Psycho Killer
5 Capítulo Quatro
Notas iniciais
Capítulo Quatro
Alec voltou a encarar Renesmee, mas daquela vez não permitiu com que ela se soltasse, arrastando a híbrida para longe do interior da boate. A levou de volta para a superfície, então para a rua que ficava atrás do prédio que abrigava a casa noturna.
— Vai fazer algum discurso ou algo assim antes de me matar? — ela indagou, cruzando os braços quando o Volturi a soltou.
— Não posso matá-la, não tenho permissão para matar você ou ninguém da sua maldita família. — Ele a olhou com nojo. — Mas eu bem que gostaria.
Então Alec segurou com força no pescoço dela, a erguendo, fazendo com que oxigênio algum chegasse aos pulmões da Cullen. As pernas, apenas cobertas pela meia calça, balançando no ar enquanto as pequenas mãos da híbrida tentavam soltar as de Alec de si.
— Você é tão estúpida Cullen! — Ele a soltou, mas não se importou em deixá-la despencar no chão. — Eu adoraria te matar, é o que quero fazer desde a primeira vez que a vi e não simplesmente por sua espécie desconhecida ser uma ameaça para todos, inclusive para mim.
O Volturi se ajoelhou diante de Renesmee, voltando a tocar no pescoço dela, mas daquela vez de modo quase gentil.
— Ah minha preciosa cantante — sussurrou as palavras, fazendo com que Renesmee tremesse.
— O quê? — perguntou gaguejando.
— Seu pai invasor de mentes não lhe contou? Você é minha cantante, só não lhe matei naquele dia, pois Aro surtaria. Só não lhe mato hoje porque não posso comprar uma briga com sua família até possuir permissão para isso.
— Não, eu não posso ser sua cantante, sou metade vampira — Renesmee negou, começando a choramingar de medo do que Alec seria capaz de fazer com ela.
— É sim, mas seu lado humano canta para mim. — Os dedos de Alec voltaram a passear por seu pescoço. — Se eu morder essa veia bem aqui, você estaria morta em questão de segundos.
— Morda e acabe com isso! — Renesmee exclamou. — Sou o vampiro descontrolado que você estava procurando, Aro não poderia te brigar por ir contra a proteção do segredo da nossa espécie. E minha família a essa altura já deve me odiar pelo que me tornei, não ligariam para nada que fizesse comigo. Então vamos Alec, me morda!
A mão do Volturi deixou o pescoço dela, então ele se levantou do chão, arrumando a bagunça que sua camisa social tinha ficado. Encarava a ruiva como um homem faminto deveria encara um prato de comida, nem estava respirando para evitar sentir o cheiro dela, mas só a presença da garota o enlouquecia.
— Acredite era tudo o que eu queria! — Levantou Renesmee do chão, que durante a queda tinha quebrado um dos lados do salto de sua bota. — O que eu devo fazer com você pequena Cullen? Se eu te devolver para sua família seria piedoso demais, se fingisse nunca ter te visto aqui você continuaria a ser a assassina em série que se tornou...
— Não me tornei uma assassina em série! — gritou.
— Tornou-se sim, foram mais de vinte mortes em uma semana, lembra? Você nem precisa de tanto sangue nesse curto período de tempo, está apenas descontrolada. O que te levou a isso?
Renesmee colocou o rosto entre as mãos, se lembrando de todas as mortes que era culpada, até mesmo aquelas que não se lembraria caso Alec não tivesse falado. Mas, era a primeira morte pela qual era responsável que destacava-se em sua mente.
A pequena escoteira de Forks, aquela que matou e fez com que todo aquele ciclo de mortes iniciasse.
— Matei uma garotinha na minha cidade — contou por fim. — Fugi de lá e da minha família.
— Eu terei de te levar para Volterra — Alec resmungou. — Aro precisa saber o que fazer com você.
— Não, por favor não — ela implorou. — Ele me usará como isca para minha família e não posso olhar nos olhos dele depois de tudo que fiz.
— E eu pareço me importar? — Alec gargalhou. — Quando sua família for atrás de você e te desprezarem pelo monstro que se tornou na concepção deles, eu poderei te matar e eles não ligarão para isso
Antes que Renesmee pudesse falar ou fazer qualquer coisa, uma garota, que nem devia ter vinte anos, apareceu cambaleando pela rua. Tão bêbada que nem saberia responder qual era seu próprio nome, caiu sentada no chão, rindo de si mesma.
— Então, você quer matar mais alguém antes de ir para Volterra comigo, Cullen? — Alec lançou um sorriso para Renesmee.
— Não, eu não tenho coragem de matar ninguém mais. — Ela queria fugir de Alec, mas sabia que não podia fazer isso, ele era um vampiro por inteiro e mesmo que ela estivesse muito bem alimentada, não poderia enfrentá-lo.
Não com o poder brutal que o mesmo possuía.
Seria melhor deixá-lo matá-la, poderia pagar todos seus pecados morrendo nas mãos dele.
— Uma pena, essa parece deliciosa. — Alec então caminhou na direção da menina bêbada. — Olá querida, precisa de ajuda? — perguntou para a garota, que o olhou como se estivesse vendo um anjo.
— Nossa cara, você é tão lindo! — exclamou tocando no rosto de Alec, que sorriu para ela.
— Sou mesmo, não é? — Renesmee bufou para o convencimento dele, mas permaneceu quieta em seu canto. — Que tal se levantar? — Alec ergueu a garota bêbada, que segurava seus saltos.
Ele a beijou o que fez com que ela largasse os sapatos e colasse o corpo no dele, o mesmo que Renesmee tinha feito com Dylan e todos os caras que matou depois. Sentiu o corpo contrair ao perceber que era uma assassina como o próprio Volturi.
— Aquela é minha amiga, Renesmee — Alec disse para a garota, virando seu corpo na direção da Cullen. — Ela está louca para participar da nossa brincadeira, mas está fingindo ser uma boa pessoa agora. Quando sabe que na verdade é um monstro.
— Eu não sou um monstro! — Renesmee gritou para ele.
Alec então sorriu para ela, usando em seguida seu dom na garota, para então morder o pescoço da mesma. Começou a beber do sangue da mesma, mas com os olhos fixos nos de Renesmee, podendo apreciar cada mudança na expressão dela.
A Cullen tentou parar de respirar ao sentir o cheiro de sangue, mas não conseguiu, deixando seus pés involuntariamente seguirem até onde Alec estava. Sentiu a boca doer, como se ela estivesse doendo por não ter o sangue. O coração batia freneticamente e parecia que a qualquer momento ia parar.
Queria o sangue, precisa senti-lo assim como Alec.
— Não seja tola Renesmee, você quer isso, tome! — O Volturi tirou a boca do pescoço da garota para falar, então tirou parte do sangue de seus lábios para passar nos de Renesmee. — Experimente, Cantante.
Foi o suficiente para que ela arrancasse o corpo das mãos dele, então bebesse o restante do sangue da garota. Com tanta verocidade que parte do líquido escorreu pela sua boca e parou em seu decote, Alec olhou tudo aquilo com um sorriso malicioso nos lábios.
Queria muito beber o sangue de Renesmee, porém queria ainda mais provar dela de várias outras maneiras.
Então ela terminou de se alimentar, jogando o corpo da menina morta no chão.
— Bom, se você estiver contando essa é minha vigésima quinta morte nessa semana — falou, olhando para Alec com os mesmos olhos de sua mãe.
— Não precisamos ser tão literais. — Ele afastou o corpo com o pé, ficando frente a frente com a Cullen. — Você está completamente suja de sangue. — Deslizou o dedo pela mancha de sangue que cobria o corpo da híbrida.
— Acabe logo com isso e me mate, Alec! — Renesmee segurou firme na mão dele antes que chegasse ao seu decote. — Mate o monstro que eu me tornei, a pessoa sem sentimentos, a vergonha que serei para minha família se eles descobrirem o que estou fazendo.
— Matar humanos não é uma vergonha, você é uma vampira, pelo menos parte de você é. Só está fazendo isso de forma desleixada.
— Por favor Volturi, apenas me mate — implorou.
— Não vou lhe matar ainda Cantante, você tem potencial, podemos nos divertir um pouco até lá.
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