Pumpkin Vale - A Primeira Historia
2 Capítulo 1 - Casa - Festa - Casa
Pumpkin Vale,
27 De Julho de 2010
Acabara de acordar. Vestira uns calções pretos e uma t-shirt cinzenta e calçara uns ténis da Nike, pusera o Ipod a funcionar e saíra de casa. Fiz o percurso habitual. Corri pela estrada fora ate ao cemitério, entrei pela estrada do lado esquerdo do cemitério que dava ao bosque, e corri na parte mais exterior dele.
Entre o cemitério e a zona mais densa do bosque havia uma casa em muito maus estado, e sempre que passava por ela o meu coração acelerava e dava-me um grande arrepio na parte de trás do pescoço.
Diziam que nela tinha habitado um homem que tinha enforcado o filho, decapitado a filha, degolado a sogra, electrocutado a mulher, o cão da família tinha sido morto á machadada, os dois gatos afogados e depois do massacre tinha-se morto com um tiro na cabeça.
Encarei a casa e vi um vulto na janela. Quando o vi comecei a correr o mais rápido que pude até chegar á civilização. A primeira casa após aquele caminho era da minha namorada, Allison. Quando cheguei lá ao pé tirei os fones dos ouvidos e gritei como nos filmes de romance:
— Allison, minha amada, vem abrir a porta ao teu amor.
— Harry, meu amor. Só um minuto. – Respondeu ela entrando na brincadeira.
Nem um minuto tinha passado quando a porta dela se tinha aberto. Ela trazia uma minissaia de ganga e uma camisola bem decotada.
— Queres tomar banho por cá como tens feito nos outros dias ou tomas quando chegares a casa? – Perguntou ela.
— Prefiro tomar aqui. Junto de ti.
Ela abraçou-me e beijou-me. Começou a rir.
— É melhor, ires tomar mesmo um banho. Cheiras a suor que tresanda. – Disse ela a implicar comigo.
Subi até ao andar de cima e despi-me. Entrei dentro da banheira do quarto dela e desfrutei da água quente após aquela corrida. Enrolei uma toalha a volta da cintura e abri a porta do quarto.
— Vejo que esses teus abdominais estão cada vez melhor. – Disse ela enquanto lhes tocava. – Rijos como pedra. — Levantou-se e beijou os meus lábios.
Ela foi até a cozinha preparar o pequeno-almoço e eu comecei a vestir as ultimas peças de roupa que tinha na casa dela. Agora vestia uma camisola de botões azul e umas calças de ganga pretas.
Desci as escadas que davam acesso ao hall. Assim que cheguei ao fundo das escadas, alguém batera á porta.
— Podes abrir a porta? – Gritou a Allison.
Quando abri vi que era o meu irmão. Vinha todo vestido de preto. Até o seu cabelo era preto, ao contrário do meu que era loiro. Ele pintara-o pouco depois de o nosso pai ter morrido.
— Parabéns. – Dissemos os dois ao mesmo tempo.
Fomos em direcção á cozinha de onde vinha o cheiro a panquecas de mirtilo. Quando chegamos eu disse:
— Vê quem apare...?!
— Surpresas – gritaram todos em uníssono.
Estavam todos presentes. Allison e Matthew tinham nas mãos um prato com um monte de panquecas de mirtilo, e no topo, um par de velas azuis, que iam derretendo a cada segundo que passava. Em cada vela estava um número. A primeira tinha o número um e a segunda o número sete. Hoje fazia dezassete anos. Tanto eu como o meu irmão.
Ela vem na minha direcção e diz:
— Sopra uma vela e pede um desejo.
Fechei os olhos e desejei o que desejava todos os anos desde a morte do meu pai. Desejei saber quem tinha tirado a vida do melhor homem do mundo.
Festejamos o dia todo. Beijos aqui, beijos ali. Uma rapidinha no quarto de hóspedes. Jogamos ao jogo da garrafa, o que foi hilariante. Tive que beijar o meu irmão. Fui super constrangedor.
O meu irmão não se sentiu bem ao faze-lo e levantou-se e foi a casa de banho. Matthew levantou-se e foi atrás dele. Acho que eles devem estar a fazer algo… é que já lá estão á meia hora.
Quando saíram da casa de banho, fui dar uma mija e encontrei um preservativo usado. Eu bem sabia.
Ao chegar ao pé do grupo o meu irmão perguntou:
— Alguém alinha irmos para a casa ali atrás? Vamos invocar espíritos.
Quase todos queriam ir, com excepção a mim e á Amy.
— Sam, aquela casa dá-me arrepios. Não podemos fazer outra coisa?
— Sim Sam, — concordou Amy – vamos fazer outra coisa. Que tal uns filmes?
— Andem lá. Vai ser giro. – Disse Allison. – Pode ser que falemos com o homem que matou a família!
— Sim vai ser giro. Vamo-nos divertir muito. – Disse Sammuel.
Estava a escurecer. Então agarramos numas velas e fósforos e na Tábua De Ouija e fomos para a casa.
Cada passo que dava na direcção da horripilante casa mais apavorado ficava. Era como se a casa, chama-se-me para ela.
O meu irmão ia na frente com a Tábua De Ouija debaixo do braço e o saco com as velas dentro de um saco rosa.
— Como tencionas entrar? – Perguntou Spencer – Pelo buraco da fechadura?
— Vou dar a volta. Se encontrar uma entrada venho abrir a porta da frente. Ou então venho chamar-vos se não ser.
Ele foi. Seguiu pelo lado direito da casa e deixamos de o ver.
— Continuo a pensar que não devíamos fazer isto. – Disse a Amy.
— Concordo. – Concordei eu.
— Não sejam medricas. Vão ver que vai ser giro. – Contradizes Boner.
Ouviu-se um ranger ensurdecedor e depois vê-se algo no escuro.
-Sam és tu? — Perguntei
— Buh – disse o que quer que fosse que lá estava.
Então vemos, um homem com cabeça de touro a vir na nossa direcção. O pânico espalhou-se entre nós. Começamos a correr em direcção á estrada até que ouvimos alguém rir.
— Sou eu otários. – Revelou Sam retirando a cabeça de touro.
-Estúpido – resmungou Matthew – ia morrendo de medo.
Após ter resmungado deu um enorme beijo no Sam.
— Vá, vamos. Já acendi as velas. Só faltam vocês.
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