Psycho Killer
37 Capítulo Trinta e Seis
Notas iniciais
Capítulo Trinta e Seis
Lucy descreveria o que sentia como uma névoa preta, densa e sufocante pairando sobre ela. Era como se o castelo inteiro estivesse debaixo de um presságio de algo ruim.
A vampira fechou as cortinas do quarto, evitando a luz solar. Ela adorava o Sol, mas sabia que não existiria mais claridade para si, provavelmente para ninguém mais no interior daquele castelo, incluindo a nova vida que Renesmee gerava.
Todos no castelo estavam agitados, ainda assim o silêncio era absoluto. Fazia cerca de uma hora que Renesmee estava sendo avaliada por Carlisle Cullen em seu quarto, Alec era o único junto dela, mas Jane mantinha uma vigilância na frente do quarto, tomando conta para que ninguém entrasse ali.
Ela sabia que devia ir até lá, tinha jurado fidelidade à Renesmee e Alec, não estava voltando atrás naquilo, só estava ansiosa com a situação. Aquele bebê que logo viria ao mundo, iria mudar tudo, até mesmo sua vida.
Determinada a cumprir com sua palavra, Lucy saiu de seu quarto, seguindo até o de Renesmee. Onde, como um segurança, Jane continuava a postos.
— Você está com a gente nessa? — Jane perguntou a Lucy.
— Até o fim — prometeu.
***
Alec amava Renesmee, o sentimento só aumentou dentro de si quando a figura frágil — bem diferente da já forte com a qual estava acostumado — dela proferiu aquelas duas palavras. O vampiro a tomou em seus braços, a levando de volta para o quarto, a colocou sobre a cama, cobrindo seu corpo nu.
— Alec — ela choramingou, apertando sua mão.
— Eu sei, eu sei — ele sussurrou, curvando-se para beijar os lábios dela.
— Chame Carlisle — Renesmee pediu. — Ele vai saber o que fazer em primeiro momento.
— E seus pais? — Alec perguntou.
— Não, ainda não. — Ela negou com a cabeça. — Ainda não estou pronta para lidar co meus pais.
Alec assentiu, deu mais um beijo em Renesmee, então saiu do quarto. Jane já estava lá, tocou em seu braço, deixando claro ao irmão que ficaria ali, protegendo o que era mais precioso para ele naquele momento.
***
Carlisle parecia tão sério, que cada movimento dele deixava Renesmee mais tensa. Fazia cerca de uma hora que ele a examinava, nos limites possíveis com o equipamento médico, que ela sabia que ele tinha comprado na Itália justamente para tratar dela.
— Você está bem — Carlisle disse por fim. — É uma grávidez normal, eu diria. Apenas avançada, como a de sua mãe foi. Mas, você é metade vampira, seu corpo não cederá tão fácil.
Renesmee respirou fundo, apoiando a cabeça no ombro de Alec sentado ao seu lado.
— Sabemos que não é a grávidez o risco, sim o que vem depois.
— Carlisle... — Renesmee murmurou.
— Só quero que saiba que estou ao seu lado. — A fala do avô a pegou de surpresa. — Todos estamos.
— Minha mãe não está — ela o corrigiu, Carlisle sorriu.
— Bella ama você, Renesmee. Claro que ela ficará ao seu lado, só está com medo — afirmou. — Você será mãe, daqui a algumas semanas, entenderá o que ela está sentido quando se preocupar com seu bebê.
Renesmee já estava preocupada, estava antes mesmo de engravidar, mas preferiu não falar mais nada. Carlisle saiu do quarto, dizendo que voltaria depois para checar o estado dela, por hora apenas pediu que a híbrida descansasse, pois lidar com os enjoos não seria tão fácil.
— Você está realmente bem? — Alec perguntou, a abraçando.
— Estou — Renesmee sussurrou. — E você?
— Ficando maluco, eu sempre soube da profecia, mas nunca acreditei tanto nela como agora.
— Ah, você será pai, é normal ficar maluco — Renesmee brincou. — Na verdade, deveria ir fumar uns charutos com Félix e Demetri.
— Eu sou um vampiro, não fumo — Alec disse confuso.
— Oh, eu esqueço que foi um humano no tempo das cavernas e não sabe tanto assim sobre a atual civilização. — Renesmee o beijou. — Eu te amo, Alec. — Ela começou a chorar.
— Ei, calma — ele pediu. — Você ouviu Carlisle, a grávidez está normal, você está normal...
— Não estou preocupada com isso — ela o interrompeu. — Alec, assim que eu der a luz a essa criança, vampiros e bruxos atrás de poder viram até nós, querendo a arrancar dos nossos braços para matá-la.
— Nós não deixaremos isso acontecer, eu matarei cada um que cruzar nosso caminho — Alec jurou. — Eleanor, Violet, ninguém irá arrancar essa criança da gente, da família dela.
Renesmee arregalou os olhos.
— O que foi? — ele perguntou.
— Eu vou ser mãe.
— Sim, meio que já temos essa conclusão a pelo menos uma hora.
— Não, você não está entendendo, merda! — Renesmee exclamou, remexendo-se impaciente na cama. — Eu nunca estive com criança alguma, eu não faço ideia de como cuidar de uma, Alec eu não sei ser uma mãe.
— Bom, no meu tempo das cavernas, pais não ganhavam manual de instruções junto com seus filhos, acho que isso ainda não mudou. Então, relaxe, você será uma boa mãe.
— O que vou ensinar a essa criança?
— Dar chutes, você é boa nisso, a melhor parte de seu ataque físico. Mas não a ensine beber sangue direto de um humano, você sempre deixa tudo sujo. — Alec brincou, segurando nas mãos de Renesmee. — Eu te amo, nós cuidaremos de tudo juntos.
***
Alec e Renesmee passaram o resto da manhã no quarto, ainda com Lucy e Jane fazendo a segurança deles do lado de fora. A híbrida sabia que podia parecer um exagero, mas sentia-se realmente mais segura com as duas ali.
Por fim, no inicio da tarde, Alec colocou o manto Volturi sobre os ombros de Renesmee e, os dois deixaram o quarto.
— O que estão fazendo aqui? Voltem para dentro! — Jane ordenou. — Não sabemos o quão bem informada Eleanor é, a essa altura eu não duvido em nada que ela já saiba sobre o bebê.
— Não vou ficar trancafiada no quarto — Renesmee pontuou, sentindo Alec segurar em sua mão.
— Deveria. — Lucy rolou os olhos. — Não seja teimosa, Renesmee, o que pretende fazer aqui fora? Treinar? Você está grávida, não pode lutar assim, volte para o quarto e fique lá até esse bebê estar fora da sua barriga. Aliás, parabéns pelo bebê, tomara que ele, ou ela, não seja tão teimoso quanto vocês dois — falou, olhando de Renesmee para Alec.
— Não podemos ficar trancados, além do mais, temos de falar com Aro e Caius — Alec disse, seguindo para as escadas com Renesmee, Jane e Lucy foram atrás deles, fazendo uma escolta.
— Eu ainda não acredito, você vai ser pai? Isso é loucura! — Demetri surgiu na escada, falando com Alec, Renesmee agarrou a mão do Renegado, assustada com a aparição abrupta do outro, mas também por não saber se ele era de fato confiável. — Desculpe, Renesmee — Demetri pediu, notando o estado que ela ficou. — Eu não queria assustá-la.
— Demetri está conosco, Renesmee — Jane assegurou, Renesmee virou a cabeça para observá-la, Jane por sua vez encarava Demetri. Tina segurança no rosto e na fala de Jane, aquilo convenceu Renesmee.
— Está mesmo? — Alec perguntou.
— Alec nos conhecemos por séculos, claro que estou ao lado de vocês — Demetri proclamou. — Além do mais, não é como se eu fosse apenas um mero companheiro de guarda de vocês, sabemos que não. — O olhar dele se encontrou com o de Jane.
— Por favor, o relacionamento preservado de vocês me dá ânsia de vomito e sou uma vampira — Lucy bufou, voltando a descer as escadas.
— Okay Demetri, acreditamos que está ao nosso lado — Renesmee falou sorrindo, depois de ver o olhar constrangido de Jane por Lucy ter citado a relação dela com Demetri.
Os cinco seguiram para a sala dos tronos, onde Caius e Aro estavam, junto de mais alguns membros da guarda e de toda a família Cullen.
— Ah meus caros, é bom que decidiram juntar-se a nós nesse momento tão importante — Aro proclamou, Renesmee o ignorou por completo, soltou a mão de Alec e foi até Bella, a abraçando.
Eu sei que você está com medo, mãe, mas preciso que me apoie agora.
Renesmee falou com Bella por seus pensamentos. Bella sorriu para Nessie, dando um beijo na bochecha da filha.
— Eu sempre vou te amar, pequena cutucadora.
Aliviada, a Mestiça sorriu para ela. Abraçou o pai por um instante, acenou para o restante da família e voltou para perto de Alec.
— Então. — Aro levantou de seu trono. — Vocês estão formando uma família.
— Pretendem casar? — Caius debochou.
— Eu recebi uma carta, de Margot — Aro disse, a entregando nas mãos de Alec. — Elas querem um acordo.
— Um acordo? — Alec abriu a carta, Renesmee se posicionou ao lado dele para poder ler também a carta da mãe de Sofia.
“Caro Aro,
Sei que nós dois nunca nos demos bem, que no fundo nos odiamos profundamente por sermos de espécies distintas, mas por meio desta carta pretendo firmar um acordo com você. Alec e Renesmee logo terão a concretização de que estão esperando pelo bebê da profecia.
Como você muito bem sabe, Alec e Jane ainda tem poderes bruxos, porém estão o desperdiçando negando-se a treiná-los. E, a criança vinda do Renegado e da Mestiça, será uma bruxa tanto quanto seu pai. Alec, Jane e a criança pertencem ao nosso coven, ainda que mil anos nos separem deles.
Peço que converse com eles, que explique o quanto estão sendo tolos em não aceitar nossa ajuda. Pense Aro, se Alec e Jane tiverem seus poderes bruxos sobre controle, eles serão muito mais poderosos do que já são.
Quanto a criança, nós a protegeremos, como protegeremos a Mestiça também. Ela é uma de nós, precisa estar junto do seu coven.
Faça Jane e Alec virem até nós, junto de Renesmee. Nos os treinaremos, cuidaremos do nascimento da criança, então eles voltaram ao seu clã, prontos para enfrentarem qualquer ameaça.
Margot.”
Alec entregou a carta para Jane, que prontamente a leu, parecendo já ter tomado sua decisão.
Você quer ir?
Renesmee perguntou a Alec. Ele a encarou, deixando sua expressão para que ela lesse. Ela sabia que mesmo receoso, mesmo odiando o fato dos descendentes do coven — que não o salvaram, não salvaram Jane no passado —, eles podiam ser grandiosos aliados e, seus poderes um excelente recurso para combater Eleanor, seus seguidores e o coven liderado por Violet.
Jane juntou-se aos dois, devolvendo a carta para o irmão. Ela também sabia a escolha do irmão.
— Nós vamos — disse a Aro. — Renesmee, Alec e eu nos uniremos ao nosso coven.
Fale com o autor