Puro

1 Capítulo único - Puro


Notas iniciais
Oi.Primeira Sebaciel. Peço para que puxem minha orelha se tiver algo errado.Ideia nascida depois de re-assistir a primeira temporada. Creio que seja esta a maneira poética que eu imaginava ela acabando.Espero que gostem.Boa leitura.

Aquilo era o fim. O Akuma olhava para o corpo frágil e debilitado de seu jovem mestre com pesar. Sua respiração descompassada e os olhos cerrados estavam à espera da morte, que seria causada por aquele que mais prezava. Com um olhar triste o Akuma tornou seus olhos rosa e trouxe para fora do corpo, a alma daquele arrogante e especial jovem mestre.

Agora, ele o tinha em mãos, seus dedos roçavam a forma espectral da jovem e corrompida alma do pequeno Ciel Phantomhive, acariciando-a de maneira suave, fazendo-a dançar entre seus longos e finos dedos.

Quantas almas já haviam passado por aquelas mãos? Ele já não o sabia.

Quantas almas lhe fizera amaldiçoar o dia em que o contrato havia sido firmado? Somente aquela.

Amor? Sim... mas não aquele que transbordava desejo e luxuria. Um amor suave, ingênuo e puro. Amava-o com todo seu coração.

Aquele Akuma, como qualquer outro, jamais pensaria que poderia se relacionar novamente com algo puro, mas aconteceu de ele se apegar aquele garoto.

Sua alma era de longe a mais pura e bela que o Akuma havia tocado e mesmo que ele se esforçasse, ela continuava sendo assim, bela e pura.

Uma lágrima sanguinolenta rolou na face naturalmente pálida do mordomo. Ele jurou a si mesmo que não abandonaria aquela forma, como uma espécie de homenagem para aquele que o fazia arrepender-se amargamente de tê-lo subestimado.

A alma ia brincando despreocupadamente com as mãos do akuma sem aparentar saber que era ele o seu carrasco.

Sebastian Michaelis continuaria sendo parte dele. Mesmo se houvessem outros mestres, outros nomes, aquele mestre e aquele nome nunca lhe seriam esquecidos.

Precisava ser assim? Infelizmente o contrato chegara ao fim e a ordem final havia sido dada.

O mordomo suspirou profundamente enquanto trazia a alma pura e indefesa do jovem conde, que se mantinha vivo pela linha tênue de sua alma que ainda estava agarrada a sua casca mortal, para frente de seus lábios pálidos. Ele observou-a mais uma instante, em seguida entreabriu os lábios e antes de absorvê-la, murmurou:

— Amo-te, boc-chan.

Notas finais
É, como eu disse no disclaimer, é curtinha, mas eu achei que ficou boa. Escrevi-a no dia 1 de março e só agora decidi postar.Espero que tenham gostado.Se gostaram da história e quiserem, deixem um comentário. Isso tornaria esta escritora muito feliz.É isso. Kissu de limonada (e não maliciem por favor!)Ass.: M. Michaelis
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!