Psycho Killer

17 Capítulo Dezesseis


Notas iniciais
Então, eu fui mordida pelo bichinho da bondade e voltei com mais um capítulo...Maaas dessa vez porque recebi uma recomendação, sim eu fico muito feliz e posto mais ao receber recomendações, fica a dica. Então, Vicky Stlitfoor sua linda, muito obrigada por recomendar Psycho Killer. Não faz ideia de o quanto fiquei animada com mais uma recomendação nessa história que é meu xodó. O capítulo é para você, flor. Ah, hoje também é dia dos namorados em um monte de lugar, então esse capítulo serve de presentinho. Espero que todo mundo goste, boa leitura!

Capítulo Dezesseis

Aaron caminhava despretensiosamente pelo castelo ocupado por Eleanor e seus seguidores, estavam no extremo oriente da Rússia, no meio do frio e de absolutamente nenhuma alma humana próxima. A cada dia o número de vampiros aliados a eles aumentava, o número de fieis da vampira estava se tornando cada vez mais forte.

O vampiro tinha um sorriso debochado no rosto, parecendo muito contente com tudo que estava acontecendo e ainda iria acontecer. Quando humano Aaron podia ser considerado um cara legal, mas tudo aquilo de bom dentro dele tinha sido extinguido quando foi transformado.

— Olá Aaron, que bom que veio logo ao meu encontro — Eleanor falou quando ele se uniu a ela em seu quarto no palácio. — Aceita um pouco?

A vampira indicou o corpo semi morto de um homem, ela estava brincando com o humano antes de matá-lo de vez, sempre era mais divertido assim.

— Obrigado, ainda prefiro as humanas. — Aaron recusou a oferta, sentando-se próximo à lareira.

Era incrível para ele, como o fogo podia aparentar ser tão atrativo e tão letal ao mesmo tempo. Se entrasse em contato com o mesmo estaria fadado à morte, mas deixar de olhá-lo e apreciá-lo não parecia uma alternativa.

— Não faz ideia do que está perdendo — Eleanor disse, voltando a atacar o humano.

Aaron a observou, ela tinha classe até mesmo matando, enquanto cravava seus dentes no humano. Este, por sua vez, parecia imundo. Gritava, chorava e cuspia sangue. Humanos só serviam para serem alimentos e escravos, por este motivo Aaron tinha se juntado a Eleanor e sua batalha por um mundo dominado por vampiros.

— Agora sim estou satisfeita — Eleanor proclamou sorridente, sentando-se na poltrona diante Aaron. — Meu querido, há algo muito importante que eu quero lhe contar, por isso o chamei até aqui.

— Algo a contar? Ou algo a ser feito? — Aaron arqueou uma sobrancelha. — Você não me parece de fato tão satisfeita assim com seu humano morto. — Gesticulou para o corpo já sem vida jogado próximo a eles. — Talvez precise de algo a mais. — Olhou maliciosamente para Eleanor.

No começo do trabalho conjunto entre os dois, tinham por diversas vezes se deitado juntos. Completavam-se de várias formas, mas Eleanor enjoava fácil e cansou até mesmo de Aaron naquele quesito.

— Não seja convencido, querido, você não é o melhor na cama. — Eleanor gargalhou.

— Sei que sou. — Aaron a olhou com certa repulsa. — Mas então, o que tem de tão importante para me contar, Imperatriz?

— Eu encontrei sua amada, meu querido.

Aaron, que até então ainda mantinha o sorriso debochado no rosto, parou de sorrir. Sério, com um pouco de raiva estampada na face, ele se inclinou para frente, ficando mais perto de Eleanor.

— Onde ela está?

— Com os Volturi. — Eleanor sorriu. — E pelo que chegou aos meus ouvidos ela é bem próxima a Alec. Achei que iria gostar de saber que sua preciosa Lucy está no covil inimigo. O que pretende fazer?

— Matá-lo, então mostrar a Lucy que ela nunca deveria ter fugido de mim. — Aaron voltou a sorrir, mas daquela vez de forma maligna e assustadora. — Então também a matarei.

***

Após contar quem era Aaron, Lucy saiu correndo da biblioteca, então Alec a seguiu e por fim Renesmee foi atrás dos dois. Foram parar na parte externa do castelo, no grande quintal do mesmo.

Lucy caiu de joelhos no chão, gritando alto, com as mãos cravadas no chão e praticamente cavando o local. Antes que Renesmee pudesse se recuperar do choque da cena, Alec falou com ela.

— Procure por Jane!

Renesmee assentiu, ainda preocupada e assustada com a forma que Lucy estava. A deixou com Alec, pela primeira vez confiando no vampiro e foi atrás da outra Volturi.

Encontrou Jane voltando de fora do castelo, pelos olhos extremamente vermelhos parecia que tinham acabado de se alimentar.

— Jane, Alec mandou chamar você, Lucy, ela...

— O que tem Lucy, Cullen? — Jane interrompeu Renesmee, que praticamente gaguejava.

— Não entendi muito bem, ela falou algo sobre Eleanor e Aaron...

— Aaron? — Jane segurou com força no braço de Renesmee. — O noivo dela?

— Sim — Renesmee respondeu, sentindo muita dor no local que Jane apertou, mas não se rendeu e disse absolutamente nada sobre aquilo.

— Merda! — Jane praguejou, correndo para o local de onde Renesmee tinha vindo, então mais uma vez a híbrida seguiu alguém aquele dia.

Jane nem chegou a sair de fato para a parte externa onde Alec e Lucy estavam, ficando nas sombras do castelo, apenas observando de longe. Os dois pareciam estar lutando, mas pelo que Renesmee — que chegou logo depois de Jane — percebeu, era impossível que a vampira estivesse ganhando do Volturi.

Parecia mais que Alec estava deixando Lucy descontar tudo que sentia nele, a raiva, a irritação e até mesmo o choro que não cessava. Jane ao lado de Renesmee nem respirava, concentrada nos movimentos do irmão e da outra vampira, ainda que parecesse que sua mente estivesse trabalhando em muitos outros assuntos ao mesmo tempo.

— O que aconteceu de verdade entre ela e o noivo? — Renesmee perguntou baixinho, mas Lucy devia ter ouvido, pois viu a vampira bater com mais força em Alec.

Jane a olhou com repulsa, mas falou mesmo assim.

— Aaron desgraçou a vida de Lucy, de várias formas. Ele a levou a loucura, nem o que Alexander e eu passamos se compara ao que ela sofreu.

— Alexander? — Renesmee arqueou uma sobrancelha. — O nome verdadeiro de Alec é Alexander?

— Você é tão tola, garota — Jane afirmou. — Vou ao encontro de Aro — anunciou, Renesmee ficou surpresa dela sequer lhe dar qualquer satisfação. — Lucy parece gostar de você, então seja boa em algo uma vez na sua patética existência e a ajude com o que for necessário depois dessa crise. Eu cuidarei de exterminar Aaron por ela.

— Claro — Renesmee concordou, deixando Jane ir.

Lucy e Alec passaram mais algum tempo do lado de fora, naquela luta em que ele a deixava bater e quase não batia. Aos poucos Renesmee foi notando que o choro dela ia diminuindo e que os ataques também. Quando cessaram de vez, a Cullen foi até eles.

— Precisa de algo, Lucy? — perguntou gentilmente para a vampira, que tinha se deitado no chão. O Sol sobre ela a fazendo brilhar.

— Eu queria poder dormir e esquecer tudo isso por algumas horas — Lucy murmurou.

— Que tal um banho gelado e algum tempo deitada na cama? — Alec, que estava sentado próximo a Lucy disse.

Renesmee notou duas coisas ali: o tom preocupado que ele falava com a vampira e como ele conseguia ficar bonito mesmo brilhando sob o Sol.

— Acho que isso serve por hora. — Lucy se levantou tão rápido que Renesmee quase não conseguiu acompanhar seus movimentos. Lançou um sorriso triste a Cullen, então entrou no castelo.

Renesmee ficou ali a vendo ir, confusa e necessitando saber tudo sobre Aaron.

— Não, nem pense nisso! — Alec exclamou, Renesmee se voltou para ele, mais confusa ainda.

— Você estava na minha mente? — perguntou chocada, não queria Alec cem por cento do tempo com acesso ao que pensava.

— Não, mas pela sua expressão sei que está curiosa sobre o que aconteceu com Lucy antes dela virar vampira. Eu não vou te contar sobre isso, não adianta bancar a garotinha mimada para cima de mim.

Alec tinha se levantando, então estava de frente para Renesmee.

— Não iria perguntar nada — Renesmee disse, erguendo o queixo. Não era uma boa tentativa de parecer mais imponente que Alec, que era bem mais alto do que ela. — Não banque o convencido que pensa que sabe tudo, Alexander!

Ela notou a careta no rosto dele ao ouvir o nome, então foi impossível não dar um sorriso triunfante por aquilo.

— Não me chame de Alexander, Renesmee!

— Bom, é seu nome meu caro, na verdade é mais bonito que Alec. Por que não gosta dele?

— Você é insuportável, garota! — Alec bufou, estava se afastando dela, quando notou algo no braço da mesma. — O que aconteceu? — Segurou, com até gentileza, no braço que Jane tinha machucado.

— Sua irmã, ela não sabe o quanto é forte, ou não ligou para o fato de estar me machucando ou não — respondeu, analisando a marca roxa em seu braço, estava doendo em um grau que realmente não deveria. — Vou pedir que vovô ou papai chequem se não quebrei nada.

— Eles saíram.

— Como? — perguntou. — Eles saíram e ninguém me avisou?

— Sim, seu pai, Carlisle e Esme foram caçar, mas relaxe que o resto infernal da sua família continua ai. — Alec continuava com a mão sobre o braço dela e o frio dele até amenizou um pouco da dor. — Mas eles estão na sala do trono com Aro, não vai ser muito bacana se ele descobrir que Jane te machucou, então vem comigo que eu cuido disso.

Contrariada, Renesmee o seguiu, mas sem se importar de pedir que ele a soltasse. A sensação do toque dele era agradável para ela, então não reclamaria por um bem que era causado, querendo ou não, por Alec.

Eles acabaram indo parar em uma sala refrigerada, que logo fez Renesmee estremecer graças ao frio. A curiosidade tomando conta dela fez com que a mesma abrisse um dos inúmeros refrigeradores que tinham ali, então encontrou várias bolsas de sangue, por sorte o cheiro não era tão proeminente graças ao frio.

— Isso é sério? — perguntou para Alec, que remexia um armário no fundo da sala.

— Sim, as esposas de Aro e Caius não saem para caçar e também não gostam que os humanos sejam levados até elas. Então Caius há alguns anos começou a estocar bolsas de sangue para elas, alguns tomam quando não podemos nos ausentar do castelo e não queremos atrair humanos até aqui.

Ele voltou para perto de Renesmee segurando o que parecia ser um kit médico.

— E vocês também tem um kit médico, sério mesmo?

— Alguns vampiros são transformados aqui no castelo, então enquanto vem para cá humanos precisamos ter todo um suporte caso algo seja necessário. Fora isso temos um ou outro humano circulando pelo castelo, trabalham para nós e podem se machucar. Somos atenciosos com a saúde dos nossos empregados — debochou.

Renesmee assentiu, mesmo ainda não tendo visto nenhum humano por ali, sabia que existiam. Ela precisaria investigar o castelo melhor.

Pegando de volta o braço dela, Alec passou um spray para a dor sobre o machucado, então enrolou o mesmo com uma atadura. Fazia tudo com jeito, como se soubesse muito bem o que estava fazendo.

— Lucy foi transformada aqui?

— Renesmee — ele pronunciou o nome dela com um misto de raiva e temor. — O que aconteceu com Lucy acabou com ela, consegue entender isso?

Os olhos avermelhados dele se encontraram com os castanhos de Renesmee, Alec estava sério.

— O noivo dela foi transformado antes dela, então a mordeu e a transformou também?

Alec riu sem humor algum.

— Aaron foi sim transformado antes dela, mas ele não simplesmente a mordeu por ser um recém criado então a tornou vampira também. Acho que Lucy seria capaz de perdoá-lo, o que ele fez foi muito pior.

O curativo no braço de Renesmee terminou, estava bem feito, mas ela sabia que não era ele que tinha feito toda a dor passar, assim como sabia que já nem devia estar mais roxo. Ela se curava rápido também, talvez Alec não soubesse daquilo, mas não conseguiu detê-lo de cuidar dela, mesmo que não fosse de forma funcional.

— Eu queria muito saber o que aconteceu com ela — Renesmee disse, encarando a mão de Alec ainda sobre seu braço, então a mesma deslizou até parar na mão dela. — Sinto que tudo é escondido de mim por eu ser uma híbrida fraca, mas eu posso ser forte, eu quero ser.

— Você é frágil demais para esse mundo — Alec sussurrou, o que fez com que ela o olhasse. Alec não a olhava, estava com o olhar cravado sobre as mãos entrelaçadas de ambos. — Talvez devesse ir embora, para sua segurança.

— Eu me sinto segura aqui — ela disse em tom de confissão, o que fez com que ele a olhasse por fim. — Obrigada por se importar, Alexander. — Apertou a mão dele, então o deixou sozinho.

Notas finais
Eu não supero o final desse capítulo!!! Reneslec é o casal não original mais bonito que as fanfics proporcionam. O que acharam??? Sério, quero conversar, então falem tudo ai nos comentários. Beijos. Lola Royal. 14.02.16