Psycho Killer

8 Capítulo Sete


Notas iniciais
Oi gente, vim hoje dar uns avisos básicos de fim de ano. Dia 4 de Janeiro começam minhas aulas na Universidade e agora é uma data certa, sendo assim eu já vou começar o ano cheia de coisa para fazer. Por isso vou diminuir o ritmo aqui no Nyah nesse fim de 2015, para aproveitar o resto das férias. Esse vai ser o último capítulo de Psycho Killer desse ano, mas no primeiro dia de 2016 a história já volta...Com muita coisa acontecendo, vocês vão gostar. Durante esse resto de ano a única história que pretendo atualizar ainda é Entre Memórias, por motivos de eu estar apaixonada pelo enredo. E se der uma one especial de natal de Teenage Dream. Sobre Uma (quase) Família, pretendo postar um capítulo esse fim de semana, depois ela só volta ano que vem também. Mas, não sei o dia, nem se com a universidade e com o curso que faço de tarde irei conseguir atualizá-la semanalmente como Psycho Killer, provavelmente não. Mas, conversamos sobre isso melhor depois...Agora aproveitem o capítulo de Psycho. Boa leitura! ps: Como já dito na própria história, Conte Comigo ainda não vai ser postada. Só coloquei o prólogo no site para ter uma noção se iriam gostar do enredo.

Capítulo Sete

No aeroporto Jane seguia na frente, usava um vestido preto que podia muito bem ser o de uma mulher de negócios, saltos baixos e óculos escuros para esconder seus olhos vermelhos. Ao lado de Renesmee, Alec também usava um, mas ele estava mais despojado que a irmã, calça jeans e camiseta.

A Cullen nem mesmo se deu ao trabalho de escolher uma roupa, apenas colocou um vestido qualquer. Não disse uma palavra desde que Jane falou sobre o sumiço de sua mãe e o fato de Edward estar em Volterra, sabia que aquilo era sua culpa. A família devia estar atrás dela e coisas fugiram do controle.

— Você não precisa comer algo? — Alec parado como uma estatua ao seu lado, já próximos ao portão de embarque, questionou.

Apenas negou com um aceno de cabeça, também sentido-se enojada por ter o beijado horas antes. Como pode fazer aquilo com um Volturi? Como pode cogitar a hipótese de quase ir para a cama com ele?

Renesmee sentia-se cada vez mais desprezível por tudo aquilo, assim como se arrependia amargamente de ter matado tantas pessoas. Até mesmo pela morte da dona da pousada, que não foi ela quem matou, nutria um sentimento de culpa.

Alec tinha se livrado do corpo dela antes deles deixarem o local, tão friamente quanto a irmã que a matou.

— Vamos! — Alec segurou em seu braço, com força demais, para fazê-la entrar no avião.

— Isso está me machucando! — ela protestou.

— Engraçado você não ter reclamado disso ontem — Alec disse, mas acabou afrouxando um pouco do aperto.

— Calem a boca, eu não quero lhes ouvir falar sobre o que tiveram — Jane disse ríspida.

Ainda que rápida, a viagem de pouco mais de uma hora pareceu durar pelo menos dez, estar entre os gêmeos que eram os queridinhos de Aro, deixava Renesmee morrendo de medo. Mesmo que tivesse beijado Alec, era impossível não temê-lo, principalmente quando eles ficaram o tempo todo quietos.

Ao chegarem em Florença um carro, dirigido por um vampiro que Renesmee nunca tinha visto, esperava por eles. Provavelmente ele não tinha poder algum, era só mais um dos brinquedinhos de Aro, ou até mesmo de Caius.

O caminho até Volterra foi igualmente silencioso, já era de manhã quando chegaram lá, mas o carro entrou no castelo, livrando qualquer um dos vampiros de se expor ao Sol. Renesmee foi conduzida por Jane e Alec, até o que ela logo descobriria ser a sala do trono, nunca esteve ali, então foi impossível não se admirar com a arquitetura do local.

Entretanto, aquilo era um mínimo detalhe no meio da confusão que estava em sua cabeça. Chegaram logo a sala do trono, Alec ainda mantinha uma mão envolta de seu braço, como se a híbrida pudesse de fato desaparecer a qualquer momento.

A primeira pessoa que Renesmee viu ao cruzar as pesadas portas foi seu pai, o que por um momento a deixou aliviada. Edward Cullen, ao menos fisicamente estava bem e principalmente vivo.

Rapidamente ela se soltou de Alec, correndo para os braços do pai, que prontamente devolveu o abraço da filha. Renesmee começou a chorar, desesperadamente, tudo voltando a tona de uma só vez.

Desculpe-me papai, é tudo minha culpa. Fui imprudente, perigosa, eu não mereço mais carregar o nome da família.

Renesmee tocou no rosto do pai, para que ele pudesse ler os pensamentos dela, ainda que ele pudesse fazer isso a distancia.

— Vamos resolver isso tudo — Edward prometeu, depositando um beijo na testa da filha.

Antes que ela, ou ele pudessem dizer qualquer outra coisa, Aro estava pairando ali perto. O mesmo sorriso perturbador de anos atrás continuava ali, o que assustava e muito a Cullen.

— É muito bom revê-la, Renesmee — Aro falou, tomando a mão dela na sua, para poder ler seus pensamentos. — Interessante. — Os olhos vermelhos do Volturi seguiram em direção a Alec.

Renesmee sabia que ele tinha lido os pensamentos dela sobre Alec, assim que ela voltou a pensar naquilo sentiu o pai lhe encarar. Edward não podia acreditar que a filha tinha se envolvido com um Volturi, mas naquele momento tinham assuntos mais importantes para tratar.

— Olá Aro! — Renesmee falou por fim, em um tom de voz baixo.

— Jane me informou que é a responsável pelas mortes em Londres, eu não esperava isso de você, minha cara — Aro disse, fingindo surpresa.

— Se ela é a culpada deve ser punida por isso! — Caius, em um dos três tronos proclamou, Marcus ao seu lado sustentava uma expressão tediosa que parecia ser eterna como ele.

Edward ficou entre a filha e Aro, para poder protegê-la, não deixaria ninguém encostar em um fio de cabelo dela.

— Caius, Renesmee acabou de chegar, não vamos recepcioná-la assim — Aro pediu, sorrindo para o outro. — Além do mais, ela não causou problemas tão altos, não é mesmo minha cara? — perguntou a ela, que preferiu não responder. — Alec, quantos humanos Renesmee matou?

— Vinte e cinco, mestre.

Renesmee não conteve o revirar de olhos ao ouvir a voz dele, queria adicionar Alec ao primeiro lugar da lista de vampiros mortos por ela. Logo em seguida viria Jane, obviamente.

Sentiu o pai apertar sua mão, então rapidamente se retraiu. Sabia que não devia estar tendo aquele tipo de pensamento naquele lugar.

— Viu, Caius? Não é um número tão alto e agora que ela está conosco não pode causar mais problemas, estou certo senhorita Cullen?

— Claro — Renesmee respondeu por fim. — Eu não causarei mais problema algum, meu pai e eu podemos ir embora agora?

— Não querida, não podem — Aro gargalhou sozinho. — Você e seu pai não vão querer se desencontrar com o resto da família, principalmente agora que sua mãe está desaparecida.

Ouvir falar na mãe fez com que ela apertasse a mão de Edward com mais força.

Onde ela estava?

Perguntou mentalmente para o pai.

— Holanda — ele respondeu baixo, mesmo sabendo que todos ali poderiam ouvir. — Ela não atende o celular a quase vinte e quatro horas. Alice a viu sendo levada por um vampiro, pensou que era algum Volturi.

— Então Edward veio até nós. — Aro abriu os braços na direção dos Cullen. — Mas não somos os responsáveis pelo sumiço de Isabella.

O que faremos agora, papai?

Ela voltou a perguntar mentalmente.

— Vamos ficar, Aro nos quer aqui para poder nos ajudar a procurar por ela.

A híbrida sentiu vontade de vomitar, sabia o que aquilo significava, estavam se curvando diante os Volturi. Tudo aquilo era sua culpa, Bella não teria sido raptada se tivesse permanecido ao lado da família em Forks.

— Você parece um pouco cansada, Renesmee — Aro disse quase gentilmente. — Acho que deve descansar enquanto seu pai e eu discutimos quem pode ter levado sua mãe.

— Não, eu não quero ir a lugar algum.

— Quer sim! — Edward se virou para olhá-la desde que ficou entre ela e Aro. — Você precisa dormir um pouco, não se preocupe, eu estarei aqui quando acordar.

— Tudo bem — ela cedeu.

— Excelente! — Aro exclamou entusiasmado. — Lucy, leve Renesmee até o quarto que ela ocupará.

Uma vampira loira saiu das sombras da sala, assim que Renesmee a viu deu dois passos em direção a ela, mas foi detida pela mão do pai na sua. Lucy era linda, um sorriso pequeno nos lábios pintados de rosa, corpo escultural e longos cabelos loiros que alcançavam sua cintura.

Mas, além da beleza ela parecia atrair qualquer um para si. Os olhos vermelhos cravados no de Renesmee sustentavam essa ideia, aquele era o poder dela?

— Sim — Edward respondeu os pensamentos da filha. — Lucy tem o poder da sedução.

— Quase como uma sereia — Aro completou encantado.

— Venha Cullen, eu não irei te morder — Lucy disse para Renesmee, aumentando o sorriso. — Acredite, esse não é um terço do meu poder.

Renesmee não teve escolha senão segui-la para fora da sala do trono, mas enquanto saia foi impossível não cruzar olhares com os gêmeos. Ambos olhando ameaçadoramente para ela, mas Alec lhe lançou um sorriso malicioso, o que de longe fez Edward rosnar.

Indo atrás de Lucy pelos corredores do castelo, Renesmee não conseguiu voltar a prestar atenção na arquitetura do local, não com tantos fatos novos na cabeça. A mãe ter sido raptada por um estranho, ela e o resto da família precisarem se unir aos Volturi para tentar encontrá-la, tudo era demais para si.

— Então, como seu poder funciona? — Renesmee perguntou a Lucy, curiosa e querendo distrair sua mente por um instante que fosse.

— É bem simples, minha voz ou meu olhar podem te convencer a fazer o que eu quero, o efeito é temporário, mas sou excelente para a linha de ataque. — A garota, que devia ter sido transformada por volta dos vinte anos, parou diante de uma porta, se voltando para Renesmee. — Esse é seu quarto.

— Pode ir agora.

Renesmee fez menção de abrir a porta, mas a mão gelada de Lucy a deteu com um rápido tapa.

— Não tão rápido Cullen, você não pode ficar sozinha e tentar uma fuga. — Lucy abriu a porta. — Serei sua babá, mas podemos ser amigas se você quiser.

— Eu não quero uma amiga, só quero encontrar minha mãe e ir embora daqui — Renesmee falou, entrando no quarto e sendo seguida por Lucy.

— Não seja tola garota. — Lucy lhe encarou, mas daquela vez não era para usar seu poder. — Aro pode até permitir que vocês partam algum dia, mas Alec quer lhe matar e acabará fazendo isso em algum momento.

Notas finais
E ai? Preparados para Renesmee e Alec em Volterra? Só posso dizer que muuuuuita coisa ainda vai acontecer. Não esqueçam de comentar. Beijos. Lola Royal. 11.12.15