Psycho Love
2 Am I a witch?
Notas iniciais
Definitivamente, hoje foi o pior dia pra mim começar a trabalhar no projeto do mini shopping, tive que ir até o terreno pra analisar a direção do sol pra saber como que pegaria mais claridade, ver se o terreno era bom e tal… Mas o sol tinha que sair JUSTO hoje, não foi o meu dia de sorte. Agora, estou voltando para o meu novo apartamento, completamente bagunçado por causa da mudança, com a legging preta e a camiseta branca grudando no meu corpo.
Tomei banho e resolvi sair pra comer, já que como eu tinha acabado de me mudar a bagunça dominava o apartamento. Coloquei uma saia preta de cintura alta, uma regata branca e joguei uma jaqueta preta por cima, calcei meus coturnos e sai rumo ao Mystic Grill assim que peguei minha bolsa.
Depois de pedir batata frita e coca, percebi como é chato e tedioso comer sozinha, num lugar lotado de gente conversando. Peguei meu celular e comecei a procurar alguém que eu pudesse conversar. Já fazia uma semana que eu estava aqui e as únicas pessoas que eu conheci foram os homens do meu serviço, eles vão ser minha equipe. Bufei, que droga, quem diria em Angeline,que um dia você se enfiaria numa cidade chata, entediante, chuvosa (não que eu não goste de frio e chuva) e que não faria nenhuma amizade, só por causa do pagamento.
Palmas pra mim, assim que terminar esse serviço vou cair fora daqui o mais rápido possível. O garçom trouxe meu pedido, sorri para ele e voltei minha atenção nas batatas. Assim que terminei de comer, localizei uma mesa de sinuca, com alguns homens jogando, sorri, finalmente alguma coisa interessante. E olha que eles não eram nada feios.
Me levantei e fui até a mesa, sorrindo.
–Tudo bem se eu jogar com vocês? -eles me olharam, um deles sorriu cínico
–Se a princesinha souber jogar, então tudo bem -disse o do sorriso cínico
–Na verdade, -falei — é minha primeira vez… Então, que tal se fizessemos uma aposta? -perguntei olhando para o deus grego a minha frente, sim, ele realmente parecia um deus, com os olhos azuis brilhando, e esse corpo então, corpo que infelizmente estava todo coberto por suas roupas, ele e seu amigo riram
–E o que você gostaria de apostar? -perguntou seu amigo, aparentemente mais velho que ele
–Quem perder, -pesei -paga cinco rodadas whisky -disse e pisquei para o amigo do deus grego
–Você tem idade pra beber? -perguntou o amigo, argh, porque todo mundo pergunta isso?
–Sim, eu tenho sim idade pra beber, minha idade não interessa -revirei os olhos
–Okay, princesinha, então me diga, qual o nome da senhorita sou maior de idade e posso beber -falou o deus grego, okay, chamar os dois assim está ridículo, sorry, mas ainda não sei o nome deles
–Angeline, pode me chamar de Angel se quiser, por mim, tanto faz
–Tudo bem, Angeline -disse o amigo -Meu nome é Alaric -sorriu -Mas pode me chamar de Ric, e esse aqui -apontou com a cabeça -è o Damon
–Okay, apresentações feitas, vamos jogar -abri um sorriso digno do gato da Alice
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Encaçapei minha última bola, enquanto ainda restavam duas para cada um deles, sorri vitoriosa.
–Você disse que nunca tinha jogado antes -falou Damon, incrédulo, sorri
–Ops, eu menti -soltei uma risada, Ric riu e balançou a cabeça negativamente
–Tudo bem, acho que te devemos cinco rodadas de whisky -disse Ric, sorrindo amigavelmente
Largamos os tacos na mesa e fomos para o bar do “Mystic Grill”, cá entre nós, que bosta de nome é esse? Ric pediu uma rodada de whisky pra nós três.
–Então Angeline, nunca te vi por aqui antes, você é nova na cidade? -Ric perguntou
–Aham, me mudei há uma semana, eu era de NY, então consegui um trabalho aqui e resolvi vir pra cá -dei de ombros -De qualquer jeito, assim que eu terminar tudo aqui e receber meu dinheiro, vou embora
–Não gostou da cidade? -Damon perguntou, sendo um tanto sarcástico, suspirei
–Pra quem está acostumada com Nova York, isso aqui é o inferno -bufei -Sem ofensas
–Não ofendeu -Ric falou e sorriu
A conversa começou a fluir entre nós três e com certeza, nós ultrapassamos a faixa de cinco rodadas. quando estava começando a me alterar Ric precisou ir embora, de acordo com o que disse, tinha um encontro com a namorada, nos despedimos e ele se foi, continuei minha conversa com Damon.
–Então, agora você está apaixonado por sua ex, que sofreu um acidente e está sem memórias?!
–Exatamente, e agora eu não faço idéia do que eu possa fazer pra ela recuperá-las -suspirou e passou a mão pelo cabelo, reparei em seu anel, foi como se minha cabeça fizesse um ‘clic’
–Anel de família? -perguntei apontando o anel em seu dedo, ele assentiu
–Sabe como é, depois de só restar você e seu irmão na família, você meio que se apega a essas coisas -franzi o cenho, sim, ele é um vampiro, e eu não faço idéia do porque ainda não me atacou, ou porque está sendo gentil comigo, o clima ficou tenso
–Bom -me levantei -Tenho que ir andando, meu apartamento não é muito perto
–Tudo bem, então…
–Até outro dia Damon -sorri colocando minha parte em cima do balcão e saindo do Mystic Grill
Assim que sai, o vento bateu forte contra minha pele, me fazendo arrepiar e agradecer mentalmente por ter levado a jaqueta. A coloquei e fui andando calmamente pelas ruas, percebi uma coisa que não tinha percebido antes, o clima de Mystic Falls a noite é sombrio, como se falasse que algo de ruim fosse acontecer comigo. Balancei a cabeça tentando tirar esses pensamentos da minha mente.
Afinal, porque Damon não tentara me atacar, matar ou algo do tipo? Então, as peças se encaixaram, vampiros gostam da caçada, da adrenalina. Parei no meio da rua, ele não viria atrás de mim não é? Bom, mesmo que viesse, não conseguiria me atacar, afinal, eu sou uma bruxa.
Voltei a andar, sim, uma bruxa, descobri quando era pequena, tinha mais ou menos uns 5 anos quando descobri, minha mãe nem meu pai são, mas minha avó, por parte de pai era, e, de algum jeito, eu fui a única da família, depois da minha vó, que recebi os poderes. Depois que descobri fui treinando, com a ajuda dos meus pais, minha vó morreu quando meu pai ainda era novo, então não teria como ela me treinar, as vezes as coisas fugiam do controle, como da vez que coloquei fogo na casa da minha tia… Minha mãe disse, que dos um até os três anos, eu ficava a maior parte do tempo com uma amiga dela, Josette, mas ela teve que ir embora e elas nunca mais se encontraram. Eu nasci no Brasil, mas nos mudamos pra Portland, em Oregon pouco depois que eu nasci, meu pai tinha conseguido um emprego bom.
Quase chegando no prédio, comecei a sentir uma sensação estranha, de que tinha alguém me observando, acabei por relevar e entrei no prédio. Assim que deitei, cai no sono.
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