Psycho Killer

24 Capítulo Vinte e Três


Notas iniciais
Como não amar vocês? Essas leitoras que sempre me surpreendem, esse capítulo é dedicado para a Mackenzie, que lindamente e sendo uma fofa me deu a quinta recomendação de Psycho Killer. Eu tinha de escrever mais um capítulo e postar logo depois de ser agraciada com esse presente. E ele tá enorme e até agora é meu preferido, espero que gostem também. Boa leitura!

Capítulo Vinte e Três

Alec percebeu que tinha algo errado no momento que deixou o centro de treinamento e não localizou, muito menos ouviu Margot e Sofia em lugar algum. Bruxos, principalmente bruxas tão poderosas quanto aquelas duas, tinham formas a partir da magia para fugirem dos sentidos de vampiros e ainda que elas tenham prometido aos Volturi não fugirem do mapa, o irmão gêmeo de Jane sabia que elas não cumpririam o prometido.

Ignorou Demetri que estava junto a ele, depois dos dois praticarem um pouco de luta no centro de treinamento, indo imediatamente em direção ao quarto de Renesmee. Ele sabia que Margot e Sofia estavam loucas para vê-la, então aproveitariam qualquer brecha para chegar até a híbrida, ou mestiça como elas preferiam chamá-la.

Como imaginou, assim que entrou no corredor onde ficava o quarto de Renesmee, pode sentir o cheiro das bruxas, ainda que estivessem bem enfraquecidos, como se elas não tivessem tido tempo suficiente de apagar seus rastros. Apressando sua corrida, Alec chegou a porta do quarto, mas esta estava trancada de uma forma que nem mesmo ele conseguia abrir.

— Maldita magia! — gritou, chutando a porta, sem êxito algum de desfazer o que a mantinha trancada. — Sofia abra isso agora mesmo! Margot, nós tínhamos um acordo, vocês estão desrespeitando as regras.

Do lado de dentro do quarto, Sofia soltou uma risadinha ao ouvir os gritos de Alec. Ela olhou para a mãe, que revirou os olhos, Margot não odiava Alec, só não o tolerava por ele ser um vampiro, mas o que ele foi no passado e o que representava para o futuro não a fazia detestá-lo tanto assim.

— Ele me cansa — Margot disse para a filha.

— Quem lhe cansa? — Renesmee questionou, encarando a mulher ruiva, tentando entender ainda o que ela quis dizer com aquela história de ter encontrado a mestiça. Sabia que ia muito além de sua condição como híbrida, tinha algo por trás daquela fala.

— Seu caso proibido de amor — Sofia disse para Renesmee, parecendo achar muita graça naquilo. — Vamos deixá-lo entrar, mãe?

— Vamos. — Margot voltou a estalar os dedos, então Alec conseguiu abrir a porta, entrando no quarto com tanta fúria que até mesmo Renesmee que já estava bem acostumada com suas reações explosivas, se assustou.

— Eu mandei vocês ficarem longe dela! — gritou com Margot, então lançou um olhar irado para Sofia. — Pensei que poderia confiar em você, Sofia.

— Não confie plenamente em uma bruxa, Renegado — Sofia falou, dando uma risadinha e sentando-se junto com a mãe no sofá que tinha no quarto.

— Como você está? Elas fizeram algo com você? — Alec perguntou para Renesmee, segurando nos ombros dela, olhando diretamente para os olhos castanhos da híbrida. Ela sentiu-se nervosa e ansiosa ali, sabia que teria o beijado se as bruxas não estivessem no mesmo cômodo que eles.

— Estou bem — murmurou, engolindo em seco.

Alec assentiu, a soltando, então virando-se de costas para a Cullen. Renesmee percebeu que ele estava exatamente na frente dela e que por sua expressão corporal, o Volturi estava de forma defensiva, como se qualquer movimento das bruxas ele fosse rebater para proteger a ela.

— Você é encantador, sabia? — Sofia perguntou. — Ah mamãe, você tinha total certeza sobre os homens, eles são tolos e fracos quando há paixão em suas cabeças e seus corações. — Alec rosnou para Sofia, ganhando uma nova risada dela.

— Você nos atrapalhou, Renegado — Margot falou, como alguém que dava uma bronca em uma criança. — Queríamos poder conhecer sua mestiça melhor.

— O que vocês querem comigo? — Renesmee indagou, dando um passo a frente, mas Alec, sem movimentar nada mais que seu braço, a fez parar. — Alec, o que elas querem comigo? — perguntou diretamente a ele, fazendo com que seu hálito quente chegasse ao pescoço frio do vampiro. Enquanto a mão dele segurava a mão dela, era um contato quase intimo, Renesmee estava praticamente o abraçando pelas costas.

— Nada demais, pelo menos não ainda — foi Margot quem respondeu, levantando-se do sofá e olhando rapidamente para os desenhos de Renesmee sobre a mesa. — No momento você é apenas uma híbrida como as outras, mas vamos querer você conosco em breve. E você irá querer estar com a gente. — Sorriu, de modo apavorante, para Renesmee.

— Alec — Renesmee sussurrou com medo, nunca tinha conhecido uma bruxa, não sabia como lidar com aquela espécie e Margot a apavorava.

— Saíam, por favor — Alec pediu, mas Renesmee podia ouvir a ameaça por trás de seu tom de voz contido.

— Também irá precisar da gente em breve, Renegado — Margot se aproximou de Alec, passando as unhas compridas pelo rosto dele, então seus olhos se encontraram com os de Renesmee por cima do ombro do vampiro. — E eu vou precisar dos dois, não tentem fugir do que lhes foi destinado.

Renesmee apertou a mão de Alec, sentindo muito medo do que Margot dizia.

— Vamos Sofia, temos que nos preparar para o baile! — Margot lançou um último sorriso para os dois, indo para fora do quarto, sendo seguida pela filha, que emitia sua clássica risadinha.

A mão de Alec soltou a de Renesmee. Renesmee se afastou de Alec.

A híbrida tremia, não entendeu nada do que Margot tinha insinuado, mas sabia que nada daquilo poderia ser bom. Nada. Ela ficou longos segundos encarando as costas de Alec, que estava tão apavorado quanto ela, o suficiente para nem querer olhar para sua Cantante e fazê-la perceber aquilo.

— Alexander? — Renesmee o chamou por fim, usando o nome que sabia que o vampiro não gostava, por qualquer que fosse o motivo. Alec então ficou de frente para ela, percorrendo seu olhar rapidamente pelo corpo apenas coberto pelo roupão que a garota usava.

— Não me faça perguntas, por favor — Alec pediu.

— Eu mereço saber as respostas que você está escondendo de mim. Já lhe perguntei antes, vou perguntar novamente, o que represento para essa confusão toda? O que represento para você?

Antes que Alec pudesse falar qualquer coisa, Lucy entrou no quarto de Renesmee. Sua precisão foi tão alta que o vampiro suspeitou que ela estava esperando pelo momento certo.

— Alec, você tem de ir se arrumar para o baile — ordenou, Renesmee sabia que ela não estava usando seu poder contra ele uma vez que o vampiro ficou parado no mesmo lugar, a encarando. — E você tem de começar a se arrumar também, Renesmee!

— Alec, você precisa me dar respostas! — Renesmee exigiu, ignorando Lucy.

— Depois do baile — ele se rendeu. — Eu prometo que depois do baile lhe responderei tudo, só preciso que fique longe de Margot e Sofia até lá. Pode fazer isso?

— Posso — Renesmee concordou. — Não é como se eu quisesse ficar perto daquelas malucas.

— Alec fora! — Lucy exclamou, o encarando com raiva, ela sabia quais eram aquelas respostas e não queria que ele as desse a Renesmee.

— Depois do baile — Alec murmurou para Renesmee, então saiu do quarto dela.

— Lucy...

— Coloque um sorriso no rosto, Renesmee — Lucy ordenou usando seu poder, então a híbrida sorriu. — Alice está vindo para cá lhe ajudar a se arrumar, você vai se concentrar apenas nisso por enquanto. Pense outra hora no que vai descobrir após o baile. — Então ela saiu do quarto também.

***

Alice foi de grande ajuda para Renesmee naquele momento, não comentou sobre os Volturi, sobre as bruxas, sobre o baile, nem mesmo sobre o ataque a Jacob na noite anterior. A vampira apenas estava focada em deixar Renesmee apresentável para a festa, então as duas focaram naquilo.

Cabelo, corpo, maquiagem, então o vestido dado a Renesmee por Sulpicia. A híbrida estava linda, mas do que já era naturalmente. Alice sorriu para a sobrinha ao vê-la arrumada, como se estivesse vendo uma obra de arte.

— Impecável, terei que me superar muito quando for seu casamento — Alice falou, fazendo Renesmee fazer uma careta. Ela não tinha tanta certeza de que Jacob iria querer se casar com ela depois de ter bebido do sangue do mesmo. — Preciso ir me arrumar, falo com você no baile! — Alice deu mais um sorriso orgulhoso para a filha de Edward, então saiu.

Renesmee encarou-se no espelho diante de si, tendo que concordar que Alice tinha realizado um belo trabalho com ela. O vestido verde que Sulpicia tinha lhe dado combinava perfeitamente com seu tom de pele, como também com todo o resto da produção.

O vestido era verde esmeralda, longo, nem justo, nem esvoaçante demais. O decote era simples e discreto, mas os seios de Renesmee casaram perfeitamente com o busto dele. O torço do vestido tinha um fundo bege, brincando com a transparência e na parte externa era trabalhado em acabamentos de pequenas flores. De cada alça saía uma espécie de faixa, que chegava até a barra do vestido e que na opinião de Renesmee o deixava mais belo e diferente. O decote nas costas era um pouco mais profundo, mas nada exagerado.

O cabelo dela tinha sido preso em um coque baixo, na parte frontal uma trança grossa, com alguns fios escapando da mesma de propósito. O penteado tinha sido finalizado com um broche dourado. A maquiagem era de opostos, os lábios pintados em um tom rosa claro que quase se assemelhava a um nude, enquanto Alice preferiu valorizar os olhos de Renesmee, carregando a maquiagem naquela parte do rosto com rímel e delineador.

A híbrida gostou bastante do resultado, completo por um salto alto que lhe dava a sensação de poder. Era o que ela precisava para aquela noite, um artifício que não a fizesse desabar depois de tudo que estava ocorrendo, como tudo que estava em jogo.

Uma batida na porta a despertou, então ao sentir o cheiro de quem era, ela ficou mais ansiosa ainda. Saiu da frente do espelho, seguindo até a porta, ao abrir se deparou com Jacob, a olhando com a mesma ansiedade.

— Oi — ele foi o primeiro a falar, com o olhar fixo no rosto de Renesmee. — Você está linda — disse.

— Eu sinto muito, Jake — ela sussurrou, contendo a vontade de chorar, não podia desmanchar.

— Estou bem, Renesmee. — Tocou no rosto dela. — Sei que está passando por um momento difícil, não posso lhe culpar por isso.

— Podia ter o matado — falou, desviando o olhar para o pescoço do namorado, nenhuma marca, mas ela sabia o lugar exato que tinha o mordido. — Desculpe, Jacob! — O abraçou.

— Está tudo sobre controle agora, você não vai me atacar outra vez, pelo menos eu espero que não — ele brincou, fazendo com que ela risse sobre todos os sentimentos tristes que a dominavam.

— Estou saciada por enquanto, mas quem sabe na hora da sobremesa — Renesmee entrou na brincadeira, então foi a vez de Jacob rir.

— Vamos esquecer isso, tudo bem? — Jacob a afastou o suficiente para que pudesse voltar a olhar para o rosto dela. — Eu amo você Renesmee, estamos no meio de um caos, não vou deixar com que isso nos separe.

— Claro. — Renesmee beijou os lábios dele por um instante. — Você é meu melhor amigo, Jacob, não se esqueça disso.

Ela sabia o que aquilo queria dizer, ele sabia o que aquilo queria dizer. E nenhum dos dois falou sobre aquele assunto, talvez fosse outro tema que deveria ser tratado depois do baile.

— Ah que bom que está pronta, eu odiaria ter que te levar ao baile trajando apenas de roupão. — Renesmee revirou os olhos ao ouvir Alec, que acabara de chegar, falando aquilo.

— Você não vai levá-la ao baile — Jacob se pronunciou, erguendo o rosto para Alec. O vampiro balançou a cabeça, parecendo entediado, enquanto terminava de abotoar a manga de seu paletó, estava vestido com um smoking que o deixava tão bonito. Jacob usava apenas terno, parecendo querer arrancar aquelas roupas e usar uma boa e velha calça jeans, Alec percebeu aquilo.

— Terno cãozinho? Não lhe disseram que é um baile, não uma festinha qualquer. Você está manchando o nome do meu clã — Alec disse. — Renesmee, precisamos ir.

— Jacob...

— Aro queria que fossemos juntos, lembra? — Alec indagou a ela. — Ele pode ter permitido a presença do seu cãozinho, mas não vai permitir, muito menos gostar que você vá ao baile com ele.

— Não se preocupe mestiça, eu tomo conta do seu namoradinho — Sofia chegou, pegando até mesmo Alec de surpresa. — Será interessante, faremos uma troca de casal. — Ela piscou para o vampiro ao seu lado.

Renesmee ficou com muita vontade de matar Sofia, não por conta do sangue dela, mas só por ter o prazer de matá-la.

— Quem é essa?

— Uma bruxa — Renesmee respondeu para Jacob. — E você não irá com meu namorado ao baile, sem condições. — Praticamente rosnou para Sofia, que se divertiu com aquilo.

— Renesmee, por favor, coopere — Alec falou em um tom de voz entediado. — Tem um monte de vampiros lá embaixo, bruxos, como alguns lobisomens reais, quem sabe o cãozinho aprenda algo com eles.

— Isso, escute meu namorado, vamos Jacob! — Sofia colocou seu braço sobre o de Jacob, o conduzindo até a escadaria. Contrariado, ele foi junto com ela.

— Não sou seu namorado, Sofia! — Alec exclamou.

— É, nós só dormimos juntos umas cem vezes. — Ela gargalhou. — Me diga Jacob, como você mantêm seus músculos?

— Belo par, Volturi — Renesmee falou quando os dois desapareceram de vista.

— Falou a garota que beija um lobo, o cheiro dele não lhe dá náuseas?

Renesmee bufou, saindo na frente de Alec até a escada, mas como sempre o vampiro a alcançou, fazendo com que ela parasse. Ele segurou na mão dela, depositando um beijo ali, enquanto olhava diretamente para os olhos de sua Cantante.

— Você está linda — sussurrou.

Ela ergueu a outra mão, tocando no rosto de Alec, o fazendo fechar os olhos vermelhos por um instante.

— O que eu devo fazer neste baile? — perguntou a ele.

— Ficar perto de mim. — Alec segurou na barra do vestido dela, a auxiliando a descer. — Vamos conseguir alguns aliados, então faremos de tudo para resgatar sua mãe.

— Obrigada — Renesmee agradeceu.

— Não por isso. — Ele deu de ombros. — Sorria — disse quando chegaram a frente das gigantescas portas que os levariam ao salão principal do castelo, onde o baile acontecia.

— Eu estou com medo — Renesmee confessou, tocando no colar que tinha ganhado de sua mãe, que estava seguro em seu pescoço.

— Eu também — Alec falou, sorrindo para ela, conseguindo fazer com que ela sorrisse junto a ele.

As portas se abriram, então eles adentraram o salão. Renesmee tirou seu braço do de Alec, ignorando o fato de Jacob estar ali, colocou sua mão junto a do vampiro.

O local estava esplêndido, digno de um verdadeiro baile da realeza vampira. Renesmee logo reconheceu o rosto dos que eram Volturi, então procurou sua família, estavam juntos aos Denali. Jacob estava entre Margot e Sofia, parecendo seguro com elas, pelo menos era o que o sorrisinho no rosto dele indicava.

— Ah meus caros, vocês estão maravilhosos! — Aro exclamou quando Renesmee e Alec se aproximaram dele.

Uma espécie de palco tinha sido montada ali, onde Aro, Caius e Marcus, junto de Athenodora e Sulpicia, estavam sentados em tronos, observando tudo do alto.

— O vestido lhe caiu muito bem, querida — Sulpicia sorriu para Renesmee.

— Obrigada Sulpicia, ele é mesmo maravilhoso.

— Sabe o que deve fazer, Alec — Caiu disse. — Você e Renesmee devem conversar com cada vampiro, bruxo ou lobisomem — proferiu o último com raiva. — Os façam acreditar que somos o lado certo a ser escolhido, sejam agradáveis.

— Jane e Demetri estão fazendo isso, eles parecem estar se saindo muito bem — Sulpicia falou, Renesmee seguiu o olhar dela, vendo Demetri e Jane, que usava um lindo vestido dourado, conversando com um grupo de vampiros. A híbrida ficou chocada ao ver como a irmã de Alec parecia ser sociável enquanto conversava com aqueles vampiros, até mesmo ria.

— Tudo bem, vamos! — Alec disse.

— Alec?! — Aro o chamou. — Não se esqueça que após o baile você tem algo muito importante a realizar.

Renesmee sentiu o aperto de Alec contra sua mão amolecer, ele apenas assentiu para seu mestre, então os dois se afastaram. Ela pensou que ele pararia para falar com uma vampira que acenou para ele, mas seguiu reto até o fim do salão, onde um vampiro estava, bebericando uma taça de sangue. A Cullen logo percebeu que quase todos os vampiros no lugar tinham uma daquela em mãos.

— Quem está morto sempre aparece! — Alec entoou para o vampiro. — Pensei que você tinha se afogado no oceano indico, Harry.

— Era sua intenção, não é seu grande palerma? — Harry, o outro vampiro, rebateu, deixando sua taça de lado sobre uma mesinha. — Olá gracinha que parece uma vampira, mas tem batimentos cardíacos. — disse para Renesmee que passou a analisá-lo rapidamente, era mais alto do que Alec, musculoso, não tanto quanto Emmett ou Félix Volturi, os cabelos eram castanhos claros e o rosto continha um sorriso brincalhão.

— Renesmee, esse é Harry Buttler, um vampiro que eu tive o desprazer de conhecer.

— Tem certeza de que o desprazer não foi de Harry? — ela provocou Alec, arrancando uma risada do outro vampiro, como uma expressão enraivecida do Volturi. — Olá Harry, encantada em conhecê-lo, sou Renesmee Cullen. — Estendeu a mão para ele, que prontamente a apertou. — Deve me conhecer como a híbrida que enfureceu os Volturi alguns anos atrás.

— Ah sim, você é famosa, garota — Harry disse. — Só me pergunto como saiu viva daquele dia.

— Ninguém resiste ao meu charme. — Renesmee parecia a vontade com Harry, o que fez Alec perceber que ela estava flertando com ele, não podia acreditar que aquela seria a tática dela de conseguir aliados.

— Oh sim, isso dá para ver. — Harry deu uma boa olhada na híbrida.

— Então rapazes, como se conheceram?

— Eu estava de viagem pelos Estados Unidos, quando topei com Harry. Ele queria matar a mesma garota que eu, então tivemos de brigar pelo sangue dela.

— Animador — Renesmee lançou um olhar critico a Alec.

— Não se faça de santa, Cullen, você teria adorado o sangue daquela menina.

Renesmee não disse nada, sabia que era bem provável que aquilo fosse ser mesmo verdade.

— A questão é, o sangue nos uniu e Alec se apaixonou pelo belo vampiro nova iorquino que sou — Harry brincou.

— Bem que você queria — Alec bufou. — Não pensei que viesse, dá última vez que nos falamos sua expedição pela Ásia parecia bem interessante.

— Gostaria de não ter vindo — Harry falou. — Mas os boatos que escutei não me permitiram, a coisa toda parece muito feia. É mesmo tudo que ouvi?

— Uma vampira vingativa querendo matar todos, ou querendo escravizar? Como também revelar aos humanos a existência dos vampiros e colocar nossas cabeças a prêmio? Sim, tudo que você ouviu — Alec disse.

— Será nosso aliado, Harry? — Renesmee perguntou, sentindo Alec voltar a segurar na mão dela, que em algum momento os dois tinham soltado.

— Veremos. — Harry recuperou sua taça de sangue. — Por enquanto só estou aqui pelo sangue. — Então se afastou dos dois.

— Podemos confiar nele? — Renesmee perguntou a Alec.

— Não podemos confiar nem em nós mesmos. — Alec a guiou até um grupo de vampiros próximos.

Foi assim que os dois ficaram pelo restante da noite, indo de convidado em convidado, como todos os outros Volturi faziam, para recepcioná-los. O assunto Eleanor sempre era mencionado, mas acima de tudo eles deviam tratar os outros como amigos, parceiros, para que se sentissem a vontade a lutar aquela guerra juntos.

Renesmee estava se saindo muito bem, Alec se via obrigado a admitir aquilo. A Cullen era divertida, sociável e simpática. Além do mais, todos pareciam fascinados por ela, afinal tratava-se de uma híbrida. Os outros únicos híbridos que se tinham conhecimento no mundo eram Nahuel e suas irmãs, ele continuava no Brasil e suas irmãs, assim como o pai deles, nunca tinham sido encontrados.

Vampiros, lobisomens e bruxos, era um mistério como nenhuma briga surgiu dali. Todos os Volturi pareciam estar trabalhando muito bem para manter tudo em perfeita harmonia. Renesmee aproveitava para conhecer as outras espécies melhor, estava, como sempre, curiosa com tudo. Os lobisomens, apesar de poucos, pareciam animados, até mesmo riram da piada dela agradecendo o fato de não ser lua cheia. Os bruxos, fora Margot e Sofia, que eram as únicas de seu clã ali, estavam arredios, mas não totalmente, só que não próximos o suficiente para contarem seus segredos a Renesmee e pareciam detestar Alec mais do que a qualquer outro vampiro.

Em algum momento a Cullen cansou, então seguiu até a mesa onde a família estava. Alec conversava mais uma vez com Harry, Lucy tinha se juntado a eles.

— Você está mesmo empenhada nisso tudo — Emmett comentou. — Até parece uma Volturi.

Edward emitiu um som de desaprovação ao ouvir aquilo, mas não disse nada. Na verdade Renesmee já tinha reparado que a dias o pai não falava com ela direito, tirando o episódio do seu pé quebrado, ele nem mesmo estava falando sobre ela ter atacado Jacob.

— Sou uma Cullen, isso é o que sou — ela afirmou, ganhando um sorriso orgulhoso de Esme e Carlisle ao mesmo tempo.

— Que bom que você se livrou por um instante daquele vampiro. — Jacob se uniu a eles, dando um beijo na bochecha de Renesmee. — Sofia e a mãe dela são excêntricas, mas me contaram bastante coisas sobre bruxos. Sabiam que elas podem camuflar-se para que os vampiros não a percebam?

— Sim, grande coisa, eu projeto meus pensamentos aos outros — Renesmee debochou.

— Elas disseram que já ouviram falar sobre os quileutes, que conhecem nossa magia, Sofia se disponibilizou...

— Ninguém quer saber, Black, sua voz me dá sono e eu nem durmo — Rosalie falou, fazendo com que Emmett e Jasper rissem.

— Cuide da sua vida, loira! — Jacob rebateu. — Ah, eu esqueci, você está morta, não tem uma.

— Okay, podem brigar a vontade, depois do discurso de Aro — Renesmee os interrompeu, vendo o Volturi se levantar de seu trono.

Ela deixou a mesa onde a família estava, indo se reunir a Alec, Lucy, Jane e Demetri. Automaticamente Alec colocou a mão sobre a cintura dela, enquanto a Cullen aproximava-se mais dele.

— Meus queridos, não sabem o tamanho da felicidade que toma conta de mim aos vê-los todos reunidos aqui esta noite — Aro iniciou seu momento de fala. — Gostaria muito mais que este baile estivesse acontecendo durante uma época menos conturbada para nossas existências, mas como sabemos estamos sendo assombrados por uma ameaça. Alguém que um dia percorreu esses corredores, que foi de minha total confiança, hoje levanta uma bandeira de ódio. Eleanor Jourdan está criando um exercito, ela luta pelo fim do nosso segredo. Quer expor as espécies aos ouvidos e olhos humanos. Ela promete destruir ou escravizar quem não for vampiro. É por isso que peço que até o fim deste baile pensem e me digam se estarão ao lado de quem preserva a existência das demais raças, como a preservação do nosso segredo, ou se querem seguir Eleanor. Mas pensem bem, ponderem, é só o que eu peço.

Renesmee conhecia Aro bem o suficiente para captar todas as ameaças embutidas em sua fala.

— Agora dancem, dancem e divirtam-se. — Ele fez um sinal para a banda, todos de humanos que até o fim da noite estariam mortos, voltarem a tocar.

Todos, que estavam concentrados no que Aro diziam, começaram a dançar, ou voltaram aos seus ciclos de conversa. Tendo Eleanor como o assunto principal. Renesmee estava caminhando de volta para a mesa de sua família, quando Alec segurou no braço dela.

— Dance comigo, Cantante!

A mão dele deslizou até a dela, que em silêncio concordou ir dançar com ele. Não foram para o centro do salão, ficaram na extremidade do espaço para dança. E estavam bem ali.

Os movimentos no começo eram contidos, distantes. Então ela ignorou tudo, unindo seu corpo ao dele, repousando sua cabeça no eito de Alec. Ele a envolveu com seus braços, fechando os olhos, concentrado apenas nela junto de si.

Ao mesmo tempo que era bom, era terrível. Devia ficar longe dela, para o próprio bem da híbrida, mas não conseguia se afastar, não queria.

O que lhes restou foi dançar, uma, duas, três músicas. Em algum momento eles pararam de contar, em algum momento Renesmee tinha seu rosto próximo ao dele, enquanto Alec absorvia tranquilamente o cheiro que emanava dela. Não queria mordê-la, só queria poder ficar a sentindo pelo resto da eternidade.

— Precisamos conversar, Alec! — A interrupção, completamente brusca de Lucy, fez com que Volturi e Cullen se separassem. Mas Alec não criou empecilhos, olhou atentamente para Renesmee uma vez, então deixou o salão com a amiga.

Renesmee foi para uma das sacadas que ladeavam aquele salão, a vista era para os jardins do castelo e ali, sozinha, tudo parecia mais calmo. Ficou parada naquele lugar por um tempo, apenas sentindo o vento fresco em seu rosto.

— Renesmee? — Ela abriu os olhos, que nem se lembrava de ter fechado, vendo Alec juntar-se a ela na sacada, depois de fechar as portas, deixando todos no salão para lá.

— Vamos ter aquela conversa agora? — Renesmee perguntou, quando Alec se colocou na frente dela, segurando em seus braços.

— Vamos. — Alec assentiu. — Mas antes preciso fazer algo.

A mão do vampiro alcançou o colar de Renesmee, o arrancando de forma abrupta do pescoço dela. Perturbada com aquilo, a híbrida na soube o que fazer.

— Olá mestiça! — Então Alec afastou-se dela e num piscar de olhos, de certa forma mágico, transformou-se numa mulher. — Prazer em conhecê-la, sou Eleanor!

Notas finais
Então, o que acharam??? Sério, depois desse capítulo eu preciso mesmo de comentários sabendo a opinião de vocês. E queria dizer que Reneslec é o melhor casal haha Beijos! Lola Royal. 15.03.16