Purity and Malice
8 Jogos
Cinco figuras criminosas se destacavam por conta da máscara que vendava os olhos e se escondiam na fileira de civis que se movimentava ao redor. Foi extremamente fácil, para Inojin, atirar a kunai no primeiro alvo a 5 metros de distancia. Jogou a segunda kunai e, para surpresa de alguns espectadores, atingiu simultaneamente dois elementos. Arremessou, atrevido, a terceira kunai com os olhos fechados e o criminoso tombou para trás por culpa do impacto.
Agora só faltava líder que tinha dois reféns o rodeando, pelos cálculos do loiro, 20 metros os separavam.
Lançou a kunai mirando o coração do oponente.
E...
Todos os pisca-piscas que circundava a barraca de jogos começaram a brilhar instantaneamente acompanhados de uma canção irritante que anunciava o ganhador.
Inojin pegou o premio, um grande coelho branco de pelúcia, e entregou para Himawari que emanava felicidade.
O loiro a admirou aquele fios macios da cor anil cair até a cintura, o vestido laranja rodado realçando a pele clara e o batom rosa destacando a boca carnuda. Queria, ao menos, ter se vestido melhor para aquele convite de ultima hora proposto pela moça. Ele usava simplesmente uma calça preta surrada e uma camisa branca.
Um sorriso banhou a face dele ao ver aquela alegria, Himawari era o seu sopro de vida, foi algo que se tornou obvio.
A felicidade dela o cativava e tristeza, da mesma, era pior do que as mais graves torturas sofridas por ele no campo de batalha.
— Hima, o que vai fazer com tantas pelúcias?— questionou com uma pitada de curiosidade.
Inojin carregava uma sacola cheia de prêmios e Himawari segurava fortemente nos braços o coelho recém adquirido enquanto atravessavam o parque de diversões itinerante.
— Levarei para orfanato, as crianças adoram essas coisas— ela falou radiante, balançando o coelho para o alto— Apesar, acho que esse lindo coelho ficará comigo como lembrança desta noite...
Ele já tinha percebido a leve obsessão por coelhos da azulada e achava extrema graça.
O loiro segurou a azulada pelos ombros a abraçando firmemente e depositou um beijo na testa da companheira. A Himawari era perfeitamente adorável.
As esferas azuis brilhavam intensas e lábio cor de rosa formavam um biquinho no qual Inojin ficou tentado a beijar.
— Amor, você é bom no boliche? Acho que aquele sapo de pelúcia vai completar muito bem a nossa coleção de prêmios...
Inojin riu, como podia negar um pedido dela?
Ele entrelaçou as mãos e unidos caminharam até a tenda do boliche.
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Inojin considerava o envolvimento com a herdeira dos Uzumaki praticamente perfeito, superando tudo o que um dia imaginava.
Himawari era uma namorada amorosa e atenciosa. Seus beijos eram cálidos e os toques ingênuos dignos de uma verdadeira princesa.
Ele amava aquele cheiro floral que naturalmente emanava, apreciava sentir o roce dos lábios de mel e adorava tocar a pele macia.
Gostava dos encontros românticos que tinham, regados de risos e beijos castos.
E tudo que sentia e vivia com Himawari seria uma história perfeita digno de um conto de fadas, se não houvesse um pequeno problema.
E esse problema tinha nome e sobrenome...
Chamava-se Sarada Uchiha.
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Por mais que a pequena Uzumaki estivesse enraizada no coração de Inojin, a mente dele gostava de lhe pregar peças maldosas.
Apesar de ele queimar os lençóis que tempos outrora ambos dividiram e de apagar qualquer vestígio da morena em seu apartamento. Ela invadia os seus sonhos todas as noites transformando-os em pesadelos.
É sempre o mesmo sonho, no qual começa com ele beijando ternamente a sua doce Hima, mas aos pouco os longos fios ciano são substituídos por uma cascata negra, as esferas azuis ingênuas é trocada por um par de ônix perigosos.
Em poucos segundos, os beijos delicados e lentos se tornam ferozes e apaixonados, os toques ficam audaciosos e libidinosos.
Logo fantasia-se possuindo a morena em várias posições que nunca teria o decoro de falar em voz alta.
Os sentimentos retorcidos que tinha por Sarada, presos em seu inconsciente, o preenchia com culpa.
Inojin procurava meios para apagar o desejo pela morena, mas trabalhar junto a ela não deixava a tarefa mais fácil.
Quando um ninja não está em campo o mesmo é estabelecido para alguma função burocrática e para, o azar de Inojin, os dois integravam o mesmo setor.
Sem querer, algumas vezes durante o dia, o loiro deixava suas vistas recair demoradamente sobre ela, sua boca secava ao ver as longas pernas se cruzarem sedutoras e as longas unhas vermelhas tamborilarem irritamente sobre a mesa dela.
E isso estava acontecendo novamente naquele instante....
Fitou casal de morenos que conversavam distraidamente. Sarada estava apoiada na mesa e inconscientemente rodava as pontas dos cabelos nos dedos e Shikadai ao lado dela carregava um conjunto de pastas no braço.
Inojin já tinha percebido aquela estranha aproximação e notado que a dupla sumia e aparecia juntos.
E no fundo, ele não gostava daquela situação.
Inconscientemente, um sorriso irônico se desenhava ao vê-la entre sussurros e risos com Shikadai. Perguntava-se perversamente se aquela amizade tinha o mesmo grau de intimidade que há pouco tempo atrás ambos compartilhavam.
Seus olhos acompanharam a Sarada quando ela se separou do moreno e sentou defronte ao loiro.
— Parece que vocês andam bem próximos...— as palavras saíram da boca de Inojin, antes que ele pudesse segurar.
A morena fazia anotações no notebook e nem se deu ao luxo de levantar as pestanas negras.
— Sim, o nanadaime pediu para cuidamos dos preparativos das próximas mudanças do departamento.
— Só isso?— o loiro questionou, brindando a garota com sorriso falso.
Sarada finalmente o encarou e sua boca, sempre carmim como sangue, formou um sorriso malicioso.
— Está com ciúmes querido?— a garota sussurrou maliciosamente.
— De você? Nunca Sarada— respondeu secamente.
Viu os olhos negros se estreitarem e o sorriso dela se ampliar.
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Um belo sábado se desenhava em Konoha, o céu estava sem nuvens com Sol intenso recaindo na cidade, as correntes de ventos que balançava os topos das arvores trazia frescor. Sim, o dia a estava perfeito para o encontro da atual equipe oito.
Era uma pequena celebração começada por seus avôs e que se perpetuava até hoje. Pelo menos uma vez ao ano, exceto quando algum integrante estava em missão, os três se reuniam no clã dos Akimichi para uma churrascada.
Mas não era um encontro limitado aos três, um convite para o festejo também era destinado aos amigos mais próximos. E Inojin não teve duvidas em levar a pequena azulada naquele ano.
Inojin estava na varanda do chalé, da Chocho, tentava arrumar a churrasqueira improvisada juntamente com o Shikadai quando Himawari chegou acompanhada do irmão e da Sumire.
Ele desceu até a entrada para recepcioná-los.
Ela estava linda com o vestido azul claro que descia até os joelhos, o chapéu de palha enfeitado com lótus que cobria parte do fino rosto e os cabelos soltos, o brilho labial destaca os lábios que tanto amava. A azulada se precipitou até o rapaz o abraçando.
Inojin girou a garota em seus braços roubando um rápido selinho.
— Chegaram cedo, ainda nem conseguimos montar a churrasqueira...
Himawari abriu a boca para responder, mas foi imediatamente cortada.
—Não chegaríamos no horário certo, se sua namorada não ficasse nos apressando a cada cinco minutos... — Boruto falou aborrecido atrás de ambos.
Inojin riu enquanto afrouxava o abraço e a soltava, Himawari mostrou a infantilmente a língua para o irmão mais velho.
— Onde está Chocho? Trouxemos a carne e as bebidas que ela pediu...— Himawari questionou desviando o assunto.
— Entrem na casa, ela esta na cozinha vai adorar vê-las— Inojin comentou sorrindo para a azulada e Sumire.
Boruto pediu ajuda do Yamanaka para recolher as carnes, Sumire e Himawari seguiam tagarelando alguns passos à frente.
—Sabe Inojin, você sabe que é um dos meus melhores amigos apesar de namorar a minha irmã— comentou Boruto casualmente — mas, caso você venha magoá-la, não hesitarei em enfiar uma Katana em seu coração.
Inojin sorriu de lado, ele não esperava menos de Boruto...
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As horas correram e neste momento o seleto grupo se encontrava na sala estar, bebiam e comiam em meio de conversas.
E aquele sábado teria sido especialmente maravilhoso, se a dona dos atuais pesadelos de Inojin não tivesse sido também convidada.
Mas, para o azar do loiro, Sarada Uchiha sempre foi a melhor amiga de Chocho. E evidentemente lá estava ela, com um vestido curto de alça preto, o scarpin vermelho e os cabelos soltos destacando os traços exóticos do rosto.
O loiro pelo canto do olho viu a morena flertar descaradamente com o Shikadai na porta de entrada.
Inojin estava com a Himawari ao seu lado sentado no sofá de dois lugares, puxou a azulada contra si a beijando possessivamente, a garota surpresa levou as mãos até o couro cabeludo do rapaz agarrando os fios loiros soltos. O loiro mordeu levemente o lábio inferior da companheira a assustando.
Himawari se apartou com um riso nervoso na face.
— O que houve Inojin? Você está muito raro hoje... — os azuis o fitavam diretamente como se estivesse procurando algo.
O loiro engoliu seco, tentando formular alguma resposta.
— VAMOS JOGAR UM JOGO!— a voz estridente de Chocho chamou a atenção de todos.
Inojin sentiu um alivio cair em seu corpo com a interrupção.
— Qual jogo?— Sumire questionou no canto da sala abraçando o Boruto.
— O velho e adorável “ verdade ou conseqüências”.
O Yamanaka girou os olhos descrentes, só Chocho poderia sugerir este jogo bobo adolescente.
— Sem chances, Chocho— Inojin logo declarou.
—Por quê? Eu até instalei um aplicativo que sorteia perguntas e desafios, para dar uma repaginada no jogo...
— Continua sendo um jogo besta— respondeu azedo.
Himawari ria discretamente no seu lado.
— Vamos amor, não seja estraga prazeres— pediu entre risos Hima com os olhinhos azuis brilhantes.
Ele a contragosto, cedeu.
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Os sete formaram um circulo no centro da sala, Inojin estava sentado entre a namorada e o Shikadai, na frente deles estava Chocho, Sarada, Boruto e Sumire.
A essência do jogo se manteve a mesma, só havia uma pequena alteração no jogo, quando a garrafa é girada quem estivesse com a ponta do gargalo virado para si tinha que optar entre o costumeiro “verdade ou desafio” e o aplicativo no celular da Chocho sorteava a pergunta ou a prova.
— Esse app consegue deixar o jogo ainda mais sem graça....— Inojin comentou aborrecido, abrindo uma lata de cerveja e se aconchegando no chão.
Chocho o fuzilou com o olhar.
— Você é voto vencido, Inojin — respondeu Chocho mal-humorada.
Inojin simplesmente deu os ombros e bebeu a bebida. Alguns soltaram o riso baixo diante da cena presenciada.
E a garrafa rodou dando inicio ao jogo....
Logo segredos bobos foram descobertos, Boruto revelou que quase furtou uma casa de doces, Sumire tinha um colar com fios loiros do namorado e Himawari tinha uma coleção de ursos.
Mas não demorou muito para as perguntas e desafios se tornarem mais ousadas ou alguma revelação causar tensão.
Shikadai já tinha perdido uma camisa, quando uma pergunta, até que relativamente simples, caiu justamente para Boruto.
— O aplicativo e eu queremos saber Boruto-kun— começou Chocho, fazendo uma pausa dramática— Quem foi o seu primeiro grande amor?
Inojin torceu para o cunhado não ser sincero e pensasse bem na resposta.
— Foi a Sarada-chan— Boruto comentou com naturalidade.
E como sempre, ele não pensou...
O silêncio tenso recaiu no circulo, uma nuvem negra pairou sobre a Sumire e uma careta desgostosa estampava a linda face, todos sabiam que apesar da doçura da menina, a mesma tinha um ciúme excessivo.
Sarada se mantinha impassível, aquela revelação não era nenhuma novidade.
Himawari e Chocho tinham os olhos aflitos, ambas se compadeciam do abalo de Sumire.
Os olhos azuis fitavam irritado a atual namorada, ela não tinha a necessidade de fazer aquela careta por conta de uma simples resposta.
Shikadai tossiu tentando aliviar o clima.
— Acho melhor irmos para o próximo— comentou o moreno virando a garrafa.
Após dois giros completos, o gargalo apontou para a Sarada Uchiha.
— Verd...
—Desafio — Sarada respondeu cortando a amiga.
O olhar de todos do circulo pousaram na Uchiha.
— Bem, o desafio é.... — Chocho fitou, meio sem jeito, a amiga— Você tem que beijar alguém, por um minuto...
Sarada não titubeou em aceitar o desafio, com passos decididos e um sorriso sedutor cruzou o circulo.
Os olhos negros brilhavam perversos para Inojin.
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