Notas iniciais
Eu fiz uma nova fanfic interativa! É sobre Madoka Magica/A Seleção/Jogos Vorazes, ou seja, Romance/Ángustia/Morte. Se alguém estiver interessado, pode ir checar. Ah, eu consertei o último capítulo, pois eu troquei o nome e o sobrenome do Hyun.

— Eu achava que não estava interessada, Hinata. Se seu desmaio falou alguma coisa, foi isso.

Kannazuki Hinata apertou suas mãos em punhos, cerrando seus olhos violeta no rosto do rapaz. Lee Hyun Woo estava parado a sua frente, encostado na parede da parte de trás da escola, brincando com o anel que antes estava em sua mão direita. No começo, realmente não queria falar de novo com seu professor, mas curiosidade a trouxe de volta.

Havia acordado em sua casa, com Ayano e Manami preocupadas, exclamando que caíra da escada e que fora trazida para cada por um professor. Depois disso, havia se convencido que seu estranho encontro com Hyun e a estranha criatura chamada de Kyubey fora apenas um sonho, sem nem sequer pensar no ainda mais estranho mundo em que havia parado, ignorando qualquer pensamento de tesouras gigantes ou roupas de bebês.

Até que, naquela noite, Kyubey aparecera em sua janela.

A pequena criatura nem sequer se mexera, apenas a encarou com seus assustadores olhos brilhantes. Parecia bem hesitante em entrar no quarto, em geral, por isso Hinata não se apavorou. Se Kyubey tivesse tentado se aproximar, nem saberia o que fazer. Chamar sua irmã? Chamaria sua tia? Elas poderiam fazer alguma coisa? Teria tempo de fugir? Quase não dormira naquela noite e pelo menos não teve que ir a escola no dia seguinte, mas insistiu em voltar na quarta-feira, tinha assuntos a tratar com “Lee-sensei”.

— Kyubey apareceu no meu quarto há uma noite atrás. —Foi direto ao ponto, esperando que Hyun defendesse a estranheza da coisa para quem trabalhava, mas ele não parecia afetado.

— Ele te quer como uma Mahou Shoujo e pode ser bem insistente quando quer. — Remexeu os ombros, obviamente não dando a mínima.

— Bem, mas eu quero que ele pare. — Sua voz soou mais irritada do que planejava. Não queria brigar, apenas pedir um favor.

— Olha, garota, eu não controlo o Kyubey. — Sua voz soava tão irritada quanto Hinata sentia-se. — Se é alguma coisa, é que ele me controla.

— Então o que eu faço? — Estava a ponto de se debulhar em lágrimas. Era sensível demais para esse tipo de coisa. Por um lado, não queria passar o resto da vida com um gato-coelho psicótico a observando. Mas, por outro lada, não queria se tornar uma Mahou Shoujo.

— Torne-se uma Mahou Shoujo. — Hyun falou como se fosse a coisa mais simples do mundo.

— Eu não quero lutar contra aquelas coisas assustadoras para o resto da vida! — Desse vez estava chorando de verdade. O Lee suspirou, colocando a mão esquerda em seu ombro.

— Vamos, tem alguns benefícios: vocês ganha armas novas, uma roupa maneira, agilidade... — Quando nada disso fez efeito, o rapaz fez uma pausa dramática. — Ah, e você ganha direito de fazer qualquer desejo e ele será realizado. Até um milagre.

Isso fez Hinata hesitar e olhar imediatamente para suas pernas. Ela sabia que depois do acidente de carro nunca mais iria andar, já havia se conformado com isso. Afinal, não poderia ficar esperando por um milagre para sempre, poderia? Mas agora ela tinha a chance de fazer um milagre e... Mas isso era muito egoísta. E sua irmã? E sua tia? E a felicidade delas? Poder andar de novo daria menos trabalho para elas, mas... E se pudesse pedir para seus pais voltarem? Isso deixaria todos felizes, certo? Ela não conseguia se decidir.

— Você não precisa fazer seu desejo agora. — Hyun parecia entender o que estava pensando. — Apenas aceite caçar Bruxas, que são as donas daquele tipo de mundo que você viu, e Kybey a deixará em paz por enquanto.

— Tudo bem, eu aceito. — A Kannazuki sorriu, já começando a rolar sua cadeira de rodas para a cantina. — Bem, eu vou tentar aproveitar o máximo do tempo de almoço que eu ainda tenho. Até mais, Woo-sensei.

— Até, Kannazuki.

...

Hinata esperava que já tivesse feito algum amigo a esse ponto do campeonato, mas sentada sozinha na cantina ela sabia que isso seria mais difícil do que caçar bruxas. A garota revirou seu lanche no bentou, olhando para o lugar vazio ao seu lado na mesa. Estava comendo sozinha, enquanto todos os outros na cantina comiam com alguém. Bem, quase todo mundo. Havia apenas outra garota que estava sozinha, do outro lado da cantina.

Ela tinha longos cabelos negros que estavam soltos e caiam por seus ombros, com grandes olhos violetas para completar. Sua pele era pálida e ela usava o uniforme de sempre de Mitakihara Middle School, com uma meia calça branca por baixo e sapatilhas pretas. Parecia ser um pouco baixa, já que seus pés mal encostavam no chão com a cadeira relativamente alta. Parecia um pouco intimidadora, mas Hinata engoliu seu nervosismo e foi falar com a mesma.

— Hum, com licença, eu sou Kannazuki Hinata. — Apresentou-se, remexendo-se em sua cadeira de rodas. — Eu poderia sentar com você?

— Claro que pode. — A menina a ofereceu um sorriso gentil e todo o nervosismo que a Kannazuki poderia ter sentido antes se dissipou. — Eu sou Fujioka Naomi, mas por favor me chame de Naomi.

— Então me chame de Hinata. — Sorriram uma para a outra. — Eu sou novo aqui, então, poderia me dar um tour do lugar, quando tivermos tempo?

— Sinto dizer que também sou novo aqui. Acabei de me mudar com minha mãe e meus irmãos para a cidade de Mitakihara. Estava esperando que você poderia me dar um tour. — Seu rosto pareceu decepcionado por um momento, mas logo voltou a brilhar. — Mas isso quer dizer que podemos explorar juntas.

— S-sim! — A Kannazuki respondeu, feliz por ter uma amiga.

...

O resto do dia passou devagar demais para Hinata. Naomi não estava em seu ano, por isso não tinham nenhuma classe juntas. Além disso, não conseguia parar de pensar em virar uma Mahou Shoujo e qual seu desejo seria, mal podia esperar para ver Hyun lutar contra bruxas, por mais assustada que estivesse com a idéia. Finalmente sua aula acabou e a ruiva não conseguiria ter saído mais rápido mesmo se pudesse. Quando chegou à parte de trás da escola, viu que o Mahou Shounen estava a esperando.

— Nossa, você está bem animada, Hina-chan. — O rapaz brincou, tomando controle de sua cadeira de rodas. — O que você disse para sua família?

— Eu liguei durante um intervalo e disse que iria sair com uma amiga. — Tinha até dado o nome de Naomi-chan quando Ayano perguntou.

— Ótimo, então vamos, eu sei exatamente onde a bruxa de ontem está, estava só esperando para te mostrar, mas temos que nos apressar.

— Ela pode fugir? — A mais nova questionou confusa, mas ele balançou a cabeça.

— Não, porque ela pode estar matando cada vez mais pessoas enquanto estamos aqui.

...

A bruxa havia se escondido em uma loja de jogos abandonada. Hinata não podia culpá-la, afinal, um beco escuro em um péssimo lugar para passar o tempo. Hyun teve que descer sua cadeira de rodas pois não tinha por onde ela descer e depois teve que guiá-la até dentro, pois sua cadeira estava a ponto de virar de tanto que batia em coisas no chão. O rapaz estava com a mesma pedra oval de ontem na mão (Soul Gem, ele chamara), procurando por sinais da bruxa.

— Então, a quanto tempo você é um Mahou Shounen, Hyun-san?

— Dois anos, desde que eu tinha dezessete anos. — O mesmo respondeu, levantando e abaixando a mão que segurava sua Soul Gem.

— Mas, você ainda era bem mais velho que eu. Se é assim, por que a Kyubey está me recrutando agora, quando eu tenho quatorze anos? — Ela viu a mão do mesmo parar e eles pararam de se mexer. — Hyun-san?

— Aquele... Aquele capiroto disse que era porque garotos “amadurecem mais devagar que garotas” e que me recrutar era como recrutar uma garota de quatorze anos... — Hinata sorriu em simpatia.

— Olhe pelo lado bom! Isso quer dizer que, se ele te recrutasse agora, seria como recrutar uma garota de dezesseis anos! — Talvez aquela não tenha sido a melhor coisa a se dizer...

Hinata foi salva da vergonha quando a Soul Gem de Hyun brilhou e uma porta com uma tesoura desenhada na frente apareceu em frente a eles. O rapaz fechou sua mão sobre sua Soul Gem e seu corpo foi envolvido por chamas brilhantes tão repentinamente que a Kannazuki deu um pulo. Quando elas sumiram, ele vestia a mesma roupa de quando a salvou há dois dias. Sem perguntar, ele chutou a porta aberta e empurrou a cadeira de Hinata dentro, logo seguindo.

Era igual a ontem: cheio de móveis, roupas e roupas estranhas, mas dessa vez sentia menos medo por saber que tinha alguém para a proteger. Hyun arrancou uma das correntes de seu pescoço, fazendo-a crescer como fizera nos dias passados. Como antes, as tesouras começaram a sair do chão, mas Hyun as pegava com suas correntes, abrindo caminho para ele e Hinata até que chegaram a uma parte diferente do labirinto. Ainda haviam tesouras, móveis e roupas, mas também pequenas telas de computador, com homenzinhos com cabeça de lata de refrigerante andando pelas telas.

— Fique alerta, Hina-chan, é nessa hora que aparecem novos familiares. — Eles continuaram se movendo, mas logo o que Hyun disse realizou-se.

Os homenzinhos com cabeça de lata de refrigerante saíram das telas, ainda em forma de pixel. Eles pularam em Hyun, que só começou a ter problemas em lutar contra eles quando as tesouras se juntaram a eles. Hinata teria se preocupada mais com ele se não estivesse sendo atacada pelos homenzinhos de pixel. Um deles segurava sua boca para não gritar, enquanto os outros a arrastavam para fora de sua cadeira de roda em direção de uma das telas maiores.

— Hina-chan! — Hyun exclamou, tentando alcançá-la, mas foi segurado por mais homenzinhos pixel.

Hinata já estava perto de entrar no monitor quando pequenas facas brancas com listras rosa-escuro atingiram os homenzinhos que estavam a arrastando. Ela olhou primeiro para Hyun, mas logo percebeu que ele estava olhando perplexo para algo atrás dela. Era uma garota, com longos cabelos roxos presos em um rabo de cavalo, segurado por uma presilha rosa-escura em forma de borboleta. Ela usava uma saia plissada rosa escura cuja a bainha era feita de metal, com uma blusa de mangas longas que deixava seus ombros a mostra e terminavam em luvas rosa escuro sem dedos. Também usava um sobretudo branco sem mangas com bordado rosa que chegava até seus tornozelos. Sua meia calça era rosa escuro com bolas brancas e botas brancas com cadarços rosas que iam até seu tornozelo.

— Naomi-chan?

— Olá, Hinata-chan. — Naomi sorriu. — Eu vim te salvar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.