Notas iniciais
Eu tô com o coração apertadinho postando esse epílogo, vocês não fazem ideia. Psycho Killer representou muita coisa para mim, chegar ao final me dá uma enorme vontade de chorar. Editado em 09.02.18 - A continuação dessa história, Psycho Girl foi deletada, pois eu não tinha mais condições de escrever para ela. Agora com vocês, o fim de Psycho Killer, boa leitura!

Epílogo

A garota andava despreocupadamente pela rua, uma música que poderia muito bem ser a trilha sonora de uma balada saia por seus fones de ouvido. Ela sorriu para um grupo de garotos que estavam reunidos na parte de trás de um bar, usando todos os tipos de drogas possíveis.

Retirando o fone de ouvido foi até eles, fazendo com que todos ficassem divididos entre olhar para suas pernas fora da saia, ou para seu generoso decote. Mordeu o lábio, girando o fone de ouvido despretensiosamente em sua mão.

— Boa noite, meninos. — Piscou para eles, ainda mordiscando o próprio lado.

— Ei gatinha, o que faz por aqui sozinha? — Um deles segurou na cintura da garota, chegando mais perto dela.

— O que estão usando? — ela perguntou, passando a mão pelo peito do garoto próximo a si.

— Temos de tudo, vai querer comprar o que?

— Ou quem sabe ela está se vendendo, Steven. — Outro garoto zombou, fazendo todos ali rirem. — Qual seu preço, vadia?

Ele não durou muito tempo depois daquilo, um segundo depois sua cabeça já tinha sido arrancada e ele estava morto. Renesmee suspirou, vendo todos os outros caírem no chão sem seus sentidos.

— Por que você sempre tem que interromper minha encenação, Volturi? — perguntou a Alec, que já tomava o sangue do garoto sem cabeça, enquanto os outros rastejavam no chão, tentando voltar ao normal, obviamente sem sucesso.

— Ele a chamou de vadia — Alec defendeu-se, parando de se alimentar. — Ninguém chama minha garota de vadia na minha frente.

— Tecnicamente ele não estava na sua frente e, não sou sua garota, é um título possessivo demais. — Renesmee pisou sobre o pescoço do cara que antes estava a agarrando. — Esse aqui tem um cheiro delicioso, vai querer?

— Não, divirta-se, ainda há mais três que eu posso cuidar. — Alec partiu para o próximo, Renesmee se alimentou de dois assim como ele, então dividiram o último. Cuidaram dos corpos rapidamente e, voltaram a caminhar pelas ruas de Londres com ela ouvindo música em seus fones, sentindo a mão de Alec enlaçar sua cintura, um sorriso verdadeiro brotou em seu rosto ao senti-lo ali ao seu lado.

***

A cidade já estava completamente enfeitada para o dia dos namorados, que aconteceria no dia seguinte, quando Renesmee e Alec chegaram a Volterra naquela manhã do dia treze de fevereiro. As portas do castelo foram imediatamente abertas para os dois, ninguém ousaria deixar os seus lideres do lado de fora.

— Vocês disseram que chegariam ontem! — Jane foi a primeira a ir falar com eles, entregando o manto de cada um.

— Londres estava muito atrativa, irmã. — Alec se defendeu, vestindo seu manto enquanto Renesmee vestia o seu.

— Minha família já chegou? — Renesmee perguntou a Jane.

— Não — Jane respondeu. — Mas Alice ligou avisando que tiveram de fazer uma escala em New York, estarão aqui a tempo para a festa.

— Excelente.

— Lucy e Harry?

— Sim, já chegaram — Jane respondeu o irmão, seguindo com ele e Renesmee para a sala dos tronos. — Só não estão no castelo nesse exato momento, saíram para caçar.

Renesmee foi a primeira a entrar no salão dos tronos, deparando-se com a garota de olhos azuis sentada no seu lugar. Olhou curiosa para a menina, que estava distraída mexendo em seu celular.

— Querida?

A menina por fim a olhou, abrindo um enorme sorriso.

— Ora, ora, vejam só quem estava ocupando a liderança em nossa ausência — Alec falou. — Quantas pessoas mandou matar enquanto estávamos fora? — perguntou a filha, que trocou um olhar cúmplice com Jane.

— Algumas — respondeu maliciosamente. — Como foi em Londres? — perguntou aos pais.

— Maravilhoso como Londres sempre é — Renesmee dirigiu-se ao trono. — Agora caia fora, você levaria o mundo sobrenatural ao colapso se fosse a governante. — Melissa riu, deixando o trono da mãe, que imediatamente se sentou ali.

Ela tinha os mesmos olhos azuis de Charlotte, mas os cabelos eram escuros como os do pai, também mais parecida com ele do que com a mãe. Melissa Volturi, ou apenas Mel como era chamada por todos, nasceu cerca de dois meses depois da batalha com Eleanor.

Era o total oposto da irmã mais velha, agitada, falante e totalmente maluca, como o pai e a mãe a definiam. Mas, também era uma menina simpática e querida por todos, Alec a achava muito parecida com a mãe nesse caso, principalmente quando a menina teve seu poder revelado sendo o mesmo de Renesmee.

— Onde está Charlotte? — Alec perguntou para Mel, ignorando seu trono.

— No quarto dela, não quis sair ainda, acho que está nervosa com todo esse lance do aniversário e de ter de assumir o coven de vez.

Charlotte tinha finalmente atingido a idade limite para envelhecer, Melissa alcançaria a sua meses depois. E, se tornando de vez uma mulher, a filha mais velha dos Volturi deveria assumir o coven a qual pertencia, aquele que seus membros a considerava a líder de direito. Alec e Jane estiveram lidando com eles por todos aqueles anos, mas já era obvio que Charlotte era a verdadeira líder.

— Vou ver como ela está — Renesmee se pronunciou, levantando-se.

— Enquanto isso Mel vai me por a par do que aconteceu em Volterra enquanto estivemos fora — Alec disse.

— Quer dizer quantas cabeças ela arrancou — Renesmee o corrigiu sorrindo, piscou para a filha caçula.

Melissa não via problema algum em alimentar-se de humanos como a irmã, Charlotte mantinha uma dieta animal desde que a guerra com Eleanor acabou e ela pode deixar o castelo, ainda que acompanhada com alguém. Renesmee, ela, Melissa e Alec até mesmo passaram alguns meses em Forks depois do nascimento da caçula para que Lô pudesse se adequar a nova dieta melhor com a ajuda dos Cullen.

Naquele meio tempo a família estava se mudando ocasionalmente, ou apenas dispersos viajando por ai. Pelo menos uma vez ao mês Edward e Bella apareciam no castelo para visitarem a filha e as netas.

Lucy e Harry também estavam viajando, ele a levou para conhecer o mundo todo como lhe prometeu, mas ela retornava para Volterra — que foi seu lugar depois de transformada — sempre, junto com o namorado. Ou marido, se fosse levado em conta o casamento dos dois em Las Vegas.

Renesmee abriu a porta do quarto da filha, deparando-se com Charlotte pintando em uma tela, era o castelo onde moravam e ela fazia aquilo muito bem. Logo percebeu a mãe ali, virando-se imediatamente para ela com um doce sorriso no rosto.

— Mamãe! — Foi até Nessie, lhe dando um forte abraço. — Estava morrendo de saudades — disse quando se separaram.

A híbrida sorriu para a filha, ajeitando o colar Volturi em volta do pescoço dela. Charlotte tinha se tornado uma linda mulher, alta, com um corpo de dar inveja a muita gente, cabelos ruivos longos e dona do sorriso mais bonito de Volterra inteira e, provavelmente do mundo.

— Como você está? — Renesmee perguntou a ela, segurando nas mãos da filha. — Com tudo que vai acontecer hoje.

Charlotte engoliu em seco, desviando o olhar para o chão. Renesmee viu um brilho de tristeza tomar conta dos olhos da filha.

— Você sabe que precisa assumir o coven, Charlotte. Seu pai e Jane tentaram por anos assumir, mas nenhum bruxo os quer como líder, eles acham que você é mais indicada a isso do que eles.

— Não quero ser líder de nada, mãe. — Charlotte voltou a olhá-la, mas respirou fundo. — Mas sei que isso é importante para minha própria segurança e para a sua e de papai, de Mel e de todos nesse castelo e todos fora dele que amamos. — Renesmee assentiu. — Eu farei isso, me tornarei uma líder.

— Você vai se sair bem, tenho certeza! — Renesmee exclamou. — Posso pintar um pouco com você? Há tempos que não fazemos isso.

— Claro — Charlotte concordou imediatamente e foi o que fizeram pelo resto da tarde.

***

Alec e Renesmee estavam oferecendo um baile para o aniversário de Charlotte, ainda que ela não o quisesse, eles acharam importante comemorar pelo menos aquele último aniversário de envelhecimento dela. Então, todos os Volturi estavam na festa, assim como todos do coven que ela assumiria aquela noite e os Cullen.

Charlotte estava no seu quarto, já depois de se arrumar, quando o pai entrou ali. Carregando o manto dela em mãos.

— Pensei que não precisaria usar isso hoje a noite — ela comentou, lançando um olhar confuso para o pai.

— Não vai — Alec respondeu, o colocando no lugar da lareira e ateando fogo no mesmo. — Você ainda é uma Volturi, mas hoje irá assumir um coven, talvez eles se sintam mais seguros com uma líder que não seja um membro da guarda. Será apenas minha filha, filha de Renesmee Volturi. A líder de seu próprio coven. — Alec tocou no rosto da filha. — Amo você, Lô, talvez não perceba, mas nós dois temos mais em comum do que imagina.

— Sim, eu sei. — Ela deu um sorriso triste para ele, tocando na mão do pai. — Eu conheço seu passado, o que você tem mais medo, papai, temos muito em comum sim.

— Também não queria ser um líder, Charlotte, mas eu consegui e, posso dizer que estou me saindo bem. Você irá também, confie nisso, confie em si mesma. Lembra-se do que Violet te disse naquelas masmorras e o que eu falei em seguida? Você não é nada do que ela disse, mas tem um bom coração, é sua melhor arma. Muito melhor do que seu poder vampiro, ou de todos os bruxos que você tem dificuldade em controlar. Há muito de uma humana em você, meu amor, por muito tempo não quis ver humanidade em mim, mas a vendo em você percebo que não é algo ruim, pelo contrário.

— Obrigada, pai!

Alec beijou a testa dela.

— Está pronta?

— Sim.

Charlotte respirou fundo, prometendo a si mesma que tudo daria certo. Não era mais a garotinha precisando de cuidados, saberia lidar com tudo. Se não conseguisse sozinha, bom, teria a ajuda de Alec e Renesmee Volturi. Ela sabia que ficaria bem.

Notas finais
Eu realmente quero agradecer a cada um de vocês por terem acompanhado Psycho Killer, meu amor por essa história é um dos mais fortes. Quero que cada um saiba que comentários, recomendações, mensagens, favoritos, tudo contribuiu para que eu não desistisse dela. Um agradecimento em especial a Jessica que sempre era a primeira a saber de tudo e ajudava minha mente a ficar sã para que eu pudesse escrever. Muito, muito obrigada! Vocês, assim como PK, sempre estarão em meu coração. Espero continuar com vocês em minhas outras histórias, certamente há uma que irá agradar a cada gosto diferente. E, quero dizer que logo mais teremos uma nova Reneslec com eles vampiros, diferente de Psycho Killer? Sim, mas que eu acho que irão gostar tanto quanto. Os comentários do epílogo, que eu espero que vocês deixem hahaha E, os do capítulo passado responderei sem falta amanhã, agora vou descansar um pouquinho da intensidade que foi finalizar essa história. Um beijo e um abraço em cada um. Lola Royal. 25.06.16 Editado em 09.02.18 - A continuação dessa história, Psycho Girl foi deletada, pois eu não tinha mais condições de escrever para ela.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!