Psycho Killer

12 Capítulo Onze


Notas iniciais
E ai gente, tudo bem com vocês? Mais um capítulo de Psycho Killer, espero que gostem e daqui a pouco tô postando um de Entre Memórias. Boa leitura!

Capítulo Onze

Ao ouvir e ver o que a filha fez, Edward Cullen prontamente correu até ela, erguendo a garota do chão. Ele nunca poderia permitir que ela participasse de uma guerra, Renesmee devia ser protegida de toda aquela loucura, não ir para um combate sanguinário.

— Não, cale-se Renesmee! — Edward exigiu nervoso.

— Papai, eu preciso...

— Você precisa ficar quieta e me ouvir. — Ele segurou no rosto dela, fazendo com que a filha lhe olhasse. — Não irá participar de guerra alguma, você não é uma combatente do exercito. Amanhã mesmo irá de volta para os Estados Unidos, de lá Jacob te leva para algum lugar seguro, nos reunimos quando tudo isso acabar.

Renesmee não conseguia acreditar em tudo aquilo que o pai estava dizendo, depois de tudo que ela havia passado nos últimos dias ele continuava a tratando como uma boneca indefesa. A híbrida estava furiosa por aquilo, poderia não ser de fato uma combatente, mas era a vida da sua mãe, da família e até mesmo a dela em jogo.

Ficar escondida em algum lugar com o namorado só lhe deixaria mais fraca, ela queria lutar ao lado e por aqueles que amava. Faria o que fosse preciso para aquilo, se recusava a fugir da ameaça, mesmo que acabasse morrendo no meio da guerra.

— Deixe a garota fazer o que quer, Cullen, você não pode mandar nela por toda a eternidade — Alec falou antes mesmo de Renesmee pensar no que diria para o pai, o que a surpreendeu.

— Não se meta com minha filha, Volturi! — Edward cuspiu as palavras para Alec, que em nenhum momento tirou o sorriso debochado do rosto.

— Acho que é um pouco tarde para isso, você mesmo viu o que aconteceu no quarto dela.

Foi tudo tão rápido que a visão de Renesmee mal pode captar a situação, quando se deu conta Alec e Edward já estavam travando uma briga corporal, chegando a quebrar parte do chão da sala do trono. Foi preciso que Carlisle e Demetri os separassem, assim como Lucy mandá-los pararem com aquilo com seu poder.

— Meu caro Edward, não é muito prudente atacar um dos meus sob meu teto — Aro falou, mas sem realmente parecer bravo pela briga, na verdade ele tinha achado tudo aquilo maravilhoso. Assim como Caius, que queria muito ter visto Alec matar Edward.

— Precisamos conversar Aro, falamos com você depois — Carlisle disse, tirando Edward, Renesmee e Esme dali.

Os quatro seguiram para uma sala vazia no terceiro andar do castelo, Edward andava de um lado para o outro, os olhos escuros devido a falta de alimentação raivosos. Ele queria ter arrancado cada membro de Alec, para se certificar que o vampiro nunca mais encostaria em um fio de cabelo da filha dele.

— Papai... — Renesmee começou a falar, mas Edward lhe encarou a fazendo ficar calada imediatamente.

— Você não vai ficar aqui Renesmee! — ele gritou. — Por tudo que disseram e eu li na mente dos outros posso saber muito bem o quanto Eleanor é uma maluca psicopata, ela quer acabar com todas as outras raças, seja por meio de morte ou escravidão diante os vampiros. Você é uma hibrida, acabaria virando uma bolsa de sangue para ela ou seria morta rapidamente.

— Além do mais, querida, você não tem noção alguma de batalha — Esme disse, afagando o cabelo da neta. — Escute seu pai, será muito mais seguro para você e até mesmo para nós se você for para algum lugar bem longe com Jacob. Eles podem passar algum tempo na ilha, o que acha? — Esme perguntou para Carlisle, que não respondeu, apenas olhava para Renesmee.

— Eu não quero passar o resto da eternidade fugindo, nunca sabemos o quanto essa guerra pode durar. Além do mais eu não quero ficar longe de nenhum de vocês, como também quero recuperar minha mãe. Isso...Me deixem ajudá-los, eu posso ser útil, não sou mais uma garotinha indefesa de quando os Volturi foram me conhecer.

Renesmee falou confiante, esperando que eles concordassem com ela. Mas, não era tão simples assim.

— Não há conversa Renesmee, você não ficará aqui, irá fugir o resto da eternidade se isso significar sua segurança — Edward afirmou.

— Seu pai tem razão, minha querida — Esme concordou.

— Pode ir fazer a reserva das passagens dela, Esme? Eu vou ligar para o Jacob e avisá-lo sobre...

— Edward — Carlisle o interrompeu. — Renesmee tem de ficar conosco, filho.

A fala do patriarca da família Cullen fez com que Edward arregalasse os olhos, ele não podia acreditar naquilo. Era surreal demais que Carlisle tenha dito uma coisa daquelas.

— O que quer dizer com isso, Carlisle? — foi Esme quem questionou.

— Eu quero dizer que estivemos durante anos reprimindo a verdadeira Renesmee. — A fala do avô a pegou de surpresa. — Ela pode ser metade humana, mas também é metade vampira. Lembrem-se que subestimávamos Isabella quando ela era apenas uma humana, ainda assim ela conseguia encarar tudo muito bem.

— Carlisle, isso é loucura! — Edward esbravejou.

— Me escute, filho — Carlisle pediu. — Eu sei como é ver alguém que se ama em perigo, passei isso com todos vocês por mais de uma vez, mas não acho que o certo seja mandar Renesmee para qualquer lugar. Jacob pode protegê-la, mas até quando? Ele também é uma espécie ameaçada por Eleanor.

— Ela é nova e inexperiente para uma batalha — Edward pontuou.

— Renesmee é esperta, podemos treiná-la. E quem sabe nem seja preciso colocá-la de fato numa batalha. Só quero que perceba, Edward, que nenhum lugar no mundo será mais seguro para ela do que próxima a família e odeio admitir, mas com os Volturi também.

— Querido, você está exagerando.

— Não Esme, infelizmente não estou. Sabemos o quanto eles são poderosos e influentes, temos sorte deles estarem no mesmo lado que a gente dessa vez, Renesmee deve ficar conosco. Não ir rodar o mundo apenas com Jacob, como um fugitiva muito fácil de ser localizada, ficaremos preocupados com ela longe e isso nos distrairá do problema.

Edward e Esme não disseram mais nada, assim como Carlisle. Renesmee estava igualmente quieta, esperando que as palavras do avô convencesse o pai de que o certo realmente era que ela ficasse ali, ao lado da família e de todos os outros que não queriam deixar Eleanor destruir a humanidade.

— Renesmee, vá para seu quarto, por favor — Edward ordenou para a filha, pelo menos em um tom de voz contido.

Prontamente a híbrida seguiu para o quarto destinado a ela no castelo, se tinha a mínima possibilidade do pai permitir que ela ficasse ali, não queria perdê-la. Por sorte Lucy, ou nenhum outro Volturi estava no quarto dela, só o que lhe faltava era topar com algum deles.

A Cullen encontrou papel e lápis no quarto, o que para ela foi um sonho em pleno pesadelo. Sempre gostou de desenhar, então poder fazer aquilo por algum tempo, o mínimo que fosse, seria bom.

Ela não sabia quanto tempo ficou ali desenhando, paisagens desconexas como florestas e grandes cidades. Só se deu conta que tinha usado mais de vinte folhas quando o pai entrou no quarto dela, foi também quando ela percebeu que o céu do lado de fora já clareava.

— Você deveria ter dormido um pouco — Edward disse sentando diante dela, analisando os desenhos. — Ficaram bons.

— Obrigada — ela agradeceu, nervosa com o que ele tinha decidido sobre seu futuro próximo.

— Eu amo você, Renesmee — Edward falou sério, olhando para a filha. — Eu só quero seu bem, é o que sua mãe iria querer também.

— Então eu vou mesmo ter que ir fugir de Eleanor? — Renesmee perguntou, sentindo os olhos se encherem de lágrimas.

— Bom, como eu estava dizendo, sua mãe e eu iríamos querer o seu bem. Para nós isso significaria te mandar para o espaço se isso quisesse dizer que estaria segura, mas você já é crescida o suficiente para decidir o que acha melhor.

— Ah papai...

— É uma guerra Renesmee, não é algo como quando os Volturi foram atrás de nós em Forks. Os humanos podem descobrir sobre nós, outras espécies podem ser aniquiladas, o mundo se tornou um lugar perigoso, podíamos tentar escondê-la em qualquer lugar para protegê-la, mas a escolha agora é sua.

— Eu quero lutar! — Renesmee afirmou decidida, nenhum por cento de seu corpo ia contra tal escolha, era de fato o que ela queria.

— Então vista roupas confortáveis — Edward mandou, se pondo de pé.

— Por quê? — perguntou confusa.

— Precisamos te treinar para lutar, não sabemos quando Eleanor atacará, então todo o tempo é necessário.

— Claro, claro — Renesmee concordou, indo para o closeth em busca de roupas mais confortáveis, acabou em uma calça jeans, tênis e camiseta, daria para lutar com aquilo.

Edward e ela seguiram para o que antes era o porão do castelo, mas foi transformado em um centro de treinamento. Aparentemente toda a guarda vampira se encontrava ali, alguns exercitando seus diversos poderes, outros em combates.

Os barulhos dos corpos se chocando pareciam de rochas pesadas indo de encontro uma com as outras, o que por um segundo assustou a híbrida. Além do espaço amplo para as lutas, o local também contava com artefatos de luta, como sacos de pancada, que no lugar de areia eram preenchidos por aço.

Renesmee foi levada pelo o pai para um canto, onde Carlisle e Esme esperavam por eles. Nenhum dos dois pareciam nada entusiasmado de estarem ali.

— Jasper só chega à tarde, ele vai ser o melhor para te ensinar a lutar, até lá seremos nós — Edward disse para a filha.

Ela assentiu, lembrando que o tio já tinha feito parte de um exercito.

— Tudo bem, por onde eu começo?

— Não faço ideia — Edward suspirou. — Tem certeza de que quer fazer isso?

— Sim, papai.

Edward acabou cedendo, colocando a filha diante de um dos sacos de pancada recheado por metal, mandando que ela batesse neles. Renesmee fez o que lhe foi ordenado, mas era obvio, até para si mesma que aquilo estava completamente errado, ela não tinha técnica alguma.

— Ei, calma ai! — Edward deteve o saco de acertar o rosto dela, quando o mesmo voltou na direção da garota com força demais.

— Isso não está dando certo — Renesmee falou ofegante, tirando parte do seu cabelo do rosto, voltando a prendê-lo em um rabo de cavalo.

— Acho que devemos parar por hoje — Esme sugeriu apreensiva.

— Não! — Renesmee exclamou. — Eleanor pode atacar a qualquer momento, eu tenho de saber no mínimo me defender.

Uma risada chamou a atenção dela, então se virou e viu Alec ali perto. A postura perfeita, mãos atrás do corpo, mas o sorriso no rosto era provocante.

— Fique fora disso, Volturi — Renesmee exigiu.

— Você não tem um poder excepcional e é péssima em combate físico, prepare-se para ser a primeira a morrer — Alec provocou.

— Então lute comigo e me ensine — Renesmee ironizou, se surpreendendo quando ele pulou para perto dela.

— Tente não gritar muito, Cantante, isso pode ser excitante demais.

Notas finais
O que acharam? Por favor comentem pessoas lindas. Beijos. Lola Royal. 22.01.16