Puro Desejo
24 Capítulo 24
Notas iniciais
CAPÍTULO 24
PDV Narrador + Edward
A madrugada foi cansativa, mas muito prazerosa. Vez ou outra Edward lembrava-se do corpo de Bella em brasas sob o seu e da loucura de ter se transformado em submisso. Lembrava-se também das chicotadas desenfreadas desferidas por ela. Olhou para si mesmo e percebeu que estava um farrapo humano. Desceu do carro e dirigiu-se à porta de sua casa. Suspirou. Às vezes gostaria de poder parar o tempo e voltar ao passado, fazendo assim um novo futuro. Mas, imediatamente entristeceu-se, pois mudando sua vida não teria seus filhos, seus tesouros, aqueles por quem quaisquer sacrifícios eram válidos e valiam à pena.
Antes de abrir a porta perguntou-se como explicaria sua aparência para sua intragável esposa. Ele estava com os lábios inchados em razão dos beijos e mordidas desferidos por aquela ninfomaníaca, e seu corpo estava coberto de hematomas em virtude das chicotadas. Sorriu lembrando-se que ela estava bem pior e relembrando como ela se entregou sem receios a ele, de todas as formas possíveis.
Pensou rápido e entrou mancando e gemendo de dor em casa. Automaticamente sua esposa apareceu na sala, com um avental amarrado na cintura e os cabelos bagunçados.
- Edward, querido, o que houve?
- Fui atropelado, querida. – E gemeu novamente incrementando sua encenação.
- Atropelado? Como? O que houve? Como isso foi acontecer?
- Estava saindo da faculdade e um ciclista se chocou comigo. Caí rolando no chão e me arranhei todo. E o filho da mãe nem parou para prestar socorro...
- Que horror! O mundo de hoje está perdido mesmo! Venha, suba e tome um banho enquanto termino de preparar uma sopinha para o jantar.
- Eu realmente estou precisando... Onde estão meus garotos?
- Assistindo TV.
Seguindo os conselhos da esposa Edward subiu, porém, antes, resolveu cumprimentar seus “anjinhos” e combinar o plano para o dia seguinte. Ao chegar à porta da sala ouviu o diálogo entre seus filhos. Ambos jogavam videogame, mas o caçula provocava o irmão mais velho o tempo todo.
- Joga direito Caius.
- Tô jogando Pêdu, seu viado.
Edward resolveu interferir na discussão antes que fosse tarde demais.
- Ei, ei... que papo é esse, mocinho?
- PAPAI!
O pequeno garoto gritou e jogou-se nos braços de seu super herói, o abraçando como se não o visse há séculos.
- Ei, campeão. Que história é essa de xingar o seu irmão?
- Voxê num viu papai? O Pêdu diz que num sei jogar.
- E não sabe mesmo seu fedelho.
- Pedro, filho, você sabe que o Caius só tem quatro anos. Por que você não ensina a ele como se joga?
- Ah pai. Que chato!
- Ok. Vamos parar de briga e subir com o papai. Eu preciso da ajuda de vocês.
Eles acompanharam o pai até o quarto e ao chegarem Edward se deu conta de que tinha uma missão complicadíssima, pois de um lado estavam seus tesouros, e de outro o seu amor por Bella.
- Preciso pedir uma coisinha a vocês.
Eles encararam o pai, na expectativa.
- Amanhã vamos sair daqui dizendo que iremos à casa da vovó. Mas, na verdade, quero que conheçam uma pessoa.
- Vamu ver a Nânia?
- Não, campeão, nós não vamos ver a Tania. O papai é só amigo dela, eu já te disse isso.
- Mas ela é bunita.
- Sério? Você acha? Então o papai deixa ela para você, o que acha?
- Ebaaaaaa.
- Olha só, isso será um segredo nosso. O papai está namorando e quer apresentar a namorada dele para vocês.
- Ela é bunita?
- Sim, filho. Ela é linda.
- De novo papai? – Perguntou Pedro.
- Como de novo, Pedro? Eu nunca apresentei ninguém a vocês.
- E aquela Tania? O que ela era?
- Uma amiga intrometida. Com a Bella é diferente.
- Você vai ficar com ela, pai?
- Eu não sei ainda, filho. São muitas coisas para resolver. Mas o papai gosta muito dela.
- Pai? – Chamou Pedro com aflição no olhar.
- Diga Pedro. O que tanto te aflige?
- Promete que não vai esquecer da gente?
O coração de Edward apertou com aquelas palavras. Nunca havia passado por sua cabeça que seu primogênito tinha medo do impossível. Sim, pois ele nunca abandonaria seus filhos. Seria impossível que ele deixasse seus tesouros. Ele precisaria encontrar um jeito de ficar com seus meninos e com sua Bella.
- Filho, eu amo a Bella, mas vocês sempre serão minha prioridade.
Eu nunca vou deixá-los, afinal, somos ou não os três mosqueteiros?
- Iupiiii... Papai, Lella é gostosa?
Céus... Edward ainda não tinha se acostumado com seu filho caçula, que era precoce demais e só pensava em mulher. Era um terror desde pequeno, tanto que um de seus passatempos prediletos era tentar adivinhar a cor da calcinha da mulherada, deixando a mãe de cabelo em pé e o pai orgulhoso.
- Sim, a BELLA é linda. Mas respeito com ela, viu rapazinho.
- E como vai ser amanhã?
- Bom, vou levá-los, como de costume, para a casa da sua avó para sua mãe não suspeitar. Quando chegarmos vamos esperar pela Bella. Depois vamos ao cinema, o que acham?
- Ebaaaa. Eu quelo sorvete e popoca.
- É pipoca, seu burro.
- Boiola.
- Pedro, meu filho, não provoque a ferinha. Pode ser?
- Ele me irrita pai.
- Ele só tem quatro anos e você tem oito. Quem é o adulto entre os dois?
- Posso interromper?
Todos olharam assustados para aporta, pois Renne havia chegado sem que ninguém percebesse.
- Mamãeeee...
Caius correu e abraçou as pernas da mãe.
- Largue-me Caius. Quanta pegação! Estou com a sopa de seu pai, vamos, solte-me.
- Quelo você mamãe.
- Edward, querido, aqui está a sopa que fiz.
- Obrigado, querida. Acho que o Caius necessita de você.
- Até você Edward? Ele já tem quatro anos. E eu não tenho mais idade e nem paciência para amamentar.
- Mamãe voxê me dá minha mama logo? Eu tá com fome.
- Saco! Vem logo seu sugador de vida!
Caius acomodou-se nos braços de Renne, como se ainda fosse um bebê de colo, e abocanhou o seio da mãe, deleitando-se com seu passatempo predileto.
- Vai amanhã para a casa da sua mãe?
- Sim. Como em todas as minhas folgas. E vou levar os meninos comigo.
- E eu como sempre ficarei sozinha, não é mesmo?
- Você criou conflito com a minha mãe porque quis Renne.
- Ela me odeia Edward. E você fica do lado dela.
- Não vou discutir, querida. Pedro, filho, já tomou banho?
- Ainda não pai.
- Então vamos que vou ajudá-lo. E depois cama. Amanhã acordaremos cedo. E você, baixinho – dirigiu-se ao filho mais novo e apertou seu nariz delicadamente, fazendo o pequeno sorrir – não se demore aí, viu. Papai ainda está todo quebrado do atropelamento e sabe que você exige uma historinha antes de dormir.
Seguiu para o quarto dos pequenos e pediu a Deus que o dia de amanhã fosse perfeito e nada saísse errado.
O dia seguinte surpreendeu-o de todas as formas. Se ainda lhe restavam dúvidas de que Bella era uma patricinha mimada, essas dúvidas evaporaram. Ela estava linda no parque aquela manhã. Graças aos céus, ou talvez à baixinha, ela veio de short. O que não mudou muita coisa, pois seu caçula perguntou na cara dura a corda da calcinha dela.
E ela respondeu, vê se pode!
Fizeram um piquenique agradável. Bella até arriscou jogar futebol com os garotos. E Edward, a todo momento, pensava que não poderia ter feito escolha melhor do que Bella. Ela era sua alma gêmea, incondicionalmente.
Notou que seu filho mais velho ainda estava meio isolado, mas Bella, com seu jeitinho de cativar as pessoas, amoleceu o coração de seu primogênito.
Também não passou despercebido a Edward os olhares de Bella para Pedro, e sorriu com o fato. Todo mundo que o conhecia ficava atordoado com a semelhança entre pai e filho.
Depois que saíram do parque foram ao cinema. Caius não soltava a mão da “Lella” de forma alguma. Foi paixão à primeira vista. Edward tinha certeza que seu mais novo tinha puxado dele essa fraqueza por ela, sem sombra de dúvidas.
Após o filme Edward percebeu que já estava tarde e achou melhor voltarem para casa antes que sua querida esposa achasse a demora estranha. Mas, não resistiu ao biquinho que Bella fez ao pedir sorvete.
Se arrependimento matasse...
Foi só colocarem os pés na sorveteria e a raiva dominou Edward. “Ele” estava lá com sua galera, encarando a ambos, Edward e Bella, como se fosse o rei da situação. Damon fulminou o casal e encarou diretamente Isabella, que, amedrontada com uma possível briga, dispensou rapidamente Edward e os meninos.
Foi cortante ver a cena. O caçula estava nos braços de Bella chorando, como se a conhecesse há anos, e ela prometendo que logo o veria novamente. Mas, no final, deu certo, pois Caius acalmou-se. Bella beijou Edward e prometeu um telefonema de boa-noite.
Pai e filhos voltaram para casa e, ao chegarem, as crianças dispensaram o jantar e foram tomar banho para dormir, afinal, o dia tinha sido bastante agitado. Renne foi à missa e Edward ficou largado no sofá, olhando para o maldito aparelho e esperando a tão desejada chamada telefônica da menina/mulher que habitava seu coração.
Notas finais
que ta diiivo!
aff! quero socar a Renee! como uma coisa fofa
como o Caius pode ser um sugador de vidas? ¬¬'
boom! a Dani mando avisar que ela nao esqueceu a fic!
é apenas o off dela que tá corrido! *-*
aaah e ela assim como eu está amando os coments! *-*
hahahahahahahaha
booom o que acharam do cap.?
euzi amu candu teim fala di clianxa! é taum nindu u zeitu ti é exclituu!
hahahahaha
viuu a beta tmb sabe falar como criança! hahaha
ssiiiim! eu tenho mudanças constantes de humor&opnião! hahahahaha então naaao liguem! ú.ú
comentem&recomendeem! *-------------*
Beejos!
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