Punishment Of Loki
25 O outro lado da história
Notas iniciais
Aconteceu só uma coisa que eu nem esperava passar para o "papel" nesse capítulo. Eu ainda estou tentando entender como eu fiz isso... mas no final acho que se encaixa bem.
Na noite seguinte, fora convocada uma reunião de emergência com Odin, Thor, Balder, Sif e os Três Guerreiros e, obviamente, Loki. O fato era que Karnilla e o vidente Mímir haviam perdido a consciência, por estarem fracos demais. Aquele era o sinal de Amora, dizendo que estava pronta para a batalha e já havia reunido energia o suficiente e somente aguardava por seus inimigos. Os convidados sentaram-se em suas respectivas cadeiras. Loki chegou por último, com relativa tranquilidade, enquanto os outros expressavam olhares perdidos e preocupados, como Balder, que tinha medo de perder a esposa. Com um grito, Odin silenciou murmúrios e saudou o filho adotado, pedindo ao mesmo tempo que se apressasse em revelar mais informações importantes. Por causa do efeito em Karnilla, os encantos que controlavam a passagem do tempo foram desregulados em Asgard, fazendo com que, por exemplo, alterasse a relação cronológica com Midgard de cinco vezes para o duas vezes, entre outras coisas envolvendo mais reinos.
_ Precisamos reunir os melhores asgardianos, pai de todos os deuses, eu sei a localização de nossa inimiga...
Loki mal tinha pronunciado a frase, quando Sif se levantou e expressou suas opiniões:
_ Você sabe demais, príncipe Loki. Como descobriu onde fica o covil de Amora? Por que levaríamos tantos homens para capturar apenas uma?
Isso fez com que as pessoas voltassem a murmurar e apoiar a espadachim, mas Loki contornou:
_ Lady Sif, a senhorita está sendo muito ingênua. O que seria de vocês se eu não pudesse dizer onde encontrá-la? — e os convidados da discussão concordaram. — Em segundo lugar, nunca deve-se subestimar uma feiticeira. Quem pode garantir as surpresas que ela guarda para nós?
_ Loki tem um ponto de vista corretíssimo. — Odin dirigiu a palavra a Sif. — Mesmo assim, não podemos arriscar a vida de muitos homens para fazer essa missão. Deixarei sob o comando de Thor 20 asgardianos treinados pela armada real. Acompanhando estes estarão Sif, Loki e os Três Guerreiros: Frandral, Hogun e Volstagg. A partida é imediata!
Em aproximadamente duas horas, o microbatalhão estava pronto e os equipamentos, armas e suprimentos estavam sendo levados por um coche enorme de madeira, puxado por uma das criaturas colossais asgardianas, para evitar a lentidão e fraqueza de servos. Com passadas fortes, todos marchavam para os portões de saída da cidade real para lançarem-se a uma jornada até as cadeias de montanhas do deserto. Apenas Thor, Loki e os outros guerreiros honrados viajavam à cavalo. Conforme passava o tempo, um dos sóis de Asgard tornava-se cada vez perpendicular ao solo, criando uma espécie de 'meio-dia'. Isso obrigou a tropa a parar em uma vila próxima para armazenarem mais água e almoçar. Depois continuaram a trilha até Loki pedir que interrompessem o passo. Eles deveriam passar a noite ali, acampados a uma distância segura do complexo de pedras. No dia seguinte adentrariam por lá e caçariam Amora como quem caça uma lebre.
Thor conversou em particular com o "irmão" em sua barraca. Sif estava sentada diante de uma fogueira, observando as sombras movimentando-se através da lona. Ela temia que estivessem brigando, mas de repente percebeu que o deus do trovão entregava nas mãos de quem ela desconfiava ser o verdadeiro inimigo um objeto que continha um brilho azulado na ponta. Sif estava ansiosa e estressada. Temia pelas escolhas de Thor em qualquer aspecto e se sentia obrigada a delatar tudo que aflingia seu espírito. Só ela e a pobre Sigyn sabiam que a recuperação na Terra fora uma farsa. Era um erro imensurável depositar tanta fé em um indivíduo que já causou tanta desgraça. Loki deixou a barraca luxuosa discretamente e foi retirar-se para deitar. Apenas quando a tropa inteira pôs-se a dormir que Sif resolveu incomodar aquele cujo seu coração amava.
Ela quase subiu em cima de Thor para acordá-lo. O loiro estava sem camisa e surpreendeu-se com a visita:
_ S-Sif? O que aconteceu? Algo perigoso lá fora? — ele se sentou na cama, cobrindo as pernas e a cintura.
_ Não, o perigo está debaixo de nossos narizes e se disfarça de ajudante. — Sif colocou um banco de frente para ele.
_ Ainda acha que Loki está mentindo?
_ Ele é o deus da mentira, Thor! Será que nunca vão aprender? Eu fiquei ainda mais preocupada quando vi que cedeu algum tipo de arma. O que era aquilo?
Thor ficou em silêncio. Sif pensou um pouco mais e se desesperou:
_ Por favor, me diga que aquilo não era o cetro chitauri, com a matriz originada pelo cubo, o Tesseract!
_ Se ele for realmente esperto, vai nos ajudar. Fizemos uma oferta irrecusável.
_ Amora tem muito mais a oferecer do que Odin! Ela está provocativa demais, com certeza tem um aliado poderoso e eu não duvido que...
Thor chiou e tapou os lábios de Sif com dois dedos, para que parasse de falar tão afobadamente. O gesto afetuoso a fez chorar e querer dizer coisas das quais não deveria fazer alarde.
_ O que Loki fez a você, exatamente?
_ No baile, ele... Ele me fez te observar com a terráquea Jane Foster, e me humilhou dizendo que você nunca teria olhos para mim outra vez. Ele também disse coisas horríveis à Sigyn. Loki não mudou em nada, na realidade está ficando pior. — Sif colocou as mãos no rosto, desconsolada.
_ Oh, Sif. — Thor fez carinho em sua testa, tentando fazê-la parar de sofrer. — Você sabe que eu amo Jane.
_ E eu procuro respeitá-los o máximo possível. Eu só queria dizer que ela não viverá para sempre, e quero que entenda que ela não é a única capaz de fazê-lo feliz. Eu sempre te amei, Thor. — ela agarrou os cabelos longos dele, e o beijou demoradamente, sem interromper o choro. — Me dê uma chance.
Thor nunca havia escutado uma confissão como aquela, com emoções tão intensas e tão verdadeiras. Ele não sabia que Lady Sif poderia ser sensível dessa maneira, e que necessitava de tanto amor. Era como se Jane Foster, por apenas um momento, nunca tivesse existido. O loiro puxou a guerreira amiga para perto de si e retirou-lhe os braceletes. Beijou suas mãos gentilmente, enquanto fazia uma pequena prece pedindo perdão à namorada humana. Thor puxou as botas e soltou as demais peças de armadura de Sif, até deixá-la apenas com uma espécie de shorts e na parte de cima do corpo tiras de pano enroladas como ataduras. Ela juntou-se ao herdeiro asgardiano na cama e levantou os braços para que a peça de roupa final fosse desenrolada e assim ela poderia dividir completamente, pela primeira vez, tudo o que sentia por Thor após passarem juntos vários anos. Ele, por sua vez, ainda estava um pouco receoso, mas sabia que nunca poderia desfrutar mais de uma vez de um momento puro e honesto como aquele. Thor amava duas mulheres, e não conseguiria conciliar essa situação por muito tempo.
Notas finais
Adoro todos vocês! I'M BACK!
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