Psycho Killer
10 Capítulo Nove
Notas iniciais
Capítulo Nove
Após Renesmee trocar de roupa, deixando o vestido preto de lado e pegando um azul escuro, saiu do quarto na companhia do pai. Edward tinha muito o que falar, desde as mortes que a filha provocou ao que tinha visto sobre ela e Alec, na mente de ambos, mas o Cullen preferiu deixar isso para depois.
Foram em total silencio para um grande salão do castelo, onde uma enorme mesa de madeira preta estava no centro. Vários da guarda Volturi, até mesmo as esposas de Aro e Caius, ocupavam o local. Mas, para Renesmee quem importava naquele momento era Esme e Carlisle.
Apressou o passo até eles, deixando com que a avó fosse a primeira a abraçar. Esme sempre foi tão gentil e carinhosa, Renesmee sentia-se totalmente reconfortada nos braços da vampira, ainda que tivesse passado por muita coisa nos últimos dias.
— Ah Nessie, como você está? — Ela afagou os cabelos da neta e se pudesse chorar certamente estaria.
— Bem — Renesmee murmurou, forçando um sorriso para Esme, então se virou para Carlisle.
Além de sua mãe, que nunca matou um humano, ela sentia-se totalmente desesperada de estar diante de Carlisle. O altruísta e benévolo Carlisle Cullen, que sempre queria o melhor para todo mundo. Era repulsivo saber que tinha ido contra tudo aquilo que o avô sempre procurou preservar, a humanidade dentro dos vampiros.
— Olá querida! — Ele também a abraçou, o que a fez suspirar, então tocou no rosto dele.
Desculpe-me vovô, eu fiz tantas coisas erradas.
— Conversamos depois — ele disse.
— É tão bom ver a família se reunindo — Aro proclamou. — Mal vejo a hora dos outros chegarem, especialmente a doce Alice.
Esme o encarou, o olhar de uma mãe brava por alguém que tenta fazer algo contra um de seus filhos. Carlisle deteve qualquer movimento dela segurando sua mão.
— Renesmee querida, você se alimentou? Não queremos que perca o controle mais uma vez, não é mesmo? — O tom na voz de Aro era irônico, sentado a cabeceira da mesa ele lançava um olhar superior aos Cullen.
— Sim. — Foi a única resposta dela, a mão de Edward encontrou o ombro da filha, então a guiou até os lugares demarcados na mesa.
Ela sentou entre o pai e Carlisle, pela primeira vez no dia sentido-se ao menos um pouco protegida. Queria que a mãe estivesse ali também, na verdade desejava que pudesse estar com toda a família em Forks.
E com Jacob.
Pensar nele, pela primeira vez em muito tempo, lhe causou uma avalanche de emoções. Saudades, raiva, amor.
Queria poder vê-lo, lhe dizer que o amava. Mas, lembra-se que tinha o traído com Alec Volturi era aterrorizante e a deixava zangada.
Viu Edward fechar as mãos com força ao seu lado, provavelmente leu sua mente e recordou do que tinha visto. Mais uma vez ela quis que a mãe estivesse ali, para quem sabe proteger sua mente do poder do pai.
— Bom, já que a cara Alice ainda não chegou e não sabe nos informar quem é o sequestrador de Isabella, podemos nos distrair com um banquete. — Aro voltou a falar.
Banquete?
Renesmee indagou mentalmente para o pai, mas ele nem precisou responder. Com um simples gesto de Aro, alguns vampiros entraram no salão carregando bandejas com taças. O liquido dentro delas era vermelho, mas não vinho, sim sangue.
A híbrida arregalou os olhos, prendendo a respiração ao sentir o cheiro, mas diferente de vampiros completos, ela não podia ficar sem respirar por muito tempo. Quando a taça de Jane foi servida, levando em conta que essa estava diante de Renesmee, a filha de Isabella não se conteve e voltou a respirar.
Empurrou a cadeira onde estava sentada para trás, ficando de pé, mas antes que pudesse pular sobre a mesa e arrancar a taça com sangue, foi contida. O pai e Carlisle a seguravam, Esme do outro lado do avô foi para a frente dela.
— Você precisa ser forte Renesmee, não pense no sangue. Ele não é necessário para você, está satisfeita — Esme falou, ganhando um aceno de cabeça dela. — Resista.
Ela voltou a sentar, mas tanto Edward quanto Carlisle acharam mais seguro manter as mãos dela presas. Antes que a híbrida voltasse a tentar arrancar uma das taças espalhadas pelos vampiros ao redor da mesa.
— Oh me desculpe, eu não sabia que Renesmee ainda estava tendo desejos sobre sangue humano — Aro disse debochando, cheirando o sangue em sua taça.
Jane sorria sarcasticamente também, assim como a maioria dos outros vampiros ali. Lucy era a única séria e Alec já estava bebendo o sangue entregue a ele, como se estivesse muito tempo sem se alimentar, não cerca de um dia desde que bebeu do sangue da garota na boate.
Os olhos dele, mais vermelhos ainda após a ingestão, repousaram sobre Renesmee. Então ela se tocou o que estava acontecendo, beber algo, sentindo o cheiro do sangue dela que era tão tentador para ele, estava provavelmente enlouquecendo o Volturi.
Aro foi o único que falou enquanto permaneciam no salão, contando histórias de vampiros que ousaram se levantar contra os Volturi. Todos os outros ouviam atentamente, ou ao menos fingiam ouvir.
Renesmee apenas se continha em não avançar sobre nenhuma das taças de sangue, queria tanto beber. Nem que fosse uma gota sequer, ela podia sentir sua garganta doer por aquilo, como se estivesse pegando fogo.
— Aro? — Edward interrompeu o Volturi, quando os sentimentos da filha ficaram intensos demais. — Posso me reunir com minha família a sós?
Aro fez uma careta, mas acabou concordando.
— Tudo bem, podem ir.
Edward agiu rápido, segurou Renesmee no colo e a tirou da parte interior do castelo. Logo Carlisle e Esme se uniram a eles, nos jardins traseiros do local.
— Por que você atacou aquela garotinha, meu amor? — Edward perguntou para a filha, a sentando em um banco.
— Eu tinha ido caçar, ela estava machucada e o cheiro do sangue dela me atingiu. Foi tudo muito rápido, então quando me dei conta já tinha a atacado — contou em uma voz baixa, envergonhada pelo que tinha feito.
— E depois você decidiu fugir? Renesmee sua mãe e eu estávamos lá, deveria ter nos contado, iríamos ajudá-la — Esme falou, sentando ao lado dela e a abraçou. — Somos uma família, não te deixaríamos sozinha.
— Eu estava com tanto medo — Renesmee murmurou, curvando o corpo para frente e começou a chorar. — Medo de que fossem me achar um monstro, que me colocassem para fora. Então fugi e acabei perdendo o controle de vez, eu matei tantas pessoas. Nenhum de vocês merece conviver com alguém tão horrendo quanto eu.
O rosto dela foi erguido, então seus olhos castanhos se encontraram com os dourados do pai. Edward a abraçou o mais apertado possível sem machucá-la, reconfortando a filha.
— Renesmee, eu também tive meu tempo de descontrole, matei mais que você — disse envergonhado. — Mas eu superei e espero que você possa superar, mas não podemos continuar negando o fato que você é metade vampira e a nossa natureza é se alimentar de sangue humano. Eu gostaria muito que não voltasse para esse caminho, mas se esse for seu desejo...
— Não pai, não — ela negou, balançando os cabelos arruivados como os dele, com os pesados cachos. — Eu não quero isso. Só quero que tudo volte ao normal e que eu possa ter minha mãe de volta.
Edward deu um sorriso mínimo.
— Acredite, eu vou até o fim do mundo para trazer Bella de volta para nós.
Então Renesmee sorriu também, a mãe voltaria e tudo ficaria bem.
***
Isabella estava em um lugar que deveria ser o porão do castelo para onde foi arrastada, era escuro sujo e úmido. A vampira encontrava-se nauseada e cansada.
Nunca imaginou que depois da sua transformação voltaria a enfrentar problemas humanos, mas lá estava sentido-se como uma humana doente. Totalmente vulnerável ao poder de Aaron.
Ela recostou a cabeça na parede, tossindo e se encolhendo. Não fazia ideia de quem era Aaron, muito menos Eleanor, a vampira que aparentemente queria dominar o mundo, só sabia que ela tinha um exercito de seguidores e aquilo não poderia ser nada bom.
Começou a chorar, sem lágrimas, aflita pensando na filha e no marido. Queria ao menos saber se Renesmee tinha sido encontrada, se estava bem. E desejava uma última vez que fosse poder ver Edward e tocá-lo.
— Olá Cullen! — a voz de Eleanor soou do outro lado das grossas barras de ferro, Bella tentou diversas vezes quebrá-las, mas foi totalmente sem sucesso, estava fraca e a barreira parecia ser indestrutível.
— Quem é você? — gaguejou a pergunta.
— Eleanor. — Viu a sombra da mulher se movimentar do lado de fora. — Mas isso você sabia.
— Por favor, me deixe ir embora, eu não lhe conheço e não tenho envolvimento algum com os Volturi. Se quer derrubá-los faça isso, mas eu não tenho como te ajudar.
— Sabe Isabella, em uma guerra o lado mais forte é aquele que sempre tem mais aliados e mais armas. Se você não é minha aliada, bom servirá como minha arma.
— Do que está falando? — Bella conseguiu chegar até a grade, podendo encarar o rosto pálido de Eleanor.
— Eu quero que lute ao meu lado com seu poder, quero seu escudo sobre mim e meus aliados. — Eleanor sorriu.
— Não, eu não vou me meter em uma luta com os Volturi!
— Ah Isabella, se você não lutar ao meu lado eu mesma matarei todos aqueles que ama. Está disposta a ver seu marido morrer? A ver sua preciosa filha ter todo o sangue sugado por mim? Acredite, é ao meu lado que vai querer estar, os Volturi irão cair e todos que ficarem contra mim também.
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