Puncture

1 An English girl, American man


Notas iniciais
Oi oi rapeize! Terceira fic aqui, terceira com o Josh e consequentemente terceira com a Liz. Comecei a escrever essa em JANEIRO e só acabei agora em JUNHO. É, minhas ideias são bem escassas, mas nessas últimas semanas agora escrevi loucamente e acabei!! Ainda não estou nem acreditando que realmente acabei. Bom, como tem um grande espaço de tempo entre a "concepção" dos capítulos, os primeiros são bem ruinzinhos, e aí vai melhorando nos mais recentes. Pelo menos é assim que eu penso. E ah, desculpem pela sinopse e pelo título. A sinopse foi porque não sei escrever sinopse, mas o título vocês vão ver no final que tem significado. Bom, é isso. Espero que gostem!

Los Angeles, 23 de janeiro de 2009

“Hey, Liz, vamos naquele pub novo que abriu. Quer ir junto?”, minha colega (e amiga) Megan, perguntou-me próximo do fim do expediente.

Eu, particularmente, nunca fui de sair pra ir a esses pubs. Mas, inferno, precisava deixar de ser antissocial.

“Ah, claro, vamos”, respondi simplesmente. Respostas curtas eram uma das minhas especialidades.

Então, não muito depois seguimos para aquele pub. Acompanhavam-me Maggie, é claro, Emily (ela era simpática e eu gostava dela porque tinha o mesmo nome da minha mãe), Jonah e Kevin. Todos trabalhavam juntos comigo. À exceção de Megan, nunca tinha tido uma conversa maior do que 10 palavras com eles. Jonah dirigia seu carro até o local.

Como estava na cidade há apenas uma semana, não tinha tido tempo de explorá-la muito. Basicamente, ia de casa para o trabalho. E, como estava morando com Maggie (é uma longa história, se estiver curioso sobre como vim parar em LA e na casa dela. Outra hora, quem sabe...), ia junto com ela. Não sabia ir até a padaria da esquina, eu acho.

Chegamos ao pub, chamado The One. Quando me falaram que esse era o nome, pensei “Parece nome de boate gay”. Tive que conter um riso da minha própria piada. De qualquer jeito, o lugar parecia reservado e aconchegante.

Entramos no local, que não estava muito cheio. E não era muito grande, também. Escolhemos uma mesa e eu e Maggie fomos pegar as bebidas; algumas garrafas de cerveja. Maggie foi à frente com a maioria das garrafas e eu fiquei com a minha enquanto pagava.

Já estava voltando para a mesa quando alguém entrou em choque comigo. A garrafa que estava em minha mão acabou se espatifando no chão e todo o líquido dentro se esparramou. Por algum milagre, só meu sapato molhou. Ótimo, andar de salto já não era tão fácil, andar de salto com o pé molhado, então...

Finalmente olhei para quem tinha se chocado comigo, era um cara que parecia usar roupas muito largas para o seu tamanho. E não parava de dizer “Me desculpe”. E tinha o cabelo mais estranho que eu já tinha visto. Curto atrás, mas tinha uma franja enorme caída nos lados do rosto.

O cara chamou alguém do bar para limpar aquilo. E continuava a dizer “Me desculpe”, agora não só para mim, mas também para o funcionário que veio limpar o chão.

“Me desculpe”, disse pela milésima vez, “Eu pago, a culpa é minha”.

“Ah, hum, não precisa, eu-”, comecei, falando no meu tom baixíssimo de quando falava com alguém pela primeira vez.

“Eu pago, eu pago, não se preocupe, eu que bati em você”, interrompeu me olhando. Ele era bonito. “Me desculpe”, não pude deixar de rir. Confesso que achei fofo ele dizendo “me desculpe” zilhões de vezes. Suspirei e fomos até o bar, mais uma vez.

Ele tirou a carteira e pegou uma nota de vinte dólares, estendendo-a pra mim.

“Ahn... Não, não precisa... Não precisa me pagar nada, tudo bem.”

Ainda ficou alguns segundos com a nota estendida esperando que eu a pegasse. Como não fiz, continuou.

“Ah, Josh Klinghoffer. Prazer em conhecê-la”, disse oferecendo a mão.

“Prazer. Elizabeth Nancy”, apertei sua mão. Era macia. “Mas Elizabeth é muito longo e formal, pode me chamar de Liz”. Ele sorriu.

“Você não é daqui, né?”

“É... Sou da Inglaterra, sabe. Cheguei faz uma semana, não deu tempo de perder o sotaque ainda”, rimos juntos.

“Acho que o mínimo que posso fazer é te pagar outra cerveja...”

Sorriu enquanto chamava o barman mais próximo. Pediu duas garrafas. “Te acompanho nessa”. Sorri. “Então, por que veio para LA?”

“Trabalho. Minha amiga”, apontei para Megan na mesa onde estava o pessoal, “me indicou pro chefe dela, que gostou do meu trabalho e me contratou. Aí vim pra cá”.

“Você trabalha com o quê?”

“Eu sou web designer”, falei orgulhosa. Era uma das poucas coisas que eu era boa.

“Wow, legal”, ele parecia maravilhado, “Sou um zero à esquerda nesse assunto. Sério”, rimos de novo.

As bebidas chegaram. E nós falávamos, falávamos, falávamos. E pedíamos mais bebidas. E falávamos mais.

Chegou uma hora que Megan apareceu desesperada.

“Elizabeth, onde você estava?! Já vamos embora... A menos que você tenha carona”, olhou para Josh, “Olá”, sorriu.

“Olá”, respondeu e sorriu de volta.

“Vamos, então”, levantei-me e deixei uma nota no balcão.

“Não, não, guarde isso, eu pago”, Josh disse sorrindo. Talvez fosse efeito do álcool, mas meu coração acelerou um pouco. Suspirei e peguei a nota de volta. Ele sorriu mais.

“Tchau, Josh. Te vejo por aí”, despedi-me sorrindo.

“Tchau, Liz. Até algum dia”, sorriu e abanou para mim, enquanto eu e Megan saíamos do pub e íamos até o carro de Jonah.

Maggie não fez nenhuma pergunta sobre Josh, ela era assim. Quando chegamos em casa, fui direto tomar um banho.

Esperei pacientemente a banheira encher. Entrar naquela banheira de água morna foi extremamente relaxante. Mas era engraçado como não conseguia parar de pensar em Josh. Fazia muito, muito tempo que não tinha uma conversa assim com alguém que tinha acabado de conhecer. Seria isso um progresso do plano “Fazer Elizabeth social”? Bom, talvez.

Notas finais
É isso aí, o primeiro capítulo. Como eu disse, não gosto muito desses e dos primeiros. Mas, né, sou eu lol Espero sinceramente que gostem. Por favor deixem review falando o que acharam, obrigada :)