Notas iniciais
N/B: nos vemos lá em baixo! *-*

Capítulo 29.

A única explicação para minha atual situação é a de que um rolo compressor passou por cima do meu corpo. Não conseguia abrir meus olhos, meu corpo reclamava de dor e eu travava uma luta interna entre levantar para fechar o pouco que as cortinas estavam abertas ou ignorá-las e continuar com meu precioso sono. Optei por ignorá-las e continuar em meu estado letárgico. Se eu mal conseguia raciocinar, quem dirá levantar-me...

Como num passe de mágica elas foram abertas e o sol traiçoeiro e raro me atingiu com tudo, iluminando desnecessariamente todo o ambiente.

- Aiiii... – gemi. A luz naquele momento era minha inimiga.

- Acorda preguiçosa. Já passa das duas da tarde. Vim conferir se você está viva...

- Ai mãe, para com isso e me deixa. Eu preciso dormir.

- Nada disso. Quero que você vá ao shopping comigo. — Após dizer isso minha mãe puxou meu cobertor e seu grito de horror ecoou por todo o quarto. – Filha, o que aconteceu? Você foi violentada?

- Fui mamãe. Por um pau enorme de bom.

Ao responder desta forma o que recebi em troca foram tapas por todo meu corpo. Sei que não deveria ter dito isso, mas estou morta de cansaço e minha mãe vem me importunar...

- OMG! O que o Damon é, minha filha? Nunca pensei que ele fosse tão violento...

“Queria ele ser fodão feito o Ed”, pensei comigo mesma.

- Pois é mamãe. Ele se empolgou com o casório caipira e quis consumar as núpcias.

- Sua vergonha na cara desceu ralo abaixo não é Isabella? Você está toda marcada minha filha, com enormes manchas roxas por todo o corpo. Diga ao Damon que eu reprovo esse comportamento dele.

- Ai, mãe. Que discurso mais piegas. Até parece que a senhora nunca fez sexo selvagem na vida...

- Levanta dessa cama agora para eu não lhe responder à altura.

- Quero dormir, não vou levantar mãe.

- Ah, vai sim. Odeio sair sozinha. Eu sempre encubro suas artimanhas, portanto, nada mais justo que você me acompanhar e... e...

E o chororô começou. Mamãe sempre foi muito emotiva e, nos últimos tempos vinha demonstrando um quadro típico de depressão. Antes que tudo se agravasse, pulei da cama, a abracei e, ainda de olhos fechados, fui até o banheiro e tomei um relaxante banho. Quando vi meu reflexo refletido no espelho entendi as palavras de minha mãe. Meu corpo estava coberto de arranhões provocados pela parede do beco, além de vários hematomas e um singelo e perceptível chupão no pescoço. Sorri. O safado me marcou com gosto.

Coloquei um vestido solto e uma sapatilha, deixando de lado os saltos, pois com o sono que eu estava era bem capaz de sofrer um acidente se os usasse. Coloquei meus óculos escuros, peguei minha bolsa e desci. Mamãe já me aguardava sorridente ao pé da escada.

- Você está linda minha filha.

- Mãe, eu devo te amar muito. Só você para me acordar e fazer sair da cama a essa hora da madruga.

Ela sorriu e saímos. Mas, ao chegar ao jardim senti falta dele.

- Onde está o motorista?

- Ele está doente filha. Renne disse que ele pegou a chuva de ontem e acordou com febre. Eu o dispensei. Mas não se preocupe que eu vou dirigir. Com o sono que você está é impossível que você o faça.

Eu precisava vê-lo. Uma sensação ruim se apoderou do meu peito ao pensar que ele está doente e eu estou de mãos atadas. Só mesmo ele para ter a ideia de fazer amor na chuva... sorri lembrando-me dos momentos em que estive em seus braços.

A manhã de compras foi bem animada, pois se há um remédio para curar a depressão de mamãe é gastar. Em determinado momento meu corpo pediu cama. Resolvemos fazer um lanche e fomos para a praça de alimentação. Mamãe ficou horrorizada com os três pastéis que comi. Ah, qual é, eu estava na dúvida entre os três sabores.

Quando voltamos para casa insisti para que minha mãe ligasse para a casa dos Masen para saber do Edward. Aleguei estar com a consciência pesada, pois se ele não tivesse voltado para me ajudar não teria pego o temporal, portanto, não estaria doente. Enquanto aguardava que minha mãe terminasse a conversa com Renne eu quicava na cadeira como uma criança de cinco anos. Levei uma bronca por minha inquietação e fiquei sabendo que Edward não trabalharia a semana toda, pois estava com gripe e infecção na garganta, o que lhe deixou de cama com fortes febres.

Fiquei desesperada. A coisa era mais grave do que pensei. Como eu sobreviveria uma semana inteira sem ele?

Eu estava cabisbaixa e muito preocupada. Mas, como também estava de mãos atadas desmaiei na cama e resolvi deixar para pensar numa solução no dia seguinte. Eu jamais permitiria que aquela mulher cuidasse dele.

Durante toda a noite tive sonhos sem sentido. Em determinado momento eu sorria feito boba e em outro eu chorava compulsivamente. Agoniada e inquieta eu não parava de me mexer na cama. Era como se um calor que não existisse a queimasse. Acordei assustada e desci para beber água.

Assim que cheguei à cozinha ataquei o pote de sorvete e, depois de alimentar minhas lombrigas, resolvi voltar ao sono dos inocentes.

Na manhã seguinte, após uma noite mal dormida, fui acordada por uma Alice elétrica que gritava a todo instante que estava atrasada por minha culpa. Maldita segunda-feira!

Corri para o banho, vesti-me mecanicamente e fiz um coque frouxo no cabelo. Nem maquiagem eu passei, pois não tinha ânimo. Faria isso no banheiro do colégio. Desci às pressas, peguei uma maçã em cima da mesa e saí de casa correndo, pois Alice estava buzinando o carro feito uma louca. Coloquei meus óculos escuros e me preparei para mais um dia de tortura. Ainda bem que essas aulas malditas estava no fim.

- Que cara de jenipapo é essa?

- Argh... odeio jenipapo. Ai Ali, estou tão preocupada. O Edward está doente e estou de mãos atadas...

- E o cabeçudo ficou doente por que mesmo, posso saber? De tanto te comer?

- Ah, bocuda dos infernos. Agora não te conto.

O carro foi freado bruscamente e uma Alice psicopata me encarava com curiosidade.

- Conta tudo agora pirralha...

- A gente transou na chuva, no meio da rua. Pronto, falei.

- PQP! Vocês me surpreendem a cada dia, sabia? É muito fogo mesmo. Por favor, fiquem longe de um posto de gasolina hein...

- Agora, dona sabichona, me diz como eu faço para visitá-lo.

- Mas é muita porra dentro do cérebro mesmo... você tem a faca e o queijo na mão. Se a Renne está cuidando dele isso significa que ela não irá te dar aulas essa semana. Então, diga que você precisa estudar porque as provas estão chegando e se ofereça para ir até a casa dela. Não sei se vocês conseguirão ter um momento a sós, mas ao menos você irá vê-lo.

- Baixinha, você é o gênio da lâmpada rosa purpurinada.

Alice sorriu e acelerou rumo à escola. Na hora do intervalo procurei por ela na sala dos professores e quase caí para trás ao vê-la. Ela usava uma saia rodada com estampa de zebra e uma blusa com mangas bufantes e estampa de onça. Engoli em seco. Deus do céu, é muita breguice para uma única pessoa.

- Oi Renne.

- Bella, querida, algum problema?

- Na verdade sim.

- Então me diga em que posso ajudá-la.

- Aulas. Teremos aulas essa semana?

- Ah Bella. Essa semana está muito difícil para mim. Com o Edward de cama não posso garantir nada, sinto muito.

- Ah, Renne, eu preciso das suas aulas. Semana que vem tenho prova e os exames finais estão chegando. Você não pode me deixar na mão dessa maneira.

- Eu sei Bella. Mas é muita coisa. Essa semana não posso deixar os meninos com a mãe do Edward. Ela me odeia e quem sempre vai deixá-los lá é ele. A não ser que...

- Fale, Renne. Estou aceitando qualquer condição.

- Bom, Bella, minha casa é simples. Mas, se você não se incomodar de as aulas serem lá, para mim seria uma maravilha, pois assim poderia ficar de olho nos meus garotos.

- Por mim tudo bem. A que horas você quer que eu vá?

- Que tal ao por do sol. Pode ser?

- Claro.

- Este é o endereço. Estarei te esperando.

- Obrigada Renne. Se não fosse tão importante eu não insistiria.

- Eu te entendo, querida. Quem adivinharia que Edward ficaria de cama? Ainda não entendi o porque dessa gripe dele.

- Hum, e por falar nele, como ele está?

- Com uma febre que não baixa e uma gripe horrorosa. Sabe me dizer o que aconteceu ontem?

Engoli em seco, mas respondi.

- Acho que foi a chuva que ele tomou enquanto ajudava os meninos a carregarem o touro mecânico. Só pode ter sido isso.

- Já até imagino. Deve ter ficado encharcado durante muito tempo. Só podia dar em gripe mesmo.

- Mas ele vai melhorar. Vou indo Renne. Mais tarde a gente se vê.

Voltei para assistir as últimas aulas animada porque logo mais eu veria o grande amor da minha vida.

*****

Cheguei muito cansada do colégio e fui direto tomar um banho demorado. Benta tinha trazido meu almoço no quarto numa bandeja e, depois que comi resolvi tirar um cochilo, pois meu corpo ainda estava exausto desde minha aventura na chuva.

No fim do dia fui para a casa de Renne e, graças a Deus mamãe foi me levar. A casa era distante da nossa. Era simples, mas muito bonita. Tinha grandes portões e muitas árvores. Parecia uma floresta, na verdade. Plantas de diversos tipos e lindas flores. Ao fundo, uma casa pintada de branco com uma escadinha na entrada. Bati palma e uma Renne descabela e sorridente me recebeu, abraçou-me e me mandou entrar. Timidamente entre e ouvi ao longe Renne dizer para eu me sentar. Assim que me sentei meus olhos varreram o local à procura dele. Sem dúvida ele estaria no andar de cima. E, como num passe de mágica, ou uma conexão de pensamentos, ele surgiu no alto da escada, sem camisa, pálido e com os cabelos bagunçados. Sua aparência era de quem tinha sido atropelado, mas mesmo assim ele estava lindo. Seu rosto estava levemente inchado e isso me preocupou, mas seus lindos olhos estampavam luxúria ao meu olhar. Santo Deus! Só mesmo esse homem para pensar nisso estando doente. Mas, como tudo que é bom acaba cedo demais, Renne apareceu do nada e começou a repreendê-lo pelas roupas. Como se eu me importasse...

- Ed vá vestir uma roupa. Temos visita homem!

- Ah, desculpe. Eu não sabia que a senhorita Cullen estaria aqui. Como vai senhorita?

- Eu vou bem, Edward. Mas você não me parece nada bem...

- É só um resfriado. Com licença senhorita Cullen.

- Edward, meu bem, volte aqui. Deixe-me checar sua temperatura.

Ele se aproximou dela, mas seu olhar traiçoeiro estava fixo em mim.

- Meu bem, continue assim sem camisa porque a febre está cedendo. Espero que não se incomode Bella.

- Por mim tudo bem Renne. Eu é que não quero incomodá-los.

- Deixe de besteira. Sente-se ali que já vamos começar.

Na sala havia um sofá confortável e uma pequena mesa de jantar, onde me sentei. Renne sentou-se à minha frente e Edward deitou-se no sofá ligando a TV e fingindo que estava entretido. De repente, senti mãozinhas entrando por baixo da minha saia e quase tocando minha intimidade.

- AHHH – gritei de medo.

- O que foi Bella?

- Tem um bicho debaixo da mesa...

Renne me encarou ruborizada, respirou fundo e, sem sombra de dúvida, toda Forks escutou seu grito.

- CAIUS!!!

E lá veio a minúscula figura, com seu sorriso banguela e todo animado, usando apenas uma bermuda. Ele correu em minha direção e abraçou minhas pernas gritando “Lella, Lella”. Piscou o olho com seu jeitinho danado de ser e sussurrou tostosa para mim. Ruborizei na hora.

Começamos a aula, mas meu olhar traiçoeiro não deixava aquelas hipnotizantes orbes verdes. E não é que o danadinho ficou rindo aquele sorriso sacana? Meu coração estava há mil com o susto que tinha tido a pouco e percebi de relance que Renne estava pronta para o round com seu filho. Resolvi intervir antes que ela surtasse com o menino. A verdade é que essa danação dele só pode ter vindo, sem sombra de dúvida, dos genes do pai.

Continuamos com a aula e em determinado momento Caius começou a chorar reivindicando sua mamadeira. Demos uma pausa na aula e minha “querida” professora foi fazer o leite do meu bebê. Quando retornou Caius começou a fazer birra. Edward o chamou para deitar com ele no sofá, mas o moleque bateu o pé pedindo por mim. Grossas lágrimas caíam dos seus delicados olhinhos e, não aguentando vê-lo chorar, intervi novamente.

- Deixa ele aqui no meu colo Renne. Pelo menos ele se aquieta.

- De jeito nenhum Bella. Esse menino precisa aprender a ter modos.

- Ele é só um bebê. Deixe-o aqui e vamos voltar aos exercícios. – Olhei em seus olhinhos avermelhados e falei seriamente. – Caius, a Lella precisa estudar. Então comporte-se que eu deixo você ficar aqui no meu colo. Pode ser?

- Tá bom Lella. Amo você.

Meus olhos encheram-se de lágrimas e o abracei forte. Ele colocou a mamadeira em seus pequenos lábios e começou a tomar seu leite calmamente. Renne olhava a cena indignada. Segundo ela era muita manha dele. Oh mulherzinha intragável! Por que não me dá o menino de uma vez por todas?

Retomamos a aula de matemática e concentrei-me ao máximo uma vez que os cálculos estavam difíceis. Para ajudar, ainda tinha um Caius desacordado e completamente agarrado em mim. De repente meus pelos se arrepiaram involuntariamente e Edward surgiu a minha frente. Devo ressaltar que ele estava sem camisa e sussurrou despreocupadamente em meu ouvido.

- Deixe-me pegá-lo senhorita Cullen. Ele deve estar pesando em seus braços.

- Tudo bem.

Foi apenas o que consegui responder entorpecida por sua beleza. Relutantemente entreguei o corpinho pequeno de Caius a Edward e automaticamente meus braços sentiram falta do calor que emanava dele. Mesmo frustrada segui com as aulas. Já que as provas estavam chegando, resolvemos fazer uma revisão geral de tudo que já estudamos. E, eu cheguei a uma conclusão: para que existe a matemática?

- Bella, preciso terminar o jantar. Você se incomoda de ficar resolvendo os exercícios sozinha?

- Por mim tudo bem. Estou muito concentrada aqui.

Ela nos deixou sozinhos e seguiu por um corredor estreito, sumindo de vista. Voltei meu foco para a questão aritmética quando, do nada, fui praticamente atacada por lábios furiosos. Sem qualquer opção, correspondi ao beijo, o medo e a luxúria correndo por minhas veias.

- Edward, seu louco. Se Renne nos pega é o fim...

E, antes mesmo que ele tentasse me beijar novamente, uma Renne alegre apareceu do nada, carregando uma bandeja com suco. Meus olhos se arregalaram de medo, pois Edward e eu estávamos muito próximos. Meu coração começou a bater aceleradamente. O medo fluía dentro de mim.

- Sério que não consegue ver? – Perguntou Edward despreocupadamente.

- Hum... é... eu acho que não.

- O que houve? Qual o problema? – Perguntou uma Renne curiosa.

- Isabella não conseguiu ver minha febre querida.

Fuzilei-o com meu olhar. Não era preciso o “querida”. Meus pensamentos foram interrompidos pela gargalhada sarcástica da anfitriã da casa.

- Amor, mas é claro que ela não conseguiria ver. Porque a febre se sente, e não se vê. Venha aqui, deixe-me checar como anda a temperatura do meu maridão.

Uma ânsia de vômito me atingiu com força. Devo estar pagando meus pecados na Terra para ter que presenciar esse tipo de cena. Olhei para Edward e ele sorriu presunçoso, provavelmente feliz por estar me pagando na mesma moeda tudo o que ele viu naquela maldita quermesse.

Notas finais
N/a: AIIIIIIIIIIIIII Ed seu malvadãoo
Como vc faz uma cena dessas na frente da Bellinha vai ter volta viuu!!
Oiiiiii amadinhas, saudades de vcs, pirei com os coments em AADs mas nosso motorista anda meio abandonado né??
KD os rewirs?? E a consideração pela autora KD?? E recomendações mereço??
Gostaria de agradecer a queridissima Jully Angel (Juuh) amoré obrigada pelas lindas palavras... espero sua MP com suas perguntinhas, quem recomenda tem direito a SPOILERS =O
Gente a minha indicação da semana é a Fic- O pequeno cupido
LINK: https://www.fanfiction.com.br/historia/224297/O_Pequeno_Cupido
Apreciem a leitura e comentemmmmmmm
N/B: oi amores! *-*
sorry da demora do cap.!
é que minha net tá uma merda! ¬¬'
ela funciona quando ela quer! '-'
enfim!
nao vou comentar muito pq ta suspeita que ela caia! -.-
beejos! amo vc'S!^^