Psychosocial
22 Epílogo
Notas iniciais
Lara Vic
AllyJordison13
Hanna_21
Little Monster13
Se eu pudesse juro que daria um prêmio para todas vocês. Me acompanharam desde o inicio de todo esse trama. HAHAA
Muito obrigada pela fidelidade até o fim. ♥
E as que apareceram pra ficar também...
Bia dias
Fanficscarla que quando pode sempre comenta.
Bruna, A leitora fantasma que decidiu aparecer *ooo* Nunca vou me esquecer disso kk
Julia
Enfim! A minha memória não presta x.x kk
Eu agradeço lá do fundo da minha alma todas vocês, inclusive os gasparzinhos, ok? u.u
Não tenho rancor de nenhum de voces seus lindos *-*
Ah mais uma coisinha! KK
Isso aqui ta ficando enorme masquesefoda, eu quero nesses reviews a sinceridade pura de vocês! Críticas, opniões!
É O FIM e eu quero saber o que acharam do final. haha
OK respira garota.
Parei de falar.!
Vamos de ultimo!
Epílogo.
Prelude 3.0 — Slipknot
Agachei-me em frente ao seu corpo caído horizontalmente ao chão. Os cabelos que lhe cobriam a face foram afastados por mim. Sua boca carnuda não era mais coberta por seu gloss de menta, e sim pelo seu próprio sangue — onde estes se espalhavam lentamente por todo o meu chão. Seus olhos negros ainda abertos e marejados por lágrimas que haviam sido condenadas há muito tempo, tinha encontrado o mesmo tom que a morte. Escuros, frios. Tão frios quanto ela era. Apesar de tudo, seus olhos grandes e sedutoramente desenhados esboçavam uma mortalidade que já lhe existia. Emily era morta, tão morta quanto estava agora.
Larguei a espada em qualquer canto daquela sala de jantar e me sentei em algum dos primeiros degraus de minha escada, arrancando de dentro do meu bolço um maço de cigarros. Acendi um rapidamente tragando aquela fumaça que tanto me acalmava, a fumaça que ela tanto venerava... Mas que não tinha um pingo de conhecimento que isso era uma coisa que também tínhamos em comum.
Aquele fim de semana tinha sido uma porta, porta para uma perfeita tragédia. Ela tinha sido enganada facilmente pela minha obsessão inexistente... Havia se entregado a mim tão bem pelos seus desejos carnais incontroláveis. E no final tudo havia saído como eu planejava... Como planejei desde o momento que fomos apresentados. Havia a conduzido muito bem para meu paradeiro, a manipulado perfeitamente até meus braços. Ela os queria apesar da gritaria em sua cabeça, tão problemática como muitas outras. No final das contas, ela mesmo havia se matado; Havia abandonado seus instintos para dar início a um jogo de sedução, aquele que não fazia tanto efeito em mim como fazia nela. Não havia demorado muito para que eu percebesse que sua alma não era tão vibrante assim.
Escutei o interfone ser tocado e me despertei daquele transe, me assustando bruscamente. Ainda eram oito horas da manhã de um domingo... Analisei-me por breves instantes, vendo-me numa situação deplorável. Subi as escadas rapidamente, indo parar no banheiro na mesma velocidade. Lavei meu nariz onde sangue já seco o deixara horrível. Com um pedaço qualquer de roupa suja que estava jogada por ali, limpei aqueles cortes em minha barriga. Vestindo uma camiseta perfeitamente limpa, passei pela sala oval — esta destruída agora — e fechei a porta. O interfone havia parado de tocar lá embaixo, e em questão de minutos depois do feito, batidas eram escutadas na porta.
Minha pulsação saltou descontrolada e violentamente, assim como minha respiração pesou toneladas. Limpei os pingos de suor que desciam indesejavelmente de minha testa e abri apenas uma parte da porta — cobrindo-a com meu corpo, então.
- Senhor Taylor?
- Sim.
- Sou Adam Campbell, policia do estado de Nova York, tem um tempo para conversarmos?
O gelo tomando conta de cada espaço da minha corrente sanguínea foi tão perceptível quando a minha voz ao responder:
- Na verdade... Na verdade não tenho, senhor. Desculpe-me a grosseria, mas tenho passagens compradas para Los Angeles e não posso perder o vôo. É uma viagem de negócios, deve me entender.
- Perfeitamente. Mas não vou tomar muito do seu tempo, senhor Taylor. Apenas quero falar sobre Emily Divisio, aliás, ela está presente?
- Porque estaria?
- Porque segundo fontes vocês estão noivos e moram juntos.
- Seja quem for que te disse isso, senhor, com todo respeito, está totalmente equivocada. Nós rompemos há muito tempo!
- Não creio que esteja. Quem me disse é John Kellerman, íntimo da senhorita Divisio. Muito pouco provável que esteja mentindo, ainda mais para autoridades.
- Pois eu acho que saberia se tivesse uma noiva! — tentei inutilmente manter o controle, mas aquilo não serviu muito ao meu favor. Naquele momento minhas pernas já estavam prestes a vacilar, assim como minhas mãos trêmulas não conseguiam parar. — Mas me despertou curiosidade, porque procuram por ela? — continuei, tentando recuperar o ar.
- Ela está sendo acusada de homicídio.
- Como é?
- Sim, senhor. Michael Hudson foi encontrado morto em seu apartamento ontem pelas três da tarde, estrangulado. Ela foi vista saindo de lá na noite de Sexta-feira, por volta das 23h00.
- Eu namorei uma assassina?! — fingi incredulidade, sorrindo sarcástico.
- O que é isso em sua barriga? Você está sangrando? — perguntou-me apontando para minha camisa. Pequenos pontos vermelhos haviam se formado na camiseta clara que eu vestia. Os cortes. — Senhor Taylor, peço que abra agora a porta pra mim.
- Estou sain...
- Se não abrir a porta, levarei isso como desacato a autoridade e terei eu mesmo que o fazer. Um minuto.
Eu não sabia nomear aquela sensação de estar me sentindo como um fracassado pela primeira vez na vida. Derrotado, completamente. Ao contrário do que costumam dizer, eu não vi nenhuma retrospectiva de minha vida passar a tona por minha cabeça. Mesmo que eu não esteja morrendo, minha vida acabara ali, naquele instante em que aquele jovem policial adentrou minha casa, vendo a famosa escritora Emily Divisio morta no chão da minha sala de jantar. Depois foi como se tudo tivesse em câmera lenta, distante de meus olhos, do meu eu. Um pedido urgente de reforços foi pedido por ele através de um rádio assim que senti meus braços serem puxados violentamente para o trás, sentindo meus pulsos serem presos por algemas.
Agora acabou, eu era o único outra vez.
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