Psychotic Girl

4 Capítulo IV - Bem vindo


Notas iniciais
Olá, boa noite (ou melhor, boa madrugada). Tem alguém aí? Provavelmente não = Eu sei que demorei, mas apenas agora consegui postar um novo capítulo, e ele está aí. OBS: To assistindo Apenas Um Show e eu não entendo porque o desenho tem esse nome =
Agradecimentos: Muito obrigada por terem lido e comentado a fic Hufflepuff Pride, Panda Killer e nycole. Obrigada por ter favoritado a fic bellaemo9.
Espero que gostem, boa leitura.

Sophie afastou os vestidos e viu no fundo do guarda roupa seu nome escrito com sangue. Apavorada, recuou alguns passos para trás até esbarrar em algo. Ela sabia que não deveria virar-se, mas mesmo assim ela arriscou e se deparou com seu assassino.

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A mente de Sophie estava um caos, o sangue gelou nas veias no momento em que o coração quase parara. Assustada, finalmente havia encontrado seu assassino e acreditava que seria sua morte. Queria gritar, mas não encontrava sua voz para isso. O corpo de Sophie foi reagindo aos poucos, até que conseguisse mover suas pernas para fugir. Célere, a garota correu até a porta e saiu do quarto, ao se aproximar das escadas tropeçou e rolou escada abaixo. Com o corpo dolorido, ela esforçou-se para levantar e cambaleou até a porta da sala quando sentiu algo agarrando seu pulso. A ponto de gritar, sua boca foi coberta.

— Shhh. — murmurou o assassino.

Sophie sentia vontade de chorar, mas não queria, pois desejava morrer com o mínimo de dignidade — sempre fora muito orgulhosa e acreditava que chorar diante de outras pessoas era algo humilhante. "Doce menininha, está com medo? Então chore!" disse uma voz em sua mente. "C-Cale-se! Não estou com medo, e... Eu não irei chorar!" respondeu mentalmente a sua própria consciência. Os olhos de Sophie arderam em lágrimas, para afastar o choro, a garota piscou diversas vezes, obtendo sucesso. "Você vai morrer, esse é o seu fim, doce menininha..." debochou a voz. "Eu não vou morrer! Irei sair ilesa dessa, posso pensar em algo." respondeu a garota. "Tola..." provocou a voz. "Cale-se! Se digo que conseguirei é porque tenho certeza de meu sucesso, e... Por que estou discutindo com você? Você é apenas minha consciência! Não preciso que fique me pressionando!" gritou para sua própria consciência. Sophie olhou ao redor e avistou uma vassoura próxima a porta. Sophie mordeu com força a mão do assassino sobre sua boca, sua mão começou a sangrar e por reflexo ele soltou Sophie. Sophie rapidamente pegou a vassoura e acertou a cabeça do assassino, este por sua vez ficou tonto por alguns breves segundos, esses breves segundos foram suficientes para que a garota o derrubasse no chão. Sophie começou a ver toda aquela situação com outros olhos, agora não considerava aquilo assustador, mas sim divertido. Ela sentia uma queimação pelo seu corpo, seu cérebro liberava uma grande quantidade de adrenalina, tanto que diante daquela situação, ela se considerava superior ao assassino e acreditava poder vencê-lo. Sophie abriu um largo e sádico sorriso, o brilho e vida de seus olhos desapareceram. Ela usou a ponta do cabo da vassoura para cutucar com força o estômago do assassino caído ao chão.

— Ora, ora, ora. Você não é tão forte quanto imaginei. — provocou com um tom de sadismo na voz.

— Estou apenas sendo cavalheiro. — o assassino riu.

Sophie estranhou sua reação e se aborreceu por ele não ter se sentido ameaçado ou implorado por sua vida, como ela havia imaginado. O assassino puxou a vassoura, tomando-a das mãos de Sophie e levantou-se rapidamente, apenas para amedrontar a garota, o assassino partiu a vassoura ao meio.

— Merda... Eu não esperava por isso. — resmungou Sophie.

— Achou mesmo que poderia me derrotar? — perguntou irônico.

— Sim, eu achei. — respondeu Sophie — Você vai me matar ou não?

Ele riu.

— Não brinque comigo, idiota! Apenas me mate logo, nada desses seus "joguinhos"! — ela quase gritou.

— Você é surpreendente, mesmo estando diante do maior assassino do mundo, não perde a pose. — debochou.

Sophie revirou os olhos.

— Mas eu não vim para te matar. — falou o assassino.

— O que?! — perguntou incrédula.

— Não vim para te matar, isso foi apenas porque eu estava entediado e queria lhe assustar. — repetiu.

— Então veio fazer o que? — perguntou.

— Ora, quanta falta de consideração! — reclamou irônico — Depois de quatro anos eu volto para cumprir aquela maldita e você esquece?

— Esquecer de que?! Eu não te conheço, você tem problemas, meu caro! — contrariou.

— Ah, não não. Eu sou um Serial Killer e não tenho nenhum problema psicológico, sou completamente normal. — zombou.

— Dane-se. — Sophie revirou os olhos — Eu não estou entendendo nada, dá pra explicar direito?! Vá logo ao ponto, droga!

— Você não se lembra mesmo, Sophie? — perguntou.

— Me lembrar de quê?! — perguntou confusa — E como sabe o meu nome?

— Incrível é você não se lembrar do meu nome. — resmungou.

— Hmm... Ahn... J-Jim... Jack... — Sophie tentava se recordar do nome do assassino — Jefferson?

— Jeffrey. — corrigiu — De preferencia, Jeff.

— Certo. — deu de ombros — Vai se explicar ou não?

— Vamos fazer assim, vou dar umas dicas e assim veremos se sua memória retorna. — sugeriu.

— Por quê? — perguntou Sophie.

— Porque é mais divertido assim, e também, é muita coisa. — Jeff deu de ombros — Estou com preguiça de ter que explicar tudo.

— Certo. — Sophie concordou.

— Edwin Gale. Louis Collie, Karolina Collie, Andy Collie e Charles Collie. Michael Johnson, Victória Johnson e Robert Turner. Kennedy Simpson e Rachel Simpson. Anthony Dawson, Nicole Mansen e Alfred. — citou — Algum desses nomes lhe é familiar?

Sophie abriu a boca pronta para responder "não" quando os nomes passaram a lhe soarem familiares.

— Talvez, um pouco. — respondeu — O que tem essas pessoas?

— Você as matou. — respondeu Jeff.

Sophie não pôde acreditar no que havia acabado de ouvir. Ficou surpresa e um tanto assustada com isso, apesar de sua estranha e bravia reação ao estar diante de alguém tão perigoso, não acreditava ser capaz de ferir algum inocente.

— I-Impossível... Do que está falando? — disse incrédula — O que acabou de dizer não tem fundamento algum!

— Sim, tem sim. Você apenas não se recorda, mas matou cada uma dessas pessoas e exatamente na ordem em que as citei. — insistiu.

— Nunca! Tenho uma boa memória, e mesmo que não tivesse, eu não esqueceria algo como isso! Não sou capaz de matar pessoas! — gritou.

Jeff riu.

— Você quem pensa, e apesar de não parecer, você é igual a mim. — falou.

— Eu não sou como você, não sou um monstro. — contrariou.

— Sim, você é um monstro assim como eu. Quando é colocada a prova, se torna outra pessoa. Agressiva, violenta, você mesma acabou de demonstrar isso, Sophie. — justificou — É uma pena que seus pais tenham interferido você seria uma perfeita máquina de matar.

— Não, nunca! — gritou.

— Sim, sim! — insistiu.

— Cale-se! — ordenou Sophie.

— Mutilação, violência, tortura, gritos agonizados, sangue... Isso não lhe soa familiar, Sophie? — perguntou — Vamos lá! Eu sei que você se lembra, estou perdendo a paciência!

As estranhas imagens que tem atormentado Sophie voltaram a sua mente. A garota de cabelos negros cujo rosto é oculto, essa mesma garota com um sorriso sádico estampado em seus lábios, um garoto com o sorriso psicótico e o olhar frio, sangue para todo lado, tripas espalhadas, imagens de pessoas sofrendo, gritos agonizados e apavorados. A cabeça de Sophie começou a doer como toda vez em que tentava se lembrar de sua infância, parecia que estava prestes a explodir. Sophie começou a gritar e se contorcer enquanto todas as memórias retornavam nítidas a sua mente. Sophie usou suas mãos para esconder seu rosto e se acalmou, Jeff ficou a encarando, aguardando por alguma reação.

Com o rosto ainda coberto, Sophie foi até as escadas e as subiu, indo até seu quarto. Jeff a acompanhou e a observou se aproximando da janela.

— O que está fazendo? — perguntou Jeff.

Sophie deixou a mostra seu sorriso sádico e psicótico e começou a rir, até que retirou as mãos do rosto, deixando-o totalmente a mostra.

— Ora, o que pensa que estou fazendo? — disse num tom rouco e maquiavélico — Não, melhor... O que você está fazendo? Não planeja ficar parado aí, pretende? — Jeff se surpreendeu, não era bem a reação que esperava da garota — Matar, matar, meu caro! Quem será a vítima desta noite?

Jeff sorriu e foi até a janela. Os dois então passaram para o telhado e pularam para o quintal dos fundos. Sophie voltou...

Notas finais
Muito obrigada pela presença, obrigada por ter lido e espero que tenha gostado. Não se esqueça de deixar reviews expressando sua opinião sobre a fic e o capítulo. Até o próximo capítulo, beijos!