Psycho Killer

30 Capítulo Vinte e Nove


Notas iniciais
Demorei, mas cheguei! Capítulo super dedicado para minha querida Tau que me dá dicas de tortura e recomendações que mereciam virar quadros na minha casa, sabe que te adoro, né? Então não toque naquela personagem e aproveite o capítulo haha Boa leitura, gente!

Capítulo Vinte e Nove

Violet não conseguiu deixar de se surpreender ao entrar no quarto e deparar-se com Eleanor banhada de sangue do humano que estava se alimentando aquela noite, obviamente já estava acostumada com o estilo sanguinário da parceira, mas ela parecia ainda mais cruel ali. O rosto tomado por sangue, assim como mãos, braços e parte do vestido sujo. O humano, um homem que devia ter cerca de quarenta anos tinha a garganta dilacerada e de sua boca sai uma baba cheia de sangue.

Era nojento, até mesmo para o próprio padrão impiedoso e cruel de Violet, porém ela não podia se fazer de santa e dizer que já não tinha praticado atos piores do que aquele. Para chegar ao comando do coven que liderava, ela teve de matar cada um dos antigos lideres e para mostrar que era a nova líder fez questão de expor as cabeças dos assassinados em pratos durante um banquete oferecido para comemorar seu domínio e até mesmo deixou bem claro que obrigaria quem lhe contestasse a comer os mortos.

— Eleanor? — chamou pela outra, deixando de lado o nojo e a vontade de vomitar graças ao cheiro de morte que dominava o local.

Eleanor a olhou com os olhos arregalados, sendo pega de surpresa pela aparição da outra, estava até então apenas concentrada no humano em sua boca.

— Ah! — Eleanor largou o homem já morto. — Olá, querida! — Levantou-se, indo até Violet que desviou de seu toque. — Por que não me deixa lhe tocar? — indagou cheia de medo em sua voz, todos no fundo sabiam que Eleanor era movida por suas paixões, ser recusada por Violet poderia enlouquecê-la.

As duas tinham se conhecido cerca de três anos antes, quando Eleanor já sabendo sobre a profecia, foi atrás de uma bruxa que pudesse ajudá-la a realizá-la, o que a levou até Violet. Violet que naquela época tinha acabado de assumir a liderança de seu coven e estava querendo cada vez mais poder, aquilo rapidamente uniu as duas.

Então, não demorou nada para Eleanor se apaixonar pela bruxa. Ela sabia que era bissexual, sabia antes mesmo de ser transformada em vampiras décadas antes de conhecer Violet, divertia-se com mulheres e homens, vampiros e vampiras. Até mesmo tentou acabar na cama de Jane, que prontamente a recusou, não era um relacionamento sério, mas todos sabiam que a Volturi tinha certa relação com Demetri.

— Só porque está suja de sangue. — Violet sorriu para a vampira. — Trago boas noticias.

— Traz? — Eleanor questionou, ainda remoendo a distância que Violet colocou entre elas. — O que é, então?

— Renesmee Cullen voltou para Volterra, seu plano de livrá-la do transmorfo foi um sucesso.

A vampira deu um sorriso caloroso, então disse apenas quatro palavras:

— Que venha a criança.

***

Renesmee sentia a mil por hora, como se todo o seu corpo estivesse em movimento assim como seu cérebro. Podia estar bastante concentrada na boca de Alec contra a sua, mas podia perceber todo o resto, os dois caminhando quase como sem se dar conta até a cama, sua blusa sendo rasgada para fora de si, o frio do colar entrando em contato com sua pele assim como o corpo do vampiro sobre o dela.

— Não devíamos fazer isso — ela murmurou, mas seu corpo ignorou sua racionalidade e foi mais ainda para perto do de Alec, suas pernas entrelaçando-se as dele, suas mãos entrando por debaixo da camisa do Volturi e suas unhas cravando-se na pele de mármore.

— Não devíamos mesmo — Alec concordou, mordiscando o lábio dela, mas nem de perto o suficiente para fazê-lo perder a cabeça e mordê-la. Ele não teria coragem de beber do sangue dela, não por não conseguir parar — isso conseguiria —, mas por receio de fazê-la ficar com pavor dele depois de um ataque.

— Não vamos fazer nada, não é? — ela indagou, quando a boca de Alec passou a brincar com o pescoço dela, a fazendo ficar mais agitada ainda.

— Claro que não — Alec respondeu e Renesmee percebeu no tom de voz dele que ele não tinha planejado por um segundo que fosse avançar qualquer passo naquele estranho relacionamento que tinham.

O empurrou de cima de si, o fazendo gemer, mas não por prazer.

— O que foi isso?

— Não me provoque se vamos parar na melhor parte. — Renesmee estava claramente brava, tirou os restos de sua blusa de cima da cama a jogando sobre o chão, então encarou Alec. — Continuo o odiando na mesma proporção de antes, mas se continuar iludindo pobres garotas eu vou odiá-lo ainda mais. — Alec sorriu, o que fez Renesmee sorrir, tinha se tornado uma marca entre os dois.

— Desculpe, mas você não é uma pobre garota, Cullen — falou, tocando no colar no pescoço dela. — Fica bem em você.

— Ou você só está distraído com meus peitos? — Renesmee perguntou, uma vez que estava apenas de sutiã na parte de cima.

— Também, mas não quis ser tão direto. — Voltou a olhá-la nos olhos. — Esse castelo não foi tão divertido sem sua presença.

— Sei que sentiu minha falta — ela provocou.

— Eu não disse isso, não se ache tão especial — Alec debochou.

— Não seja bobo! — Renesmee bateu no ombro dele, então foi parar nos braços de Alec, que prontamente a abraçou de volta e depositou um beijo na bochecha dela.

— Merda, eu senti mesmo sua falta. — Alec colocou o rosto entre os cabelos bagunçados da híbrida.

Ela sorriu contra o peito dele, onde tinha seu rosto repousado, mas preferiu não dizer nada. Estar novamente com Alec era bom, uma coisa boa no meio de tanta tragédia dos últimos dias, esteve tão ligada que finalmente podia sentir seu corpo parar e sua mente relaxar, foi quando o peso de tudo desmoronou e ela passou a chorar.

— Eu sinto muito — Alec murmurou, sabendo exatamente o motivo das lágrimas dela.

Renesmee o abraçou com mais força, com medo de perdê-lo também, perder Jacob tinha lhe destruído, não sabia se conseguiria permanecer de pé se perdesse Alec também. Então, continuou chorando, com saudades de Jacob, grata por estar ao lado de Alec mais uma vez e temendo o futuro.

— Você vai ficar bem, Cantante — Alec sussurrou quando ela adormeceu um tempo depois. — Vamos enfrentar isso, juntos.

***

O Sol de dezembro já entrava timidamente pela janela do quarto quando Renesmee despertou, a primeira imagem que os olhos da híbrida captaram foi a camisa preta que Alec usava, sem acreditar que estava realmente com ele, sentou-se de uma vez na cama. E, constatou que não se tratava de um de seus sonhos, tinha mesmo retornado para Volterra e para perto de Alec.

Tocou no rosto dele, os olhos do vampiro estavam fechados e ele mantinha a respiração tranquila, como se fosse um humano dormindo.

Você seria um humano tão fofo.

Renesmee disse a ele por pensamentos.

Mas ainda prefiro sua versão psicopata de vampiro.

Alec não pode deixar de sorrir pelos pensamentos dela, mas não abriu os olhos, apenas voltou a puxá-la para seus braços, a fazendo deitar novamente.

— Vamos passar o dia na cama? Não é tão bacana se ficaremos apenas deitados — Renesmee comentou, passeando seus dedos pelo braço de Alec.

— Não, mas me deixe aproveitar esse momento de calma antes de sairmos daqui e sermos atacados pela realidade — Alec sussurrou. — Já te disseram que seus sonhos são bem reais? Você sonhou com sua chegada a Volterra ontem, mas nossa noite tinha um final diferente. — Riu.

— Era o que eu queria — ela resmungou.

— Sabe que não podemos, Renesmee. — Alec abriu os olhos.

— Eu sei. — Renesmee assentiu, o beijando por um instante. — Mas não é definitivo, quando eu arrancar a cabeça de Eleanor, iremos para a primeira cama que encontrarmos.

— Não vou precisar de uma cama... Ah merda!

— Que foi? Meu pai? — ela perguntou fazendo uma careta.

— Antes fosse. — Alec revirou os olhos. — Três, dois, um...Oi Lucy! — A vampira entrou no quarto, sem nem se preocupar em bater.

— Ainda na cama? Vocês parecem dois adolescentes bobos — Lucy afirmou. — Olá, Cullen! — Acenou para Renesmee, com um sorriso gentil nos lábios.

— Lucy, eu iria até ai abraçá-la, mas Alec rasgou minha blusa — Renesmee disse, fazendo com que ele risse e Lucy bufasse.

— Parem de esfregar o romance de vocês na minha cara.

— Ninguém mandou você entrar — Alec se defendeu. — O que quer afinal de contas?

— Aro quer, não eu — Lucy falou. — Mandou que eu visse chamá-los, está os chamando para uma conversa particular, então saiam do ninho de amor e vão encontrá-lo.

Lucy logo saiu, os deixando a sós. Renesmee e Alec não pareciam nem um pouco contentes em ter que sair, mas sabiam que era necessário. A híbrida e o vampiro se beijaram mais uma vez, então outra, até que ela conseguisse forças para ficar longe dele e ir até o banheiro tomar um rápido banho. Colocou calça jeans, tênis e camiseta, precisava voltar aos treinos depois da conversa com Aro.

— Preciso treinar! — falou para Alec assim que retornou ao quarto, amarrando o cabelo em um alto rabo de cavalo.

— Irei cuidar disso depois — Alec disse, se aproximando dela e lhe beijando, suas mãos estavam fixas no rosto dela, enquanto as de Renesmee o puxavam para mais perto. Foi difícil, para ambos, se soltarem. — Vem comigo, Cantante? — Estendeu a mão para ela, rapidamente a Cullen aceitou.

— Sempre — falou em um tom convicto, então os dois caminharam para fora do quarto.

Pareciam ser um casal como outro qualquer, roupas casuais, mãos dadas, mas quem olhasse de perto saberia a verdade. Um vampiro de séculos, uma híbrida e uma profecia os unindo. Renesmee era ligada a Jacob pelo imprinting, o amava muito e esse amor permanecia, mas parecia que depois da morte do mesmo ela estava vazia, mas não oca.

Ainda queria amar e ser amada, a morte do quileute não tinha lhe deixado fechada, ou distante. E, tinha conhecido Alec antes de Jacob morrer e sabia que mesmo que um imprinting a ligasse ao Black, isso não era a afirmação de que ele seria o cara, aquele cara que Alec parecia ser.

Mas, tinha um único medo assombrando Renesmee, de que o que ligasse ao vampiro não fosse tão diferente do que antes tinha a ligado ao lobisomem. E, se a profecia fosse o que lhe fizesse querer ficar com Alec, seria possível não ser algo derivado de uma escolha própria.

Sim, ela amou Jacob, mas também se perguntava se o continuaria amando daquela forma tão profunda senão fosse o imprinting e estava de novo com medo de que aquilo estivesse se repetindo, daquela vez em relação a Alec.

Renesmee tirou aquilo de sua mente quando entraram na sala que Aro estava os esperando, o vampiro obviamente sorriu para eles e ainda mais aos ver de mãos dadas. Alec instintivamente apertou a mão de Renesmee, como se só seu toque fosse capaz de protegê-la, mesmo assim continuou a andar com ela até o local indicado por Aro.

— É bom vê-los juntos — Aro falou, colocando suas mãos sobre as dos dois. — E vejo que está usando algo que nos pertence! — exclamou extasiado ao olhar o colar Volturi no pescoço de Renesmee. — Isso significa algo?

— Isso...— Alec começou a falar, mas Renesmee o interrompeu.

— O que nos trouxe até aqui, Aro? Se suas palavras forem as certas é possível que eu lhe dê as palavras que quer também.

O sorriso no rosto de Aro morreu, então ele olhou para Alec por longos segundos.

— Eu estou aqui, sozinho, para prometer a vocês que lhes juro lealdade — Aro disse, ajoelhando-se diante dos dois, aquilo fez Alec ser surpreendido. — Eu sei que pedi a Alec que cumprisse a profecia, mas também sei que ele nunca a cumpriria, nunca seria capaz de fazer isso.

Renesmee não ficou surpresa com a revelação dele a respeito da profecia, na verdade era algo que ela imaginava típico de Aro. Estava contente de Alec não ter nem chegado perto de cumprir a profecia por conta de uma ordem.

— Estou aqui lhes jurando lealdade para que saibam que os protegerei durante todas as batalhas que moverão tentando derrubá-los — Aro continuou a falar. — E quero que seja meu sucessor caso algo aconteça comigo, Alexander! — Renesmee sentiu Alec incomodado com a menção de seu nome, mas ele manteve-se em sua postura.

— Quanto a Caius? — Alec indagou.

Aro deu um sorriso, mas diferente dos outros, aquele era cheio de trevas.

— Alguém já lhe disse que não deve confiar em Caius?

— O que quer em troca de sua lealdade, Aro? — Renesmee questionou, o que fez a atenção dele voltar para o rosto da híbrida, então ficou de pé. Alec também sabia que a lealdade dele, ainda que jurada, só seria valida se recebesse algo em troca.

— Quero que se torne uma Volturi, Cullen. — Uma expressão debochada, quase descrente, tomou conta do rosto de Aro.

— Ela não irá se tornar uma Volturi — Alec proclamou, soltando da mão de Renesmee e ficando entre ela e Aro. — Não precisamos de sua lealdade e proteção, não com esse termo. Renesmee é uma Cullen, ela nunca será uma Volturi.

Renesmee tocou no ombro de Alec, fazendo com que ele a olhasse e foi preciso apenas de um único olhar para decifrar o dela.

— Eu me tornarei uma Volturi.

Notas finais
Pobre família Cullen, irão infartar em sequência quando souberem disso. O que acharam? Renesmee vai abandonar o nome Cullen para virar uma Volturi? Comentem povo bonito. Beijos! Lola Royal. 08.04.16