Psycology
1 Capítulo 1- Just Dance
Eu bebi um pouco demais,
Todas as pessoas começam a requebrar
Numa dança louca, não acho minha bebida nem homem
Onde estão minhas chaves eu perdi meu celular
Logo que cheguei na faculdade, fui surpreendida pro um garoto. Ele tinha cabelos na altura no ombro, repartidos ao meio, louros. Ele usava uma camisa e calças jeans. Era como o vocalista do Nickelback com um rosto diferente.
—Olá caloura!- Ele disse, encostando suas mãos nas minhas- Meu nome é Alejandro.
—Oi!-Eu disse, rindo um pouco da forma esquisita como ele falava.- Sou Isís.
—Uma deusa, como o nome- Disse, rindo.- Escuta, vai ter uma festa para os calouros desse semestre. Vai ser legal pra você arranjar alguns amigos.
Após isso, sem nem mesmo um pedido, ele me entregou um pequeno folheto. Nele haviam muitas coisas, como por exemplo o endereço da festa. Na hora, não pensei que eu realmente fosse ir nesse local.
No dia da festa, ouvi as garotas do meu quarto falando sobre a festa. Eram calouras também, assim como eu. Me chamaram para ir, e eu, num ato de loucura, fui.
Nos primeiros segundos da festa, me perdi das garotas. Nos próximos, procurei loucamente por Alejandro, mas foi inútil. Desistindo dessa ideia idiota, fui me servir de alguns drinques. Nada demais, não é? Apenas um ou dois drinques não me fariam mal.
O que eu não sabia era que eu não tinha controle. Não bebi apenas um ou dois drinques. Eu bebi um pouco demais, enquanto olhava as pessoas dançarem.
Ainda procurando por Alejandro, fui dançar um pouco. Não me lembrava mais aonde estava meu copo. Pensei tê-lo visto, mas o perdi. Pus as mãos em meus bolsos, aonde estavam minhas chaves e meu celular. Longe, eu não podia acreditar que haviam sumido.
O que está acontecendo na pista?
Eu adoro essa música, mas não consigo mais enxergar
Direito
Fique na boa, qual o nome dessa boate?
Eu não me lembro mas está tudo bem, tu-tudo bem
Eu não via mais muita coisa em volta de mim. Apenas borrões de pessoas. A música alta me embalava, apesar de meus olhos não funcionarem como deveriam. Eu dançava muito, quando um garoto chegou ao meu lado e pôs sua mão em meu ombro. Tomei um susto tão grande, que cheguei a dar um pequeno grito.
—Fique na boa!- Ele disse, rindo- Qual o nome dessa boate?
Fiquei em silêncio tentando lembrar. Eu havia lido umas cinco vezes no folheto que Alejandro me dera dias antes, mas agora parecia apenas uma memória borrada. Eu dei uma risadinha para disfarçar, mas ele notou que eu também não sabia.
—Você não lembra? Tudo bem, tudo bem- Ele disse, batendo a mão em minhas costas- Sou Nicolas.
—Meu nome é Isís- Disse, rindo um pouco junto á ele.- Eu acho que bebi um pouco demais.
—Normal. Apenas aprenda a se controlar e tudo ficará bem. Vamos dançar?
Apenas dance, vai ficar tudo bem (Da da da)
Apenas dance, gire este disco querido (da-da-doot)
Enquanto dançávamos, senti meu estômago revirar um pouco. E eu só conseguia pensar em: “apenas dance, vai ficar tudo bem”. Eu seguia o pensamento. Dançava, dançava e dançava.
A música parecia não sair do lugar para mim. Queria que o disco girasse e a música continuasse.
Queria poder calar minha boca de playboy (oh oh oh)
Como eu virei minha blusa do avesso? (do avesso)
Controle veneno, bem, dizem que rosas têm espinhos
E todos vamos ficar cansados esta noite (oh oh oh oh)
Eu havia dito muitas besteiras aquela noite. Meu único desejo era calar a boca, mas parecia que eu não conseguia. Nicolas apenas ria de cada palavra que eu dizia, como se eu fosse a pessoa mais engraçada do mundo. Fomos até fora da boate onde demos uns amassos. Dos quais para ser sincera, não me lembro de nada.
Apenas me lembro de precisar fazer xixi e ele me levar até o banheiro feminino, aonde vi, pelo espelho empoeirado, que minha blusa estava do avesso. Não faço ideia de como aquilo foi acontecer. Usei o banheiro enquanto eu colocava a blusa do lado certo.
Quando saí, Nicolas estava na porta, me esperando, paradinho.
—Ainda não conhece meus amigos, não é? Vou te apresentar para eles.
—Claro, vamos.- Eu disse, sentindo o efeito da bebida passar pouco a pouco.
Eu teria apenas um dia para descansar antes do próximo dia de aula, eu estaria acabada.
—Ei gente, essa é a Isís.
—E aí, sou o Noah, e aquela ali é a Pâmela.- O amigo dele disse, gritando por conta do som alto.
Depois de serem feitas as apresentações, fomos dançar. Pâmela parecia um doce, mas tinha um veneno incrível com homens. Eu queria ser como ela, mas nunca conseguiria. Noah era um cara legal, apesar de sua aparência ameaçadora.
Com o efeito da bebida passando, notei que estava ficando cansada. Noah e Pâmela também pareciam sonolentos, enquanto Nicolas ria de nós.
Ele nos levou até o carro e fomos parar no apartamento dos três.
Eu apenas dormi. Não me lembro de mais nada.
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