Puncture

3 And all we are we are


Notas iniciais
Muito obrigada pelo feedback que tenho recebido pelo twitter! Vocês são demais! Bom, aqui vai o terceiro capítulo antes que vocês tenham um colapso. Espero que gostem :D

Cheguei correndo em casa na quinta feira. Tinha pouco mais de uma hora para estar pronta até Josh vir me buscar. Não que fosse impossível; eu era bastante rápida, na verdade.

Tomei uma ducha rápida e sequei os cabelos na mesma velocidade. Vesti um jeans que eu gostava e uma blusa dos Beatles. Coloquei qualquer salto e passei uma maquiagem leve, dando destaque aos olhos. Estava pronta e ainda sobrou tempo.

Não muito depois ele me ligou dizendo que já estava na frente do prédio. Despedi-me de Megan e saí.

Lá estava ele, encostado no carro. Outra vez parecia usar roupas muito grandes para ele. Viu-me e sorriu de leve.

“Olá”, disse, sorrindo também.

“Olá”, então, viu minha camiseta e deu um sorriso aberto.

Não muito depois ele sentou-se no banco do motorista e fomos até o tal de Moutain Bar.

“Então... Qual o nome da sua banda?”

“Dot Hacker”

“Whoa, legal. Gostei”, ri, “E você faz o quê nela?”

“Toco guitarra, piano, canto... e mais ainda”, riu baixo.

“Legal, realmente legal”, lembrei-me da minha inconsciente queda por guitarristas. Suspirei mentalmente.

Continuamos a conversar até chegar ao lugar. Observei atentamente como sempre (era muito observadora, acredite) toda a preparação que faziam para o show. Isso também era uma coisa que me agradava, mas, é claro, nunca tive talento pra isso.

Josh me apresentou para os outros caras da banda. Clint, o outro guitarrista, sorriu e apertou minha mão. Eric, o baterista, elogiou minha blusa e me abraçou. E ainda tive uma conversa agradável com Jonathan, o baixista. Apesar de não saber muito bem conversar com pessoas que tinha acabado de conhecer.

Esperei com paciência o show começar. Quando começaram, imediatamente gostei daquilo. E quando Josh começou a cantar... Nunca tinha sentido aquilo antes. Parecia que no momento que ouvi a voz dele, encontrei algo que estava faltando. É difícil explicar.

Eu estava completamente concentrada em Josh. E hipnotizada. É.

Percebi que ele, se é que o fez, mal olhava para a plateia. Ri comigo mesma. Ele era incrivelmente fofo.

Quando acabou, pensei: “O quê? Mas já? Recém tinha começado...” Não vi o tempo passar. Então Josh veio para perto de mim e eu mais uma vez hipnotizei-me um pouco por ele. Perdi-me em seus olhos por alguns instantes.

“Hum, vamos, não?”, ele falou depois de um tempo. Antes, ele também encarava meus olhos.

“Sim...”, tinha que ir o mais rápido possível, porque afinal o dia seguinte era sexta e eu tinha que ir trabalhar.

Voltamos para o carro.

“Gostou, Liz?”

“Sim, sim, muito!” sorri para ele. Não era muito boa elogiando. “Vocês são muito bons”, uma vozinha na minha mente mandava-me dizer “Você é muito bom”. Afastei-a.

“Hah, obrigado”, ele estava sem graça. Sorri de novo.

Seguimos conversando até o prédio. Quando chegamos, ele disse:

“Tchau. Te ligo qualquer dia desses.”

“Tchau, Josh. Até”, num movimento meio automático, beijei-lhe a bochecha. Ele corou bastante e eu também, quando percebi o que tinha feito.

Subi as escadas e percebi que Maggie já estava dormindo, o que não era surpreendente. Liguei meu notebook e fui checar meus emails. Tinha um da Lou.

Woww Elizabeth hein, arrasando corações dos famosos hahahaha.

Era isso que tinha no email. Isso e mais um anexo. Abri, era uma foto.

Bati o olho na foto e a primeira coisa que pensei foi que não fazia sentido nenhum. No topo à direita estava escrito “A Sphere In the Heart of Silence”. Então eu vi o que estava escrito do outro lado.

John Frusciante
Josh Klinghoffer

“O quê?”, murmurei.

John Frusciante... John Frusciante... Onde já tinha ouvido esse nome? E por que ele tinha um cd com Josh? ... Aquilo era um cd, não era?

Mandei um “Que isso, Louise? Explica essa porra aí” e esperei um tempo pra ver se ela respondia. Já eram 23h em LA, o que significava que eram 9h em Londres. Mas ela não respondeu, então fui dormir e decidi falar com Megan pela manhã, para ver se ela sabia alguma coisa – afinal, ela era fã de Deus e o mundo.

E, realmente, ela seria de alguma ajuda.


Notas finais
Acho que vai ser rotina falar sobre o nome do capítulo. É de Puncutre (há!) e eu coloquei porque, sei lá, ela tá conhecendo eles e tal... Não sei explicar muito bem, mas foi o melhor que eu consegui kkkk Outra coisa, esse show aí da Dot Hacker no Mountain Bar realmente aconteceu, na mesma data e tudo. Usei alguns muitos acontecimentos verdadeiros aí. É isso. Deixem review via aqui ou twitter ou tumblr ou cartinha ou sinal de fumaça. Beijos.