Psychosocial

19 Capítulo 18


Notas iniciais
Gente, to triste. T_T
Meus reviews caíram mais do que a metade, o que aconteceu?
Não me abandonem justo na reta final, por favor. D:
antipenultimo capítulo sendo postado...
Depois teremos o penultimo e o ultimo.
Bonus = Epilogo.
Fim ):
Espero que comentem agora. :/

Capítulo 18

Vi Andy abrir o portão automaticamente, como sempre. Eu estava um dia adiantada, o que rendeu olhares confusos do porteiro. Ainda era para eu estar hospedada num hotel em NY.

Tirei uma pequena mala do banco de trás, e abri a porta da mansão. Tudo estava silencioso, como esperado — era domingo e os empregados tinham folga. Me surpreendi ao ver pelo chão, garrafas vazias de vinho. Arqueei as sobrancelhas, seguindo o rastro de bagunça mais adiante, quais me levaram até o andar de cima.

Abri a porta do quarto de Corey lentamente, me deparando com ele e sua grande amiga sobre a cama, apenas com um lençol fino cobrindo seus corpos seminus.

Ainda com a garrafa vazia em minhas mãos, a quebrei no batente logo ao meu lado, os fazendo acordar num impulso com o som estridente do vidro se estilhaçando.

– Emily?! O que está fazendo aqui!? — perguntou se levantando, procurando por sua calça jeans jogada ao chão. Lindsey se levantou apenas com suas roupas íntimas, procurando pelo restante de suas peças desesperadamente.

– Está surpreso, querido? — perguntei enquanto me sentava numa poltrona existente naquele enorme quarto. A mulher quase chorava, assim como Corey andava de um lado pro outro, com as mãos na cabeça.

– Emily, me desculpa! Eu realmente sinto mui... — fiz sinal para que ela se calasse, e a moça engoliu suas palavras no mesmo instante, saindo correndo do quarto com seus sapatos nas mãos.

– Emily...

– Cala a merda da boca, Corey. Está atrapalhando meu raciocínio...

– Eu pensei que você só chegaria amanhã...

Peguei um cigarro do bolso de meu blazer justo e o enfiei na boca, acendendo-o rapidamente. Suspirei fundo ao dar a primeira tragada, sentindo o estresse se espalhar por meu corpo.

– Só por isto resolveu transar com sua melhor amiga?

– Ela não é minha melhor amiga. Emi...Olha não me culpa, okay?! Você nem chega mais perto de mim!

– Mas sou eu quem usa um anel de noivado na porra do dedo, Taylor! — me exaltei, levantando-me da poltrona e apontando meu dedo indicador para sua face. — Porque me chantageou a fazer tudo isso contra a minha vontade, sendo que estava transando com a mulher que ia organizar o casamento? Poderia ter me poupado dessa merda toda!

– Eu não estou transando com ela, Emily! Foi só um deslize meu...

– Me poupe desses seus hôrmonios em fúria, Corey. — falei em tom de deboche. Sai do quarto com ele em meu encalço, sentindo suas mãos agarrarem meus braços. — Não me toca, você me dá nojo!

– Emily, me escuta, por favor!

– Eu não quero ouvir sua vergonha, Taylor.- falei mais séria dessa vez, o vendo cerrar os olhos. O mesmo, segundos depois, me puxou contra si, deixando-me imóvel em seus braços. Seus lábios acertaram os meus com força, enfiando sua língua dentro da minha boca sem que eu permitisse. Ambas travaram rapidamente uma guerra entre si, eu tentava ao máximo me livrar da sua, mas ela explorava minha boca com vontade, insistente.

– É disso que eu sinto falta, Emily. Eu sinto falta do seu corpo! Da pra entender? — disse ofegante, com os lábios avermelhados. — Eu quero ele conectado com o meu perfeitamente como antes. Eu quero sua doença, Emily! É só você. Não é uma vadia qualquer que irá me satisfazer desse modo.

Suas mãos dessa vez agarraram minha nuca, acariciando toda aquela parte delicadamente, sem deixar de ser preciso ao mesmo tempo. As vi se dirigirem ao meu blazer, onde este escorregou pelos meus membros. Sua boca foi elevada ao meu pescoço, precisa em seus beijos carinhosos e desejosos, o que me rendeu um calafrio involuntário por toda a minha espinha.

– Está vendo, está sentindo Emily? Seu corpo estremecido com os meus toques. Você também me quer, mas é orgulhosa demais, não é? Não deixe que seus instintos matem seus desejos, Emi. Eu sei perfeitamente quem você é.

Suas mãos agarraram minha cintura em instantes rapidos. Em apenas um movimento ágil ele me ergueu, me encaixando em seu quadril. Ele me beijava com velocidade, assim como minhas mãos automaticamente foram parar espalmadas em seus pescoço, sentindo sua pulsação alterada.

Ele caminhou comigo em seu colo até meu quarto, onde me deitou cuidadosamente na cama, com uma de suas mãos dirigidas ao meu seio. Ele o apertou delicadamente, me fazendo sentir pontos de excitação por toda extenção de minha corrente sanguínea. Meu corpo o queria, mas minha consciência ia ficando cada vez mais pesada com cada toque recebido. E todo aquele hôrmonio explodindo não era o suficiente para que me entregasse a ele. Eu sabia exatamente o que ele estava tentando fazer, e me agradeci mentalmente por finalmente ter escutado a voz da minha razão, ao invés daquele diabo carregado de luxúria atormentando o outro lado do meu racional.

Ele estava me manipulando, era isso que fazíamos quando desejávamos as pessoas. Era isso que ele queria , ele queria que eu desejasse nossos corpos embromados, suados mais uma vez. E por mais que toda aquela maça masculina me desse pensamentos alternativos enquanto o que era certo, eu não iria ceder. Eu não podia me esquecer mais uma vez de quem realmente era; Não podia simplesmente ignorar meu distúrbio.

– Para, Corey! — falei cortando o beijo excitante pela metade.

–Ah, nem vem Emily! Eu sei que você também quer.

– Sai de cima de mim! — mandei, o empurrando para o lado e vendo- o deitar lá com as mãos cobrindo o rosto.

– Emily... Acho que já falei o suficiente pra você parar com tudo isso!

– O suficiente pra você, Corey. — me levantei indo para o banheiro levemente congelado pela brisa forte que entrava pela janela esquecida aberta. Senti sua mão me virar pra si mais uma vez, me encurralando contra a parede fria.

– Eu não quero ser rejeitado por você, Emily. — disse com aquelas íris intensas vidradas nas minhas — essas nem tanto assim.

Aproximei-me, deixando nossos rostos a milímetros de distancia, sentindo seu hálito que já tinha sido dos melhores invadir minhas narinas.

– Então me faça te querer de novo, Corey. — desafiei, sem deixar de prestar atenção em sua boca, qual não demorou muito para se entortar num sorriso malicioso.