Psycho-Pass 2: O reencontro

1 Capítulo 1 : A armadilha parte 1


Notas iniciais
Esse foi o primeiro capitulo. Pensei em pegar o final da primeira temporada e um pouco da segunda, juntas pra criar um final mais "feliz" ou mais utópico, por assim dizer, só que com muita ação e tortura no estilo que todo o fã de Psycho-Pass gosta.

Depois de matar Makishima e ficar com seu livro, Kougami ficou sem rumo, apenas apreciando a filosofia daquele livro. Porém já fazia algum tempo que ouvia rumores sobre novos crimes que vem ocorrendo dentro do sistema Sybil. Não que ele se importasse com o sistema, mas existem pessoas que ele conviveu e não conseguiu romper certos laços, e ja que estava tão entediado a ponto de querer desesperadamente alguns momentos de ação. Decidiu investigar até onde pudesse e quem sabe conseguisse uma vida mais digna, salvando alguns desesperados, e compensando os que ele matou enquanto era um peão de Sybil, para que algum dia ao reencontrar a mulher atrapalhada que o fez se sentir humano de novo, conseguir ao menos encará-la. Com esse pensamento começou a juntar seu novo material de pesquisa e pela primeira vez depois do daquele dia, ele se sentiu vivo novamente.

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Akane ouviu o despertador e seu holo veio acordá-la:

__ Bom dia! Hoje é segunda -feira, 23 de outubro. Sua matiz está azul-céu, divirta-se. Você deve levar remédios anti psycho-hazard, detectado nas áreas próximas a SIC.

Por mais que quisesse continuar á dormir tinha trabalho, um dia cheio de pessoas problemáticas e sua nova colega não era muito animadora, vivia para criticar seu modo de agir com os coatores e apesar de conviverem a mais de um ano, ela ainda não havia se acostumado. E agora que tinha novos parceiros e o novo caso intitulado "Kamui: o fantasma de Sybil", as coisas nunca tinham sido piores, além de desconfiarem seriamente de sua sanidade. Não tinha outro jeito. Levantou-se e como de costume foi tomar seu banho. Depois de tomar o café da manhã e se vestir leu a carta que Kougami deixou antes de partir.

Ler essa carta tornara-se como um ritual, ela lia e isso a fazia relembrar os velhos tempos, os antigos companheiros, dando coragem e renovando sua determinação de fazer justiça. Com a coragem e a determinação renovadas se despediu de seu único companheiro Candy e foi rumo a Torre de Segurança Pública.

Quando estava se aproximando da avenida principal percebeu que estava impedida devido a um acidente. Dois carros colidiram, depois que uma mulher teve um ataque de pânico e entrou na contramão. O motorista que sofreu a batida havia morrido, e a mulher que estava em pânico fora dopada para que pudessem levá-la a terapia. As pessoas estavam tendo crises de pânico frequentemente, a culpa era dos últimos acontecimentos com drones assassinos e homens bombas. O sistema Sybil estava sendo atacado de todos os ângulos. Akane refletia arduamente como uma fiel do sistema sobre essa situação.

E o dia de Akane estava só começando. Ao chegar foi recebida com questionamentos.

— Está atrasada Tsunemori-senpai! Achei que faltaria... — disse a garota super irritada.

— Desculpe tive alguns imprevistos e..... — Akane começou a justificar.

— Sei, suas desculpas não me interessam, mas sim à sua falta de profissionalismo. Desde que entrei pra SIC você age de uma forma nada profissional com os Coatores e não usa a lógica correta para realizar seu trabalho. Sem falar que está ficando obcecada por algo que não pode ser comprovado... — falou Mika com uma expressão de superioridade.

— Falta de profissionalismo você diz? — Interrompeu Akane.

— Ficar criticando os métodos dos colegas de trabalho, fingindo ser melhor do que os outros e dizendo que seus métodos estão sempre corretos, isso sim é falta de profissionalismo e já que você é tão profissional pode cuidar de tudo enquanto vou investigar uma pista nova do caso Kamui.....

E antes que Mika pudesse pensar em responder Akane saiu pisando duro, o queixo levantado e olhar fulminando qualquer um que ousasse encará-la.Todos ficaram de boca aberta, Ginoza ficou preocupado e pensando. Se Akane chegou ao ponto de se irritar com a inspetora Shimotsuki é porque deve estar se sentindo sobre muita pressão. Porém, antes que pudesse terminar seu pensamento, foi literalmente agredido pelo olhar da "novata" inspetora que o encarava de uma forma grosseira e inquisitiva.

Akane estava tão pensativa sobre o caso, ela tinha pistas, provas, mas não conseguia achar uma forma de ligar os fatos e solucioná-lo, então ao ouvir os questionamentos de Mika-san ficou com muita raiva. Será que é tão difícil para ela entender que Akane só esta tentando evitar carnificina?

Sentou-se em um lugar onde pudesse se concentrar, pegou seu cigarro e seus pensamentos voltaram a Kougami, ela começou a relembrar como ele juntava as peças e montava o quebra cabeça. Para ele toda charada se tornava fácil, a realidade do momento, fez com que sentisse vergonha de si mesma por desistir tão fácil, "Kougami não desistiria, ele nunca desistiu quando enfrentou Makishima", esse pensamento fez ela se sentir melhor, mas durou segundos, pois Shion a chamou, já que ela estava em lugar no térreo do prédio fora do sistema de comunicação geral de empregados.

— Akane-chan?! Você acaba de receber uma ordem de investigação nos arredores da maior estação de esgoto da cidade. Suspeita-se que um homem tenha feito 3 pessoas como refém...Você realmente é sortuda einh!? – disse Shion com uma voz zombeteira.

— Entendido, já estou me dirigindo para o local. – Disse Akane suspirando.

— Levarei a Inspetora Shimotsuki, o coator Tougane e Yayoi. Os outros coatores irão se dirigir com a Inspetora da divisão 2, menos o Hinakawa que ficará com você, caso apareça alguns Holos! — falava Akane enquanto andava com pressa pelos corredores.

— A divisão 2 não poderá ir ajudá-los, eles receberam ordens para irem a uma emergência de Psycho-hazard no distrito de Shyoi. Você e a sua coleguinha terão de ir sozinhas, mas pode levar o Ginoza-kun e o Tougane-san com vocês, eu ficarei bem com Yayoi e o Hinakawa-kun ok?! — disse Shion toda sorridente.

— Entendido. Irei agora, mas precisarei do apoio de vocês porque as câmaras da central de esgoto são confusas demais.

— Certo Akane-chan! — respondeu Shion toda contente encarando o rapaz tímido e Yaoi.

Logo que Akane saiu, lembrou-se da última vez que esteve correndo por algo parecido com um esgoto, sua amiga foi morta e sua vida se transformou. Não que ela estivesse com medo, mas saber que teria de ir à um lugar que trazia tantas lembranças e sentimentos que Akane enterrou no fundo de sua alma, para que ficasse tão corajosa, era doloroso demais, tanto que chegou encolher no seu assento, chamando a atenção de Shimotsuki que a xingava e torcia mentalmente para que cada vez mais seu Coeficiente criminal ficasse sujo(o que realmente nao estava acontecendo).

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Sentiu frio, estava em um lugar úmido que cheirava a esgoto, mofo e algo mais que ele não sabia dizer. Sentiu a dor de seus ferimentos e a dor de ficar amarrado com as mãos para trás, e logo percebeu que tinha cortes pelo corpo e hematomas e talvez algumas fraturas.

Sua visão estava embaçada e pelo pouco que conseguia ver parecia estar em uma espécie de sala, fechada, mal iluminada. Reconheceu aquele lugar, era uma parte subterrânea como aquele complexo, onde Makishima havia matado a amiga de Akane, porém ao que parece aquela era a parte da câmara que se ligava a estação de esgoto da cidade. Um terminal bem longe da cidade, onde ninguém suspeitaria. "Que ironia do destino" — pensou ele. No mesmo lugar só que em uma situação onde não tinha quem salvar ou porque salvar, ele era a única presa ali. Era o que ele pensava quando ouviu a voz do seu sequestrador que apareceu com um sorriso psicótico ao notar o alivio de seu bichinho.

—Que ingênuo! Você acha que eu trouxe apenas um coelhinho pra essa toca?! Kamui me instruiu a trazer pelo menos mais 3 bichinhos! Hahaha, aqueles idiotas da Segurança Publica estarão aqui em breve..hahahahahahaha.

—Terei o prazer de matar todos eles e os nossos amiguinhos aqui — E o homem apontou para a parede esquerda, no escuro Kougami conseguiu ver mais 3 corpos amarrados e caídos, provavelmente estavam inconscientes. Kougami decidiu descobrir mais, já que o homem havia dito 3 reféns e ele notou que estava sobrando.

— Você disse 3 presas?! então trouxe uma a mais pra brincar sozinho? — perguntou retribuindo o sorriso psicótico do outro.

— Você é uma presa especial, para uma inspetora especial. — respondeu o homem, e começou a rir como se fosse uma piada.

— O QUE VOCÊ DISSE SEU MALDITO??? COMO SABE SOBRE A INSPETORA?? -perguntou Kougami, agora furioso.

— Parece que vocês dois se conheceram á algum tempo atrás e o mestre quer saber se ao ver você morrer, o Coeficiente Criminal dela fica um pouquinho mais escuro!!!

Ao terminar a frase o homem gargalhava, seus olhos brilhando com o prazer de ver que essa frase tinha afetado seu brinquedinho.

Kougami furioso começou a se debater na cadeira. Não queria ver ela sofrer e se tornar como ele, não depois de ir embora. Esperava nunca mais ter que vê-la sofrer, ainda mais por uma morte inútil como a dele. Foi quando sentiu uma pancada na cabeça e algo quente escorrendo de algum lugar acima de sua sobrancelha esquerda, tudo nublou e de repente ficou negro, silencioso....

Notas finais
Bom e agora?! Espero que gostem, perdoem alguns errinhos e eu particularmente espero que seja um incentivo a vocês se divertirem e soltarem a imaginação. Aguardo muitíssimo os comentários.