazer... Espero que todos vocês leiam e que claro curtam... Só para dizer: Já temos ate a capa da fanfic!!!! Sim sim, já temos... Só falta o Prologo, então postaremos!
Comentem dizendo o que acharam do final da segunda temporada.
Amo cada um de vocês, ficam com Deus e tenha uma brilhante e linda semana! Esperamos que tenhamos surpreendido a todos vocês!
Big Kiss, love you guys lots and lots!
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