Pulsação

10 Hey Helga, What are you doing?


Notas iniciais
Gente viram só a agilidade? Só 3 dias entre um capítulo e outro! Eba!
Quero agradecer muito aos comentários, vocês são lindos!
Para a felicidade dos safadinhos tem mais uma cena de sexo nesse, no mesmo esquema do outro capítulo com os asteriscos.
Estou considerando parar de colocar músicas, o que vocês acham?
Bom, é isso, espero que gostem!

Nero - Into the Past NÃO OUÇAM SEM FONES!
Justin Timberlake - Mirrors

-Mas e vocês, o que aconteceu? – Kate perguntou e tomou mais um gole de sua cerveja

-Helga me ligou enquanto eu estava fugindo pelos fundos, assim que pulei a cerca os caras me pegaram. De repente vejo uma coisa cor de rosa surgindo por cima da cerca e caindo toda desesperada.

-Claro que eu estava desesperada! – Helga se exaltou rindo – Eu ligo pra ele perguntando onde ele está e escuto um policial gritando com ele! – Ela riu e olhou Torvald nos olhos, estava sentindo uma estranha conexão entre eles. Kate que estava sentada no chão ao lado de Sid sussurrou algo para ele.

-O que que você ta fofocando? – Leo perguntou, ele estava sentado em cima da mesa bamba brincando com cartas de baralho e fumando um baseado.

-Nada, só estava dizendo que essa fuga foi muito romântica e que parece ter feito diferença, a Helga e o Torvald não são mais um casal estranho, eles agora são fofos. – Todos riram

-Ah Kate, me poupe — Helga levantou ligeira para buscar uma cerveja no frigobar e voltou com uma para T. também.

-Ta vendo – Kate disse e riu.

-Mas, o que aconteceu na delegacia? – Jake estava sentado em uma cadeira ao lado de Leo e compartilhando o baseado.

-Os caras só queriam dar um susto na gente, deixaram a Helga bem assustada.

-Ah é, foi a primeira vez da Helga na delegacia! – Jake riu

-Vocês são todos delinquentes, céus. – Helga brincou e encostou a cabeça no peito de T. que a beijou na testa.

Mais tarde os quatro foram embora pra uma festa, mas Helga não quis ir e T. ficou com ela no casebre. Ela estava ajeitando as coisas, tirando copos do chão quando T. a abraçou por trás e beijou seu pescoço, fazendo com que ela sentisse arrepios. Ela passou a mão pela nuca dele até encontrar os cabelos e dar leves puxões enquanto ele continuava a beijar o pescoço dela, passando as mãos por sua barriga e seios.

-Meu deus como você está – ele mordeu seu pescoço de leve e ela soltou um gemidinho baixo – animadinho – disse por fim.

-Não é nada demais, só estou feliz com você ao meu lado. – Ele falou e a soltou, bagunçou o cabelo dela e voltou ao sofá

-Preciso ir para casa – Ela falou com pesar. – Mas, acho que vou tomar um banho aqui antes, meu pai vai reparar se me ouvir tomando dois banhos em casa. Você pode ir para a festa com eles, eu realmente tenho que ir para casa.

(Into the Past) Helga foi para o banho, deixou as roupas que estava usando em cima do vaso e entrou debaixo da água morna do chuveiro. O chuveiro do casebre nunca estava quente, não o suficiente. Fechou os olhos e ficou embaixo da água apenas sentindo escorrer por seu corpo e de repente a cortina do Box se abriu e ela se assustou. Torvald vinha entrando nu no Box. Ele olhou para ela devagar, medindo todo seu corpo e tentou uma cara sexy. Ela riu suave e sentiu-se corada, era estranho ver alguém nu na frente dela e ela estar nua na frente de alguém, sentia-se um pouco insegura quanto a seu corpo, mas deixou a vergonha ir embora assim que T. a abraçou forte.

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Eles se beijaram intensamente, mas por pouco tempo, logo ele virou-a de costas para ele, de frente para a parede. Eles estavam bem abaixo do chuveiro, a água corria pelo corpo dos dois. Ela se apoiava na parede com uma das mãos e com a outra segurava T. pela nuca. Ele segurava sua cintura com uma mão e com a outra a tocava intimamente. Ela soltava gemidos curtos e baixos enquanto pressionava seu corpo com força contra o de T. e sentia seu pau duro. Ela virou-se para ele e pegou ‘nele’ com uma das mãos e começou a movimentar a mão pra frente e para trás o masturbando. Conforme ela aumentou a velocidade do movimento foi entendendo a prática e ele soltou gemidos baixos. Era interessante controlá-lo desta maneira, enquanto ainda o masturbava, o puxou para beijá-lo. Após o beijo ele a virou de costas de novo, ela inclinou um pouco o corpo para frente, ficando quase na diagonal e ele direcionou seu pau para dentro dela. Ela voltou a se apoiar na parede, mas com as duas mãos. Ele segurou-a com uma mão na cintura e com a outra juntou seus cabelos e segurava firme. As estocadas já começaram mais fortes e rápidas e isso a surpreendeu, mas desta vez não sentiu dor, não tanta. A cada estocada forte, ela gemia alto e ele puxava forte seu cabelo e ela gemia novamente. Seus puxões de cabelo, seus gemidos e a maneira como apertava sua cintura fazia com que Helga sentisse ainda mais tesão.Ele retirou seu pau de dentro dela, ainda duro, e virou-a de frente para ele, ela mordeu o lábio em provocação e ele pegou-a no colo. Ela soltou um gritinho de susto ao sentir a parede gelada em suas costas, assim que conseguiu encaixar a garota em seu colo ele recolocou seu pau nela. Ela sentia o tronco dele em contado com o dela, as mãos dele firmes segurando suas coxas e os movimentos fortes da pélvis. Estava com medo de ele não suportar o peso dela, mas isso logo saiu de sua mente e ela arranhou as costas dele profundamente. Em meio a gemidos ela soltou “Oh, meu deus Torvald” e mesmo que não parecesse possível, as estocadas aumentaram de velocidade e seus gemidos já eram gritos. Helga chegou ao ápice num gemido alto e de certa forma exagerado. Ele tirou seu pau de dentro dela e gozou, o gozo caiu em direção ao ralo.

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Ainda no colo dele ela o beijou. Depois que se soltaram, tomaram banho juntos. Ele dava apertões em sua cintura e bumbum e ela ria e lhe beijava o peitoral. Ela sentia algo estranho em sua intimidade, era engraçado e gostoso. Ela como mulher não gozava, mas talvez os tremores que sentiu percorrerem todo o seu corpo, os joelhos falhando e sua intimidade parecendo ‘piscar’, significavam que ela de fato tinha chegado ao ápice.

Quando eles estavam se vestindo Helga olhou para as costas de T. que estavam todas marcadas, os arranhões estavam realmente feios e o chupão em seu pescoço ainda era visível. Ela tinha vontade de rir e de se desculpar ao mesmo tempo, tudo era muito estranho para ela.

-Desculpe – ela sussurrou em seu ouvido

-Pelo que? Por ser uma delícia? – Com isso ela sabia que seu rosto estava inteiro vermelho. Ele riu e a abraçou. – Desculpar pelo quê?

-Pelos arranhões. – Ela respondeu envergonhada e ele gargalhou.

-Isso é bom Helga, gosto muito.

Torvald a deixou no beco ao lado de casa e foi embora. Helga subiu pra casa e dormiu, dormiu direto até o meio da tarde do dia seguinte. O cansaço era grande. Se enrolou mais um tempo na cama até decidir levantar, tomar banho, se arrumar e ir ao casebre. Quando desceu para procurar comida tudo estava normal em casa, Bob na frente da TV e Miriam jogada no sofá. Estava prestes a sair de casa uma coisa passou por sua cabeça, ela poderia continuar seu plano. Não precisava ir ao casebre... Trocou a calça jeans, camiseta preta, jaqueta de couro e touca por uma bata comprida lilás, um short jeans ‘bem verão’ e prendeu o cabelo num rabo de cavalo com um laço rosa. Sem pensar duas vezes seguiu para a casa de Arnold. Deveriam ser 19h e ela não achava tarde demais para visitá-lo e continuar o plano.

-Olá jovenzinha, boa noite! – Um senhorzinho muito magro e careca atendeu a porta.

-Boa noite para o senhor também, espero não estar incomodando, mas eu poderia falar com o Arnold? – Helga manteve o tom de voz suave e sorriu ao final

-Mas é claro jovenzinha, por favor, entre!

Helga sentiu-se constrangida e o nervosismo tomou conta dela por um minuto. Ela seguiu o senhorzinho, que ela lembrava ser o avô de Arnold, pelo corredor, passando pela sala com pessoas gritando em frente a TV, pela cozinha com uma senhora surtando com uma galinha e então pararam no final do corredor onde o velhinho puxou uma corda do teto e uma escada desceu do teto.

-Baixinho! Uma amiga sua está aqui! – Ao ouvi-lo gritando Helga sentiu as mãos suando. (Mirrors) Arnold desceu as escadas correndo, estava sem camisa, os músculos da barriga a mostra, de calça cinza de moletom, descalço e os cabelos bagunçados.

-Oh, oi Helga – Ele falou alegre e abriu um sorriso que fez Helga se derreter por dentro. – Helga?

-Ham.. Oi Arnold! – Ela falou apressada e olhou com o canto de olho para o vovô.

-Hum, quer subir? – Ele convidou e levou o braço para trás e coçou a nuca.

-Claro. – Ela o seguiu para cima. Ao entrar no quarto dele percebeu que era o mesmo desde a última vez que tinha visto quando criança. Nas vezes onde ficava o olhando pelo telhado de vidro, Helga era uma criança estranha.

-Sente-se – Ele pegou um controle remoto e apertou um botão, o sofá saiu de dentro da parede e Helga se assustou. Sentou-se devagar e começou a planejar o que diria. – Você está bem? – Ele sentou ao lado dela com as pernas cruzadas, olhar para o corpo malhado dele a desconcentrava.

-Sim, sim. Vim ver como você está, fui embora da festa de sexta de um jeito inovador, ela falou em meio a uma risadinha.

-É, você sumiu.

-Torvald se meteu em problemas e eu também – Ela encarava o chão

-Ah... Você está bem mesmo? – Ele a olhou nos olhos

-Estou, agora estou.

-O que aconteceu Helga?

-Fomos para a delegacia.

-Como? Por quê? – ele parecia assustado

-Alguém denunciou tráfico de drogas na festa e quem tentou correr da polícia foi para a delegacia, eu corri atrás de Torvald e fui junto.

-Oh Helga, você precisa tomar cuidado. – A voz de Arnold soava como anjos em seus ouvidos

-Eu sei Arnold, mas ele é a única pessoa que eu tenho. Eu me distanciei de todo mundo, sou muito sozinha. – Ela odiava se fazer de vítima, mas se ele sentisse pena dela, se ligaria a ela.

-Eu estou aqui Helga e nós somos amigos agora. Não era só uma promessa de bêbados, porque se fosse você não estaria aqui agora. Não é? – Ele sorriu para ela

-Sim Arnold e eu esperava que você tivesse essa opinião – Ela sorriu de volta. – Eu queria te pedir ajuda com uma coisa.

-O quê Helga?

-Eu quero juntar a Phoebe com o Gerald, eu sei que ela gosta dele desde criança e queria saber se é recíproco. Eu fiz tanto mal para tantas pessoas, Arnold. Acho que já passou da hora de eu começar a ajudá-las. – Helga abraçou as pernas e se encolheu no sofá

-Isso é muito bonito Helga, de verdade, mas o Gerald tem namorada, a Alice.

-Ah...

-Ele também gostava da Phoebe, pelo menos até eu ir embora, agora já não sei mais Helga e mesmo que goste... – Ela o interrompeu

-Mas o amor é mais importante Arnold, se os dois se amam, deveriam ficar juntos! – Ela se exaltou e soltou as pernas.

-Eu concordo Helga. Vou conversar com o Gerald

-Obrigada. Agora eu acho que já vou, já te incomodei o suficiente – Ela se levantou e sentiu os joelhos tremerem e tudo ao seu redor parecia girar.

-Helga! – Arnold levantou num pulo e segurou-a pela cintura. O toque dele nela a fez ter arrepios por todo o corpo. Ele colocou Helga sentada novamente no sofá – O que houve?

-Acho que o cansaço Arnold.

-Fique mais um pouco e descanse depois eu te acompanho até em casa – Ele sentou-se colado a ela.

-Meu deus como você é cavalheiro Arnold. – Ela relaxou no sofá.

-Você podia me contar o que aconteceu por aqui enquanto eu estive fora, Helga.

-Com certeza você já ouviu o suficiente sobre isso e nada demais aconteceu. É melhor você me contar o que passou quando esteve fora, isso sim é novidade. – Ela esboçou um sorriso.

Quando Helga se deu conta estava deitada com a cabeça no colo de Arnold, ele mexendo em seus cabelos e contando histórias engraçadas sobre sua viagem. Helga gargalhava junto com ele e com o tempo conseguiu estar completamente relaxada.

-Arnold, tem uma coisa que quero falar. – Ela ficou séria e levantou do colo dele. Olhou-o nos olhos e respirou fundo. – Sobre sexta quando nos beijamos, é que... Nós estávamos... – Desta vez ele a interrompeu.

-Nós escorregamos Helga, tivemos um momento íntimo e impulsionados pela bebida escorregamos. – Era como se ele quisesse dizer que foi um erro, mas fosse gentil demais para isso.

-É. Isso. – Ele ficou de pé e não tremeu. – Agora eu acho que já estou melhor e realmente preciso voltar.

-Eu te acompanho. – Ele se levantou e rapidamente já tinha vestido uma camiseta e um tênis. – Vamos.

Ela concordou e eles saíram da casa com vários olhares os seguindo, todos na pensão sabiam que ela estava lá e provavelmente se perguntavam sobre a relação dela com Arnold.

O caminho até a casa de Helga foi silencioso e rápido, Helga ficou nervosa por ficar parada na porta de casa e se despediu rapidamente de Arnold. Correu para o beco e voltou a subir a escada de incêndio. Tirou as roupas, guardou no closet, pegou a garrafa de bebida e dois goles depois recebeu uma mensagem.

Boa noite Helga, não se esquece de que somos amigos. Arnold.

H. – Não esqueço Arnold, obrigada pelo apoio. Boa noite!

O celular tocou de novo e ela foi apressada esperando que Arnold tivesse dito mais alguma coisa.

T. – Tédio. Está acordada? Posso passar aí?

Oh. Torvald. A cabeça de Helga estava confusa, ela não conseguia entender o que estava sentindo.

H. – Pode, mas estou cansada. ;)

T. – Haha, já apareço.

H. – Escada de Incêndio.

Helga procurou por um lingerie bonito, achou um rosa de rendinhas. Iria servir. Deitou só com o lingerie e esperou por Torvald deitada, com as luzes apagadas. Escutou o barulho da moto estacionando no beco, Torvald subindo as escadas às pressas e então aparecendo por sua janela aberta. Entrou no quarto com cuidado, fechou a janela, certificou-se que a porta estivesse trancada, tirou a roupa e deitou-se com Helga. Eles se beijaram, se abraçaram e assim dormiram juntos, pela primeira vez.

Notas finais
Então o que acharam?
Me contem, me contem!

O desenho que coloquei é de uma fã *-*
Ela me mandou pelo AnimeSpirit e ela é linda demais gente!
Tem Helga e Torvald dando uns beijos. Sid e Kate se amassando no canto, Leo de costas ao fundo, Jake no canto e Arnold solitário.