Purity and Malice
11 Fim
A pequena mesa redonda estava delicadamente decorada com dois de candelabros prateados rodeados com belos botões de rosas vermelhas, um par de pratos de porcelanas pintadas a mãos estava acompanhado dos talheres de pratas, as velas perfumadas que derretiam realçavam o suave cheiro floral e iluminavam romanticamente o ambiente.
Inojin agradeceu mentalmente a sua mãe pelas lindas peças emprestadas e por aconselhá-lo com a decoração.
O loiro estava terminando de cozinhar o ensopado de peixe com pedaços de tofu quando o toque da companhia anunciou a chegada dela.
Abriu a porta e se perdeu naquele mar cristalino cintilante, Inojin se perguntou como ela sempre se superava. Ela estava magnífica com o cabelo parcialmente enfeitado com finas tranças, um suave risco de lápis preto ao redor dos olhos destacava os traços orientais e a boca de coração pintada de rosa.
O vestido branco com uma faixa azul-marinho na cintura solto que ia até os joelhos, balançava conforme os movimentos dela.
Inojin abriu a porta sem graça por não ter tido tempo de terminar todos os preparativos, ele ainda vestia calça preta do trabalho e a camisa branca dele estava manchada com um molho identificável.
O loiro guiou a garota até a mesa preparada e se apressou para copa para concluir o prato principal, pelo canto do olho ele assistia a azulada encantada brincando com as velas que derretiam.
Finalmente, o cozido fervilhou espalhando pelo apartamento um delicioso aroma.
Inojin entregou o prato quente para ela e mirou os olhos azuis iluminados como uma criança.
— Amor, eu posso ficar mal acostumada com essa recepção... — Ela comentou alegre.
O loiro abriu um sorriso e a encarou intensamente.
— Você merece muito mais Himawari.
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Era perfeito sentir as mãos macias sobre as suas encima da mesa e ouvi-la falar apaixonadamente sobre as crianças.
O loiro se surpreendeu quando, sem querer, fitou o relógio que marcava meia noite. Nunca as horas tinham passado de maneira tão rápida como aquela.
Ele se levantou para pegar casaco e tristemente levá-la para casa.
Mas os finos braços que o rodearam pela cintura o impediu de prosseguir. Inojin virou o corpo se deparando com o rosto meigo sorridente.
— Não precisamos em ter pressa em terminar a noite Inojin— ela se divertia em pronunciar cada silaba.
Inojin acariciou o topo da cabeça dela.
— Seu pai irá me matar, caso não veja a princesa dele em casa.
As esferas azuis faiscaram alegres.
— Ele provavelmente está dormindo no escritório da torre— Himawari sussurrou confidente— e também, eu nunca deixaria o meu pai matá-lo.
O loiro sentiu os lábios doces sobre os seus.
Ele a segurou pela cintura apertando-a contra si. A azulada puxava delicadamente os longos fios loiros, o beijo inicialmente casto, logo se entregou ao ritmo apaixonado.
Inojin se separou em busca de ar e olhou encantado para a boca levemente inchada da garota a desejando.
— Ainda acho melhor levá-la— murmurou o loiro roucamente, não queria que algum ato precipitado dele machucasse aquela criatura linda.
Ele escutou o riso gracioso dela enquanto a azulada o encarava marotamente.
— Inojin, eu não sou a boneca de porcelana que você pensa— ela comentou como tivesse lido os pensamentos dele— e realmente eu quero terminar a noite aqui, com você— completou timidamente.
Inojin fitou o azul levemente nublado desejosos e a beijou novamente.
Ele gostava do sabor exageradamente doce da boca dela e amava o cheiro de mirtilo que ela emitia naturalmente. Sentiu as mãos embaraçadas da azulada se aventurar por debaixo da camisa dele. Inojin tateou o corpo feminino e a aprofundou ainda mais a união das bocas.
Quando todos os botões da camisa branca foram soltos, ficou mais que obvio as intenções da pequena Uzumaki.
O loiro escapou novamente dos beijos ávidos.
— Você tem certeza disso?— Inojin questionou segurando a vontade que o queimava, mas antes ele precisava ver a certeza naqueles olhos azuis que tanto amava.
Himawari tinha o rosto rubro como um pimentão, com um sorriso doce ela acenava positivamente puxando a lateral da camisa dele.
Inojin sorriu amavelmente enquanto pegava o corpo leve e a carregava como uma noiva até a cama.
Em poucos minutos, os tecidos que os cobriram pousaram aos pés do leito.
O loiro trilhou carinhosamente beijos demorados na pele macia, escutando os suaves gemidos vindos dela.
O amor entre eles era lento e apaixonado, regado por carinho e cuidado
Não tardou para se entregarem ao deleite do prazer que ambos ansiavam.
Inojin viu as safiras se fecharem exaustas e suspiro satisfeito escapar da boca rosada, com delicadeza o loiro puxou o lençol cobrindo a garota.
Passou alguns minutos admirando o rosto meigo entregue ao sono, uma áurea pura e calma rodeava a garota.
Ele não se deixaria mais se levar por atos impensados, não iria correr qualquer risco de perder-la, pois já não conseguia imaginar a sua vida sem a Hima.
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Inojin 25 anos e Himawari 21 anos
Inojin apoiado no balcão da pia olhava, pela janela cristalina da cozinha, os novos brotos de girassóis que cresciam no jardim.
Sentiu as mãos macias o rodear na cintura e o rosto fino dela se apoiar na curvatura de seu pescoço.
Ele soltou um pequeno suspiro satisfeito ao exalar o perfume dela, sentia tanta falta das caricias e do cheiro de sua esposa, desde que a mesma resolveu assumir os plantões do hospital, os momentos a sós se tornaram raros.
— O que você acha das minhas novas flores?— Ela questionou divertida.
O casal mirava o jardim da família Uzumaki. Após insistência de Himawari, o loiro cedeu ao pedido para morarem na casa dos pais dela.
— Acho que o clã Yamanaka precisa se preocupar, pois falta pouco para eles perderem o titulo de possuir o jardim mais belo de Konoha— Inojin respondeu com um meio sorriso nos lábios e desceu as vistas até a azulada.
Himawari conseguia ficar ainda mais bela com o passar dos anos, tinha o cabelo índigo preso em um firme rabo. Ela usava apenas uma bata florida com calça jeans azul clara.
— Você está sabendo quem irá morar conosco?— questionou divertidamente Himawari.
O loiro acenou negativamente.
— Boruto e a esposa—Ela sussurrou as palavras como um grande segredo.
Inojin torceu o nariz, pelo que o próprio se lembrava Sumire e Boruto haviam terminado poucos meses depois da ida do loiro para Suna. Além disso, achava deselegante o cunhado não ter mandato um convite de casamento, mesmo distante a Hima tinha enviado o convite da celebração deles para o irmão.
— Quem é a felizarda?— o loiro questionou com uma leve nota de curiosidade.
Antes que ela pudesse responder, as altas batidas na porta da entrada chamaram a atenção do casal.
— Já volto—respondeu Himawari, deixando-o sozinho, indo em direção da entrada.
Inojin voltou a sua atenção para a bancada da pia e apanhou alguns tomates no fruteiro para cortar.
Demorou exatamente dois minutos até Hima voltar novamente.
—Inojin, olha quem voltou!— a azulada chamou a sua atenção.
O loiro virou o corpo em direção a entrada da cozinha e viu Boruto com os olhos cansados pela viagem vestindo apenas uma yukata tradicional cinza, que destacava os seus ombros largos e os músculos, ao lado dele estava uma formosa morena com uma maquiagem forte, realçando os traços exóticos, que usava um pequeno vestido roxo que destacava as curvas, na mão dela um anel dourado chamava atenção.
Inojin não precisava olhar duas vezes para reconhecer a companheira de Boruto era a peste da Sarada Uchiha.
O loiro cumprimentou os recém chegados com um aceno. Boruto retribuiu com um sorriso exausto.
— É bom revê-lo, Inojin — Sarada arranhou as palavras docemente.
Inojin sorriu falsamente para a garota.
— Desculpa pessoal, mais essa viagem acabou com minhas costas, só quero uma cama— Boruto falou com os olhos pesados.
Himawari riu encarando de maneira compadecida o irmão.
— Vamos preguiçoso, vou mostrar o novo quarto que mamãe preparou para vocês— completou a azulada animadamente.
Inojin com uma das sobrancelhas arqueadas fitou a Sarada pousar as longas mãos nos ombros do Boruto.
— Bolt, você se importa se eu subir depois? Estou imensamente faminta— o jeito meigo de falar da Uchiha impressionava o Yamanaka.
— Claro que não, Sara-chan— respondeu Boruto dando um selinho na esposa.
Os dois irmãos saíram pelo corredor deixando a morena sozinha com o loiro de olhos verdes.
Inojin se virou voltando a sua atenção novamente para o tomate e reprimindo a vontade de cortar a bruxa Uchiha.
Sarada atravessou a cozinha com passos largos e sentou encima da bancada ao lado dele, deslizou as mãos até a fruteira apanhando uma maçã vermelha, propositalmente ela roçou os dedos nos braços do loiro.
Inojin sentiu seus pelos eriçarem com pequeno contato.
— Saudades, querido? — a garota questionou sorrindo maldosamente.
Ele viu pelo canto dos olhos, a morena provocativamente cruzar as pernas levantando em alguns centímetros o vestido.
— Por que voltou Uchiha?
Pelo visto ele se enganou ao achar que a morena o deixaria em paz e que aquela maldita flor de ervilha que guardava em seu quarto era um sinal de adeus definitivo.
— Eu estava com saudades de Konoha, o clima é aconchegante e aqui encontro desafios que não existe em nenhum outro local.
Sarada deslizou as mãos até o braço do loiro, Inojin deu dois passos para trás como se o toque dela queimasse.
A morena piscou os olhos divertidamente e mordiscou a maçã.
— Você não se importa com nada, além de si própria— o loiro falou raivosamente.
Sarada lançou uma piscadela ao descer da bancada.
— Na diga isso Inojin, se eu não me importasse com você não estaria aqui— ela falava manhosamente andando perigosamente até ele.
Os olhos verdes crisparam furiosos.
— Eu não irei perder a Hima por conta de suas loucuras.
Os orbes negros brilhavam com um brilho de desafio
—Veremos Inojin, por quanto tempo você segurar o castelo de areia que é o seu relacionamento.
A morena se aventurou levando a mão até o rosto do rapaz, mas o loiro impediu segurando firmemente o pulso dela. A garota riu zombeteira.
— Cedo ou tarde você irá me procurar — a Uchiha falou convicta — você pode amar perdidamente a Hima, mas uma parte tua sempre será sedenta por atenção e pelo perigo— os olhos negros o fitava diretamente penetrante— e nós sabemos que somente eu posso suprir as suas vontades mais perversas.
Inojin apertou fortemente a faca.
Antes que o loiro pudesse retrucar, Himawari invadiu a cozinha e os encarou de maneira curiosa.
— Aconteceu algo?— a azulada perguntou duvidosa.
Sarada deslizou o ônix sob a garota.
— Imagina, eu só estava comentando com Inojin, acho nós se divertiremos muito com todos morando juntos— a morena falou com um sorriso amplo nos lábios indo em direção da cunhada a abraçando— Eu percebi que vocês aumentaram a mansão. Você se importaria de me mostrar os novos cômodos?
— Claro que não, Sara.
Sarada lançou um sorriso provocativo encarando Inojin atrás da azulada.
— Ótimo, quero descobrir cada canto que podemos nos se esconder nesta imensa casa— a morena comentou divertida.
Mas a indireta foi facilmente percebida pelo loiro que rangeu os dentes e manteve o maxilar travado.
Himawari achou peculiar o jeito do marido, mas o maneira doce da Uchiha a distraiu, ambas sairam da cozinha com os braços entrelaçados.
Inojin cortou os tomates furiosamente imaginando a morena.
A Uchiha era um carma em sua vida, mais ela estava muito enganada achando que ele cairia novamente no veneno dela.
Ao menos era isso o que ele pensava...
Fim (?)
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