Punishment Of Loki

10 Pulmões, verdade, e invasão de domicílio


Notas iniciais
Título estilo vídeo de PC Siqueira, hehehe, mas eu não consegui dar um nome melhor...
*Parental Advisory*
Bom divertimento, se possível. XD

_Sistema respiratório: O diafragma é contraído, a caixa torácica aumenta, o ar entra nos pulmões... o diafragma relaxa, a caixa torácica volta ao tamanho normal, o ar sai dos pulmões. — Loki ditava, entediado.

_ Mas, professor Laufeyson... — um dos gêmeos, Olson, levantou a mão. — Por que tudo parece ser tão simples?

_ É... por que o senhor se recusa a nos responder perguntas difíceis? — seu irmão, Elsen, apoiou.

_ Eu sabia, acham que somos incapazes de entender! — Amber ficou de pé.


A discussão começou a sair de controle. As crianças reivindicavam, batendo os livros nas carteiras, que Loki respondesse à tudo que eles quisessem. Nos primeiros instantes, ele não sabia o que fazer ou falar, já que esse problema nunca havia ocorrido em sua aula. Depois ele percebeu o rosto da professora de geografia, Sra. Austin, na janelinha da porta, com expressões de expectativa. Se ela não estivesse ali, com certeza ele levitaria a turma inteira no ar para que gritassem de medo e se arrependessem de fazer aquela confusão. Ao invés disso, ele passou de mesa em mesa comunicando a todos que fariam aula de monitoria naquela tarde por terem se comportado mal. O problema era: o que fazer com as pestes durante a tarde? A resposta era óbvia: por que não lhes dar aquilo que tanto desejam?


A menininha sensível, Diana, mais uma vez chorava. Sentiu-se intimidada por Loki e nunca tinha feito monitorias antes. Ela pensava que sua mãe ficaria muito brava, mas logo suas amigas a consolaram. O professor de ciências alisou as sobrancelhas, impaciente com a choradeira, e abriu a porta para Austin. Ela o defrontou, com aqueles óculos enormes:

_ Ainda não entendo como consegue fazê-los obedecer.

_ É fácil fazer vocês calarem a boca ou mandar que se ajoelhem. – Loki respondeu sem pensar.

_ O que disse?

_ Eu disse alguma coisa? — ele tentou corrigir a fala, deletando sua última frase da cabeça da mulher.

_ Bem eu... pensei ter escutado algo... — Austin ficou confusa. — Preciso dar a minha aula agora, Laufeyson. Obrigada por ter acalmado as crianças.


Logo que dobrou o corredor, Loki suspirou aliviado. Por um breve momento ele se esqueceu que sua identidade não era motivo de orgulho no meio em que se escondia, na sombra de um educador novato e misterioso. Ele não tinha essa liberdade com Austin, ou nenhum outro professor da escola. Loki sentia-se cada vez mais pressionado, e também decepcionado. O Capitão América, por exemplo, ficou 70 anos congelado e após duas aparições patéticas na luta contra os planos de Loki virou o "queridinho" do planeta. Todos reconhecem seu rosto. Tudo que Loki queria era aquele tipo de admiração, e estava convencido que pelo método da força, seu rosto persistiria com mais eficiência no imaginário popular. Então ele se lembrou que aqueles que haviam presenciado sua tentativa de ascender ao futuro "trono" da Terra ou estavam mortos, ou haviam se ajoelhado, olhando para o chão, esperando desoladamente o fim de suas vidas. " Bando de animais instáveis! "


Após algumas horas estudando na biblioteca, Loki escutou os alto-falantes da escola:

_ Professor Laufeyson, o senhor está sendo requisitado na sala da diretora.


Edna Munch ofereceu uma xícara de café, e parecia calma, até desenrolar de um papel uma lista. Ela olhou para Loki de uma forma descontente, intimadora. Ele podia prever o assunto da conversa e esperou o sermão:

_ Isso... isso é inaceitável!! — Edna entregava-lhe o papel. — Como você pode colocar todos os seus alunos para monitoria?

_ Eu não fiz isso apenas por causa da gritaria.

_ E que estória é essa de requerimento para aula de laboratório? Com pulmões de animais e dissecamento...

_ É só uma ideia. Eles estão morrendo de curiosidade...

_ Desde quando se importa com as vontades de uma criança?

_ Ora, faça-me o favor, Sra. Munch. — ele riu. — Se eu pudesse eu...

_ Pode falar, Laufeyson.

_ Eu costuraria a boca de cada um deles para que não me amolassem ou chorassem no meu ouvido, como aquela fedelha.

_ O nome dela é Diana.


_ Que seja! Se os outros respondessem exatamente o que eles querem saber, não seriam como a maioria de vocês. A sua gente terráquea distribui a verdade como se fosse uma dádiva e está disponível para poucos, isso é ridículo!

_ A verdade é cruel demais para a massa. O mundo entraria em pânico.

_ Vocês são alvos fáceis por causa disso, não preparam suas gerações para a realidade, e no final dependem daquele grupinho nojento de aberrações para defendê-los. No dia em que um deles se recusar a cumprir seus deveres, vocês estarão perdidos.

_ Já acabou o discurso? — Munch fazia sinal para que ele continuasse sentado e se acalmasse. — O senhor foi humilhado pelo grupinho, Laufeyson, pare de gastar saliva com isso. Quanto a aula no laboratório... será disponibilizado um par de pulmões bovinos e material para manusear o órgão. Não venha com esse sorriso dissimulado,outra vez! Um: só o senhor usa os materiais. Dois: o bisturi será usado nos pulmões providenciados, não nas crianças. Três: alguns podem se sentir enjoados, então deixe a sala aberta para quem quiser sair. Na ocorrência de qualquer acidente, o seu passeio na Terra chegará ao fim.


Era fim de tarde e Grace Buckley já estava em sua casa, descansando dos ensaios teatrais no colégio Mahogany. Com o cair da noite, fechou algumas janelas, trancou portas, fumou um cigarro, lavou algumas louças e fez vitamina de frutas para tomar na madrugada caso tivesse insônia. Com a consciência tranquila, ela colocou seu pijama curto de seda e apanhou a autobiografia de Chaplin para ler na cama. Devorou 30 páginas antes de sua vista começar a ficar embaçada e as letras embaralhadas, adormecendo com o livro caído no chão.


Loki havia teletransportado-se da rua para a sala da casa de Grace. Vagarosamente, perambulou pelos cômodos, até encontrá-la num sono profundo. Ele a achava tão atraente daquele jeito... indefesa, inconsciente do fato de abrigar um estranho em sua morada, sem saber que esse estranho pode fazer tudo que quiser. Loki não queria esperá-la acordar para obter aquele momento de júbilo mais uma vez. Afetuoso, sentou-se na cama e gentilmente aproximou-se da perna que permanecera dobrada quando Grace dormiu. Ele acariciava os pés da moça enquanto a beijava ascendentemente. Dos dedos à panturrilha, da panturrilha à parte lateral do joelho, e finalmente à coxa dela. A pele de Grace era tão macia, que Loki roçava sua face, e deferia mais beijos.


Após tantas regalias, estava na hora de despertar seu lado mais travesso e, mordendo os lábios, tentou surrupiar a roupa-de-baixo de Grace, que acabou por acordar e gritar de susto:

_ Loki! Perdeu a cabeça, é? Se eu permanecesse desacordada você estaria praticando um estupro! Nunca mais entre na minha casa sem que eu abra a porta, ouviu?

_ Entendido, madame. — assentiu Loki, em tom de deboche, levitando a calcinha sobre a cabeça de Grace.

_ E me devolva isso! — Grace saltava, sem sucesso.

_ Ha! Não vai precisar dessa coisa mais. — Loki a jogou de volta na cama e imobilizou seus braços.

_ O que eu fiz com você, Loki? — ela desistiu de lutar.

_ Você fez de mim um adulto.

Notas finais
É, to aprendendo a escrever besteirol...
O que acharam do capítulo de hoje?? Deixem um review.