Notas iniciais
Nos vemos lá embaixo...

Capítulo 41

PDV Edward

Caos! É assim que tudo se encontra no momento. Sinto-me como um móbile solto em meio a um furacão, sendo arrastado, levado sem rumo. Mas, eu sei que depois de hoje minha vida nunca mais voltará a ser a mesma. Eu aticei o gênio ruim da Bella, confrontei-a e exigi meu direito de ser pai. Isso, nem ela nem ninguém pode me negar. Não sei o que me espera no futuro. Será uma longa jornada. Mas, lutarei até o fim por quem amo.

Preciso urgentemente organizar meus pensamentos e começar a agir. Preciso traçar estratégias que derrubem as barreiras de Isabella. É preciso que eu a imobilize e deixe completamente sem direção. Ela vai ficar em minhas mãos, ao meu bel prazer. E, aí sim, conquistarei novamente seu coração.

PDV Bella

Droga! E lá se vai mais um porta-retratos da minha mãe. Meu coração está na boca, estou suando frio, nervosa e apavorada. Mas, ao mesmo tempo, louca de vontade de esganar Edward Masen. Maldito seja!

Como ele reaparece assim na minha vida e coloca tudo de pernas para o ar? Que direito ele tem, depois de tudo? E, ainda por cima, fiquei com a triste missão de contar a minha filha que ele é seu pai. Não posso perder o controle, preciso lutar. E, se for preciso, eu fujo.

- Você precisa recuperar o bom senso.

- Mamãe, você ouviu as ameaças dele?

- Sim, querida. Eu ouvi. Mas também tenho que admitir que ele tem direitos sobre Louise. É necessário que você aceite essa realidade. Ele é o pai dela, minha filha.

- Eu fui mãe e pai dela. Ele não é ninguém. Não preciso dele.

- Bella, recupere a razão. Você tem noção de quantos bilhões ele ganhou só no ano passado?

- Isso não tem relevância alguma!

- É claro que tem. Com o dinheiro e o poder que ele tem, se quisesse teria levado Louise com ele hoje mesmo.

Não!... Uma dor lancinante tomou meu peito só de pensar na hipótese de algo me afastar do meu bebê.

- Ele não seria capaz!

- Não. Ele não seria capaz. Mas porque ele ama você.

- Que loucura, mamãe. Depois de tantos anos eu e ele não existimos na mesma frase.

- Bella, eu conheço suas mágoas. Mas, pense naquela criaturinha que vocês fizeram. Ela não merece viver entre o fogo cruzado de vocês. Então, por ela, tentem ser civilizados.

- Tudo bem, mamãe. Mas, sinceramente, não sei como contar a ela.

- Filha, ela ama você e sonha em conhecer o pai. Seja sincera com ela como você sempre foi. Agora, acalme-se. Vou chamá-la.

Quando minha mãe me deixou sozinha com meus pensamentos confusos, fiquei me perguntando o que será do amanhã. Minha vida nunca mais será a mesma. Edward está de volta. Isso é bom ou ruim? Será que estou preparada para compartilhar minha filha com ele? Como meu coração reagirá a essa aproximação? São tantas dúvidas...

- Mamãeeeee?

- Oi meu anjo.

- Voxe ainda tanelvosa?

- Já passou, meu bem. Venha cá e me dê um abraço bem gostoso.

Assim que abracei minha filha seu cheirinho de bebê penetrou em meu sistema, deixando-me momentaneamente calma.

- Pode desbuxa.

- Como?

- Isso mesmo, mamãe. Voxe me deve calções.

- Ah é? E que tipo de explicação eu te devo?

- Voxesemplepegunta polque eu bligo com minhas coleguinhas. Polque a mamãe bligo com o Edualduzinho?

Respirei fundo. Era chegada a hora e, como bem aconselhou minha mãe, o melhor é dizer sempre a verdade.

- O Edward é seu pai, meu bem. – Prendi a respiração e encarei seu rostinho, esperando sua reação.

- Meu papai?

- Sim meu bem.

- Polque ele num me leconhe... oh!

- O que foi?

- O Edualduzinho disse que tinha bligado com a mamãe da plincesa dele. Mamãe, voxe é uma bluxa!

- FILHA!

- Meu papai não me conhecia. Sua má. Toda cliança tem que te papai e voxe não me deu.

- Filha, não é isso. Eu e seu pai temos problemas.

- DAMONZINHOOOOOO.

- Acalme-se, Louise. Venha aqui que a mamãe vai explicar tudo.

- Não toque ni mim.

Suas palavras foram como um tapa.

- Filha, nada foi fácil. A mamãe lutou muito por você. Eu errei, mas foi para protegê-la. E agora, não sei o que vai acontecer.

- Ei, o que está acontecendo aqui? Bella, você está chorando?

- Damonzinho, a mamãe não falou de mim pu meu papai.

- Ah, Lô. É complicado. O papai fez coisa errada. O vovô colocou a mamãe de castigo. E, ela lutou por você, nunca desistiu. Ficou dodói e até virou uma balofa por você. E agora, você corre o risco de não ver mais a mamãe.

- Nãããooo. Mamãe, voxe não me qué?

- É claro que eu quero você, meu bem. Você é meu tudo, meu mundo.

- Damonzinho, polque voxe tá me fazeno medo?

- Porque o papai pode tomar você da mamãe. Ele é muito rico e você é a princesinha do castelo dele.

- Filha, amanhã o papai vai passar aqui cedo para pegar você para passear.

- Não quelo i.

- Por que, meu bem?

- E se ele não me tloucé, mamãe? Vou fica sem minha nanana. Num posso vive sem meu leite e sem a mamãe.

- Deus... preciso respirar. Fique com ela um pouco, Damon, por favor. Vou dar uma volta.

- Mamãe, voxe volta?

- Louise, ninguém no mundo vai me afastar de você. A mamãe só vai pegar uns docinhos de casamento para a gente comer.

- Tlazrefli, mamãe. Na minha mamadêla.

- Claro meu bem...

PDV Damon

Assim que a Bella saiu resolvi colocar meu plano em ação.

- É o seguinte: não temos muito tempo e estamos numa super missão, super Lô.

Sua boquinha se abriu em um divertido “O” e, em seguida, seus olhinhos brilharam.

- Vamos blinca de agentes fedelaissupesecletos?

- Isso mesmo!

- Qual o nome da missão?

- Missão fazer papai e mamãe se casarem.

- Oh, Damonzinho. Como não pensei nisso?

- Não podemos permitir que o papai case com uma bruxa e muito menos que a mamãe se case com o chato do Eric. A tia Alice vai nos ajudar. É um super segredo. Você está pronta, agente Louise?

- Sim senhô, Damonzinho. O que eu tenho que fazê?

- Coisa fácil. Amanhã, você se joga no chão e só vai sair com seu pai se a sua mãe for junto. E você deve fazer com que os dois fiquem próximos. Sabe aquelas perguntinhas que deixam a mamãe vermelha?

Ela assentiu.

- Então capriche, deixe a mamãe roxa amanhã. Agora, você vai fingir uma dor de barriga para a mamãe ter que ir na farmácia. E você vai com ela. Seu pai vai estar lá e eles vão se encontrar “sem querer” – disse fazendo aspas.

- Damon Salvaotoulo, voxe é demais meu chapa.

- Bate aqui, minha princesa. Pronta?

- Eu nasci plonta. Aplendecomingo, Damonzinho.

- MAMÃEEEEEEEE....

Dois minutos depois...

- Filha?

- Mamãe, me ablaça. Minha baliguinha dói.

A pirralha nasceu para atuar na Globo. É possível até ver lágrimas falsas em seus olhos.

- Será que ela comeu algum salgadinho estragado, Damon? Alguma coisa que fez mal?

- Sei lá, Bella. Ela não é acostumada com as comidas daqui.

- Quelomemédinho com gosto de chiclete, mamãe.

- Vou ver se ainda tem, Bells.

Fui direto até a maleta de medicamentos e escondi o bendito remédio.

- Acabou, Bells.

- Você pode ir até a farmácia para mim?

Ah, merda...

- Nãooo, mamãe. Vamo na famácia compla xampu pu meu cabelinho e balinhas?

- Ora, dona Louise, você está ou não com dor na barriga?

- Clalo que to, mamãe. Tá doeno, apeta aqui. Mas eu quelo me pesa.

- Vai com ela, Bells. Vai te fazer bem sair um pouco. E é até melhor, porque assim o farmacêutico te indica um bom remédio.

- Você tem razão, Damon. Acho que vou comprar uns calmantes para mim.

Pisquei para a minha agente especial. Essa missão está me saindo melhor do que eu esperava...

PDV Bella

Damon tem razão. Sair de casa e receber o ar puro de Forks talvez me faça bem. Embora meus nervos estejam abalados, no momento só consigo me preocupar com essa repentina dor na barriga da minha filha. Olhei-a pelo retrovisor e ela está serelepe cantando músicas infantis. Meu tesouro...

Minha mãe tem razão. Preciso ser racional e civilizada com Edward. Pelo menos na frente da minha filha. Suspiro, com tristeza. É chegada a hora de dividir minha princesa com seu pai.

A drogaria Weber é a melhor de Forks. Assim que estacionei percebi que o senhor Weber andou fazendo umas reformas, ampliando o espaço e nos dando mais opções. Noto que o logotipo foi mudado para drogarias W&M. Estranho...

Levei alguns minutos para convencer Louise a ir andando, mas assim que entramos no recinto ela se transformou. Pegou uma cestinha e começou a colocar uma porção de besteiras dentro. Enfim, chegou a hora de ser uma mãe durona.

- Ei, mocinha. Stop, entendeu?

- Ah, mamãe. Dexa eu compla minhas coisinha.

- Você não está precisando de nada. Eu trouxe tudo do Brasil.

- Pu favo?

Ela pediu com os olhos azuis repletos de expectativa.

- Escolha um pacote de balinhas e só. Vou comprar seu remédio.

Fui em direção ao balcão e Angela Weber, a filha do dono do estabelecimento, me olhou como se visse um fantasma. Provavelmente veio à mente dela o tempo em que fui uma líder de torcida fútil e popular. Ou será que são meus cabelos louros e a criança ao meu lado? Ou será o vestidinho solto e curto que estou usando com um casaquinho que denunciam meu corpão? Merda! Pare de olhar, droga!

- Olá. Preciso de um medicamento infantil para dores de barriga com um sabor bem agradável.

- Olá Isabella Cullen. Você sumiu...

Como eu previa, a curiosidade em pessoa.

- Pois é, Angela. O tempo passa e as pessoas mudam. Foi só isso que me aconteceu.

- Entendo. Mas, me conta. Você se casou mesmo com o Damon?

Quando eu ia lhe dar uma resposta à altura, mandando-a cuidar da própria vida, ouvi o sino da entrada denunciando a chegada de mais um cliente, que deixou os olhos escuros de Angela arregalados. Curiosa, me virei a tempo de ver uma cena que eu nunca estaria pronta para presenciar. Edward estava todo afobado carregando Caius nos braços, com Pedro em seu encalço. Pelo pouco que pude notar, o menino está passando mal, e a sensação comprime meu peito. Meu menino...

- Sr. Masen?

- Angela, por Deus, me diga que o Ben está. Estamos em mais uma crise.

- Céus... vou chamá-lo. O senhor tentou a nebulização?

- Fiquei tão aflito que quebrei aquela porcaria. Vá chamá-lo, agora!

Estática. Era como eu me encontrava. Nem uma célula do meu corpo ousava se mexer. O que diabos está acontecendo? Meu subconsciente gritava que é algo grave, pois o menino está perdendo a cor. Num instinto forte e puramente maternal me movo em direção a eles.

Até então, Edward não tinha notado minha presença. Ele arregala os olhos verdes que um dia eu tanto amei e sussurra uma súplica de ajude-me. Em seguida aproxima os lábios do ouvido de Caius e sussurra algo. Lentamente, o menino levanta a cabeça e sorri ao me ver, como se eu fosse uma manhã de Natal. Acabo sorrindo de volta.

- Lella!

OMG! Ela ainda se lembra...

- Oi, querido. O que você tem?

Acaricio seus cabelos com carinho e uma sensação de paz me remete ao passado feliz em que estive com essa família.

- Num consigo respirar. Eu queria ver você.

- Se acalme e respire com calma. Eu estou aqui agora.

- Você vai embora?

- Só quando você estiver melhor.

De repente, lembrei-me do motivo real que me levou até aquela drogaria.

- Filha?

Começo a procurá-la entre as prateleiras e a avisto escondida próximo a nós, tímida como nunca a vi na vida, com os olhinhos arregalados de expectativa.

- Ei, princesa. Venha aqui. Quero lhe apresentar a algumas pessoas.

Ela veio hesitante, com passos calculados e toda amuada, como se não se encaixasse na cena. Mas, aos olhos de qualquer um seríamos uma família perfeita.

Ergui meus olhos e encontrei os orbes verdes com um misto de adoração e desespero, afinal, o menino ainda passa mal.

De repente, Ben Weber apareceu do nada com uma roupa casual e um estetoscópio no pescoço, pegou Caius dos braços do pai e o levou direto para a enfermaria anexa à drogaria. Sem perceber meus pés se moveram e me levaram na direção deles. Observei Caius sendo colocado no oxigênio enquanto Eric o examinava detalhadamente.

Olhei rapidamente para Edward e só então percebi como ele mudou. Está mais maduro, o corpo mais musculoso, embora sua respiração ainda esteja tensa e seus punhos fechados, revelando sua frustração. Está vestido com uma calça jeans e uma camiseta preta, tão simples e ao mesmo tempo tão apetitoso... os anos lhe fizeram muito bem.

- Você deveria ter mantido a calma, Edward, em vez de quebrar o aparelho de nebulização.

- Fiquei nervoso. O que você acha de manter uma equipe médica em casa equipada com oxigênio para essas ocasiões?

- Acho um total exagero, embora saiba que isso não vai nem fazer cócegas em seu bolso. Foi uma crise. Algo o deixou nervoso. O médico já havia lhe explicado.

- O que ele tem?

Resolvi abrir minha boca e acabar de vez com a falta de informação, mas, de repente, Edward veio em minha direção como uma pantera prestes a atacar. Por instinto, dei um passo para trás. Seus olhos transmitiam raiva. Fiquei imediatamente tensa. Nunca o vi assim antes.

- A culpa é toda sua!

- Minha?

- Sim. Você não vê? Ele é frágil. Desde a morte da mãe, junto com o seu sumiço, ele piorou. Ficou doente, amedrontado, sensível. Ele não é a mesma criança. Ele me implorou para falar com você hoje quando a viu, mas, depois da nossa discussão, achei melhor não permitir. Então, ele entrou em crise, chamando por você. Maldição, Bella! Tudo poderia ser diferente!

Eu estava em choque. Sei que o estrago não foi somente em meu coração, mas despedaçar o meu menino nunca esteve nos meus planos. Com os olhos marejados ignorei Edward e fiquei ao lado de Caius, ninando meu menino espevitado, pensando em como tudo poderia ter sido diferente.

- Mamãe?

- Oi querida. Venha aqui ver o Caius.

Ela veio para os meus braços, mas não antes de olhar para Edward com cara de bobinha e lhe mandar um beijinho, que o deixou em choque e admirado.

- Olha, Caius, esta é minha princesa, Louise. Ela é sua irmãzinha.

Os dois arregalaram os olhinhos. O primeiro contato é sempre difícil. Lô deu um tchauzinho para ele, que sorriu em retribuição. Essa é uma das cenas mais lindas que já vi.

- Respire com calma, filho. A Bella não vai fugir.

As palavras de Edward são ácidas, uma clara ameaça. Isso me enfurece e sou levada por meu gênio difícil.

- E desde quando você controla os meus passos?

- Não comece, Isabella. Não aqui.

- Você tem toda razão, Masen. Angela, você já providenciou meu remédio? Preciso ir.

- NÃO LELLA!

Caius engasga e começa a sufocar diante dos meus olhos. Um soluço desesperado rompe de sua garganta, deixando-me aflita. O menino sofre, é nítido.

- Lella, de novo não. Num vai. Fique. Eu preciso de uma mãe.

Lágrimas escorrem pelo meu rosto. A dor é tão forte que consigo sentir... são mágoas demais entre todos nós.

- A mamãe é minha?

Pronto, minha possessiva entrou em ação.

- Ela era minha antes de você aparecer, sua intrusa.

- CAIUS! PARE JÁ COM ISSO.

Edward repreendeu o filho.

- Ela começou.

- Cabeça de ovo.

- LOUISE! COMPORTE-SE.

- Eles são duas pestes.

Viramos em direção da voz e vimos Pedro encostado à porta, despreocupado, admirando a confusão.

- NÃO FALE ASSIM DOS SEUS IRMÃOS! – Eu e Edward o repreendemos ao mesmo tempo.

- E eu estou mentindo?

- Por Deus, Pedro. Como você consegue se divertir em meio ao caos?

- Pai, eles são iguaizinhos.

- Eu num sou menina, Pedro.

- Mas se comporta como uma cheia de frescura.

- Eu não admito que você fale assim com ele – resolvi intervir.

- Você não é mãe dele!

Suas palavras são ferozes e é nítido o rancor contido nelas.

- Sou sim!

Tarde demais percebo o que eu disse. Olho para Edward, e ele parece perdido. Olho para Caius e vejo adoração em seus olhos. Temerosa, olho para minha filha e vejo fúria.

- Mamãe, voxe teve um ninino?

- A mamãe explica depois, meu bem.

- Ah não. Oh papai, voxedemolapaapalece e quando chega qué dá a minha mamãe pu seu ninino feio? – Louise pergunta batendo o pé.

Olho para Edward, que está estático enquanto Louise continua esperando sua resposta.

- Bom, filha, o Caius sempre adorou a sua mãe.

- Ah, não. A mamãe é minha.

- A Lella é minha também.

- Chega! Eu sou dos dois.

- Mas mamãe...

- Ei, Lô. Lembra o que a mamãe falou do espaço enorme que tem no coração?

- Meu espaço é maior, né mamãe?

- São iguais, meu bem.

- Ah não. Você é minha, só minha, e não desse feio.

- Não esqueçam que ainda tem o Pedro...

Assim que Edward disse essas palavras, vi o menino enrijecer.

- Não preciso dela para nada.

Essa foi sua resposta. E, assim que a disse, ele saiu da drogaria, deixando-me triste.

- Não ligue, Bella. Ele a ama, só endureceu um pouco o coração para admitir isso.

- Preciso ir para casa dar remédio para a Louise.

- O que ela tem? – Ele perguntou alarmado.

- Dor de barriga, eu acho.

- Quer levá-la a um centro médico? Posso chamar o helicóptero para Port Angeles.

- Não é necessário. Vamos Louise?

- Posso levá o que eu coloquei na cestinha, mamãe?

- Claro que não!

- Mas mamãe...

- Leve o que quiser, querida. Eu sou o dono da drogaria.

Para que diabos ele comprou uma drogaria?

- Ebaaa!

- Nada disso, Edward. Não é assim que vamos começar. Não a estrague mais do que o Damon já estragou.

- Estou cinco anos atrasado.

- Isso é problema seu.

- E eu costumo resolver meus problemas, Cullen. Vamos ver o que você colocou na cestinha, meu amor.

Louise sai saltitante para os braços do pai e eu fico ali, amparando a figurinha já recuperada à minha frente.

- Não gostei dela.

Sorrio.

- Pois eu a amo mais que tudo no mundo. Ela é minha vida.

Seus olhos ficam tristes.

- Você me ama Lella?

- Da mesma forma que eu a amo. Você foi o meu primeiro bebê.

- Chega de bebês. Tá bom nós três, né?

- Como?

- A gente lá em casa, Lella.

Não, não... definitivamente não!

- Eu não vou morar com vocês, Caius.

- Mas, Lella, o papai te achou. Não quero mais ter pesadelos. Quero você em casa.

- Ei, fique calmo. Tudo a seu tempo. Amanhã eu e a Louise vamos passar o dia com vocês. É preciso que você se recupere, viu mocinho?

- Prometo que me recupero se você prometer que não vai embora.

- Depois falamos disso. Eu preciso ir, porque a Louise tem hora para dormir. Amanhã nos vemos.

Deixei meu menino aos cuidados dos Weber e fui resgatar minha filha consumista.

- Leve todas as balas, filha.

- Jura papaizinho?

- Edward, pare já com isso. Ela é criança e não pode comer tantos doces.

- Ah, mamãe, deixa.

- Nada disso. Se despeça do seu pai e vamos voltar para casa.

- Eu já vou, papai. Tô feliz em tê um papai. Ninguém vai nossepalar.

Dizendo isso, Louise dá um beijo estalado no rosto de Edward, deixando-o ainda mais bobo.

- Bella, uma trégua, por favor. Um recomeço?

- Eu...

E, antes que em consiga terminar minha frase mal elaborada, meu namorado entra todo afobado na drogaria, me abraça com força e toma meus lábios em um beijo faminto, deixando-me sem reação e com uma pitada de constrangimento.

Deus, que Edward e Louise não façam nada...

Notas finais
Oiiiiiiiiiiiiiiiiiiii eu tô viva o/
oi pessoal feliz 2013 atrasado... minha vida anda uma correria, mudei de estado três vezes, estou formada tentando organizar minha vida. bom, enfim eu nãooooo desistir de nenhuma fic, só ando muito ocupada, os caps sairam só preciso de mais um tempinho, novas fics vem por ai pra alegrar todas voces e meu pedido de desculpas pelo cap atrasado, amo vcs e apreciem com moderação...
beijãoOooo