Psycho Killer
49 Capítulo Quarenta e Oito
Notas iniciais
Capítulo Quarenta e Oito
Uma chuva fina caia sobre a cidade aquela noite, o homem adentrou o beco correndo para se esconder, mas não da água, sim da viatura da policia que passava pela rua naquele momento. Do alto de um prédio, a híbrida revirou os olhos para a atitude dos policiais, se eles estavam procurando por bandidos deviam procurar direito, não fazer rondas superficiais.
— Humanos são tão idiotas — Renesmee cochichou para Alec, enquanto os dois viam o bandido camuflar suas drogas dentro do casaco.
— Você é uma humana também, Cantante — Alec comentou, arqueando a sobrancelha para ela.
— Metade, Volturi, metade — ela afirmou. — Mas bem, se você prefere ficar ai pensando no meu DNA tudo bem, eu vou me alimentar.
Piscando para ele, Renesmee jogou-se do alto do prédio. Alec sorriu por um instante.
— Belo DNA — sussurrou para si mesmo, então pulou atrás dela.
O homem se espantou ao ver os dois, principalmente ao detectar os olhos vermelhos de Alec. Ele tentou correr, mas não conseguiu passar por Renesmee, que pareceu realmente irritada por ele tentar fugir dela, com apenas um empurrão o fez cair no chão.
— Escute, você realmente acha que conseguiria fugir de nós? — Ela agachou-se ao lado dele, sua mão presa no pescoço do humano. — Sabe, nós acabamos de pular do alto de um prédio de quinze andares e continuamos intactos, acha que é o super homem só por cheirar cocaína? Sua mãe nunca lhe ensinou que drogas são para babacas?
— Renesmee, vamos logo, eu estou faminto — Alec resmungou. Ele também adorava brincar com suas presas, mas naquele dia estava realmente querendo ir direto ao ponto principal.
— Não me atrapalhe, Alec! — ela exclamou. — Então, você é traficante, não é? Vimos a sua fuga da polícia no cerco que armaram para você, foi até inteligente conseguindo fugir deles.
— Vocês são da policia? — o homem perguntou, a voz abafada pela mão de Renesmee presa em seu pescoço.
Alec gargalhou, Renesmee apenas sorriu.
— Não, muito pelo contrário — Renesmee disse. — Estamos bem longe de sermos homens da lei, mas não importa. — Ela levantou-se, fazendo o homem ficar de pé também, ele tremia e olhava assustado dela para Alec. — É uma pena, sabia? Você realmente deveria ter se regenerado e se entregado para os policias. Acredite, ir para uma delegacia seria melhor para você.
— Vocês são da gangue do Heitor? — o homem perguntou gaguejando. — Sei que estou devendo grana para ele, mas juro que pago até o fim do mês. Só não me torturem, por favor.
— Pobre Heitor, nunca terá seu dinheiro de volta. — Alec suspirou teatralmente. — E não iremos torturá-lo, seremos misericordiosos.
— Não podemos mesmo? — Renesmee perguntou se virando para ele. — Eu estou com tanta raiva acumulada dentro de mim, adoraria poder torturar alguém.
Alec sorriu compreensivelmente para ela.
— Eu também iria querer muito isso, mas infelizmente precisamos ser cautelosos.
Renesmee bufou, largando o homem que tentou fugir outra vez, mas Alec não precisou de muito para segurá-lo.
— Me solte! — o homem gritou, debatendo-se nos braços de Alec.
— Não seja patético — Renesmee ordenou parando diante dele.
— Quem é você, sua vagabunda? — o homem gritou para ela, no segundo seguinte Alec quebrou as duas pernas dele, o fazendo gritar para valer.
— Não ouse chamá-la de vagabunda, seu pedaço de lixo! — Alec exclamou, o homem chorava muito e se contorcia de dor. — Desculpe Renesmee, mas ele é só meu, acharemos outra presa para você.
— Mas... — Ela tentou protestar, mas Alec já cravava seus dentes no pescoço do homem, usando seu poder nele para abafar os gritos. — Isso foi injusto — ela reclamou quando Alec terminou.
— Eu sei, mas ele a chamou daquele jeito, precisava mostrar a ele algumas coisas. — Alec sorriu para ela, ateando fogo no homem e o colocando dentro de uma caçamba de lixo. — Além do mais, o sangue dele era ruim, você não iria gostar.
— Que seja, agora precisamos achar alguém para que eu mate.
— Não será difícil, você tem seguido a regrinha antiga de seu pai em matar foras da lei, será extremamente fácil achar alguém. — Alec segurou na mão dela a guiando para fora do beco, mas antes que pudessem sair outro homem apareceu.
Ele era alto, tinha cabelos castanhos claros e ondulados, seus olhos eram escuros e certamente era um humano. Segurava uma arma na mão, mas Renesmee e Alec duvidaram ser um policial.
— Fiquem parados onde estão, agora mesmo! — ordenou, ele tremia, mas não de forma exagerada quanto o traficante que Alec tinha eliminado instantes antes. — Eu os vi, matando aquele homem, sei o que são — afirmou. — Vampiros, demônios! — sussurrou, a voz cheia de ódio.
Alec colocou Renesmee atrás de si, sabendo que um tiro não o machucaria, mas que a ela sim, ainda que não de forma fatal.
— E podemos saber seu nome, meu caro homem? — Alec perguntou, a voz pomposa, como se ele estivesse em cima de um palco.
— Fique calado, vampiro! — o homem ordenou, suando, deixando seu cheiro mais exposto. Renesmee estava faminta, queria tanto cravar seus dentes no pescoço dele, onde uma veia pulsava sem parar.
— Vampiro, demônio. Você me dá tantos nomes, eu mereço saber o seu. — Alec parecia calmo, então Renesmee concluiu que aquele homem com aquela arma não seria capaz de detê-los, por mais empenhando que estivesse.
— Vasco Viegas.
— Bom, é uma pena que nosso primeiro encontro vá ser também o último, senhor Viegas. — Alec sorriu para ele, dando um passo em direção ao homem, que no mesmo momento atirou contra o vampiro. Por um momento Renesmee ficou tensa, mas logo percebeu que Alec estava muito bem e que a bala estava no chão. — Você tem razão, Cantante, humanos são tão idiotas.
Com um aceno de mão Alec fez com que a arma do homem fosse parar onde o corpo do outro pegava fogo, Vaco Viegas não se mexeu, mas não era um feitiço que lhe mantinha preso ali. Ele ficou de pé e permaneceu, decidido a morrer com glória.
— Vocês são uma aberração, seus demônios! — gritou. Alec o calou com seu poder, vendo o homem ceder e cair no chão, livre de seus sentidos.
— É todo seu. — Apontou o corpo para Renesmee.
— Já não era sem tempo — ela comemorou, arregaçando a manga da blusa para não sujá-la de sangue. — Sinto muito senhor Viegas, nada contra o senhor, só estou faminta — disse em um tom divertido para o homem antes de beber cada gota do sangue dele.
***
A última parada dos dois aquela noite antes de retornarem para Volterra era no hospital da cidade vizinha que estavam. Tinham de conseguir mais bolsas de sangue para o estoque do castelo, principalmente para Charlotte que se alimentava dele.
Alec colocava lentes de contato quando Renesmee o questionou.
— Como faremos isso?
— Bom, precisamos bolar um plano — ele confessou. — Lucy era quem cuidava disso para nós, ela simplesmente convencia médicos e enfermeiros que cuidava de um hospital infantil que precisava de doação de sangue. Você sabe, o poder dela era extremamente útil com humanos.
Renesmee sorriu ao lembrar-se de Lucy, satisfeita em não cair no choro.
— Tudo bem, eu não tenho a persuasão de Lucy, mas posso dar um jeito — Renesmee falou soltando o cabelo do rabo de cavalo, deixando eles caírem sobre seus ombros, ela puxou a blusa de magas compridas que usava ficando apenas com a regata que tinha por baixo. Puxou a mesma para baixo, deixando seu decote mais aparente. Pegou um batom vermelho dentro do carro que estavam, um cedido por Aro após terem o convencido a deixar o castelo, passando nos lábios.
— Você vai seduzir o pessoal do hospital? — Alec indagou, com ciúmes brincando em sua voz.
— Claro — Renesmee afirmou, saindo do carro. — Fique de guarda, você vai saber o momento certo de agir. — Piscando para ele, a híbrida entrou no hospital, Alec foi logo atrás, mas deixando com que ela resolvesse o assunto primeiro.
Renesmee dirigiu-se até o primeiro médico que viu, ignorando as mulheres no balcão da recepção.
— Olá! — Ela sorriu para ele, tocando no braço do médico, que ignorou completamente o celular em suas mãos para prestar atenção em Renesmee.
— Oi. — Ele sorriu de volta para Renesmee, totalmente deslumbrado. Alec sentado em uma das poltronas da sala de espera revirou os olhos. — Como posso ajudá-la?
— A doutor O’Keefe — ela disse o nome dele como se estivesse saboreando algo muito bom, após o ver no crachá. — Eu realmente preciso de ajuda.
— Pode dizer, pode dizer — ele falou apressadamente.
Renesmee deslizou sua mão para o peito do médico, mordendo o lábio e se curvando na direção dele.
— Eu preciso de um grande favor, de um médico competente que possa me ajudar. Você é capaz, não é doutor O’Keefe?
— Claro — ele gaguejou por um instante. — Você quer ir até minha sala? Podemos ter mais privacidade lá.
Renesmee assentiu, deixando que ele a guiasse até o elevador, Alec foi pelas escadas. Ela precisava descobrir onde ficavam as bolsas de sangue e, sabendo que o lugar devia ser muito bem protegido para evitar contaminações, precisava saber como ter acesso a ele sem causar um tumulto no hospital lotado, seria muito simples para Alec usar seus poderes bruxos, mas assim como Renesmee sabia que não seria possível sem chamar atenção, o que eles não podiam fazer.
Quando chegaram a sala do médico, Renesmee sentou-se diante dele, ainda sorrindo de forma sedutora.
— Eu me chamo Peggy Brown anunciou, sou jornalista.
— Ah sim. — O médico assentiu. — Está tentando encontrar alguma irregularidade aqui? É um bom hospital, sugiro que vá até outro.
— Não, estou muito bem aqui, doutor O’Keefe, apenas preciso que me responda algumas perguntas, serei muito generosa na retribuição do seu favor.
— Tudo bem, pode falar. — O médico endireitou os ombros.
— Onde ficam as bolsas de sangue? — A pergunta o deixou confuso.
— Para que isso importa? Não estamos desviando bolsas de sangue. — Riu. — Que tipo de matéria é essa Peggy?
Renesmee conteve a vontade de revirar os olhos.
— Apenas responda. — Ordenou.
— No subsolo, tem uma sala refrigerada para isso lá. O que quer? Alguém fez uma denuncia? Foi o doutor Conner? Acredite, ele é um péssimo administrador, que o lugar do irmão mais velho na presidência e...
— Na verdade eu acho que a matéria realmente seria muito chata, o hospital realmente parece estar em boas mãos. — Renesmee pulou da mesa e sentou no colo do homem, era ridículo, mas necessário, sem que ele percebesse roubou seu crachá, sabendo que precisaria dele para entrar na sala com as bolsa de sangue. — E me diga, onde fica a sala de segurança?
— No primeiro andar, atrás da recepção, mas eu não acho que devia...
Antes que ele pudesse concluir, Renesmee bateu a cabeça dele contra a mesa, apenas o suficiente para que o homem desmaiasse. Sabia seria bem difícil que ele se lembrasse de qualquer coisa quando despertasse.
Saindo da sala ela encontrou-se com Alec no corredor, os dois caminharam em silêncio para o primeiro andar.
— Você cuida das câmeras? — Renesmee perguntou a ele.
— Claro. — Alec concordou, passando as chaves do carro para ela. — Te encontro lá embaixo.
Enquanto Renesmee esperava o elevador voltar a descer teve um último vislumbre de Alec conversando com as mulheres da recepção e mexendo suas mãos discretamente, jogando algum feitiço em direção à sala de segurança, fazendo as câmeras pararem.
A sala onde ficavam as bolsas de sangue estavam vazias, Renesmee entrou sem dificuldade ali usando o crachá do médico. Alec logo apareceu anunciando que as câmeras tinham parado e que tinha feito uma tubulação de água no primeiro e segundo andar explodirem para que pudessem sair despercebidos no meio de uma confusão.
Usando seus poderes ele encheu duas caixas térmicas com bolsas de sangue, esperando que aquilo fosse o suficiente ao menos para Charlotte por um bom tempo. Como esperado, o hospital tinha se transformado num caos com a água que invadia os corredores, não foi difícil para que os dois passassem por ali sem serem notados com as caixas cheias de sangue.
Alec sabia que Jane devia ter conhecimento de poderes melhores para roubar, mas ele não tinha e aquilo era o suficiente. Ele e Renesmee colocaram as caixas no porta malas e saíram dali, o hospital ainda sofrendo com água para todo o lado.
— Aquele médico era ridículo — Alec proclamou.
— Não fique com ciúmes — Renesmee pediu.
— Não estou com ciúmes. — Ela sorriu para ele, obviamente ele estava.
***
Antes de seguirem para Volterra, os dois fizeram uma parada em um hotel. Era fato de que com todos no castelo, precisavam de um lugar mais sossegado para ficarem e foi o que fizeram.
Pegaram um quarto e não demorou muito para estarem na cama do mesmo.
— Então, você ficou com ciúmes do médico O’Keefe? — Renesmee perguntou provocando Alec, enquanto ele beijava o pescoço dela. Alec resmungou baixinho, fazendo com que ela ficasse embaixo dele.
— Fique quietinha, okay?
— Vamos Alec, assuma! — Renesmee envolveu a cintura dele com suas pernas. — Diga que queria arrancar a cabeça daquele médico quando me viu junto dele.
— Sim, eu queria — Alec confirmou por fim, seus olhos encontrando-se com os de Renesmee. — Na verdade ainda quero.
— Mas o sangue dele não se compararia ao meu, sabe disso não é?
Alec a avaliou.
— Renesmee...
— O sangue daquele homem que você se alimentou era realmente ruim, o cheiro de drogas chegou até mim. — Renesmee tocou no rosto de Alec. — Beba do meu, precisamos que esteja forte, sabemos que meu sangue irá te dar força. Ele te deu da última vez, você se alimentou do meu sangue quando realizou aquele feitiço que salvou sua vida nos Estados Unidos.
Alec a encarou, vendo que a híbrida estava falando sério e que não voltaria atrás, deixou seus dentes penetrarem o pescoço dela. Ela gemeu, mas não de dor, aquilo parecia bom para ela também, mesmo que de uma forma totalmente incompreensível.
— Não se preocupe, Alec — ela falou quando ele terminou de beber, o suficiente para que ela não sentisse qualquer diferença. — Eu e você, nada irá nos separar.
— Você tem certeza? — Alec indagou temeroso.
— Absoluta, estarei ao seu lado até o fim. E, se cairmos será juntos.
Alec sorriu, Renesmee sorriu de volta então os dois se beijaram. Roupas foram arrancadas as presas, toques e gemidos guiaram a noite. E, os dois sentiram-se mais fortes, mais unidos.
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