Psycho Killer

50 Capítulo Quarenta e Nove


Notas iniciais
Eu tô com uma preguiça monstruosa, mas fiz esse capítulo em duas horas, não me perguntem como hahaha Boa leitura!

Capítulo Quarenta e Nove

Jane estava no quarto com Charlotte, observando a garotinha dormir. Ela não parecia ter um sono calmo, remexia-se demais na cama e vez ou outra choramingava. Jane não precisava de Edward Cullen para saber o que se passava na mente da sobrinha, ela estava sonhando, ou melhor tendo pesadelos com o passado do pai.

Não demorou muito para Charlotte despertar, ofegante e com lágrimas deslizando por seu rosto. Jane caminhou até ela, sentando-se ao seu lado. Evitou tocar na garota, ainda que quisesse abraçá-la para consolá-la, mas Alec e Renesmee pediam que se mantivessem o mais afastados possíveis de Lô para evitar que ela tivesse acesso a mais passados que podiam perturbá-la.

— Beba um pouco, lembro-me que minha mãe sempre dizia que água me acalmaria, ainda que eu não entenda o motivo disso. — Jane passou um copo de água para as pequenas mãos da sobrinha, tomando o cuidado para que não se tocassem. Olhando diretamente para a tia, Charlotte bebeu a água, devolvendo o copo para ela. — Sinto muito — Jane proferiu.

— Por quê? — Lô perguntou, parecia exausta, os pesadelos consumiam muito de sua noite.

— Por você ter de passar por isso. — Jane esticou a mão para afagar os cabelos de Charlotte, mas conteve-se. Os olhos azuis da menina, idênticos aos seus quando humana continuavam a avaliando. — Nós a amamos, Charlotte, muito. Todos nós, seus pais, eu, os Cullen. — Jane torceu o nariz ao citar a família de Renesmee. — Sei que é difícil para você, sei que você odeia isso, mas nós estamos aqui para ajudá-la.

Charlotte assentiu, então ignorou os cuidados da tia e a abraçou.

Então, os gritos no primeiro andar do castelo começaram, Jane mal teve tempo de se mexer quando sentiu o cheiro de fumaça. Alguém tinha invadido o castelo e...Ela parou para escutar, ninguém tinha invadido o castelo, alguém ali de dentro estava fazendo algo.

— Venha, você vai ficar quietinha aqui, entendeu? — Carregou Lô, a deixando dentro do banheiro, saindo e selando a passagem com um feitiço para que vampiro nenhum pudesse entrar ali e chegar até a garota. — Vigiem a Charlotte, não deixe ninguém chegar um centímetro perto dela! — gritou para Emmett e Jasper, que estavam no corredor assim como os outros Cullen que Jane mandou que os seguissem. — Proteja todos com seu escudo — ordenou para Bella, que assentiu.

— Caius atacou Aro, ele o matou — Edward contou para Jane quando eles seguiam correndo para a sala dos tronos. — Alguns Volturi estão aliados a ele.

Jane estava furiosa e disparou na frente, chegando ao salão onde Caius estava junto de seus aliados e a fogueira que queimava o corpo de Aro. Ela sentiu-se mais brava ainda com aquilo, tinha sido Aro a pessoa que salvou ela e seu irmão da morte, agora ela tinha o deixado morrer bem debaixo de seu nariz.

Até mesmo Edward sentia-se completamente furioso por ter sido enganado pelos pensamentos de Caius e daqueles que se uniram a ele, tinham sido cuidadosos demais com o que pensavam com o Cullen por perto. Edward sabia que ter Aro como um aliado podia ser problemático, mas até ali ele estava cumprindo com sua palavra e mantendo Charlotte em segurança.

— Olá Jane, que bom vê-la! — Caius debochou. — Agora, me entregue sua querida sobrinha, eu tenho um ritual para fazer.

Sussurrando um feitiço, Jane fez Caiu voar contra a parede, então o manteve distante dos vampiros Volturi aliados a ele, o deixando sozinho e preso em um segundo feitiço.

— Eu adoraria matá-lo, Caius. — Jane em seus pensamentos mandou que Edward e o restante dos Cullen, assim como os Volturi que continuavam fieis, matassem os desertores. — Mas não tirarei isso de meu irmão, Alec adorará arrancar sua cabeça por ter tentado chegar até a filha dele. Acha mesmo que tocaria em um fio de cabelo de Charlotte? Eu sou uma bruxa também, Caius. — O sorriso de Jane foi o mais macabro possível, enquanto o salão era dominado pelos gritos dos outros vampiros sendo mortos. — Mas, já que meu irmão e Renesmee ainda vão demorar, podemos nos divertir um pouquinho, não acha?

Caius viu o que aconteceria e tentou fugir da proteção que o impedia de sair do pequeno espaço que estava, mas não conseguiu, então Jane disse apenas uma palavra o fazendo gritar mais alto que todos os vampiros.

— Dor.

***

Renesmee acordou na manhã seguinte com um sorriso no rosto, Alec sorriu também ao vê-la acordando, as vezes odiava o fato da híbrida dormir. Mas, estava feliz que ela tinha descansado um pouco, bom em partes considerando a noite que tiveram, mas que pelo menos um dia a cabeça dela esteve livre de problemas.

— Olá Peggy! — Alec a cumprimentou usando o nome que ela disse ser o seu para o médico no dia anterior. Renesmee soltou uma risada preguiçosa, sentando-se na cama e depositando um beijo nos lábios de Alec. — Pronta para ir?

— Claro — ela concordou prontamente, morrendo de saudades de Charlotte instantaneamente, era a primeira vez que esteve longe da filha. — Ainda que eu quisesse me aproveitar mais um pouquinho de seu corpo.

— Vamos dar um quarto só para Charlotte em Volterra, então poderemos fazer isso. — Alec piscou para Nessie, fazendo com que ela risse novamente.

Logo os dois se arrumaram para sair, com Alec dispensando as lentes de contato para usar apenas óculos escuros. Ele deixou com que Renesmee finalizasse a hospedagem deles no hotel, enquanto verificava tudo no carro. As caixas de bolsa de sangue continuavam lá e, checando noticias da cidade no celular logo soube que tudo estava em ordem no hospital também, mesmo depois do caos que deixaram por lá, o sumiço do sangue não tinha sido notado e demoraria até que fosse.

— Podemos ir? — ele perguntou a ver Nessie se aproximando do carro estacionado na garagem coberta do hotel.

— Devemos, acho que tem algo errado em Volterra — ela comunicou, apertando o colar de Alec em seu pescoço.

— Por quê? — ele ligou o carro. — Jane me mandou mensagens, disse que está tudo em ordem.

— Não sei, deve ser loucura da minha mente, mas só acho que tem algo de errado.

— Algo de errado com Charlotte? — Alec já dirigia para longe do hotel, com a velocidade o mais rápida possível para que não fossem detidos por policiais.

— Sim, de certa forma. Não que eu tenha um poder especial que me ligue a ela, ou coisa assim, mas parece que eu sei como ela está, como se sente. É loucura, não ligue, deve tudo estar sob controle, Jane não nos manteria no escuro.

— Bom, dizem que mães sempre sabem o que acontecem com os filhos, eu não duvido que você seja diferente. — Alec afagou o braço dela, lhe lançando um olhar carinhoso. — Mas tranquilize-se, tenho certeza de que Charlotte está bem, ela só deve ter tido uma noite longa com os pesadelos.

Renesmee decidiu acreditar naquilo, mas permaneceu quieta até chegarem ao castelo. Alec foi o primeiro a sentir um leve odor de fumaça no ar, um resquício quase imperceptível do que deveria estar mais forte momentos antes.

Sem pensar direito ele deixou Renesmee para trás e correu para o interior do castelo, indo direto para a sala dos tronos de onde vinha o cheiro, Renesmee apareceu logo depois. A cena era no mínimo confusa. Caius encolhido em um canto, com Jane diante dele sorrindo diabolicamente, Aro não estava em lugar nenhum, mas ali encontrava-se praticamente toda sua família com exceção de sua mãe.

— Finalmente chegaram, acho que tem alguém que precisam liquidar! — Jane exclamou, apontando para Alec. — Mas antes...— Ela fez ele se contorcer de dor mais uma vez.

— Onde está Charlotte? — Renesmee perguntou, agarrando o braço de Alec com força, com medo da resposta de Jane.

— Lá em cima com sua mãe, ela está bem — Jane garantiu. — Agora podem acabar com a raça nojenta de Caius.

— O que aconteceu aqui? — Alec indagou a irmã.

— Caius levantou alguns aliados dentro do castelo, ele queria sequestrar Charlotte para poder fazer o ritual. Matou Aro. — Alec fechou as mãos em punho ao ouvir aquilo. — Mas conseguimos agir a tempo, matamos os outros e Jane o deixou vivo até agora para que vocês cuidassem dele.

— Como você não viu isso na mente dele antes? — Renesmee perguntou aos gritos para o pai.

— Caius não é tolo, Renesmee — Edward disse, Caius bufou ali, então Jane voltou a torturá-lo. — Ele e os aliados souberam muito bem desviar seus pensamentos e, de qualquer forma Aro me preocupava muito mais, era ele quem eu estava monitorando a cada minuto.

— Ele podia ter matado Charlotte! — Renesmee voltou a gritar com o pai.

— Mas não matou, ela está bem — Edward deixou claro. — Então cuidem dele de uma vez e sigam até sua filha. Não há mais ninguém no interior desse castelo querendo matá-la, estão livres de ameaças.

— Quem era? — Alec gritou com Caius, fazendo com que a irmã parasse de usar seus poderes nele. — Quem era o bruxo, ou bruxa aliado a você? A quem você está aliado.

— Margot — Renesmee murmurou, chamando a atenção para si. — Era ela, não é? — Se aproximou de Caius.

— Sim — Caius sorriu, mesmo sabendo estar derrotado. — Mas como a mataram, eu teria de procurar por outra, talvez a filha dela. Sofia podia realizar o ritual tão bem quanto a mãe, eu pegaria a criança e iria atrás da bruxa, então o ritual aconteceria e todos serviriam a mim. Matei Aro, o tirei do caminho, agora vocês não tem mais um mestre, estão sozinhos e irão perder para Eleanor.

Jane o fez gritar mais uma vez.

— Acabe com ele, Alec, agora mesmo — Renesmee pediu, já seguindo para fora do salão.

Já estava na porta quando ouviu Alec arrancar a cabeça dele, então uma nova fogueira foi acessa.

Ela chegou rapidamente ao quarto onde Charlotte estava com Bella, a garotinha dormia, mas o aspecto em seu rosto era cansado. Renesmee depositou um beijo na bochecha dela, então virou-se para a mãe procurando por respostas.

— Lô teve uma noite complicada — Bella respondeu a pergunta muda da filha. — Acordou por conta dos pesadelos, então ficou trancada no banheiro enquanto resolvíamos tudo lá embaixo, mas obviamente ela ouviu tudo. Os gritos a noite inteira de Caius, todos nós falando sobre ele querer matá-la e, ela estava com medo de que você e Alec não voltassem, temia que algo tinha acontecido com vocês, que ela estaria desprotegida.

Renesmee suspirou, afagando o rosto da filha.

— Quando finalmente Jane veio desfazer o feitiço, ela não queria. Não quis nem mesmo que Jane se aproximasse dela, estava morrendo de medo que qualquer um pudesse machucá-la. Então Jane a deixou lá dentro até o amanhecer, quando ela finalmente pegou no sono e pudemos tirá-la de lá. Está dormindo desde então, mas Edward tem lido os pensamentos dela regularmente e viu que os pesadelos não são mais sobre o passado de Alec, ela tem sonhado com vocês dois mortos, com ela sendo colocada sozinha em uma fogueira...

— Tudo bem — Renesmee interrompeu a mãe, sem conseguir mais ouvir aquilo. — Você pode ir, eu fico com ela. Melhor que ela fique apenas comigo ou com Alec até que volte a confiar em vocês.

— Renesmee? — Alec estava parado na porta e tinha ouvido tudo aquilo.

— Caius, ele...

— Morto — Alec afirmou. — Mas ainda precisamos acabar com mais alguém.

Renesmee o olhou confusa.

— Papai disse que todos estavam mortos.

— Athenedora não, ela não se envolveu na luta e continua em sua torre, Sulpicia e Demetri estão a vigiando. Nem Jane sabia o que fazer com ela.

— Matá-la, obviamente — Renesmee se afastou de Charlotte.

— Nessie, se ela não estava envolvida, podemos dar uma segunda chance a ela — Bella murmurou.

— Eu não confio nela — Alec e Renesmee disseram ao mesmo tempo. — Você quer fazer isso? — Alec perguntou a Renesmee.

— Quero, mas... — Olhou para a filha na cama. — Faça isso por mim, okay? Eu não posso sair do lado de Charlotte, não agora.

Alec assentiu, compreendendo perfeitamente.

— Eu volto logo, Bella você pode sair — falou a última parte para a Cullen, que não pareceu nada contente.

— Eu não machucarei Charlotte! — Bella defendeu-se.

— Nós sabemos disso, mãe — Renesmee afirmou. — Mas Lô não, Alec e eu conversaremos com ela sobre a última noite. Você pode vê-la quando Charlotte estiver mais calma, até lá só eu e ele temos permissão de estar junto dela, mais ninguém.

— Nós somos uma família, Nessie! — Bella insistiu. — Você é minha filha, também não quero me afastar de você agora.

— Desculpe-me, mãe. — Renesmee estava séria. — Mas você, ou qualquer outra pessoa agora não são importantes para mim como Charlotte é e, se ela tem medo de qualquer um eu manterei quem for necessário longe, para mantê-la calma.

Bella assentiu, concordando por fim, então saiu do quarto. Alec beijou a cabeça de Charlotte, abraçou Renesmee por um instante e estava prestes a sair do quarto quando a hibrida o chamou.

— Pensando melhor, você fica, já teve o prazer de matar Caius. Eu cuido de Athenedora.

Alec tentou esconder um sorriso ao ouvi-la falar aquilo, mas não conteve.

— Olá Demetri! — Renesmee o saudou quando entrou no quarto que ele vigiava, onde Sulpicia e Athenodora estavam. — Sinto muito por Aro — falou para a primeira, que apenas concordou com um aceno de cabeça, ainda sentia-se perdida com tudo aquilo.

— Veio me dar seu perdão, híbrida? — Athenedora perguntou a ela, a cabeça erguida.

Renesmee a ignorou, seguiu até a lareira automática que tinha ali e a ligou.

— Você prefere que isso seja rápido? — Renesmee se voltou para Athenedora, que entendeu o que aconteceria.

— Eu não sabia dos planos de Caius.

— Duvido muito. — Renesmee se aproximou dela. — Seu marido estava planejando tornar-se o vampiro mais poderoso do mundo e você não sabia? Lamento por isso, mas não sinto pena alguma em matá-la, então nos encontramos no inferno algum dia.

Arrancou a cabeça de Athenedora rapidamente, a outra não tinha como fugir com Demetri e Sulpicia ali também, jogando no fogo. Renesmee preferia queimar no inferno quando fosse morta, mas até lá levaria todos inimigos consigo.

Notas finais
tuts tuts Caius morreu tuts tuts Aro morreu tuts tuts até o final da história vai tá todo mundo morto. Brincadeira hahaha O que acharam??? Não esqueçam de comentar. Beijos! Lola Royal. 10.06.16