Psychosocial
21 Capítulo 20
Notas iniciais
Vai ser difícil dizer adeus ao Corey gostosão e a Emily Fucking Divisio... e me despedir dessas leitoras lindas e maravilhosas que estiveram do meu lado desde o inicio... Até mesmo aquelas que mesmo não estando desde o começo, começaram acompanhar fielmente a minha fanfic ♥
Vocês não fazem nem o mínimo de idéia do como isso é gratificante e EMOCIONANTE.
Não vou falar muito bláblá não... Sei que é chato DDDDDDD:
Darei meus demais agradecimentos no EPÍLOGO que postarei logo após este capítulo!
ENTÃÃÃO até daqui a pouco T_T
Capítulo 20
Eu me mantinha inquieta naquela cama. Minha cabeça estava atormentada, atormentada como jamais a vira. A cada vez que eu via sua costas se elevarem no ritmo frenético de sua respiração, meus olhos se fechavam num pedido mudo para que ela finalmente se mantivesse quieta. Eu havia me entregado mais uma vez aquele homem nu ao meu lado, e naquela altura eu estava prestes a dar um tiro na minha própria cabeça. Ele me prenderia mais a ele, me sufocanto ainda mais com sua obsessão. Havia reconstituido sua pose superior. Ele havia me manipulado muito bem através de beijos e velas... Eu não tinha mais nada a perder.
Levantei-me da cama sentindo o choque do chão frio em contato com meu pé quente. Procurando minhas roupas por aquele cômodo propositalmente bagunçado, coloquei primeiramente minhas calças, com toda a cautela possível. Não facilitaria nada se ele acordasse nesse momento, este que finalmente eu havia tomado uma decisão que prestasse. Comparada a outra de ter aceitado a ir num acampamento, era sim a melhor que eu havia tomado desde então.
Fui para "meu quarto", colocando todas as minhas roupas para fora do guarda-roupa, o mais rápido e silenciosamente possível. As duas malas grandes que estavam enterradas debaixo da cama esperavam por aquilo desde a primeira vez que me deixei ser levada por chantagens.
– O que está fazendo? — escutei então sua voz quebrar o silêncio tão zelado por mim. Ele se manteve em frente à porta aberta, com o cenho franzido enquanto encarava uma das minhas malas já abarrotada de roupas. — O que você está fazendo, Emily? — perguntou com a voz mais firme.
– Eu vou embora, Corey.
– O quê?
– Isso mesmo que você escutou. — afirmei, deixando as coisas de lado para encará-lo. Seus braços estavam inertes de cada lado do seu corpo vestido apenas com um samba-canção. Seus olhos estavam abertos, secos, sem piscarem. Seu cenho franzido havia dado lugar para uma de suas sobrancelhas arquearem. Ele deu poucos passos a frente, molhando os lábios.
– Então é assim? Isso não fazia parte do plano, Emily. — ele começou calmamente. — O plano de estratégias para seus joguinhos idiotas, não é mesmo? O que aconteceu, enjoou do jogador? — ele continuou firme, fazendo-me involuntariamente engolir em seco cada palavra emitida.
– Você não está mais em si, Corey.
– Eu nunca estive completamente em mim. — sorriu torto. — E eu sei que você não é exatamente como deveria ser, Emily Divisio.
– Eu sei quem sou, Taylor.
– Não, você não sabe. — afirmou enquanto automaticamente meus pés deram passos largos pra trás. — Na verdade, são poucos aqueles que sabem quem realmente são, sabia Emi? Esse mundo... violento nos obriga a se perder um pouco da realidade. As pessoas nos fazem perder o caminho.
– Eu só quero ir embora, Corey. Muitas coisas poderiam ser resolvidas para ambos os lados.
– Ah é? E o que, por exemplo?
– Acho que isso já está claro há muito tempo.
– E você acha isso o suficiente? Decida, você vive comigo...- continuou se aproximando ainda mais de mim — Ou desista de qualquer chance de você ser livre, Emily.
– Você sempre soube que isso não teria um fim dos melhores. Essas paredes ao nosso redor se desmoronaram há muito tempo! Basta você se conformar, Corey. Eu nunca fui sua... e nunca serei. Engula essa tua obsessão, e também engula a minha doença. Eu nunca vou te amar! — as minhas palavras cuspidas foram o suficiente para arrancar o pouco de paciência que Corey ainda conservava. Minhas malas haviam sido arremessadas para longe, assim como todas as minhas vestes. Na mesma velocidade e no mesmo vapor de toda sua raiva, ele se aproximou de mim, agarrando meus braços violentamente.
– Assim como eu sempre soube que não teria um bom fim, você também sabia que eu poderia te machucar no final, não é mesmo Emily? — me ameaçou indiretamente, apertando meus braços ainda mais dentro de suas enormes mãos. — Você se esqueceu de quem eu sou, Emily. Passou o tempo inteiro preocupada com esses seus joguinhos fúteis e carnais que acabou se esquecendo da parte que realmente interessava. Sabia que os distúrbios de personalidade são incorrigíveis? É claro que me obcecar por você não estava nos planos, mas aconteceu infelizmente... Por causa desse seu jeito tão perigoso... E delicioso. — completou enfiando suas narinas nas curva de meu pescoço, enquanto sentia o perfume ainda existente ali e em meus cabelos.
– Você é doente!
– Como você, querida.
Ignorando o medo que eu estava sentindo, dei um chute em sua parte sensível e sai correndo dali, me trancando na primeira sala que vi: a sala oval. Não demorou muito para que eu escutasse os murros na porta de madeira esculpida a metros de distancia a minha frente. Corey gritava descontrolado, totalmente domado por fúria e ódio... Por mais que os fossem quase a mesma coisa, juntos me causavam um tremor que eu jamais vira antes. Peguei o vaso de vidro que estava em cima do piano e o posicionei em minhas mãos, pronta para qualquer coisa que viesse a seguir.
E como se fosse um choque relativamente dos grandes, minhas pernas literalmente tremeram ao ver a porta ser arrombada, e finalmente aberta pelo homem que veio a passos largos na minha direção com o punho fechado. Instintivamente joguei o vaso contra seu corpo, qual estilhaçou sobre o tronco do mesmo, destacando-o em leves cortes onde gotas de sangue já começaram a escorrer.
– Sua vagabunda! — gritou, passando a mãos por seus ferimentos. Aproveitando sua distração sai correndo mais uma vez, mas sendo agarrada violentamente pelos cabelos.
– Você se acha esperta o bastante, né Emily? Se acha a dono do mundo, a invencível! Quer saber, vou te contar um segredo. Aqueles que me faziam sentir admiração... Os grandes psicopatas, ameaças na humanidade já morreram há tempos! Você é só uma amadora, Emily. Imatura e problemática! — ele puxou ainda mais meu cabelo, me jogando no chão em seguida — onde eu cai violentamente de joelhos.
– Vai para o inferno, Corey! — gritei, já sentindo lágrimas escorrerem descontroladamente, assim como o som distinto de choro saiu por minha garganta.
– Você não se sente viva, não é? Agora vou te mostrar o quanto está! — ele me pegou pelos cabelos mais uma vez, me levantando. Agarrando meu braço em seguida, me fez descer as escadas rapidamente. Eu me debatia o máximo que conseguia, amaldiçoando por não ter alguém perto. Ninguém me escutava, ninguém me via, e eu estava perto do meu fim.
Quando chegamos à sala, Corey me jogou no sofá.
– É realmente um disperdício ter que te matar, Emily. Mas ao mesmo tempo acho que é um favor que eu te faço. — começou a falar num tom distinto do que usara anteriormente. Meus olhos ardiam e minha garganta doía... e sua boca se retorcia num sorriso de satisfação.
Avistei de relance a lareira, onde as espadas ficavam penduradas. Era a minha única e ultima chance. Peguei uma garrafa de uísque na mesa ao lado do sofáe quebrei em sua cabeça. Desconcertado, Corey caiu ao chão, e com pouco tempo para tentar me defender da fera que já tentava se levantar, sai correndo. Mas senti suas mãos agarrarem meu tornozelo. Perdi o eqüilibrio, caindo de esquiva, porém não perdi a distorção de sua visão e lhe acertei um ponta pé no nariz — este que começou sangrar instantaneamente. Escutei seu grito estridente soar como eco pela casa toda, mas não deixei que aquilo me intimidasse, no entanto.
Apanhei uma das espadas presas ali com um pouco de dificuldade. Corey por sua vez, se levantou segurando o nariz que escorria sangue — estes que destacavam incrivelmente sobre sua pele branca.
– O que pensa que vai fazer, Emily? Que vai me matar com essa espada? — perguntou rindo sarcasticamente.
Respirei fundo e corri até ele com o objeto esquematizado para perfurar sua barriga. Mas nada do que eu temia foi feito. Ele conseguiu segurar o objeto longo e extremamente afiado entre suas mãos com facilidade. Com toda a minha força eu afundava o mesmo que lhe cortava as mãos, mas que não era solto. Meus pés escorregaram pelo tapete fino que cobria uma parte do piso em que nos encontrávamos — o que me fez perder um pouco de foco. Meu grito estridente, derrotado escapou quando vi que Corey conseguia virar a espada em minha direção — com muito sucesso. O objeto não fora para o destino estabelecido por mim, e sim para o do seu novo domador. Corey obviamente mais forte que eu conseguira virar a espada completamente para o meu lado, e como se minhas forças tivessem sido roubadas e minhas esperanças tivessem sido brutalmente queimadas por aquele sujeito... Senti o objeto me atravessar. Cai de joelhos no chão, com todos os sentidos falhos. Em minha boca um gosto de sangue me fazia sentir nojo. Logo o líquido não demorou muito para enchê-la , e conseqüentemente transbordar.
A pulsação já me faltava e a visão falhando aos poucos, assim como minha respiração. O sedutor estava ali em minha frente, apenas assistindo através de suas tempestades azuladas minha morte. Distúrbios de personalidades incorrígiveis, por mais que os desejos falem mais alto. Tinhamos sido completamente iguais o tempo todo. Traiçoeiros, tão perigosos quanto veneno de cobra. Eu queria poder escrever... Seria uma boa história.
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