Purgatory
5 Início.
Notas iniciais
E aí galerê, como estão? Estão bem?
Faz tempo que não me veem por aqui, pois é. Já faz um mês e alguns dias, né? Acho que é isso mais ou menos. Enfim.
Estamos aqui num novo capítulo de Purgatory, minha gente o/ Mais um capítulo padrão como os outros, com menos de mil palavras. Infelizmente nunca acho muito o que dizer e esses capítulos sempre acabam sendo coisa de um dia pra fazer.
Pela primeira vez, peço que deixem reviews, todos que lerem. Sabe, eu sou bastante insegura com aquilo que posto, principalmente se tratando desse fandom que tanto me fascina, e eu preciso saber aquilo que eu estou transmitindo aos outros, preciso saber que 'outros' seriam esses, quem seriam vocês que estão lendo. E, sem deixar o review, eu não tenho como saber.
Foi uma grande decepção o que aconteceu em minha outra fanfic, para mim. Chegou até a dar um sentimento de rejeição. Está sendo até difícil escrever em outras fanfics de tão pouca gente que apareceu. Não que eu seja aquele tipo de leitora que quer um determinado número de reviews pra continuar postando, mas também não é por isso que não fico chateada de não recebê-los. Por isso peço que pelo menos nesse capítulo, todos vocês comentem, nem que seja só para deixar um adjetivo apenas e ir embora. Por favor.
Espero que gostem da leitura.
Tudo começa de alguma coisa, é um fato. O Universo começou de uma explosão, a vida começou da não-vida, etc etc. Essa lei universal também se aplica ao grupo de rebeldes do qual falei do começo do ano –e, por mais que a denominação ‘rebeldes’ dê a impressão de algo grande, começou de forma até patética.
Talvez já tenha dado para perceber, ou não, mas tudo começou comigo. É, comigo. Espero que isso tenha sido bastante claro, vez que até agora eu só fiz reclamações da escola e provavelmente será aquilo que eu continuarei a fazer daqui para frente. Mas voltando ao assunto.
O grupo começou como algo da minha mente, e algo bastante pessoal. Começou com uma briga idiota com meu pai de quando eu estava lá pros meus 13 anos, quando ele me contou que ia tirar a única coisa que tornava a experiência de estudar em um reformatório sem ter feito nada de errado na vida não ser um total inferno: os grupos de aula livre. Você sabe, esses grupos de aula depois do período, tipo teatro, dança, desenho e coisas do gênero. Todos os grupos. Até o grupo de laboratório.
A justificativa dele, como diretor, foi que ele estava pagando professor pra quase nenhum aluno ir. Talvez se houvesse um esforço maior em estimular os alunos a irem aos grupos, isso funcionasse melhor, mas ele não quis nem saber. Já quis cortar, porque era dinheiro jogado fora. E a única coisa que eu gostava um pouco era o grupo de laboratório que eu e o Izaya tínhamos.
Mas nunca tinha saído dali.
Até um dia, acho que no começo desse ano, que eu estava na sala de aula almoçando com o Kadota, com o Izaya e com o Shizuo, e a gente acabou abordando aquilo durante nossa conversa. Bom, não o lance dos grupos, mas algo que já era mais recente: a diminuição do tempo de intervalo. Antes tínhamos meia hora, e passamos a ter 25 minutos. Pode não parecer muita coisa cinco minutos, mas para os alunos faz bastante diferença. Cada minuto que se passa fora da sala de aula ajuda a aliviar a tensão natural que há entre todos nós. E tirar isso da gente, a gente não podia deixar.
-Não tem muito jeito... –Disse Kadota, sentado ao meu lado, dando uma mordida do sanduíche que havia trazido naquela manhã, com um ar um tanto... nervoso na voz. –Mas que é um saco, é.
-Só queria saber porque tiraram esses minutos do intervalo. – Shizuo colocou um bocado da comida que havia trazido em sua boca, com uma expressão de raiva- De que isso vai adiantar pra eles?!
-Vai entender. – Izaya soltou um suspiro, com o queixo apoiado em uma das mãos – Acho que não ganham nada, mas acho que a gente perdendo está ótimo pra eles.
-O intervalo é nosso! – o loiro protestou – Eles não podem simplesmente tirar da gente assim!
-Pior que podem. –dessa vez fui eu a suspirar, meio entristecido – De um jeito ou de outro, por estarmos aqui já somos automaticamente delinquentes, então não vão nos dar liberdade alguma.
-Mas a gente ainda tem que ter algum direito!
Aquilo reascendia um pouco uma raiva antiga. O que meu amigo dizia era correto. A gente ainda tem que ter algum direito nesse lugar, mesmo que estejamos aqui apenas para sermos julgados pelos outros. Aquilo não era um presídio para nos manter completamente sem liberdade.
-Mas o que se pode fazer a respeito? –Izaya perguntou com um olhar sério caído sobre os demais – Nossas palavras não valem de nada aqui.
-Se palavras não ajudam... por que não tomam nenhuma ação?
Voltamos nossos olhares à porta ao ouvir essa outra pessoa falar, e então percebemos ser a aluna nova, Celty Sturluson, a estrangeira que comentei antes. Ela estava ali, apoiada no batente, com uma postura retraída. Fiquei até impressionado de ver ela ali, falando com a gente, quando não fala com quase ninguém. Chegava a achar que ela era muda, mas tinha uma voz bonita. Fiquei até um pouco fascinado, mas logo me voltei a prestar atenção naquilo que ela havia dito.
-C-Como é? –tentei.
-Bom... –ela entrou na sala e puxou uma cadeira para perto de nós, sentando-se- Alguma vez já pensaram em tomar alguma atitude? Não sei, pedir ao diretor pra fazer um conselho dos alunos ou qualquer coisa do tipo. Talvez até um protesto.
-Um protesto? –perguntou Kadota, com uma expressão de interesse, apesar de também parecer ser um ponto de interrogação em pessoa.
-É. –ela prosseguiu- Afinal, não tem muito que nós alunos possamos e saibamos fazer melhor do que protestar.
-É!!!! –acabei me animando, erguendo os braços- Vamos fazer um protesto!
-Só a gente fazer isso é idiotice. –falou Shizuo, tentando conter minha alegria. –Ia dar problema na certa.
-Mas parece muito divertido~~ -Izaya falou com um sorriso quase cruel no rosto- E, se só a gente não pode fazer, é só arranjar mais gente.~~ -E persuadir pessoas era especialidade dele, cá entre nós.
E assim, nós cinco decidimos organizar um protesto pelos nossos cinco minutos de intervalo. Só faltava gente disposta a colaborar, o que a gente lentamente conseguiu.
Mas óbvio que o intervalo reduzido não foi a única coisa a nos incomodar.
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