Psycho Killer
28 Capítulo Vinte e Sete
Notas iniciais
Capítulo Vinte e Sete
Renesmee sentiu quando aconteceu, não sabia o que significava, mas foi como se tivessem enfiado uma faca em seu coração. Parou de correr subitamente, caindo de joelhos no chão lamacento da floresta que corria durante a caçada.
Carlisle, que estava mais perto dela, foi o primeiro a parar também, gritando pelo seu nome e indo para junto dela no chão. Logo os outros três se uniram a eles, questionando o que acontecia a híbrida. Porém, ela não sabia o que responder, só podia dizer que doía demais e deixar pesadas lágrimas rolarem por seu rosto.
— Renesmee, calma querida! — Esme pediu, trazendo a garota para seus braços. — Carlisle, o que está acontecendo com ela? — perguntou nervosa para o marido.
— Não faço ideia. — Carlisle checou o pulso de Renesmee, tudo normalizado, assim como seus batimentos cardíacos. Tomou a mão dela e a colocou em seu rosto, mas a mesma não deixava mais ninguém ter acesso aos seus pensamentos de forma tão fácil.
— Pode ser alguma bruxaria? — Rose perguntou, sendo sucedida por um grito agudo de Renesmee, que já tinha seu rosto recoberto de lágrimas.
— Nunca vi isso antes! — Carlisle exclamou confuso, fazendo com que Renesmee o olhasse. — Nessie, o que está acontecendo?
O apelido fez com que ela parasse de chorar, então pensou em Jacob. Seu olhar encontrou-se com o de Carlisle, Renesmee tinha entendido que dor estranha era aquela. Algo tinha acontecido com Jacob, algo que a afetava pelo imprinting.
— Jake — ela sussurrou. — É algo com ele, tenho certeza. — Com a ajuda de Esme ela se colocou de pé. Ainda sentia dor e angustia, mas não podia esperar aquilo passar para ir atrás de Jacob.
Os Cullen se entreolharam, Jacob tinha ficado sozinho na ilha, podia estar vulnerável. Então, passaram a trabalhar rapidamente, suspenderam a caçada e iniciaram a corrida que os levaria até o porto. Depois pegaram o barco que os levaria até a ilha.
Renesmee não conseguia parar de chorar, enquanto apertava uma mão na outra, nervosa com aquilo. E se algo grava tivesse acontecido com Jacob? Se quando eles chegassem lá fosse tarde demais? Eles não tinham se entendido depois da briga aquela tarde.
Assim que o barco parou no porto da ilha, Renesmee ignorou os gritos dos outros e saiu correndo em direção a casa. Ainda podia ouvir os batimentos cardíacos de Jacob, ainda que desacelerados e a respiração fraca do quileute.
— Jacob! — ela exclamou ao abrir a porta do quarto dele.
Jacob Black estava deitado na cama, se contorcendo de dor, de olhos fechados e suando. Renesmee foi até ele, sem conseguir para de chorar um instante depois.
— Jake, o que houve? — ela perguntou, deitando-se junto dele e o puxando para seus braços, afagando o rosto do moreno. — Quem fez isso com você? — Depositou um beijo na testa dele.
— Eleanor — Jacob sussurrou. — Ela apareceu aqui transfigurada com sua imagem.
— Me perdoa Jacob, me perdoa — Renesmee pediu desesperada.
— Ness, saía, precisamos cuidar dele. — Carlisle e os outros entraram no quarto. Esme vinha com uma bacia de água, Rosalie com uma caixa de remédios e Emmett com vários lençóis.
— Não, não, por favor — Renesmee implorou. — Eu não quero ficar longe dele. Carlisle suspirou, mas assentiu.
Começou a examinar Jacob, que ainda tremia e suava muito, não foi preciso de muito para ver a mordida de Eleanor em seu pescoço.
— Veneno de vampiro é letal para Jacob — Carlisle murmurou, fazendo com que Renesmee o apertasse com mais força em seus braços.
— Tem que ter alguma saída, deve ter algo! — Renesmee gritou inconsolável.
— Quem sabe se tentarmos tirar o veneno do corpo dele — Emmett sugeriu, segurando nos ombros de Rosalie.
— Não vai adiantar, já se passou muito tempo desde que foi mordido — Carlisle falou. — Sinto muito — sussurrou para Renesmee.
Esme a tirou da cama, abraçando a híbrida, deixando com que ela chorasse em seu colo. Naquele tempo Carlisle deu um remédio para Jacob, algo para amenizar a dor o mínimo que fosse e, o que o faria dormir logo mais, para não estar sofrendo quando morresse. Passou com um pano água quente sobre seu corpo, principalmente na ferida e Rosalie o ajudou a vesti-lo, Emmett o cobriu com lençol e foi tudo que os Cullen podiam fazer por ele.
— Obrigado Carlisle — Jacob disse, por fim abrindo os olhos. Renesmee continuava de costas para ele, abraçada a Esme.
— Eu queria poder ter feito algo, filho — Carlisle falou com a voz entrecortada.
— Sei que isso está fora do seu alcance, muito obrigado por ter deixado com que de certa forma eu também fizesse parte da sua família.
— Sentiremos sua falta, Jacob! — Carlisle afagou os cabelos dele, afastando-se.
— Vou sentir falta de apostar corrida com você, Black. — Emmett falou, com uma careta dolorosa.
— Eu sempre perdia mesmo. — Jacob suspirou.
— Isso era a parte boa. — Emmett riu, então apertou a mão de Jacob. — Você foi bravo, lobo. Nunca o esqueceremos.
— Tomara que tenha bastante comida de cachorro no céu — Rosalie falou, sentando ao lado de Jacob.
— E eu espero que você deixe de ser uma loira burra.
Rose fechou os olhos por um segundo, então abraçou Jacob.
— Cuide dela — ele pediu a Rose.
— Sempre — Rose prometeu, sabendo que ele se referia a Renesmee, então sorriu para Jacob e saiu do quarto junto de Emmett.
Esme soltou Renesmee, que sentou no chão, ignorando Carlisle que tentou mantê-la em pé. A híbrida estava desolada.
— Quer que digamos algo ao seu pai, Jacob? — Esme perguntou, tomando a mão dele na sua.
— Só que eu o amava muito, que ele deve ser forte. — Jacob chorou, o que só fez Renesmee chorar mais ainda também.
— Você foi sim parte de nossa família, Jacob. — Esme ajeitou os lençóis ao redor do seu corpo. — Sempre será lembrado das melhores maneiras, sentiremos muito sua falta.
— Obrigado Esme!
Esme o abraçou, então saiu do quarto, sendo seguida por Carlisle.
— Ness — Jacob murmurou o apelido de Renesmee, em uma voz já fraca. A dor o ainda consumia, mas ele sentia-se cada vez mais amortecido, prestes a cair no sono.
— Não morra, por favor, eu lhe suplico! — Renesmee clamou, indo até ele, deitando mais uma vez junto de Jacob. — Eu amo tanto Jacob, eu sempre lhe amei, não vou suportar uma vida sem você, uma eternidade. — Apoiou a cabeça dele em seu colo. — Não me deixe, eu não quero ficar sozinha.
— Não está sozinha Renesmee, está com sua família, está com seus amigos e... — Jacob parou de falar um instante. — Você tem a Alec, ele gosta mesmo de você e sei que gosta dele da mesma forma.
— Mas nós dois. — Renesmee soluçou. — Eu nasci sendo a sua garota certa, isso é errado, você nunca deveria me deixar!
— Você é a pessoa mais especial que já cruzei em toda minha vida. — Jacob segurou na mão dela, a levando até o seu coração. — Eu morrerei feliz por ter sido amado por você, isso basta para mim.
— Jake, nós íamos nos casar! — Renesmee exclamou. — Eu lhe deixei um bilhete, eu queria ficar com você!
— Você está aqui agora, isso é o que importa para mim. — Sorriu. — Diga a sua mãe que ela foi a melhor amiga que tive? E a seu pai que ele foi um bom sogro.
Renesmee riu baixinho ao ouvir aquilo, então agarrou-se ainda mais a Jacob.
— Você queria mesmo casar comigo? — ele perguntou.
— Sim. — Renesmee o beijou na bochecha.
— Então, como seu quase noivo posso pedir algo?
— Peça! — Ela olhou diretamente em seus olhos.
— Não desista Renesmee, você merece ser feliz. Independente de que seja com alguém, ou sozinha. — Jacob apertou a mão dela. — Desde o primeiro momento que a vi você me encheu de felicidade, tudo que quero é que seja igualmente feliz como fui ao seu lado.
— Nunca vou deixar de te amar, Jacob! — Renesmee exclamou, então o beijou.
Quando o beijo chegou ao fim, Renesmee apenas permaneceu ao lado de Jacob, que já tinha adormecido. Aos poucos a respiração e os batimentos dele foram parando, o que o levou a morte.
Renesmee em silêncio prometeu a ele que mataria Eleanor, o vingando.
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