Psycho-Pass 2: O reencontro
7 Complexos
Notas iniciais
Togane caminhava ansiosamente pelos corredores da SIC, estava indo visitar a Chefe Kansei, queria ouvir quais eram suas verdadeiras intenções ao colocar aquele homem na divisão 1. Ele havia pesquisado, Kougami Shinya, o executor que fugiu após assassinar o suposto responsável pelas ondas de crimes que ocorreram à quase dois anos atrás.Togane estava furioso, não queria de forma alguma alguém além dele, perto de Akane e suspeitava que esse intruso tomaria seu lugar. Ao chegar na sala, foi recebido por Kansei,como sempre sua indiferença era notável, e ela já sabia o problema que o trazia ali, mesmo assim perguntou:
–O que veio fazer aqui tão cedo Togane shikõkkan? — perguntou, como sempre à formalidade estava presente também, pois embora fosse a mãe de Togane, Togane Misako não existia mas, agora pertencia a Sibyl como um membro.
–Porque a senhora devolveu o antigo posto de executor a Kougami Shinya? Ele vai atrapalhar meus planos! — perguntou Togane, demonstrando sua insatisfação e irritação no tom de voz, batendo o punho fechado com força na mesa.
–Kougami Shinya, é um excelente detetive, mesmo que tenha cometido erros no passado,por isso não deveria deixá-lo preso. Além disso, creio que a inspetora Tsunemori não vá conseguir terminar o caso antes de se tornar uma criminosa latente. Ela já está obcecada. Dei à ela dois dias de folga, mas tenho certeza de que virá trabalhar, e ela é a única inspetora capaz de encerrar o caso de Kamui Kirito, por isso Kougami Shinya vai ajudá-la a manter a integridade de seu coeficiente criminal. — explicou calmamente.
–Não me interessa!Como poderei saborear o prazer de executá-la, quando finalmente ficar suja, com esse cão ocupando meu lugar e a ajudando?! — argumentou Togane furioso.
–Esse é o plano. — falou Kansei deixando a frase pairando no ar, enquanto Togane à encarava sem entender.Deixe ele ajudar a pobre inspetora, já que ela o considera um subordinado especial. Assim que ele matar Kamui, porque sei que não a deixará fazer o trabalho sujo, você terá permissão para executar os dois. — concluiu Kansei, mas ainda não havia convencido Togane.
–E como ela ficará suja se ele matar Kamui? Precisamos que ela o mate! — Togane falou alto, ainda insatisfeito e cada vez mais furioso de pensar em Kougami o substituindo.
–Se Kougami shikõkkan matar Kamui, ela se sentirá culpada, primeiro porque se não parar Kamui à tempo muitas pessoas morrerão e depois a visão do homem que ela tentou proteger, matando novamente sem que ela possa impedi-lo, são razões suficientes para Tsunemori ficar com o coeficiente sujo. — explicou mais uma vez, mas agora percebeu que Togane começava a entender e a ficar calmo.
–Esse homem é tão importante para ela, que pode até deixá-la com o coeficiente escuro? — indagou, sua fúria estava sendo substituída pela curiosidade.
–Tsunemori Akane é uma otimista! Ela confia em qualquer um que tente proteger alguém e seu apreço por ele é grande, digamos que ela o admira muito. Tudo o que devemos fazer é deixar a culpa corroê-la até perder o controle. — exclamou Kansei com sarcasmo.
–Está bem. — Togane finalmente concordou.
–Então ele é o cãozinho de estimação dela?! — indagou em tom sarcástico também.
–Pode se dizer que além de admirá-lo, ela o vê como um parceiro e não como um subordinado. — respondeu ela.
–Entendo. Isso torna as coisas mais interessantes. — falou Togane com um sorriso maldoso. Pediu licença e se foi, sua manhã estava sendo ótima, claro o momento em que recebeu a mensagem de Shion sobre o novo cãozinho o deixou muito irritado, mas fora isso, estava perfeita, caminhou pelo corredor com seu enorme sorriso, que durou até a porta da sala da divisão 1.
Lá estava Shimotsuki falando alto, como sempre, com Sho, desta vez o acusando de ter chegado atrasado e outras coisas, ela vivia intimando Hinakawa e Ginoza. Porém quando viu Togane chegando encerrou o assunto e entrou, deixando Sho encabulado ainda gaguejando a resposta que não teve tempo de falar. Dentro da sala mais reclamações, Ginoza estava conversando com Yayoi, por isso não deu atenção à ela quando falou, isso à deixou mais irritada, porém na maioria das vezes, quem a deixava sempre irritada e de mal humor era Akane, que tinha avisado sobre um possível atraso, de novo.
–Ginoza-san, Yayoi-san parem de perder tempo e vamos ao trabalho. Somos uma divisão de investigação criminal e temos um caso muito complicado para resolver! — falou Mika fazendo pose de superior na frente de ambos, e recebeu em troca o olhar compreensivo de Ginoza e a indiferença de Yayoi, que se levantou e foi para seu lugar.
–Togane shikõkan e Hinakawa shikõkan vamos começar. — ordenou Shimotsuki se sentando, observando os demais, enquanto Sho e Togane entravam e a divisão 1 iniciava seu expediente.
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Akane teve uma péssima noite, pois passou esta pensando sobre as atitudes de Kamui e a chegada de Kougami. Ela não sabia como lidar com ele, afinal passou quase dois anos sem vê-lo, isso os deixou distantes e queria que fosse tudo como antes, mas sabia que ambos não eram mais os mesmos e teriam que aprender a conviver novamente. Quando finalmente amanheceu estava com muito sono e olheiras, porém se levantou e foi para o banho, mesmo cansada e recebendo conselhos para deixar o trabalho de lado por alguns dias, não resistiu. Agora caminhava apressadamente em direção ao laboratório de Saiga-sensei, queria muito conversar com ele, quando seu comunicador vibrou pela terceira vez, era Simotsuki, provavelmente ia lhe dar outro sermão pelo atraso.
–Senpai à onde você está? Estamos cheios de trabalhos e relatórios para cumprir, sabia! — Shimotsuki despejou sua reclamação assim que Akane a atendeu.
–Desculpe, eu preciso de alguns arquivos de Saiga-sensei sobre os interrogatórios que têm realizado.... — tentou explicar, mas foi interrompida por Shimotsuki.
–Que seja! Precisamos do seu relatório também....ãh e Karanomori-san me pediu para avisá-la que aquele novo shikõkkan quer conversar com você. Isso é tudo. — Shimotsuki encerrou a conversa, deixando uma Akane irritada. Ela odiava o jeito que Shimotsuki agia as vezes e as grosserias que cometia.
Induzida pelas reclamações de Mika, Akane apenas conversou rapidamente com Saiga, pegou os relatórios e seguiu para a sala da divisão, sabia o que enfrentaria.
–Finalmente senpai! Achei que passaria amanhã inteira com Saiga Jouji! — Shimotsuki reiniciou as provocações, assim que Akane entrou na sala.
–Encontraram mais alguma pista, ou algum sinal de novas ações do Kamui pela cidade?? — Akane perguntou se dirigindo para Ginoza e Yayoi, ignorando completamente a resmungona.
–Nenhum sinal deles ainda! E não me ignore, alguém tem que reclamar sobre suas ações! Não está levando seu trabalho à sério, eu não entendo como a chefe pode deixar a divisão 1 sob sua supervisão! — respondeu Shimotsuki, interrompendo a conversa, se sentando na cadeira de braços cruzados.
–Shimotsuki-san os relatórios importantes que me falou, já os levou para Karanomori-san?? — perguntou Akane sorrindo ao se virar para Shimotsuki. Ela não iria perder tempo com alguém infantil como Mika.
–N-não....eu estava esperando o seu relatório senpai... — respondeu guaguejando ao perceber que todos os presentes a encaravam.
–Então não se preocupe eu os levarei agora mesmo. — falou Akane pegando a pasta que Saiga havia lhe entregado e indo em direção à porta, passando por Simotsuki sem olhá-la. Mas senpai você acabou de chegar, não venha com desculpas para sair novamente.... — tentou reclamar, se levantou.
–Fui eu quem atrasou os relatórios, o mínimo que posso fazer é entregá-los pessoalmente para Karanomori-san, enquanto isso o comando de tudo com você. — Akane encerrou a conversa e saiu.
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Kougami estava se sentindo preso e entediado, das outras vezes que havia sido confinado à enfermaria tinham lhe trazido livros, ou melhor, Akane lhe trouxe algumas vezes, e mesmo quando não trazia nada pelo menos vinha visitá-lo, agora nem ela queria vê-lo, talvez não o tivesse perdoado pelo que fez, talvez nunca o perdoaria, pensava assim e também estava quase louco de vontade de fumar um cigarro. De repente a porta se abriu e Akane entrou, parecia abatida, apresentava sinais de quem não teve uma boa noite de sono.
–Yo inspetora, veio me visitar como nos velhos tempos? — perguntou como sempre o tom sarcástico estava presente, desde o reencontro.
–Será que podemos conversar um pouco? — Akane perguntou depois de acenar com a mão em resposta a pergunta de Kougami.
–Não me diga que a Chefe resolveu retirar a proposta? — perguntou ele, agora sério.
–Não. A proposta é oficial. O que quero saber é o que pensa sobre esse novo caso. — respondeu enquanto se sentava em uma cadeira ao lado da cama.
–Sobre esse tal Kamui? Não posso opinar, não sei nada importante sobre o ocorrido, apenas sei que fui envolvido nele para atrair você, era isso que sempre ouvi enquanto fiquei preso naquele esgoto. — explicou.
–Por isso mesmo eu trouxe isso, quero que leia como seu primeiro material para relatório. — respondeu entregando três pastas para ele, ficando apenas com duas.
–São arquivos com todas as informações do caso? — perguntou Kougami abrindo uma das pastas.
–Sim. Como vai passar mais alguns dias aqui, pensei em deixá-lo sabendo de tudo, assim pode nos ajudar a prever as ações dele ou encontrar algo que deixamos passar. — explicou Akane. Kougami começou a ler, enquanto sentia o olhar de Akane o penetrando.
–WC? — balbuciou ele depois de alguns minutos de leitura. Já descobriram o significado disso não é? — indagou interessado enquanto passava os olhos pelas páginas novamente.
–Sim. "WC?" Significa "What Color?" todos os criminosos ajudados por Kamui questionaram sua cor, antes de serem executados. — Akane respondeu.
–Entendo. Foi você quem fez estes formulários com todas as pistas e informações do caso?? — Kougami perguntou parando de ler e a encarando.
–Eu tive a ideia, mas foi Saiga-sensei quem os montou. — confessou ela, com um pequeno sorriso.
–Então Kamui induz as pessoas a se rebelarem contra Sibyl, como Makishima? — perguntou voltando à se concentrar na leitura.
–Sim, mas o que o diferencia de Makishima, é que ele sempre limpa a matiz das pessoas, e as ajuda. Não sabemos seu objetivo verdadeiro, mas Saiga-sensei acredita que Kamui quer perguntar sua cor a Sibyl. Nós descobrimos que ele passou por um procedimento médico, como parte de um experimento, alguns dos detalhes que conseguimos estão nos arquivos, e isso é que o torna irreconhecível pelos scanners cinéticos como um fantasma. Infelizmente o único que podia nos fornecer mais informações, foi executado dentro da própria SIC, após ficar detido. — explicou enquanto mostrava as informações em outra pasta.
–Executado, quer dizer por uma Dominator? — perguntou surpreso.
–Não sabemos, mas as provas indicam que sim. — respondeu Akane se levantando e indo em direção à mesa do outro lado da sala.
–Interessante, este caso é como um grande labirinto. Uma pessoa que não pode ser reconhecida por scanners cinéticos,assassinatos dentro da própria SIC...Eu vou ajudá-la, mas preciso de uma coisa... — falou Kougami pensativo.
–O quê? — perguntou Akane enquanto vestia o casaco, que havia deixado sobre a mesinha e pegando os arquivos restantes.
–Uns maços de cigarro. Eu pedi para Shion, mas ela disse que não tinha permissão para me dar. Pode fazer algo quanto à isso inspetora? — ele precisava de um cigarro urgentemente.
Akane suspirou, retirando um maço do bolso do casaco. Com muito esforço, já que também queria fumar um, entregou o à Kougami, ignorou a expressão de questionamento que o mesmo fez, pediu licença e saiu. Com os relatórios que pegou de Shimotsuki em mãos, foi ao laboratório de Shion. Ao chegar a encontrou retocando as unhas.
–Akane-chan o que faz por aqui? — perguntou enquanto fixava sua atenção em não borrar a unha do dedo indicador.
–Trouxe os relatórios da divisão 1, junto com o de Saiga-sensei. — respondeu Akane, colocando os arquivos sobre a mesa.
–Não eu quis dizer aqui na SIC? — Shion falou depois de assoprar as unhas. Soube que recebeu dois dias de folga da chefe, está com tanta saudade do Shinya-kun que não pôde deixar de vim vê-lo não é?! — Shion falou sarcasticamente provocando Akane.
–Eu não conseguiria ficar em casa sabendo que Kamui está à solta, e depois temos que deixar o Kougami-san a par de toda a investigação. — explicou Akane, mas percebeu que não convenceu Shion que assoprou as unhas novamente, com um risinho.
–Claro, claro, eu compreendo. E precisava dar como presente de recuperação um maço de cigarro? Agindo como má influência! — Shion soltou uma risada alta ao digitar no computador e colocar na tela o momento em que ela deu o "presente", Akane enrubesceu.
–Como inspetora tenho que manter a integridade dos meus colegas, e sei que o cigarro ajuda o Kougami-san a se concentrar. Além disso, ele acabaria conseguindo com outra pessoa! — tentou justificar sua ação, mas seu rosto vermelho a denunciava.
–Ok, eu acredito em você, mas Shinya-kun é um homem e tanto, e seria normal se tivesse uma quedinha por ele! Vamos admita que seu coração está batendo forte por ele, eu prometo que não conto pra ninguém! — Shion provocou um pouco mais.
–Kougami-san e eu.....não existe nada assim entre mim e ele! Somos colegas de trabalho nada mais. — Akane tentou encerrar o assunto, mas Shion ficava soltando risinhos mal contidos a deixando vermelha.
–Está bem, eu vou fingir que acreditei, mas pelos suas olheiras diria que passou a noite pensando nele não é?! — concluiu fechando o esmalte e pegando o cigarro aceso que a esperava encima da mesa. Akane não respondeu, apenas suspirou e abriu um sorriso.
–Obrigada Karanomori-san. Eu precisava me distrair um pouco... — falou finalmente se abrindo com Shion.
–Eu sei, Mika-san, Kamui, e agora Kougami, eu não queria ser você neste momento, mas se precisar de uns conselhos com relação ao Shinya, pode me procurar eu tenho uns ótimos! — provocou uma última vez, antes de Akane ruborizar novamente e sair da sala.
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Shimotsuki estava sentada sozinha com seu suco e encarava o nada. Seu expediente havia terminado, mas não queria ir embora, apenas ficou sentada ali encarando o nada, de repente foi trazida a realidade novamente por Ginoza, ele a estava perseguindo frequentemente depois daquela última conversa que tiveram.
–Posso me sentar com você inspetora? — Ginoza perguntou educadamente.
–Se quiser, eu já estava indo mesmo... — Shimotsuki respondeu rispidamente pegando sua bolsa e fez menção em levantar.
–Está fugindo de mim Shimotsuki-san? — perguntou sério a encarando, ele ainda não tinha se sentado.
–Não, e é inspetora Shimotsuki! Não se esqueça que sou sua superior! — respondeu irritada e se levantando.
–Posso lhe dar um conselho?! — Ginoza aumentou o tom de voz, estava tentando se controlar, não aguentava mais a infantilidade dela.
–Porque eu iria querer conselhos de um inspetor que foi rebaixado a shikõkkan?! Se fosse tão bom, não estaria trabalhando sob meu comando! — Shimotsuki também aumentou o tom.
–Fui rebaixado porque era como você, não ouvia ninguém e agia como um tolo!! — Ginoza não se conteve. Shimotsuki não respondeu apenas o fitou, pegou sua bolsa e saiu, estava com muita raiva.
Toda vez que se encontravam a conversa acabava dessa forma. Ela não queria saber se ele teve problemas, se estava naquela situação agora, era porque tinha cometido um erro e consequentemente estava pagando. Mesmo se sentindo mal em deixá-lo lá depois de tudo o que disse, Mika foi embora. Ginoza se sentou, ela o havia deixado falando sozinho de novo, tinha vontade de pegá-la pelos ombros e sacudi-la até que consiga compreender que está errada, mas não faria isso.
De repente Yayoi apareceu e o tocou no ombro, tirando o seu mundo de raiva, ela viu toda a discussão e sentia pena dele por ser tão insistente com Mika.
–Kunizuka, você viu tudo não é?! — perguntou desanimado.
–Sim. Só não entendo porque insiste em ajudá-la se ela não aceita. Talvez, devesse deixar o mundo ensiná-la. — Kunizuka sentiu raiva de Shimotsuki. Ela não sabia o que Gino havia passado, era só uma garota mimada e idiota que nunca perdeu ninguém importante além de uma amiga.
–Talvez, mas como alguém experiente eu tenho que tentar não é?! — falou se levantando.
–Yayoi apenas assentiu e Gino se despediu dela. Estava realmente cansado de tentar ajudar Mika e depois dessa última conversa decidiu ignorá-la completamente, talvez Kunizuka tivesse razão. Talvez ela pertença ao grupo dos idiotas e tolos como eu, que precisam viver a experiência para aprender, pensou enquanto caminhava pela SIC entediado. Encontrou Aoyanagi no corredor, ela seguia com pressa acompanhada de seus dois companheiros.
–Aoynagi-san vai à uma emergência? — perguntou Ginoza preocupado.
–Sim, estou com um pouco de pressa. Shion acabou de nos avisar que a Dominator de Shisui foi ativada e estamos seguindo para lá, quando eu voltar conversamos. — respondeu ela apressadamente.
–Está bem, tome cuidado! — aconselhou Gino, ela era sua companheira desde de sempre e não queria que nada de ruim acontecesse.
–Eu sempre tomo! — respondeu com um sorriso ao passar por ele. E ele continuou sua caminhada pelo corredor quando passado alguns minutos seu comunicador vibrou, era Akane.
–Ginoza-san venha imediatamente ao térreo, vamos acompanhar a divisão dois. — avisou.
–Ok. — respondeu já virando meia-volta e caminhando apressadamente na direção que Aoyanagi seguiu. No caminho encontrou Sho e ambos seguiram juntos até a garagem, onde Akane os esperava junto dos demais. Togane, Shimotsuki e Yayoi estavam de folga naquele turno, mas não seriam necessários, já que a divisão dois contava com três shikõkkan's. Com todos presentes seguiram para local, onde agora já haviam sido detectadas 5 Dominators.
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–Tudo pronto Shisui-san! — anunciou um homem alto de cabelos negros que estava ao lado de duas motos e um enorme caminhão.
–Ok, vamos indo! — Shisui ordenou pegando a última Dominator restante. Senpai hoje terei o prazer de fazê-la entender como funcionará o novo mundo de Kamui, e se recusar a cooperar infelizmente, não terá espaço nem utilidade para nós. — pensou alto enquanto observava a arma em suas mãos. Kamui disse à ela que deveria se livrar das correntes que a prendiam, para que ficasse pudesse ser livre e ficar limpa, e ela estava disposta à tudo para que isso acontecesse, mesmo que precisasse matar. Porém, antes que continuasse à refletir sobre a missão que estava prestes a cumprir, subiu em uma moto e partiu rumo ao local combinado.
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