Notas iniciais
AGRADECIMENTOS
Agradeço a Deus primeiramente pela vida que me concedeu, e por todos os momentos incríveis que pude presenciar. Quero agradecer a minha mãe Dona Linda pela garra e por nunca ter desistido de lutar por mim, quando eu mesma já havia me entregado diversas vezes. Agradeço a minhas irmãs e a minha linda Isabella por ter me dado à honra de ser mãe por osmose.
Agradeço com muito carinho a minha super amiga Juanita por tudo, dos risos as lágrimas e por todo o companheirismo de longos anos. Agradeço a Mônica Caetano por sua sensibilidade e a Naíse pelas horas de risos e de compreensão, ambas foram peças fundamental em minha vida tanto pessoal como acadêmica, agradeço a todos os amigos, principalmente aqueles que estão torcendo por mim mesmo à distância.
Agradeço a Tia Daniela pelo prazer de conhecê-la e considerá-la como se de minha família fosse, a Mayara e a Juuh pelas noites animadas de longas conversas e incentivo, criticas e apoio e a Lyyssa por tudo que ela um dia representou em minha vida.
Também não poderia deixar de agradecer as minhas queridas e compreensíveis leitoras, que me motivam, animam e me emocionam com tanto carinho, são tantas pessoas que tenho para agradecer que a mente deu um branco, mas eu agradeço a todos que acreditaram em mim e que torceram para que essa jornada chegasse ao final.
Ao longo dessa jornada não posso me esquecer dos professores marcantes em minha vida acadêmica, entre eles estão, Risete, Rodrigo, José Elio, Jerusa, Eça Katterine, Gerson, Fabienne e Marcelo Pinto, grandes transmissores do saber. Sinto-me honrada em ter sido alunas destes!
E por último, mas não menos importante agradeço a minha querida Viviane sem ela o núcleo de prática da faculdade não seria o mesmo sem sua dedicação e competência. Enfim foram cinco anos de muita luta que acaba de chegar ao final!

Capítulo 40 — Reencontro

PV Edward

João de Barro – Renato Vianna

http://www.youtube.com/watch?v=oGAGC4irCVk

o meu desafio é andar sozinho

Esperar no tempo os nossos destinos

Não olhar pra trás, esperar na paz

O que me traz

A ausência do seu olhar

Traz nas asas um novo dia

Me ensina a caminhar

Mesmo eu sendo menino aprendi

Oh meu Deus me traz de volta essa menina

Porque tudo o que eu tenho é o seu amor

João de Barro e te entendo agora

Por favor me ensine como guardar meu amor

Meu amor...

Minha cabeça estava há mil por hora. Eu não consegui raciocinar dignamente, tudo era uma avalanche. É como se todos os meus sentimentos tivessem sido jogados dentre de um liquidificador. Está tudo confuso, além de misturado. Mas, de repente, a fé se apossou de mim. Como um clarão em uma noite fria de tormenta, havia luz e mais uma chance. Foi com essa sensação que amanheci. O dia sombrio de Forks não alterou meu humor, eu sentia o verde escondido dentro daquela mata cinzenta.

Respirei fundo. Os próximos dias não seriam nada fáceis. Eu mudei. Em vários aspectos. Amadureci, fiquei rico, tornei-me ausente para meus filhos... mas, tudo foi impensado, porque o que me moveu nesses cinco anos foi o amor. Se esse sentimento não fosse puro e forte eu não teria sobrevivido sem ela.

Todas as manhãs eu olho para os lençóis da minha cama e imagino como teria sido... será que se eu a tivesse escolhido, Renne e Aro teriam ido adiante com o plano? Será que eu teria perdido meu pai? Será que ela teria aguentado uma vida de privações ao meu lado? Essas perguntas sempre rondam minha mente. Fiz somente o que achei ser certo, tentei protegê-la de tudo e no final eu saí despedaçado.

Nenhuma notícia ou arrependimento, nada. Sua frieza continua prevalecendo durante esses anos. A dor que ela sentiu deve ter sido forte para ela me separar da minha filha desse jeito, sem receios. Sei que errei, jamais direi que sou inocente, foram minhas fraquezas que me levaram onde estou. Mas tudo que fiz não merece reparação?

Esperei dia após dia que ela me ligasse e me dissesse “olha Edward, eu te odeio, mas você tem o direito de ser pai”. Mas, o que recebi de Bella durante esses cinco anos foi o silêncio. O que me chocou é que ela sabe que sou um bom pai. A dor dela ultrapassou barreiras que eu nunca enxerguei. Será que o sentimento que ela dizia sentir era suficiente?

A água fria do chuveiro começou a nublar meus pensamentos. O banho frio era perigoso devido ao clima de Forks, mas eu precisava acordar literalmente e parar de pensar no passado. Essa semana seria bem difícil para mim. Sou um fraco, principalmente quando o assunto é Alice. Ela me pediu, ou melhor, me chantageou para que eu a acompanhasse nos últimos preparativos, uma vez que Jasper é mais importante na empresa do que eu, que sou o dono. Ela fez olhos de pidona e aceitei tirar uns dias de folga e encarar a loucura que estava por vir. Meu amigo me agradeceu muito, imensamente, porque de certo modo eu controlava um pouco Alice e a lembrava de se alimentar.

Hoje seria um dia legal. Iríamos à degustação do buffet e depois escolheríamos as lembrancinhas. E, que Deus me ajude a ter paciência até o fim...

...

Depois do café da manhã e de ter aguentado uma ladainha de meia hora da minha mãe, vi meu caçula descer as escadas vestido, mas com a maldita chupeta na boca.

- Vai pra onde, papai?

- Vou sair com a tia Alice, comer docinhos.

- Posso ir? – Perguntou com os olhinhos brilhando.

- Pode, mas sem a chupeta.

- Ah, pai, por favor?

- Não. Sem chupeta ou você fica – fui firme.

- Vovó, guarda minha chupeta com cuidado?

- Guardo, querido.

Ele saiu correndo em direção à garagem.

- Aproveita e se livra disso!

- Não! Ele surta sem essa chupeta. E não é você quem fica em claro com ele. Deixe-o.

- Estou indo mamãe, e não me espere. Olho no Pedro. Lembre-se que ele tem natação hoje.

- Eu conheço a agenda dos meus netos, senhor Masen.

- Sempre delicada, Elizabeth. – Pisquei para ela e saí.

Durante o percurso fui pensando em tudo que vivi. No que sofri. Sim, porque minha vida tem mais sofrimento e dor do que glória. Eu errei e estou reaprendendo com meus erros. Nunca vou desistir de encontrá-la, mas, olhando a figura do meu filho ao meu lado, tão fragilizada e carente, sinto raiva de Bella. Porque se ela não tivesse fugido seríamos uma família linda e feliz. E meus filhos não chorariam todas as noites por sentirem a falta de uma mãe.

Só sei que hoje acordei com a sensação de que não devo mais olhar para trás. O que passou, passou. Já foi. Quero o meu direito de ser pai e, se para isso todos precisarem conhecer a minha ira, não hesitarei. Nem mesmo Bella será poupada.

...

- Nossa, você demorou. Que cara é essa?

- Oi pra você também, Alice. Eu me atrasei porque trouxe um ajudante muito especial – falei mostrando Caius.

- Oi meu amor. Você está melhor? Fiquei sabendo que você teve febre.

- A mamãe não estava daí eu fiquei quente.

Segurei minhas lágrimas. Era sempre assim, ele sentia, sofria, e eu continuava impotente.

- Quando você se sentir assim, escute uma música ou corra para o papai.

- O Pedro me ablaçou e passou. Tia, quelo docinho.

- Oh, sim. Vamos entrar e começar a comilança.

O sofrimento do meu filho ainda apertava meu peito como amarras. Ele não merecia, era muito pequeno para sofrer tanto. E, mais uma vez, eu simplesmente não sabia o que fazer. Os médicos falaram sobre carência materna, mas eu me recuso a colocar outra mulher em minha casa que não seja ela...

- Filho, vá com calma. Então, Alice, para onde vamos agora?

- Vamos na costureira? Eu preciso folgar meu vestido.

- Também, come feito louca. Cuidado, senão você não entra na igreja – brinquei.

- Eu não sou a Bella para engordar mais de trinta quilos!

Acabei engasgando como o café que me tinha sido oferecido.

- Mais de trinta quilos? Não consigo imaginar. A Bella é pequena demais para todo esse peso.

- Para você ver. Mas ela perdeu tudo. Não se preocupe, ela não está fora de forma. Pelo contrário, está do jeito que você gosta.

- Isso para mim não importa, Alice. Eu a amo de qualquer jeito.

- Mas não foi essa a impressão que você passou naquele fatídico dia. A Bella até hoje acha que você a trocou pela Tanya porque aquela vadia é mais bem feita de corpo do que ela.

- ELA É LOUCA?

- Você que é um idiota.

Alice disse tranquilamente, degustando seu sorvete. Para onde é que vai tanta comida?

- Não acredito que Bella seja insegura a esse ponto. Eu a amo independentemente de estética. Eu amo seu olhar, seu jeito. Ela. O tempo foi injusto e não permitiu que eu me explicasse.

- Que seja, Ed. Essa ladainha me irrita. Vou para casa. Você pode ser o padrinho do meu bebê e matar essa sua frustração.

...

O resto da semana foi assim. Detalhes que eu nunca imaginei existir foram resolvidos pela neurótica da Alice. E hoje, véspera de seu casamento, estou de folga, curtindo um banho na piscina interna aquecida com meus filhos e Jasper. Ele estava a ponto de pôr um ovo de tão nervoso que estava. E Alice me ameaçou caso eu o levasse a uma despedida de solteiro. Então, aqui estamos nós, de boa, tomando um banho quente e vendo os garotos brincarem.

- Cara, essa é a despedida mais gay que eu já tive...

- E por acaso você já foi casado, Jasper?

- Onde está o Emmett?

- Dei folga. Você sabe como me sinto...

- Edward, o cara é formado, de confiança, fiel. Para de cisma.

- É... mas é do tempo da Bella. Sei lá, quando olho para ele me lembro dela.

- Ele até que é aturável, mas das outras eu prefiro distância.

- Contratei a Juliana e a Silvia porque são boas profissionais. São discretas e perfeitas para minhas relações públicas. Até porque, discrição é a alma do negócio.

- Sem contar que elas informa os próximos passos do Aro. Ele perdeu muito dinheiro para você na semana passada.

- Isso não é suficiente. É só o começo...

PV Bella

- Tem certeza de que pegou os pijamas de frio dela? Onde você guardou a maleta de remédios?

- Deus, dai-me paciência! Porque senão hoje eu te mato Isabella. Criatura, eu guardei tudo! Acredite em mim e vá tomar banho para não perdermos o voo.

- Desculpe, Damon. Estou uma pilha.

- Já falei com o Emmett. Ele está trabalhando com o outro lá. Ele está viajando. Emirados Árabes. E depois levaria o filho menor ao médico. Parece que o menino tem problemas. Não existe previsão de quando ela retorna a Forks. Ela já até mandou o presente e um pedido de desculpas para os noivos.

- O que o Caius tem?

- Sério que eu te disse um monte e você só assimilou isso?

- Me deixa! Eu me preocupo com os meninos e sinto a falta deles. Eles eram importantes para mim.

- Só dos fedelhos você sente falta? E do Volvo? E das escapadas?

- Ei, você é ou não meu amigo?

- Sou, mas prefiro o Masen e seu ego do que o delega metido a xerife.

- Damon, é você quem coloca coisas na cabeça da Louise, não é mesmo?

- Eu?!? Nunca... ela é prodígio, baby.

- Falando nisso, onde está a minha filha?

- Está escolhendo qual das cinquenta bonecas ela vai levar...

- Como se ela não fosse voltar com mais cinquenta...

- Do jeito que as coisas estão ela nem volta...

- O que você disse, Damon?

- Que eu quero chegar em Forks logo e dar uma volta.

No aeroporto...

- Eu ainda não entendi. Por que o xerife não veio conosco?

- Porque ele não conseguiu tantos dias livres. Ele chega na véspera do casamento. Sou eu quem está de férias, entendeu?

- Mamãe?

- Oi minha princesa.

- Quelo domi ablaçada.

- Vem cá meu chumbinho.

Acomodei seu corpinho pesado o meu colo e a cobri com um cobertor. Rapidamente ela adormeceu. Fiquei encarando seu rostinho sereno enquanto ela dormia. Voltar a Forks nunca esteve em meus planos, mas era preciso. Nada aconteceria. O perigo é praticamente inexistente.

- Vai chegar cansada assim.

- Pior é andar para cima e para baixo com Alice, acredite.

- Ela deve ter uma equipe especializada nisso, Bells.

- Assim espero.

...

- Filha, que saudades...

- Oi mãe.

- Que cara é essa?

- Cansaço. Vim com Louise no colo. Ela está bem pesada para ser carregada e minhas costas estão me matando.

- Vamos, o motorista nos espera.

Só em ouvir a palavra “motorista” um frio invadiu meu estômago, deixando-me apreensiva. Abracei o corpo da minha filha com mais força e andei insegura em direção ao carro.

Quando chegamos em casa tudo parecia calmo, pouca coisa mudou. O que me surpreendeu. Meu pai nos esperava na soleira da porta e praticamente arrancou minha filha dos meus braços e a beijou, mesmo adormecida.

- Oi filha.

- Oi pai.

- Cansada?

Assenti.

- Essa princesa tem lhe dado canseira, não é mesmo?

- O senhor nem imagina o quanto...

- BEEELLAAAAAA!

- Alice!

A louca da minha prima desceu as escadas correndo, como se dentro dela não existisse um bebê. Ela pulou em cima de mim me abraçando e agradecendo por eu ter vindo.

- Sua louca, cuidado com o bebê!

- Ah, Bella, você veio! Meu casamento será perfeito! – Ela disse com lágrimas nos olhos.

- Não chore. Eu não o perderia por nada. Eu te amo. Você é parte de mim também. Mas, e aí, como estão os preparativos?

- Está tudo praticamente resolvido. Eu tenho um parceiro aí me ajudando.

- Ah é? Então eu vim fazer o que?

- Curtir Forks. Só vou precisar de você na véspera. Está tudo sob controle. Só precisamos ir à costureira para ela fazer uns ajustes no seu vestido e no da Lô.

- Ok. Então eu vou deitar um pouco com ela. O fuso está me deixando estranha. E depois, quando acordar, vou ver Charlie.

- Vá mesmo. Ele só fala na sua chegada.

- Alice?

- Sim?

- Posso andar tranquilamente por Forks?

- Sim, Bella, você pode. Ele está muito longe daqui.

- Obrigada!

PV Alice

Nossa, que enjoo! Calma bebê, porque a mamãe está na maior missão da vida dela.

- Alice?

Eu acho que os arranjos naturas vão ficar perfeitos na entrada da igreja. Preciso ligar para o Ed...

- ALICE!!!

- Ai, Jass, não precisa gritar.

- Baby, estou te chamando há séculos. Você está bem?

- Estou nervosa. Percebi só agora a dimensão do que fiz...

- Calma, amor. Todos estamos sujos nessa. Eu, você, Damon, Emmett. Pense que no final tudo vai dar certo e eles ficarão juntos.

- É nisso que me apego. Ontem mesmo eu jurei para o Ed que a Bella não viria. Ela só relaxou quando o meu tio confirmou que o Edward não estava aqui.

- A ideia de manter o Edward em casa com os meninos foi perfeita. Todos pensam que ele está viajando. Afinal, poucos têm acesso à fortaleza Masen.

- Ai, Jass, estou enjoada de nervoso.

- Acalme-se. Tudo vai dar certo. Agora, preciso ir. Minha despedida de solteiro vai ser no Edward e se eu não aparecer é porque me afoguei na piscina.

- Seu bobo lindo. Eu te amo e amanhã estarei lá só para você.

Nos beijamos e continuei deitada. O início da gravidez estava acabando comigo. E ainda tinha toda essa confusão. Havia um lado meu que me culpava por estar traindo Bella dessa maneira. Mas, por outro lado, eu pressentia um desastre. Meu melhor amigo estava sumindo dia após dia. As crianças não eram mais as mesmas. Tudo mudou. Ele ainda faz o que precisa ser feito, mas está morto. Vive somente de esperanças...

Presenciei o sofrimento da minha prima. Mas o tempo coura ou ameniza isso. Nutrir esse ódio não está fazendo bem a nenhum dos dois. Ele errou? Sim, mas se arrependeu e merece uma segunda chance. E ela precisa amadurecer, literalmente. Não somente como mãe, mas como mulher também. Confiar em si e no amor que sentem um pelo outro. É por acreditar nesse amor que estou marcando esse reencontro.

Peguei meu celular e liguei para o meu amigo. No segundo toque ele atendeu.

- Oi Ed. Vocês estão aprontando?

- Claro que não Alice. Não confia em mim?

- Sei não... Ai Ed, estou tão nervosa. E super enjoada.

- Relaxe, vai dar tudo certo. Não fica nervosa porque o bebê sente! – Fofo!

- Ai, Ed, o padre me ligou e disse que meu casamento vai atrasar meia hora. Então, eu quero que você e o Jass cheguem à igreja...

E assim eu colocava em prática a última parte do meu plano. Meu amor já sabia o que fazer. Agora, era só rezar para o meu casamento sair lindo de morrer e meus amores se reconciliarem.

PV Edward

A noite de “despedida” acabou com eu e meu melhor amigo tomando todas. A última coisa que me lembro foi Caius se empanturrando de brigadeiro. Depois disso, eu apaguei! Sou fraco para bebida, mas Jasper é bem pior.

Acordamos com minha mãe aos gritos e jogando água na gente. Aéreo, tentei entender onde estava e foi aí que percebi que acabamos dormindo nas cadeiras da piscina, completamente bêbados e sem agasalho.

- Os meninos já tomaram banho e café da manhã. E vocês dois, hein? Que papelão! Dois marmanjos bêbados como delinquentes.

- Deus, Ed, pede para a sua mãe diminuir o volume da voz dela.

- Mãe! Piedade...

- O noivo e o padrinho do casamento estão atrasados e você pede para eu ter piedade? ACORDEM!

Meia hora depois eu estava quase vestido, tomando uma aspirina e rezando para o tambor que colocaram na minha cabeça parar de bater!

- Ei, amigão, a Alice disse que a cerimônia vai atrasar um pouco. Relaxa aí.

- Eu sei, mas preciso buscar a minha mãe. Vou na frente e você vai no horário marcado.

Acabei deitando no sofá mesmo, já vestido, esperando a dor passar e a hora chegar.

PV Bella

- Alice, você está linda, prima!

- Ah, Bella, estou com o coração na boca.

- Relaxe, você vai se casar com o seu amor e vai ser muito feliz.

- Deus te ouça! Onde está Louise?

- Minha mãe foi alimentá-la antes de vesti-la para que não se suje.

- Meu vestido está lindo mesmo?

- Sim, Alice, você está linda! Uma princesa. Agora, pare de surtar. Você está grávida.

- Vamos para a igreja antes que eu pire!

PV Edward

O mar não estava calmo, porém, nunca o vi tão lindo. As ondas eram únicas, perfeitas, sincronizadas, selvagens e arrepiantes. Elas me atingiram mas não me derrubaram. Só me balançaram para lá e para cá. Olhei para o céu e o vi completamente escuro. Voltei a olhar a imensidão do mar e vi cabelos castanhos afundando. Nadei feito louco para tentar ajudar, mas minhas pernas não saíam do lugar. Quem será a pessoa de cabelos castanhos?

As ondas do mar continuaram me balançando e me deixei levar, com receio de qual será meu novo destino.

- EDWARD, FILHO, ACORDE!

- Hum?

- Menino, você dormiu. O casamento do seu melhor amigo, lembra? Levante, estamos atrasados.

Merda! Dei um pulo do sofá e, atordoado, peguei a gravata que minha mãe segura e tentei colocá-la. Acabei levando uns tapas dela enquanto a mesma me auxiliava. Olhei para o outro sofá e não vi meus filhos.

- Onde estão as crianças?

- Foram com o Jasper. Apresse-se, a noiva já deve estar na igreja.

- Alice vai me matar.

- Isso que dá beber!

- Mamãe, agora não!

Corri feito louco com minha mãe em meu encalço e pedi que meu motorista pisasse fundo, pois eu não tinha condições de dirigir. Durante o caminho a Mercedes voava pelas estreitas ruas de Forks e eu rezava para chegar antes da noiva. Senão, ela me mataria.

O carro mal parou e pulei do carro, deixando minha mãe para trás, fechando os últimos botões do meu terno. Corri feito louco, desesperado, para o interior da igreja ricamente decorada. A adrenalina em minha veia fluía de tal maneira que não percebi que Alice estava no meio do caminho para o altar. Parei ao seu lado e foi quando notei que ela estava entrando sozinha, receosa, na igreja. Respirei fundo. Todos os convidados pareciam em choque. O poderoso Masen tinha saído da sua toca. Aposto que foi isso que todos pensaram.

Sem pensar, tomei os braços da minha melhor amiga nos meus e recebi lágrimas silenciosas de agradecimento. Sussurrei um “me desculpe”, respirei mais uma vez e direcionei meus olhos para o altar. Paralise, em choque, quando vi, à minha frente, ela...

Notas finais
Oiiiiiiii pessoall
eu me formeiii, parabéns pra mim o/
hoje foi minha defesa, super emocionada e eu agradeço de coração
a vocês por dividir e respeitar esse momento tendo bastante paciencia com essa autora, agora tudo vai voltar ao normal.
obrigada por tudo meninas :)
recomendem e comentem daí eu vejo se posto o restante do cap :D