Psycho Killer
32 Capítulo Trinta e Um
Notas iniciais
Capítulo Trinta e Um
Nem mesmo desejo por sangue conseguia ser tão forte quanto todos os sentimentos que foram sentidos aquela noite, cada toque, cada beijo e cada olhar eram absurdamente poderosos. Naquela noite, Mestiça e Renegado entregaram-se um ao outro, deixando do lado de fora do quarto qualquer interrupção possível.
Os lábios de Alec percorriam sem pressa alguma a pele do pescoço de Renesmee, mas sem intenção alguma de mordê-la ali, só queria senti-la. De olhos bem fechados, a híbrida aproveitava cada momento daquilo, não sabendo quando poderiam fazer aquilo de novo com tantos problemas que o cercariam...Mas não, ela não deveria se preocupar, abriu os olhos, deparando-se com o olhar de Alec sobre si.
Ela o amava, perdidamente e de uma forma que conseguia assustar a si mesma, mas não negaria o que sentia. Nem mesmo pelo Volturi, até mesmo porque tinha se tornado uma.
Ainda com os olhos fixos um no do outro, o casal se beijou mais uma vez. As bocas em contato pareciam colocá-los em brasa, uma fogueira de amor, paixão e desejo que os consumia lentamente. As mãos de Renesmee encontraram a frente da camisa social preta que Alec usava, ela podia ter perdido tempo com os botões ali, mas preferiu ser mais rápida e selvagem, segurando na gola e a puxando, fazendo com que rasgasse e os botões se dispersassem por toda a cama.
Alec fez com que a garota em seus braços gemesse, mordendo — sem tirar sangue — os lábios dela. Renesmee inverteu as posições que estavam, acabando com Alec sentado na cama, apoiado contra o espelho de madeira da mesma e ela sobre seu colo. A camisa dele foi totalmente retirada, deixando seu peito e abdômen livres para a híbrida.
Ele era lindo, Renesmee não o amou mais naquele momento por algo físico, mas claramente o desejou com intensidade maior. Sua boca passeou do pescoço do vampiro, até o abdômen dele, enquanto ele colocava sua mão sobre os cabelos dela, controlando-se para não usar força demais com ela.
Sem perder tempo, a híbrida tirou o cinto preso a calça dele, então deslizou a mesma para fora do corpo do vampiro, os sapatos dele tinham desaparecido em algum momento que ela não viu. Estava prestes a deixá-lo totalmente nu, quando foi a vez de Alec inverter suas posições, a deixando contra o colchão, arfante pelo movimento repentino e por ter sido atrapalhada.
— Alec! — exclamou irritada.
— Quietinha — ele disse, colocando um dedo sobre os lábios dela. — Confia em mim.
Renesmee assentiu, mesmo sabendo não se tratar de uma pergunta. Alec sorriu para ela, então alcançou a barra do vestido que usava, puxando para fora do corpo dela, a deixando apenas de lingerie, também preta. Por um momento ela ficou constrangida, mesmo que Alec já tivesse a visto até mesmo só de toalha, mas aquilo era diferente.
— Amo você — Alec sussurrou ao ouvido dela, passando seus dedos pela lateral do corpo de Renesmee, em um processo que fez com que ela se acalmasse.
— Também amo você — Renesmee sussurrou de volta, prendendo a respiração quando a mão de Alec parou sobre sua coxa, puxando sua perna para cima, ficando ainda mais próximo ao corpo dela.
Alec sorriu mais uma vez, voltando a beijar o corpo dela, então fez seus beijos deslizarem pelo resto do corpo da garota. Chegando até o sutiã que ela usava, Alec não se demorou em tirá-lo, então os seios daquela que amava foram alvos de seus beijos e mãos ágeis, que a fizeram gemer o nome daquele que a tinha tão intimamente.
O tempo ali não foi contado, por Renesmee e por Alec eles passariam o restante da eternidade trancafiados naquele quarto, apenas deliciando-se um no corpo do outro.
Ainda beijando os seios dela, uma das mãos do vampiro chegou a calcinha da híbrida, indo para o interior da mesma. Renesmee gemeu ainda mais alto ao sentir os dedos dele contra o ponto mais sensível de seu corpo, agarrando os cabelos de Alec com força, ele riu contra a pele dela, sabendo que só era o começo de uma longa noite com mais prazer.
Percorreu com beijos molhados a barriga dela, até que sem grandes problemas tirou a calcinha que ela usava, a encarava durante todo o processo, notando os olhos castanhos da híbrida cheios de luxuria. Curvou-se sobre o corpo dela, deixando seus beijos finalmente chegarem a parte que mais queria do corpo dela.
O nome dele saiu em um sussurro arrastado da boca dela, enquanto o quadril da híbrida ergueu-se implorando por mais contato. Alec agarrou as pernas dela, as passando por cima de seus ombros, lhe dando mais liberdade e mais prazer também.
As mãos de Renesmee se agarram aos lençóis brancos da cama, enquanto sua cabeça pendia para trás. Percebendo aquilo, Alec as puxou para seu cabelo, dando liberdade a ela também, queria senti-la de todas as formas possíveis.
Renesmee se agarrou, então, aos cabelos dele. E, Alec pode continuar o que estava fazendo. Não foi preciso de muito para a respiração dela ficar alterada novamente, assim como seu corpo inteiro reagir ao que acontecia entre os dois.
A Mestiça parecia exausta, enquanto Alec radiante com o que tinha proporcionado a ela. Rindo, corada, ela o puxou para cima, o fazendo deitar sobre ela. O rosto dele se encaixou na curva de seu pescoço e Renesmee percorreu as costas dele com as pontas de seus dedos. Podia sentir o quanto ele estava cheio de prazer também e, amava aquilo, amava tê-lo ali com ela.
Ficaram em silêncio por um tempo, ele a deixando se recuperar, ela deliciando-se com o que tinha acabado de sentir. Permaneceram naquela mesma posição, vez ou outra Alec a beijava no pescoço, ou ela depositava um beijo no ombro dele.
Não muito tempo depois, ele a beijou para valer, na boca, a deixando quase sem ar com tanto empenho empregado no beijo. E, ali ela sabia que era a hora do grande momento. O fez sentar na cama, voltando a ficar sobre o colo dele.
Alec passou ambas as mãos pelo corpo dela, esticando os braços de Renesmee para cima, apreciando cada centímetro de seu corpo. Ambos se encaravam, não diziam nada, mas os olhares eram bem claros. Quase sem precisar se mexer muito, Alec tirou sua cueca, sem desfazer o contato ocular com a garota em seu colo.
— Você quer mesmo fazer isso? — perguntou a ela, em um tom de voz baixo, mas sério.
— Quero — Renesmee confirmou, apoiando-se nos ombros dele, umedecendo os próprios lábios em expectativa.
Então, aconteceu. Não foi completamente maravilhoso, ou imune a dor a primeiro momento para ela, mas para ele foi como se fosse a primeira vez que visse o Sol. Tudo parecia mais claro, muito mais bonito e brilhante.
— Você está bem? — perguntou, tocando no rosto dela, a testa de Renesmee estava apoiada contra a dele.
— Estou — foi a única coisa que ela disse, mas permaneceu imóvel em cima dele, acostumando-se aquela sensação.
— Renesmee...
— Estou bem, juro — insistiu, tomando o rosto dele entre suas mãos, voltando a encará-lo.
Alec concordou com um aceno de cabeça, então a beijou calmamente, a colocando deitada sobre a cama, com cuidado para não acabar a machucando. Quando o beijo chegou ao fim, Renesmee já sentia-se muito melhor, sendo mais ousada, experimentou movimentar o quadril, o que resultou em Alec gemendo, tombando sua cabeça para frente, totalmente entregue a ela.
Renesmee repetiu o movimento, adorando a forma como ele reagiu, mas para sua surpresa ele também não se manteve parado, no que resultou nela também gemendo, agarrando os braços dele com tanta força, mas que não chegava nem perto de machucá-lo. Os dois, então, sabiam que não tinham mais empecilhos e por fim deleitaram-se um no outro.
Mais beijos foram trocados, gemidos altos e baixos foram emitidos, mordidas de um contra o outro, provocações inofensivas. As mãos se uniram, em um ato simples, mas que mostrava o quanto estavam unidos.
Em algum momento voltaram a posição inicial, os cabelos acobreados de Renesmee bagunçados, Alec puxando o corpo dela cada vez mais para si, a cama completamente bagunçada. Uma bagunça boa, que ambos estavam adorando.
Por fim aconteceu, primeiro para ela, que precisou novamente segurar nos ombros dele para não ceder ao momento tão intenso. Depois, para ele, que se viu obrigado a beijá-la para que não gritasse o nome da híbrida.
Foi a vez dela se deitar sobre ele, Alec mantinha os olhos fechados, mesmo que fosse obvio que ele não estava nem um pouco cansado, era a vantagem de ser um vampiro por completo. Ela estava sim cansada, mas o sorriso bobo em seus lábios era recompensador.
Alec brincava com o cabelo dela, enquanto Renesmee segurava o colar dele dos Volturi que em momento algum deixou seu pescoço. Podia estar péssima por ter se transformado em uma, ainda que por motivos que poderiam ser considerados nobres, mas estava absurdamente feliz por estar junto de Alec.
Porém, algo invadiu sua mente e o sorriso morreu rapidamente, apoiando-se em seus cotovelos virou-se para o rosto dele, que imediatamente abriu os olhos. Ele podia ver preocupação no olhar dela e, ainda que soubesse o que se passava na mente dela — mesmo sem necessitar de fato estar lendo a mente da híbrida através do poder que ela tinha —, preferiu deixá-la falar.
— Acha que isso foi o suficiente para que a profecia se concretize?
— Não sei — Alec admitiu. — Estamos lidando com mágica, uma maldição jogada sobre mim a mil anos atrás e sobre você. — Ele revirou os olhos. — Muito antes de seu nascimento. É impreciso, mas sabemos que não tem mais escapatória.
— Eu sei — Renesmee afirmou, tocando no rosto dele. — Vai ficar tudo bem, okay? Só estou preocupada, mas lidaremos com isso bem, não é?
Alec deu um sorriso, ainda que triste.
— Sim. — Seus dedos tocaram nos lábios dela. — Irei protegê-la de tudo, Renesmee.
— Não quero sua proteção, sabe que não sou eu que precisarei disso quando a profecia for concretizada. — Ele riu, o que a confundiu.
— Eu não estava falando de você, Cantante — esclareceu. — Estava dizendo que protegeria a criança.
Renesmee arfou mais uma vez naquela noite, mas daquela vez por surpresa, não por prazer.
— Sério?
— Eu amo você — Alec afirmou, o que parecia a coisa mais doce a ser dita por ele. — Sabe que nunca deixarei ninguém machucá-la, não depois do que Eleanor lhe fez na noite do baile. Mas, eu também protegerei essa criança.
Renesmee concordou, então saiu de cima dele e sentou-se na cama, puxando o lençol para cima de si. Alec a puxou para seus braços, deixando com que ela repousasse sua cabeça em seu peito.
— Durma, Cantante, você precisa descansar.
Fechando os olhos, Renesmee concordou com a fala dele, aconchegou-se ao corpo frio do vampiro, que prontamente a abraçou. Alec depositou mais um beijo no pescoço dela, então segurou na mão de sua cantante. Logo ela dormiu e ele velou o sono da mesma pelo resto da noite, guardando para si todo o medo daquilo que viria assombrá-los futuramente.
Fale com o autor