Psycho Killer

35 Capítulo Trinta e Quatro


Notas iniciais
Como prometido, agora temos capítulos as segundas também. Passem na minha nova fanfic https://fanfiction.com.br/historia/690206/Triangulo/ Boa leitura!

Capítulo Trinta e Quatro

Era uma gelada noite de dezembro, onde tudo parecia muito silencioso e sombrio. Isabella e Jane estavam igualmente quietas em sua cela, esperando ouvir o ritual do coven de Violet iniciar.

Jane não parava de mexer no anel enfeitiçado que Sofia tinha dado a ela, implorando para que aquilo realmente tivesse funcionado e, que a bruxa conseguisse resgatar a ela e a Cullen dali. Mal via a hora de encontrar seu irmão, assegurar-se de que Alec estava bem. Eles pareciam um só, ela sabia que separados não venceriam absolutamente nada.

— A qualquer momento devem começar — Jane sussurrou, concentrada em encarar o anel.

— Você acha mesmo que isso dará certo, Jane? — Bella questionou.

— Eu vivi por mil anos, Cullen. — Jane passou a olhá-la. — Vi coisas que nem mesmo seu marido viu. Bruxas sendo queimadas em fogueiras, vários lobisomens, sabia que já cruzei com uma fada, quando ainda existiam. Então, sim, eu acredito que pode dar certo. Sofia prometeu que conseguiria me salvar se algo acontecesse comigo, ela iria fazer a mesma promessa a Alec, mas Eleanor foi mais rápida no dia do baile.

— E o que essa tal de Sofia vai querer em troca? — Bella indagou.

— Não sei, mas se ela conseguir me tirar daqui sem um único arranhão, eu darei tudo que ela quiser. — Jane ouviu passos do lado de fora. — Está na hora. — Colocou-se de pé. — Levante-se, Cullen, ou não hesitarei em deixar que fique para trás.

— Não sei se quero envolver-me com magia — Bella sussurrou, já tinha visto os bruxos em ação, tudo que faziam parecia tão assustador. Ela se perguntava se aquele plano desse errado, se acabasse morta nunca mais veria Renesmee, nem Edward.

— Não seja fraca, Cullen! — Jane rosnou, curvando-se sobre Bella. — Eu vou sair daqui e, você ficará sozinha nas mãos de Eleanor, Aaron e Violet. É mesmo isso que quer? Eles irão estar bravos com a minha fuga, não hesitaram em te matar como forma de retaliação.

Bella pensou naquilo, ainda assim continuava hesitante. Morrer por magia não parecia nada atrativo.

— Então é isso? — Jane endireitou sua postura. — Posso falar para sua filha suas últimas palavras, quais serão? Renesmee, eu fui uma covarde, perdoe-me. — Jane riu de um jeito macabro. — Eu estava mesmo certa, sua filha, que tem menos poderes e sentidos do que você, que é metade humana, consegue ser mais corajosa. Você envergonha nossa espécie, talvez te deixar morrer nas mãos de Eleanor seja mesmo a melhor escolha a se fazer.

Isabella foi transportada para longe dali, vendo Renesmee na sala dos tronos em Volterra, chorando sua morte. Enquanto Edward, clamava para que alguém acabasse com a dele. Imaginar aquilo era desesperador, então, levantou-se.

— Vamos fazer isso.

Jane deu um meio sorriso, tomando as mãos de Bella nas suas.

— Não se preocupe, Cullen — a irmã de Alec disse. — O máximo que devemos sentir é uma cosquinha.

Do lado de fora, sobre a lua cheia, Violet comandava o ritual. Era uma tradição para bruxos pertencentes de coven, louvar a lua e, absorver energia da mesma. Algo que exigia concentração, silêncio e reclusão. Por isso, todos os vampiros seguidores de Eleanor, tinham recebidos ordens da mesma de ficarem trancados no castelo.

Eleanor e Aaro, estavam no topo do castelo, observando de longe o ritual.

Muito distante dali, em outra extremidade da Europa, Sofia e seu próprio coven também se reuniam sob a lua. Porém, eles não estavam apenas cumprindo o ritual, estavam unindo-se para praticar um feitiço poderoso, que precisaria de cada um deles em demasia.

Margot, a líder daquele coven, deu a mão para sua filha, selando o círculo bem embaixo da luz da lua. Com tudo pronto e, o anel no dedo de Sofia queimando, indicando que Jane estava conectada a ela.

Palavras começaram a ser proferidas pelas líderes de ambos os grupos bruxos. Enquanto isso, um vampiro renegado, sozinho, bem mais distante, tentava sobreviver.

Jane sentia o anel em seu dedo queimar tanto, que era impossível não lhe lembrar de quando estava naquela fogueira séculos atrás, sendo condenada a morte por humanos porque era uma bruxa. Ainda que nunca tenha usado seus poderes de forma intencional, como o próprio irmão.

Pensar em Alec fez Jane ficar ansiosa, tentando se concentrar em sair de sua prisão, apertou as mãos de Bella com mais força. Não poderia deixá-la para trás, ainda que não a achasse a pessoa mais esperta, sabia que seu poder era valioso para aquela guerra.

Jane e Bella ouviam o cantar dos bruxos, algo que fez até mesmo a Volturi ficar tensa. Ela não conseguia parar de pensar no irmão e, em determinado momento, uma dor forte lhe atingiu, fazendo que ela caísse de joelhos no chão. Seu corpo todo parecia queimar, não apenas o dedo que abrigava o anel.

— Jane, Jane! — Bella chamava por ela, mas sendo firme e não desfazendo o aperto de mãos das duas.

— Alec, algo está acontecendo com Alec — Jane murmurou. — Eu tenho certeza, alguém está tentando matar meu irmão! — O fogo invisível parecia queimar sobre sua pele.

Então, aconteceu. Bella Cullen e Jane Volturi foram tiradas do castelo de Eleanor. Naquela gelada noite de lua cheia, onde tudo parecia queimar.

***

O corpo de Renesmee foi erguido do chão, o livro que estava junto dela deixado de lado. Ela despertou um pouco com a deslocação de lugar, mas estava tão exausta que até ser colocada sobre a cama e, depois coberta com o edredom que tinha ali, sequer abriu os olhos.

Porém, sua mente voltou a trabalhar de verdade e, ela se questionou como tinha saído do chão e ido parar na cama. Abriu os olhos, deparando-se com Alec sentado ao seu lado, segurando em sua mão de forma firme.

— Você está vivo — ela sussurrou, sentando-se imediatamente na cama. Tirou sua mão da dele, para levá-la ao rosto do vampiro, passando a chorar ao constatar que não era uma alucinação. — Alec, você está vivo! — Renesmee exclamou, inclinando-se para beijá-lo.

— Graças a você — Alec disse, puxando Renesmee para seu colo. — Eu estive por completo em sua mente, Cantante — murmurou. — Você expandiu seu poder de forma total dessa vez, seus pensamentos eram tão claros para mim. — Depositou um beijo na face dela.

— Graças a mim? — Renesmee virou o rosto para poder encará-lo. — Alec, você realizou um feitiço, tem ideia do que isso significa.

Ainda com Renesmee em seu colo, Alec colocou as próprias mãos para cima, para então avaliá-las.

— Eu ainda não acredito que eu fiz um feitiço, nem como isso pode ser possível. — Seu olhar voltou para Renesmee. — Minhas mãos, uma luz esverdeada saia delas.

— Você é incrível! — Renesmee tornou a beijá-lo. — É um vampiro e, ainda assim tem poderes bruxos. Deve ser uma das pessoas mais poderosas do mundo.

— E isso não parece nada seguro. — Alec revirou os olhos.

— Está tudo bem, não é? – Renesmee indagou, tocando em vários pontos do corpo dele para saber que nada estava faltando. — Nenhuma dor? Incomodo?

— Não, tudo está como antes. É como se Maria não tivesse injetado aquele maldito veneno em mim.

— Eu cuidei dela, ainda que minha vontade fosse passar algum tempo a torturando mais — Renesmee falou. — É uma pena que não tenha guardado a cabeça dela para entregar em uma bandeja para Aro.

Alec riu suavemente, tirando Renesmee de seu colo. Levantando-se, para recolher o livro do chão.

— Controle seus instintos assassinos, Cantante.

— Eu vou. — Ela sorriu para ele, ainda admirando o fato de Alec ter voltado para ela. — Obrigada — agradeceu.

— Pelo que? — perguntou confuso.

— Por ter voltado, eu não saberia o que fazer se você tivesse morrido naquele hotel abandonado.

Alec jogou o livro sobre uma mesinha, então caminhou até a cama, voltando a sentar-se junto de Renesmee.

— Precisamos conversar sobre isso — o tom de voz dele não ajudou em nada a híbrida a não ficar assustada. — Estabelecer prioridades.

— O que quer dizer com isso? Quais prioridades? — ela indagou.

— Ainda temos muito o que enfrentar, você sabe disso, Renesmee. — Alec tocou no joelho dela. — Eu preciso que prometa que não ficará para trás tentando me ajudar se algo acontecer.

— Mas...

— Você conseguiu hoje, fugiu e mais ninguém esteve em nosso caminho. Porém, foi egoísmo meu, se Maria, ou Eleanor tivessem mais aliados, algo poderia ter lhe acontecido enquanto eu estava morrendo.

— Alec, eu não vou te deixar morrer — Renesmee afirmou. — Nunca.

— Não estou pedindo que pense só em você, Renesmee. — Alec segurou no rosto dela. — Você pode estar grávida e, a segurança desse bebê garantirá a segurança do mundo todo.

Renesmee entendeu, nem sabia se estava realmente grávida, mas tinha completa noção de aquele bebê da profecia vivo garantiria um equilíbrio no mundo e, morto o total oposto.

— Tudo bem — ela prometeu. — Eu cuidarei disso, mas é bom que cuide muito bem de si mesmo.

— Eu irei. — Alec sorriu para Renesmee. — A expansão do poder foi muito forte para você, seu nariz sangrou outra vez.

— Que sexy! — Renesmee limpou o rosto com o lençol. — Vou tomar um banho, quer vir comigo?

— Acredite, depois de quase morrer eu adoraria, mas preciso preparar tudo para irmos embora o mais rápido daqui.

***

Os dois viajaram ainda aquela noite de volta para Volterra, sem perder tempo algum com isso. A viagem, mesmo longa, pareceu produtiva, estavam totalmente voltados a entender tudo que continha naquele livro de feitiços e poções.

Alec ensinava o significado de algumas palavras para Renesmee, como também descreveu em detalhes como tinha sido realizar um feitiço. Ele sentia como se fosse humano outra vez, foi o que disse a ela, uma sensação de que tinha algo dentro de si lutando para sair.

Quando a dissecação em cima do livro acabou, passaram a testar o poder de Renesmee. E, ela foi extraordinária, deixando Alec entrar em sua mente, sem passar mal em momento algum, muito menos com sangramentos nasais.

Quando chegaram a Volterra, já era de noite. E, uma agitação parecia tomar conta do castelo, Alec foi o primeiro a perceber o que era, apertando a mão de Renesmee e, a fazendo correr com ele até o salão dos tronos.

Lá estava boa parte da guarda Volturi, assim como os Cullen. Sofia, Bella e Jane completavam a reunião.

— Mãe! — Ness exclamou desacreditada, soltou-se de Alec e correu até Bella, lhe dando um forte abraço, para então começar a chorar de felicidade. — Você voltou, você voltou! — Renesmee tocou no rosto da mãe, recebendo um beijo na testa de Bella.

— Senti tantas saudades sua, meu amor — Bella tornou a abraçá-la. — Desculpe-me não ter vindo antes. — Edward as abraçou também, grato por sua família estar finalmente reunida.

Alec continuava a encarar a irmã, ainda sem acreditar que ela estava ali. E, foi Jane quem fez a primeira movimentação, indo até ele.

— Eu pensei que estava morto — Jane sussurrou para Alec, enquanto os dois se abraçavam, para ambos era como se o mundo estivesse de novo em ordem.

— Eu quase morri. — Apertou ainda mais a irmã em seus braços.

Todos acabaram se dispersando, enquanto os Cullen iam para a biblioteca. Alec e a irmã seguiram para o lado de fora do castelo. Enquanto Renesmee descobria como a mãe tinha fugido da prisão de Eleanor, Jane ficava sabendo como o irmão escapara da morte.

Alec estava terminando de contar sobre o feitiço, quando Renesmee apareceu.

— Jane. — A voz de Renesmee soou próxima a eles, viraram-se para a híbrida, que tinha o rosto tomado de lágrimas de felicidade. — Obrigada! — Renesmee abraçou Jane, a pegando de surpresa. — Obrigada por ter ajudado minha mãe, eu serei eternamente grata a você.

Jane retribuiu o abraço, ainda que aquilo não fosse de seu estilo.

— Obrigada por ter salvado meu irmão — Jane agradeceu também.

— Ele se salvou sozinho, só o deixei saber como era o feitiço — Renesmee disse, ainda mantendo Jane em seus braços.

— E eu só fiz a ligação entre Bella e a magia, o coven de Sofia realizou o feitiço.

— Mas você esteve ao lado dela, isso é o que importa para mim.

A expressão no rosto de Jane suavizou.

— Bom, então eu tenho de agradecer você também, por estar ao lado de Alec. — Jane voltou a abraçar Renesmee. — Pode contar comigo — murmurou, olhou para o irmão enquanto abraçava Renesmee. — Vocês dois, eu os protegerei com minha vida. E, se preciso morrerei por vocês.

Notas finais
Família toda reunida, parece domingo haha O que acharam? Comente, viu? Na sexta vejo vocês com novo capítulo, não esqueçam de passar lá em Triângulo. 02.05.16