Puncture

8 That may or may not be up to me


Notas iniciais
Uma passagem ~rapida~ de tempo pq nao tenho criatividade suficiente kldfsgnmsfmasp

10 de agosto de 2009

Eu juro, se esquentasse um centígrado eu desmaiaria. Deus, eu não fui feita pro calor. E pra melhorar tudo, era segunda-feira.

Mas sempre tinha Josh.

Deixe-me atualizá-lo nos acontecimentos:

1. Na semana seguinte à primeira vez que dormi na casa dele, começamos a namorar de verdade.

2. Josh agora era baterista de uma banda em que todos os outros integrantes eram garotas chamada Warpaint. Apesar de ter sofrido uma pequena crise de ciúmes no começo, depois que as conheci pessoalmente acabei virando amiga delas, também. Sem falar que são ótimas musicistas.

3. E, com isso, eu tinha meio que voltado a ser fotógrafa. Sempre que eles precisavam, lá estava eu fotografando (Não que isso seja ruim. Não tinha percebido o quanto sentia falta da minha câmera até pegá-la quando Louise a enviou para mim direto da Inglaterra).

4. Também tinha virado amiga de John. Sempre que passava por lá nós acabávamos tendo uma séria conversa sobre gatos.

E por último, mas não menos importante:

5. Na primeira semana de março, aconteceu algo que, pelo jeito dele, achei que ia demorar mais. É, sexo. Mas veja bem: primeiro, nós viemos direto de uma festa, então ele já tinha bebido alguma coisa (talvez justamente pra se desinibir). E por alguma razão havia uma garrafa de vodka ao lado da cama, que ele fazia questão de dar um gole sempre que corava muito devido aos meus olhares. Mas... wow. Isso é tudo que consigo dizer: “wow”.

Talvez eu conseguisse descrever tudo entre eu e Josh com “wow”. Quero dizer, tudo parecia bom demais pra ser verdade. Ele parecia tão bom demais pra ser verdade que às vezes me pegava pensando que Deus devia me amar muito pra ter me dado Josh.

É nesse tipo de coisa que você pensa quando está perdida e loucamente apaixonada.

Enfim, voltando ao presente...

Eu parecia que ia virar geleia humana a qualquer minuto, estava suando meus ossos fora (É nisso que dá quando se junta uma inglesinha dramática criada no frio com o calor tropical de Los Angeles). Pelo menos tinha ar condicionado na sala que trabalhava.

E, considerando que desde que pusera de novo minhas mãos na minha câmera o trabalho de web designer estava um pouco mais cansativo e entediante, tudo que eu queria era sair dali e ir morar numa piscina nesse momento.

É verdade que quanto mais fotos tirava mais vontade de voltar a ser fotógrafa eu tinha, mas e a coragem pra largar tudo? Sem falar que seria uma luta enorme pra conseguir emprego. Só estava há seis meses trabalhando lá, o salário não era tão ruim e eu gostava do pessoal. Como normalmente não desfaço o que já fiz, deixei tudo como estava. Portanto por mais chato que estivesse, eu ia continuar.

Ah, sim, Josh sempre que tinha um show ou alguma coisa insistia que eu fosse fotografar. Só que não era ele que tinha horários a cumprir, então na maioria das vezes tinha que convencê-lo que não podia simplesmente ir com ele à hora que fosse.

Era o que estava acontecendo aqueles dias. No mês passado, ele tocou com a Christina Aguilera pra uma fundação de caridade no meio de um shopping e não parava de tentar me convencer a ir. Custou-me um bom tempo pra convencê-lo que não tinha como ir. Só que quando ele voltou daquilo, meio irritado e cansado por ter que repetir os takes umas mil vezes me deu um aperto no coração (e vontade de apertá-lo, também).

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Olhava as fotos da noite enquanto esperava Josh aparecer pra irmos embora. Ainda era aquela segunda escaldante e o Warpaint tinha acabado de fazer mais um show. E eu, é claro, fui a fotógrafa.

Mas era meio engraçado eu sendo fotógrafa da banda. Porque eu normalmente ficava dançando quando ouvia elas, era uma coisa que não dava pra controlar, então mesmo enquanto tirava as fotos ficava meio que me remexendo (e esperando que ninguém visse).

Houve uma coisa, no mínimo, curiosa um pouco antes de sair de casa. Louise me ligou, porém até aí nada de incomum. Só que, considerando o fuso horário, seriam cinco horas da manhã em Londres. Nada de incomum aí, você pensa, ela poderia ter que acordar mais cedo. Mas, duas coisas: Primeiro, eu conheço essa mulher e ela não acorda cedo assim nem por decreto. Segundo, quando perguntei o porquê de ela estar acordada àquela hora, ela se esquivou e disse que tinha que desligar. E foi isso, nada de mais, eu sei. Eu até esqueci disso, depois. Mas que foi curioso, foi.

“Demorei?”, disse Josh quando por fim apareceu.

“Ah, nem tanto”, disse e rimos. “Vamos pra casa então?”, ele acenou com a cabeça concordando. E fomos pro meu carro – eu era a motorista hoje.

“Você está...”, ele começou meio confuso.

“Indo pra casa”, interrompi-o e ri. Ele me olhou com uma expressão mais confusa ainda. “Pra minha casa”, disse sem tirar os olhos da estrada. “Megan saiu com o namorado...”

Ele pareceu se dar por satisfeito com a explicação e começou a comentar sobre o show.

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11 de agosto de 2009

“Josh”, cutuquei-o. “Josh, acorda”, cutuquei-o outra vez, segurando a toalha com a outra mão pra que não caísse. “Klinghoffer! Acorda!!”, bom, assim funcionou.

“Liz? Que foi?”, ele falou sonolento, esfregando os olhos. “Que horas são?”

“Oito horas da manhã. Vamos, levanta. A gente tem que tomar café e antes de ir trabalhar tenho que te levar em casa.”

“Não precisa, queri- oh”, isso foi no momento em que tirei a toalha pra começar a me vestir. Ri e imaginei que ele (apesar de todos esses meses) estaria corado com a situação.

Logo eu estava devidamente vestida (e ele também) e fazendo algumas panquecas para comermos. Josh lia o jornal enquanto tomava seu café.

Terminadas, coloquei as panquecas na mesa e fui ligar meu notebook para ver os emails enquanto comia. Peguei o chá que estava esfriando enquanto cozinhava as panquecas e sentei-me à mesa.

Comi um pedaço da panqueca e abri meu email. Cheguei a me engasgar com o email que vi na caixa de entrada.

Abri-o. A cada linha que lia mais nervosa eu ficava. Respirei fundo depois de ter lido umas três vezes.

“Josh, olha isso aqui”, falei com a voz meio trêmula. Ele levantou-se e ficou ao meu lado para ler. Acompanhava a leitura:

Cara Srta Nancy, nós do New York Post, cientes de sua capacidade e eficiência, a convidamos a vir trabalhar conosco como uma de nossas fotógrafas. Sabemos de sua situação em Los Angeles e já falamos com o Sr Mess, seu chefe, e, após algumas negociações, ele aceitou que a Srta viesse trabalhar em nossa sede, aqui em Nova York, desde que esteja de acordo. Gostaríamos de reforçar que esta se trata de uma grande oportunidade para sua carreira e que seria um prazer tê-la conosco. Esperamos sua resposta,

Equipe do New York post.

Ele estava sem fala também. Voltou para onde estava sentado e parecia pensativo. Tomou um gole do café e disse:

“E o que você vai fazer?”, em seguida ouvi-o engolir em seco.

“Não sei”, disse sinceramente.

Isso já estava até me dando dor de cabeça. Fechei o notebook e continuei meu café da manhã enquanto pensava. Houve um silêncio na sala que se prolongou mesmo até eu deixar Josh em sua casa.

E eu não tinha a mínima ideia do que ia fazer agora.


Notas finais
E ai??????? O que ces acham que vai acontecer agora? hehe e, é claro: EXPLICANDO O TÍTULO DO CAPÍTULO - EPISÓDIO 8: "Isso pode ou não pode depender de mim". acho que se explica sozinho, né? mas enfim FEEDBACK É BOM E TODO AUTOR GOSTA -q