Psycho Killer

19 Capítulo Dezoito


Notas iniciais
Alô, alô, olha quem apareceu e na quarta-feira para alegrar geral. Tudo bem com vocês? Eu tô maravilhosa porque ganhei uma recomendação fantástica e que me deixou TÃO FELIZ que tô encantada pela sinopse até agora. Muito obrigada por esse lindo presente senhoritamary, esse capítulo é para você. Queria ter postado esse capítulo antes, mas a faculdade me atrapalhou, enfim...aqui está. Espero que gostem, eu amei esse capítulo. Boa leitura!

Capítulo Dezoito

Bella tentou mais uma vez quebrar as barras de ferro, extremamente fortes, que a mantinham presa naquele lugar. Xingou, chutando as barras, que nem trepidaram com o ato.

Uma das coisas que ela mais gostava em ser vampira era justamente o fato de ser dona de uma força elevada, então aquilo não estar funcionando ao seu favor, era no mínimo revoltante. Queria entender por qual motivo não conseguia quebrar as barras, de forma alguma, mesmo usando toda sua força.

O fato de estar sob o efeito do poder estranho de Aaron não parecia ser o suficiente para isso, ainda que aquela ilusão de uma doença causada pelo mesmo fosse bastante próxima à realidade de uma doença. Bella se sentia como uma humana que tinha sido acometida por uma virose, cada vez mais enjoada e sem forças, cansada como se pudesse dormir a qualquer momento.

A mãe de Renesmee estava tentando quebrar o chão, que também parecia forte e inquebrável, quando duas pessoas apareceram ali. Eleanor e Aaron, a primeira sorria — de uma forma bem psicótica, analisou Bella —, enquanto o outro estava sério.

— Ah Cullen, você parece estar um pouco melhor — Eleanor comentou. — Aaron, intensifique seu poder sobre nossa ilustre convidada, vamos mostrar a ela como somos hospitaleiros.

Eleanor gargalhou sozinha, achando-se a rainha do mundo. Bella não pode deixar de notar que a vampira usava uma tiara na cabeça, ela estava levando muito a sério aquela história toda de governar.

— Seu desejo é uma ordem, Imperatriz! — Aaron fez uma reverência para ela, então voltou sua atenção para Bella.

Não foi preciso muito tempo para que a nova carga de poder de Aaron sobre Bella começasse a fazer efeito, a primeira reação foi fazer Bella gritar de dor, então vomitar o resto de sangue que se mantinha em seu organismo. Caiu no chão, sustentando-se como podia para não desmoronar de vez com a cara no mesmo.

— Me deixem ir embora, por favor — implorou. — Não tenho serventia alguma para vocês.

— Seu pode tem — Eleanor disse do outro lado das barras de ferro. — Além do mais, se você se curvar a mim, Isabella Cullen, os outros vampiros verão que nem uma vampira de um clã rebelde como o seu é, conseguiu não me seguir. Desculpe, mas você não entende nada de negócios?

— Nós não somos rebeldes. — Bella levantou o rosto, encarando Eleanor com ódio. — Somos apenas uma família!

— São rebeldes sim. — Eleanor devolveu o olhar com desprezo. — Pensam que são melhores que os outros por não se alimentarem de humanos e o que os torna mais rebeldes, criaram aquela coisa híbrida e impura, que já devia estar morta!

Bella se levantou no mesmo instante, superando o máximo que podia a dor, enjoo e fraqueja que lhe afligiam pelo poder de Aaron. Aproximou-se das barras de ferro, sem desviar o olhar de Eleanor.

— Não ouse falar assim da minha filha, Eleanor!

— Cullen, eu vou comandar o mundo, por toda a eternidade, logo mais, acha mesmo que uma vampira fraca como você vai me dar ordens? Sua filha é uma impura, ela é uma humana com qualidades vampiras e isso é desprezível, nós somos uma raça superior aos humanos e ela deveria estar morta por sujar o que nós somos. Você também deveria querer a garotinha morta.

— Eu vou matar você, Eleanor, quando você menos esperar vou te matar e você aprenderá nunca mais falar assim de Renesmee! — Bella gritou, tentando agarrar Eleanor pelos espaços entre as barras.

O desespero da Cullen fez a outra cair em uma nova gargalhada, e até Aaron sorriu com o discurso inflamado de Bella.

— Me matar? Bom, tente, eu lhe mataria mil vezes antes. — Eleanor suspirou. — Espero que renda-se de uma vez, se for boazinha eu não machuco Renesmee nem qualquer um da sua família. Posso usá-los como exemplos para os outros que tentem lutar contra meu império.

— O clã redimido — Aaron entoou, piscando para Bella. — Poderíamos usar a filha dela como uma escrava, seria interessante, pelo menos ela não seria morta.

— Vocês não vão tocar em Renesmee! — Bella gritou, se pendurando nas barras, enlouquecida com o que os outros dois falavam. — Edward e ninguém da minha família permitiria isso, eles vão protegê-la até o fim.

— Então mataremos cada um deles, não será problema arrancar umas cabeças — Aaron disse. — E pare de agir como uma selvagem, Cullen, é ridículo — revirou os olhos.

— Aaron, vá buscar o presentinho que preparei para Bella, quem sabe isso a mantenha mais calma — Eleanor pediu, tocando no braço dele.

Aaron deu um sorriso malicioso para Bella, então saiu da sala, voltando tão rápido que ela ou Eleanor não tiveram tempo de dizerem mais nada. Em suas mãos, um cálice, um cálice com sangue no interior, ela podia sentir o cheiro.

Cheiro de sangue humano, o que afetou seu auto controle. Estava faminta, mais do que o normal devido ao cansaço e ter vomitado o resto de sangue que a mantinha de pé sem enlouquecer.

— Achei que gostaria de um pouco de sangue, querida Bella, já que Aaron a trouxe para nós enquanto você estava no meio de sua caçada. — Eleanor estendeu o cálice para Bella, que se encolheu do outro lado, se policiando para não aceitar o sangue que lhe era oferecido. — Vamos Bella, é apenas sangue, não resista aos seus instintos.

Odiando a si mesma, mas sabendo que precisava daquilo para não sucumbir de vez, Bella fechou a mão ao redor do cálice. Levando o mesmo até a boca e bebendo o sangue ali, era maravilhoso, como nenhum sangue animal conseguia ser.

— Isso, boa garota — Eleanor falou. — Se ficar comportada assim mais vezes, quem sabe eu não lhe permito deixar essa cela. Até lá, pare de tentar quebrar as barras, o que as mantêm no lugar é muito resistente.

— Magia negra? — Bella perguntou debochada, abaixando a cabeça para os próprios pés, com vergonha de si mesma por ter bebido sangue humano.

— Sim — Eleanor respondeu, fazendo com que Bella a olhasse. — Eu tenho bruxos praticantes de magia negra ao meu lado, então quando eu digo que irei reinar sobre o mundo, isso é algo certo.

Bella deixou o cálice cair no chão, sentindo-se derrotada.

***

O centro de treinamento do castelo dos Volturi, no que antes era o porão do mesmo, encontrava-se vazio naquele dia. Renesmee achou estranho, mas preferiu não perguntar nada a Alec, até porque achava muito difícil com que o mesmo fosse lhe responder algo sem agressividade ou deboche.

— O quão rápido você consegue correr? — ele perguntou a ela.

— Mais que um humano, menos que um vampiro — Renesmee respondeu fazendo uma careta. — Você sabe, híbrida e tudo mais. — Ela revirou os olhos.

— Seu braço já está melhor. — Alec observou, olhando para o ponto onde antes ela estava machucada pelo aperto de Jane.

— É. — Ela assentiu. — Então, o que devo fazer hoje? Chutar você até que se renda a mim?

— Ah, Eleanor vai matar você, Cantante. — Ele bufou, a puxando pela mão e a posicionando de frente para um dos sacos de pancada, preenchido por metal, que tinha ali.

— Eleanor não vai me matar — Renesmee afirmou, dando o primeiro soco, sentiu sua mão doer levemente com o impacto do metal e foi impossível não fechar a outra sobre ela, para aliviar o desconforto.

— Oh sim, estou vendo. — Alec afastou o saco de pancadas de Renesmee. — Vamos treinar um pouco sua defesa, então não se desconcentre ou vou quebrar seu nariz.

— Tá bom. — Renesmee ainda estava se posicionando, quando Alec esticou sua mão para bater nela, chegando realmente perto de seu nariz, o que o quebraria facilmente se ele não tivesse parado a tempo. — Ei, calma ai, Volturi. Meu nariz é bonito demais para ser quebrado. — Ela brincou, gargalhando seguida.

— Droga, Renesmee! — ele gritou. — Se concentre, eu já disse antes, você sempre tem que estar preparada para ser atacada. Em uma batalha não vai haver tempo para se preparar. — Alec socou o saco de pancadas, com tanta força que o mesmo se soltou do teto, caindo no chão, ocasionando um barulho alto.

Assustada, com a explosão fora de hora de Alec, Renesmee se afastou dele. Olhos arregalados e coração mais acelerado do que de costume.

— Desculpa, eu...

— Você não faz ideia do risco que todos nós estamos correndo, garota? — Ele a encarou, os olhos vermelhos pareciam terrivelmente assustadores para a híbrida. — Não só pela guerra que Eleanor está tramando, mas pelo o que isso pode ocasionar. Se formos expostos estamos ferrados, os humanos podem ser fracos e tudo o mais, mas somos uma ameaça muito forte para eles e vão querer nos deter, são burros, mas tem tecnologia para nos enfrentar. A briga não vai ficar entre grupinhos de vampiros querendo poder circular livremente a luz do Sol, vamos correr riscos sérios por conta da nossa exposição, o mundo vai entrar em colapso.

— Eu... Eu...

— Está na linha de frente, Renesmee! — ele continuou gritando. — É uma merda ter de admitir isso, mas você faz parte do lado que pode manter tudo no lugar, então aja com maturidade.

— Alec, eu sou fui um pouco lenta, não precisa agir assim.

— Precisa de um estimulo para encarar tudo isso? — Alec caminhou na direção dela, fazendo com que a Cullen se encolhesse. — Sua mãe está nas mãos de Eleanor e Aaron, dois psicopatas de primeira, quando cansarem dela vão matá-la e você não terá nem tempo de ver o corpo de Bella ser queimado.

— Eles não vão matar minha mãe. — Renesmee começou a chorar.

— Vão matar qualquer um que os contrariar, inclusive ela e toda sua família. Então cresça para impedir que isso aconteça! — Alec ordenou, saindo do centro de treinamento e derrubando todos os sacos de pancada que estavam em seu caminho.

Ainda chorando, Renesmee ficou ali. Parecia que só naquele momento a ficha tinha de fato caído, a mãe tinha sido sequestrada por psicopatas, corria riscos sérios e ela poderia nunca mais vê-la.

Amava tanto Bella, era tão agradecida por tudo que a mãe enfrentou para tê-la. Ter deixado sua humanidade de lado para poder dar a luz a filha, encarado os Volturi de frente quando estes ameaçaram a si e a toda a família.

Renesmee queria ser um pouquinho mais corajosa como a mãe, quem sabe ter a mesma garra de Bella e lutar por tudo, ainda que fosse arriscado. Ela queria isso, mas sabia que Alec estava certo, tinha muito o que crescer para não ser mais um morto no meio daquela confusão de nível mundial que estava se formando.

— Renesmee, o que houve aqui? — Ela viu Rosalie e Alice entrarem no centro de treinamento, ambas com expressões preocupadas.

— Eu não quero perder minha mãe. — Renesmee deixou com que Rosalie lhe abraçasse, enquanto Alice afagava seu cabelo.

— Sua mãe não vai morrer, Nessie — Alice disse.

— Você viu algo do futuro dela? — Renesmee perguntou esperançosa.

— Não. — Alice suspirou, parecendo cansada. — Nada, é difícil ter qualquer visão dela, ou de Eleanor e qualquer um que esteja do lado deles.

— Achamos que eles devem saber que Alice não pode ter visões com outras espécies, só vampiros e humanos, então...

— Eles estão me envolvendo em todos os planos, não é? — Renesmee indagou séria, mas com lágrimas ainda rolando por seu rosto.

— É uma possibilidade — Alice confirmou. — Mas não podemos esquecer que Eleanor quer a morte, ou domínio sobre todas as outras espécies sobrenaturais. Estou tentando achar qualquer brecha que eles deem, mas tem sido uma missão impossível.

Rosalie beijou a cabeça de Renesmee, que continuava chorando, ainda que a mente da híbrida fervesse com questionamentos.

— Isso parece estranho — Renesmee murmurou.

— O quê? — Alice perguntou.

— Por que Eleanor se importa comigo?

— Renesmee, isso é loucura — Rosalie disse.

— Não, pense nisso, tia — ela pediu, se soltando dos braços de Rosalie para que pudesse ver o rosto da mesma. — Na carta que enviou aos Volturi, Eleanor falou que eu não tinha serventia alguma, isso explicaria que ela poderia me matar muito fácil quando topasse comigo em uma briga e não teria problema algum. Mas, ela sequestrou a minha mãe, quando o seu poder poderia ser mais útil para ela. — Apontou para Alice.

— O poder de Bella é mais útil, Renesmee — Alice exclamou. — Ela poderia proteger Eleanor e seus seguidores.

— E você preveria todos os ataques, evitaria batalhas e ela poderia sair muito à frente dos Volturi e de qualquer um que quisesse combater com ela — Renesmee disse. — E além do mais, mamãe foi capturada na Holanda, enquanto procurava por mim, será que isso não quer dizer nada?

— Sim, que você está com mania de perseguição — Rosalie disse, erguendo Renesmee do chão. — Tire isso da sua cabeça, Eleanor não quer você, ela quer o mundo todo, está apenas inserida nele.

— Tem algo ai, Alec fala de mim e me cobra um posicionamento nesta guerra como se eu fosse importante. Se eu sou apenas a híbrida sem grandes qualidades, por que isso? Ele é um Volturi, tem um exército ao seu lado, por que se importaria com meu treinamento? Ou com expandir meu poder? Eu não entendo porque pareço ser a solução de algum mistério.

Rosalie e Alice se entreolharam por algum tempo, mas não pareceram levar a fala de Renesmee tão a sério.

— Seu pai saberia se os Volturi estivessem escondendo algo de nós — Alice disse por fim.

— Tire isso de sua cabeça, Renesmee — Rosalie ordenou. — Você não é o alvo dessa guerra, nem vai ser. E não se preocupe com Bella, iremos salvá-la e voltar para casa, é tudo que precisa se concentrar agora.

Renesmee não conseguia acreditar naquilo, apenas assentiu, limpou as lágrimas de seu rosto e se encaminhou para a saída do centro de treinamento. Rosalie pedia para ela voltar, que ficassem juntas, mas a híbrida não acatou seu pedido e antes de deixar o local, pode ouvir Alice dizer:

— Ela é filha da Bella, Rosalie, não podemos controlá-la.

Não sabia aonde encontrá-lo, não naquele castelo imenso e com várias portas que podia a levar para lugares desagradáveis, mas ainda assim foi atrás dele. Procurando por seu cheiro, ou por qualquer sinal, acabou o encontrando na biblioteca, perguntou-se por um segundo se aquele era o local preferido dele, mas deixou aquela questão de lado e entrou lá.

— Vá embora, Renesmee! — Alec não tirou os olhos do livro que lia, estava em pé, encarando as páginas a sua frente com frieza.

— Não! — Renesmee exclamou, com frieza também, em sua voz. — O que Eleanor quer de mim?

— Ela não quer nada de você — Alec respondeu, a olhando por fim.

— Então o que você quer, Volturi? Por que está tão interessado em mim? O que eu represento para essa batalha? O que represento para você?

Notas finais
O que acharam??? Comentem pessoas, por favor gente, preciso saber o que acharam! Se eu atrasar o capítulo de sexta não me matem, matem quem me encheu de trabalhos. Beijos. Lola Royal. 24.02.16