Purgatório

1 Purgatório


Notas iniciais
Ciaossu~
Estou de volta com outra one deles xD Pessoas, eu sei que disse que iria escrever uma long-fic deles, mas eu já tinha esta escrita a muito tempo, só faltava fazer a capa e postar~
Aviso: A vida de Reborn aqui está um pouco diferente da mangá, mas não é muita coisa! Sério, são só pequenos detalhes u.u
Vamos a fic? VAMOS!!!!!
Espero que gostem ^^
P.S.: Eu sei, a capa da fic está uma merda e.e"

Reborn tinha acordado, sem abrir os olhos ainda, deitado numa coisa bastante macia e confortável, ele poderia dormir ali a vida toda. Era como dormir numa nuvem.

Ironicamente, quando Reborn abre os olhos finalmente, depois de se ter habituado com a maldita luz, ele estava mesmo deitado em cima de uma nuvem.

— Mas que merda é esta? — Pergunta Reborn espantado levantando-se rapidamente e olhando o lugar em volta dele.

Era uma sala branca, com bastante luz, esta tinha o balcão branco adornado com dourado, um monte de cadeiras com pessoas sentadas nelas, e mais um monte de pessoas deitadas a dormir a sua volta. Depois mais ao longe ele via as pessoas sendo levadas uma de cada vez para uma sala, quando saiam ou tinham roupa branca ou roupa vermelha.

Bem… Aquele era o sonho mais estranho que ele tinha tido na sua vida.

— Senhor? — Ouve uma voz feminina o chamar. Ele virou-se para a pessoa, era uma mulher jovem de cabelos brancos e olhos cinza, parecia ter os 25 anos, e levava bastantes papeis consigo. Mas o que tinha chamado a atenção era que ela era das poucas pessoas ali que tinham roupa preta.

— Sim? — Respondeu Reborn ainda atordoado com o sonho estranho.

— Desculpe Senhor, mas terá que aguardar a sua vez na fila, depois quando chegar a sua vez, se dirija ao balcão e lhe darão as informações que precisa. — A senhora explicou dando um sorriso educado no final, Reborn realmente não estava a perceber o que estava acontecer.

— Pode-me dizer onde estou? — Perguntou Reborn educadamente sendo um cavalheiro.

— O senhor não se lembra? — Perguntou admirada, mas continuou falar não deixando o hitman responder. — Bem, não é assim tão forra do normal isso acontecer.. — Falou para si própria, logo ela olha para Reborn e sorri. — O senhor está morto.

Naquele momento Reborn sentiu o chão desabar. Como assim ele estava morto? Era impossível! Ele era o maior hitman do mundo! Ele tinha feito parto do Arcobaleno! Ele trabalhava para a maior família mafiosa e era casado com o chefe desta mesma! Ele não podia ter simplesmente morrido do nada!

— Eu sei que o senhor deve estar confuso. — Começou a falar a senhora albina novamente. — Mas lhe garanto que as suas memorias irão voltar quando estiver nas cadeiras a espera, pode demorar um pouco mas o senhor vai-se lembrar. — E a senhora simplesmente foi-se embora.

Reborn sem realmente saber o que fazer, decidiu-se misturar. Ele ainda não acreditava que estava morto, ou aquilo era um sonho muito estranho ou ele estava a ficar louco. Calmamente sentado numa das cadeiras a espera da sua vez para ir para o balcão, ele pensava no que estava acontecer…

Se ele estava morto então pelo que a igreja diz ele deve passar pelo purgatório, depois lá iriam decidir se ele iria para o inferno ou para o céu. Era obvio para onde ele iria parar…

— Olá meu jovem. — O homem idoso ao lado dele começa a tentar meter conversa, mas Reborn não estava propriamente no espirito. — Sabe, é incomum um jovem da sua idade aparecer por aqui. O que lhe aconteceu? — Perguntou o velho.

— A quanto tempo o senhor está aqui para saber essa informação? — Pergunta Reborn, sem responder ao idoso.

O idoso repara nisso, mas acha melhor ignorar. — Não a muito, 4 horas talvez? — E riu um pouco sem graça. — Está a chegar muitas pessoas neste curto tempo que estive aqui. Alguns jovens com um olhar doentio e outros idosos como eu que tiveram as suas vidas acabadas… Mas são poucos os que apareceram a olhar como você. — Comentou rindo alegre e olhando interessado para o ex-Arcobaleno.

— Então… Nós estamos no Purgatório? — Pergunta Reborn desconfiado.

— Obviamente meu jovem. — Respondeu com um sorriso agradável. — Pelos visto, não te lembras que morreste, deve ter sido bastante traumatizante para um jovem se esquecer. — Comentou sorrindo como se as suas palavras não fossem nada.

Reborn logo percebeu que aquele idoso não era propriamente demente.

— Vou lhe ensinar uma técnica que ouvi a senhor do balcão falar para um rapaz que não tinha ainda conseguido se lembrar da sua morte. — Disse o velho com um sorriso simpático, Reborn só podia crescer desconfiado daquele idoso. Ele sabia demais para algum que a sua mente deveria estar avariada com o tempo. Afinal, a idade estraga a mente. — Muito simples, lembra-te do que de mais importante deixas-te na tua vida e as memorias virão.

Reborn fica desconfiado, ele agora estava mais que convencido que estava morto, porem ele não confiava no velho… Ele tinha aprendido que as pessoas como aquele idoso tem de se ter bastante cuidado. Reborn manda um olhar frio para o idoso, porem este só sorrio como se o assassino nada fosse.

Agora sim, ele estava muito desconfiado.

Mas a ideia de descobrir o porque da sua morte era demasiado tentadora para ficar parado ali sem fazer nada, alem disso qualquer coisa ele sabia-se defender.

Ele fechou os olhos e pensou…

Pensou no seu maldito, dame, adorável e gentil marido que tinha, aquele céu amável que o aceitou mesmo depois de ter feito tanta coisa de errado na sua vida. Pensou nos abraços acolhedores, nos beijos suaves e nas palavras doces.

Pensou no amor que tinha pela pessoa que a principio era um simples aluno para ele e que com o passar do tempo tornou-se a pessoa mais especial que tinha conhecido.

Do nada as memorias começam a surgir.

A cede da Vongola tinha sido atacada, todos os guardeais estavam a lutar bravamente para proteger o seu chefe, porem o seu chefe também lutava agilmente contra o inimigo.

A luta de justa não tinha nada pois quem estava a atacar Vongola era nada mais nada menos do que um dos aliados mais próximos que Tsuna tinha…

Mas se ele tinha que lutar contra eles para proteger a sua família, era isso que ele iria fazer!

Reborn também lutava, lutava tão facilmente como se estivesse a respirar, se ele marcava um alvo esse certamente iria morrer, o seu tiro nunca falha. Só que ele não estava a lutar só pela sua vida, ele estava a lutar também pela vida do seu amante.

Dizem que as coisas acontecem devagar quando se está para morrer, mas na verdade aconteceu tudo muito depressa, ele viu alguém a apontar com a arma para Tsuna, o seu corpo mexeu-se quase por instinto, ele matou o homem porem ele tinha já disparado, só existia uma escolha…

Ele meteu-se a frente para proteger Tsuna.

— REBORN! — Ouviu Tsuna a gritar, porem era tarde demais, por azar, acertaram nele em um órgão vital.

Ele não tinha chances de vida.

A ultima coisa que ele se lembra foi o fogo gentil a volta deles a protege-los, uma mão quente a apertar a sua mão, as lágrimas salgadas a cair no seu rosto e uma voz doce a o chamar… No final ele só pode dizer as suas ultimas palavras

— Boa sorte Dame-Tsuna… — … Eu amo-te.

Depois ele apagou completamente.

Reborn abriu os olhos, ligeiramente ofegante, porem disfarçou, afinal uma pessoa do seu calibre nunca seria vista naquele estado de aflição.

No final ele morreu a salvar Tsuna, aquele seu aluno e amante distraído…

Pelo menos ele poderia dizer que estava orgulhoso da maneira que morreu, apesar que ele não tinha intenções de morrer ali, pois o melhor assassino do mundo a ser morto por um simples pistoleiro é horrível para a sua reputação.

Quando ele ia virar para o lado, para falar com o idoso, este já não estava lá, ele tentou olhar em volta para encontrar este, porem parecia que o velho tinha evaporado.

Era obvio para ele…

… Ele tinha enlouquecido de vez.

— PRÓXIMO! — Gritou o homem do balcão principal, ele não parecia a pessoa mais humorada do mundo… Excelente, ele estava morto e mesmo morto tinha que aguentar pessoas irritantes.

Pior de tudo, ele era exatamente a seguir, ele não sabia como já era a sua vez, talvez a recuperar as memorias tenha demorado mais do que pensava…

Reborn levanta-se e vai ter ao balcão.

Quando chega o homem começa a falar como se fosse um computador, pois parecia completamente programado. — Bem vindo ao Purgatório, esperamos que tenha uma decisão justa sobre a sua vida. As decisões aqui são absolutas e inalteráveis. Se tiver alguma reclamação fale com Deus.

Então o homem finalmente desvia os olhos dos papeis que tratava e olhou para Reborn por uns momentos, depois suspirou e continuou a sua fala. — O senhor irá ter uma conversa com um dos interrogadores, onde iram falar decidir dentro de uma daquelas salas… — Apontou para onde as salas eram. — ... para onde o senhor irá, o Inferno ou o Céu, se sair com roupa branca o senhor irá entrar pelo lado direito no final do corredor depois das salas de interrogatório porem se sair de roupa vermelha terá que entrar pelo lado esquerdo, se tentar entrar no lado que não lhe pertence será exilado e irá vaguear por toda a eternidade na terra. — O homem explicou tudo, não deixando Reborn falar nada, era irritante, mas este se controlava e assimilava a informação que recebia.

— Por favor entre naquela sala. Aproveite e tenha em mente que o que for decidido ali será o seu destino para o seu resto de alem vida. — Concluiu o homem a pontar para a sala para onde ele deveria se dirigir.

Reborn sem dizer nada, só contendo para não ficar irritado pela arrogância do homem do balcão, se dirigiu para a porta. Quando este estava a entrar pela porta ele ouviu o grito irritante do homem. “PRÓXIMO!”

Sem mais demoras ele entrou na maldita sala.

Ao contrario da outra sala que era excessivamente iluminada, aquela sala era bem mais escura, com um mesa no centro da sala e duas cadeiras em cada ponta da mesa, numa das pontas estava uma mulher de cabelos vermelhos e olhos pretos, esta vestia uma roupa formal preta igual a mulher albina que ele tinha falado quando tinha acordado pela primeira vez.

— Por favor, sente-se. — Disse a de cabelo vermelho, apontando para a cadeira a sua frente.

Reborn sem mais cerimonias, sentou-se.

— Vou me apresentar, eu sou Alessandra. Estou aqui para decidir o teu destino com base nos dados que tenho, como já deve saber. — Afirmou bastante profissional, Reborn finalmente viu alguém profissional desde que chegou ali, ironicamente parecia um milagre. — O senhor é acusado de assassinato, de roubo, de tortura e de muito mais coisas… Desinteressantes… — Afirmou a Alessandra aborrecida, aquele homem cometeu muito crimes condenáveis no mundo humano, mas ali aquilo era tão normal que se tornava aborrecido. — Automaticamente isto lhe fecha as portas para o Céu e abre as para o Inferno.

— Nada que eu não esteja a espera. — Afirmou Reborn, quase que aborrecido, a mulher estava a lhe dizer o obvio e ele que pensava que as coisas ficariam interessantes.

Já a mulher deu um sorriso de canto com a afirmação de Reborn. — Sabes, é bastante incomum alguém encarar o Inferno com tanta facilidade, normalmente imploram por perdão.

— Gente que não tem consciência do que faz. — Afirmou novamente Reborn, com a sua poker face, porem por dentro ele estava com nojo, ele odiava aquele tipo de gente.

— Interessante. Muito interessante. — Afirmou Alessandra, definitivamente Reborn era uma pessoa peculiar. — Tu tinhas consciência do que fazias? De que tiravas a vida as pessoas como se tivesses a respirar? Que brincavas com elas nos seus sentimentos obscuros?

Reborn deu um sorriso de canto. — Sim, eu tinha consciência disso. — Quase que se poderia ouvir uma pontada de orgulho na voz irônica dele.

Alessandra devolveu o sorriso de canto. — Acho que posso dizer que fizeste um bom trabalho, todas das pessoas que matas-te, hoje estão no Inferno. Pena que vais-lhes fazer companhia.

— Pelo menos eu sei que fui eu que os coloquei lá. — Respondeu com a sua língua afiada.

Do nada Alessandra começa a rir, as gargalhadas literalmente, até se poderia ver lagrimas a se formar nos olhos e ela a agarrar a barriga de tanto rir. Já Reborn mantinha-se neutro a situação, se ele estivesse na Terra provavelmente já teria a arma na mão para a silenciar.

— Gente, eu já não ria assim desde a muito tempo. — Afirma a de cabelos vermelhos enquanto os seus risos acalmavam. — Ok, estou a me divertir muito. Vamos fazer de maneira diferente as coisas, tu vais falar sobre a tua vida e eu vou ouvir e analisar. No final dou a minha sentença.

Reborn olha desconfiado para a mulher, se ele não pode ir para o céu, ele só poderia ir para o Inferno, então… Porque estavam a continuar aquilo? — Acredito que isso possa ser desnecessário.

— Não ouviste o que Dante disso no balcão? Se tiver alguma reclamação fale com Deus. — Alessandra relembra Reborn das palavras do rapaz do balcão, que agora sabe que o seu nome é Dante. Reborn automaticamente quase que estrangulou a ruiva a sua frente, porem se controlou.

— Fui o maior hitmam do mundo, também fui bastante bem conhecido na ciência e no boxe, claro que tinha nomes diferentes. Matei muitas pessoas, roubei e enganei os maiores chefes deste mundo e do submundo, torturei inúmera gente a mando de outros, entre outras coisas. Basicamente, eu tinha uma reputação bastante forte. Só de ouvirem o meu nome, alguns se matavam com medo de morrer nas minhas mãos. — Reborn contava a sua historia com um sorriso de canto, ele não podia dizer que não se orgulhava daquilo, quando ele estava vivo uma das coisas que ele tinha mais orgulho era a sua reputação.

— Não te arrependes? — Perguntou Alessandra interessada.

— Nem um pouco. — Respondeu, desta vez com um estranho orgulho na voz e um olhar perigoso nos olhos.

— Voltando a minha historia. Por algumas coisas que aconteceram, acabei por dever um favor ao Nono Vongola, obviamente que o velho era inteligente demais para acabar com o favor por alguma coisa mesquinha, então ele guardou o favor para quando fosse necessário. — Reborn quase bufou quando se lembrou daquilo, na altura deu-lhe uma enorme dor de cabeça. — Então apareceu uma ótima proposta de emprego, onde pagavam muito bem. Era simplesmente para fazer parte de uma organização chamada de Arcobaleno, não me pareceu mau na altura, então simplesmente aceitei. Foi o pior erro da minha vida. — Desta vez Reborn não consegui evitar suspirar.

— Se pudesses mudar a tua escolha de entrar para o Arcobaleno mudarias? — Perguntou a ruiva, mostrando estar atenta a historia.

— Por mais que tenha sido o pior erra da minha vida, nunca mudaria a minha decisão de entrar par o Arcobabelo. — Reborn respondeu, porem tão rude, quase como se Alessandra tivesse a fazer-lhe uma afronta.

— Porque? — Perguntou a ruiva enquanto arqueava a sobrancelha.

— Acredito que se não tivesse entrado no Arcobaleno seria impossível ter ficado com ele. — Desta vez a voz de Reborn suavizou.

Alessandra ficou interessada naquela súbita mudança.

— Depois de entrar no Arcobaleno, fiquei em forma de bebe. Demorou um tempo para aceitar a minha situação naquele momento, mas a vida continuava então continuei a fazer os meus trabalhos de assassino. Então, ser o Arcobaleno Sun, se juntou a minha antiga reputação. — O orgulho tinha voltado.

— Tens muito orgulho da tua reputação, não? — Perguntou ironicamente a mulher.

— A reputação é que faz um assassino. — Afirma Reborn como se nada fosse.

— Então, fui contrato para treinar o herdeiro da Chiavarone Famiglia, Dino Cavallone, ele era um desastre. Demorou bastante tempo, mas finalmente eu consegui o tornar num chefe da máfia exemplar, apesar que ele continuava um inútil sem os seus subordinados. — Reborn parou por momentos, como se lembra-se o seu aluno Dino. — Então finalmente o favor da Vongola Famiglia apareceu, Nono tinha ouvido que eu treinei o herdeiro da Chiavarone Famiglia e pediu para treinar o seu também. Sem opções eu aceitei, claro que pensei que nada poderia ser pior que o Dino, porem estava errado.

— Como aguentas-te? — Perguntou Alessandra. Ela própria quase que tinha certeza que não iria aguentar treinar dois inúteis.

— Até hoje me pergunto como. — Afirmou Reborn ironicamente, fazendo Alessandra rir.

— O nome dele era Sawada Tsunayoshi, ou como todos o chamavam Dame-Tsuna. Ele foi um desafio, foi complicado o treinar, especialmente ao ouvir sempre ele a dizer que não queria se tornar um chefe da mafia, houve momentos que quis cortar-lhe a língua. — Reborn deu um sorriso maldoso. — Apesar de tudo, posso dizer que ele foi o melhor aluno que tive. Ele estava sempre a reclamar, mas fazia de tudo para proteger os seus amigos, subordinados, como eu os chamava.

— Parece que tens muito carinho por ele. — Comentou a ruiva.

— Obvio, eu o amava. — Afirmou Reborn como se nada fosse, deixando Alessandra de boca aberta.

— Vou explicar. Ele atravessou vários obstáculos, um deles foi que ele tirou ao Arcobaleno a sua maldição, apesar que não iriamos crescer logo, o nosso corpo iria crescer duas vezes mais rápido e com a ajuda de Verde e as suas invenções conseguimos crescer ainda mais rápido voltando aos nossos corpos adultos. Eu estava no meu corpo original e Tsuna já tinha 18 anos. Nós tínhamos desenvolvido um tipo de relação que ultrapassavam as barreiras da relação professor/aluno. Um dia eu o beijei e ficamos juntos. — Reborn parou sendo interrompido mais uma vez pela maldita mulher.

— Conta mais sobre vocês dois. — Pediu quase cantarolando.

— Ele se tornou chefe da Vongola e eu o seu assassino principal, trabalhei exclusivamente pra Vongola desde que Tsuna se tornou chefe, obviamente que o ajudando em outras coisas e tudo mais… A nossa relação… Nós dois morreríamos pelo outro. — Concluiu.

— Então foi assim que morres-te… — Comentou para si mesma.

— Não deverias saber disso? — Perguntou Reborn voltando a poker face inicial.

— Eu deveria, mas tive preguiça de ler a tua historia.

Reborn conteve-se para não estrangular a mulher a sua frente, e ele apensar que ela seria mais profissional que as outras pessoas que falou.

— Sabes uma coisa Reborn? — Começou a ruiva a falar. — Apesar de tudo o que fizes-te de mal, eu posso dizer que conheces-te o lado bom e o lado mau da vida. E sabes distinguir ambos muito bem. Afinal não é todo o assassino que se apaixona a ponto de morrer por essa pessoa. — Afirma dando um sorriso. — Eu quero te contratar.

Com a ultima declaração Reborn ficou levemente confuso.

— As coisas aqui não são exatamente como as pessoas na Terra pensão. No Céu irás fazer nada eternamente, o que é aborrecido. No Inferno irás trabalhar eternamente, o que também é aborrecido. Mas que posso te dar um trabalho aqui no Purgatório, onde vais conhecer pessoas interessantes todos os dias e contratar outras como eu quero fazer contigo. — Concluiu sorrindo como se nada fosse. — Alem disso tu sabes, tu não podes ir para o Céu, então terás que ir para o Inferno, então acho que o Purgatório é a melhor opção.

— Sabes que eu sou um assassino, não é? — Perguntou Reborn desconfiado.

— Sim~ — Respondeu meio a cantar e com um sorriso. — Existe todo o tipo de pessoas aqui no Purgatório! Secretários, floristas, assassinos, chefes, mendigos, entre outros! Por isso não é assim tão estranho.

— Aceito. — Respondeu Reborn, afinal deveria se mais interessante que o inferno.

Alessandra sorri. — Viva! Aviso desde já, que quando sairés as tuas roupas serão todas pretas e que no final do corredor não viras para nenhum lado se segues sempre em frente! Alem disso a vida aqui no Purgatório é muito parecida com a da Terra, então vai ser fácil te acostumares. — Respondeu sorrindo.

Ela se levantou, pegou nas suas coisas e foi em direção a porta para ir se embora. Reborn também se levantou e andou em direção a porta, mas foi interrompido.

— Oh! Ia me esquecendo de dizer, Dante pediu-me para te avisar que Tsuna vai morrer daqui a 3 meses, morto por um sniper, na altura não compreendi, mas agora faz sentido! — Falou animadamente como se o que tivesse dito não fosse grande coisa.

Reborn sentiu-se desabar por dentro.

Tsuna… iria morrer?

Ok, que aqui não era assim tão mau, mas Tsuna merecia viver. Ele tinha a sua família lá!

— Se eu fosse a ti, planeava o contratar. Pelo que percebi, Tsuna é alguém que compreende o lado mau e o lado bom da vida. Seria muito útil para nós. — Afirmou Alessandra antes de sair da sala.

Reborn ficou parado por momento, até que depois deu um sorriso de canto.

— Eu disse que irias precisar de sorte Dame-Tsuna. — Falou para si mesmo, o sorriso era malvado, mas os olhos diziam certos sentimentos que ele não tinha capacidade de dizer sem o ter a sua frente.

Bem, a sua pelo menos não seria um tédio ali no…

… Purgatório.

Notas finais
Espero que tenham gostado
Desculpa por qualquer frase sem sentido e erros, se encontrarem por favor me avisem onde estão por MP
Bjs~
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!