Psycho Killer
20 Capítulo Dezenove
Notas iniciais
Capítulo Dezenove
Alec suspirou, jogando o livro que lia no chão, conseguindo mais uma vez assustar Renesmee. Ainda assim, antes que ela pudesse dizer algo, o vampiro já estava diante dela. Colocando-a contra a parede repleta de livros atrás de si, ambos podiam sentir a tensão que tomava conta daquele momento. A respiração ofegante da híbrida fazia com que seu peito tocasse no de Alec, isso o deixava mais louco.
— Diga-me Alec — ela sussurrou, deixando sua mão deslizar pelo braço dele. — O que represento para você?
— Não representa nada — Alec respondeu, segurando na nuca da Cullen, levando seus lábios aos dela.
Foi, muito provavelmente, o beijo mais intenso dos dois. A boca dele contra a dela era cheia de desejo, mãos percorriam livremente uma pelo corpo do outro.
Alec levou sua mão para dentro da blusa de Renesmee, enquanto ela sugava o lábio inferior dele. A pressão do corpo dele se chocando ao corpo dela fez com que alguns livros caíssem da estante onde ela estava apoiada.
Ela segurou o rosto dele com força, enquanto deixava com que Alec a tocasse na barriga e por cima do sutiã. A hibrida estava em combustão, sentido todo seu corpo pegar fogo. Já sabia que iria para o inferno, então se deixou queimar de vez.
Não foi preciso de muito para que o vampiro tirasse a blusa dela, a jogando aos pés de ambos. Renesmee não se sentiu minimamente envergonhada de estar apenas de sutiã na frente dele, na verdade aquilo parecia muito certo.
Os lábios de Alec se encontraram com os dela mais uma vez, até que o Volturi começou a deslizar sua boca pela extensão do corpo da híbrida. Pescoço, ele se demorou bastante ali, com certeza tentado o suficiente a mordê-la, Renesmee não sentiu uma fração de medo por aquilo.
O vampiro chegou ao seu colo, o que a fez gemer e o que o fez sorrir maliciosamente. Renesmee fez com que ele voltasse a beijá-la na boca, ela gostava daquilo, de alguma forma a fazia sentir muito bem.
Então aconteceu, Alec parou de beijá-la, repentinamente e cedo demais para a híbrida. Mas ele não se afastou, continuou com seu corpo colado ao dela, a testa apoiada na dela e suas mãos segurando o rosto da garota metade vampira, metade humana.
— O que eu represento para você, Alec? — ela questionou uma terceira vez aquele dia, apoiando suas mãos sobre o peito dele. O peito vazio, onde um coração não batia mais.
— Nada — ele tornou a repetir também.
— Não me deixe no escuro, Alec — Renesmee pediu, agarrando a camisa que ele usava.
— É o que eu faço, Mestiça — Alec falou. — É o meu poder, sou quem tira os sentidos dos outros. Este é o trabalho do Renegado.
Renesmee abriu os olhos, que até então estavam fechados para que tudo não parecesse surreal. Encontrou o par de olhos rubis de Alec a encarando, as mãos dele ainda estavam sobre o rosto dela, sua camisa ainda jogada aos seus pés.
— Por que eu?
— Não culpe a mim, culpe ao destino — Alec disse, então saiu da biblioteca tão rápido que Renesmee só teve tempo de sentir o vento que ele deixou ao correr para fora dali.
A Cullen vestiu sua camiseta, recusando-se chorar por aquilo. Não derramaria uma lágrima por Alec, ainda que seu coração, pois ela tinha um e ele batia, estivesse em prantos por motivos além de sua compreensão.
Pegou o livro que ele tinha jogado no chão, o livro que Alec sempre estava lendo quando o via. Não entendia a língua escrita ali, então o deixou de lado sobre uma das mesas da biblioteca, sentou, pensando, já que era a única coisa no momento que conseguia fazer.
A mãe presa em algum lugar, a família e o mundo inteiro sobre uma ameaça que poderia destruir tudo e ainda assim sua cabeça estava voltada para Alec. Encarou o livro diante de si, uma das páginas estava com uma marcação, era um livro velho, mas aquela página em si parecia bastante usada.
— Tire os olhos disso, Cullen! — Jane exclamou, entrando na biblioteca.
— Pode ficar tranquila, eu não entendo nada do que está escrito ai — Renesmee sussurrou. — A respeito de que esse livro fala, afinal? — questionou curiosa.
— Formas de matar garotinhas curiosas e intrometidas! — Jane bufou, pegando o livro e o fechando com agressividade, talvez o gênio irritadiço foi algo muito importante para a formação dos gêmeos.
A vampira se virou para sair da biblioteca, até que se voltou para Renesmee.
— Você estava aqui com meu irmão?
— Estava — Renesmee respondeu, sem sentir-se repelida por dizer aquilo.
Jane colocou o livro em uma prateleira, então sentou diante Renesmee, os olhos vermelhos pareciam absurdamente frios.
— Fique longe do meu irmão, Renesmee.
— Não se preocupe, ele mesmo pode se encarregar disso — Renesmee disse. — Além do mais, não é como se eu fosse algo a mais do que uma simples híbrida sugadora de sangue animal.
— Isso é o que mais me preocupa, Mestiça.
Renesmee achou aquilo estranho, geralmente se referiam a ela como híbrida, não mestiça, ainda que fossem sinônimos.
— Você sabe de algo, não sabe? — indagou, se curvando sobre a mesa para encará-la.
— Sei, que você e meu irmão devem ficar bem longe um do outro. Na verdade não deveriam nem estar sob o mesmo teto desse castelo, você deveria ter ido embora quando seu papai te deu a oportunidade de fugir.
— Eu não serei uma fugitiva! — Renesmee deixou bem claro. — Vou encarar isso tudo de frente.
— Não faz ideia de o quanto ainda terá para encarar — Jane murmurou, então ficou de pé. — As esposas estão chamando por você, venha comigo.
— As esposas? — Renesmee perguntou confusa.
— Sulpicia e Athenodora, as esposas de Aro e Caius — Jane respondeu. — Vamos garota, você não vai querer deixar Athenodora esperando.
Renesmee aceitou a intimação, seguindo Jane para fora da biblioteca. Em silêncio absoluto as duas foram até uma das torres mais altas do castelo, na frente de uma das portas seis guardas guardavam o local, mas todos deram passagem ao verem Jane ali.
O interior da sala parecia um dos lugares mais claros do castelo, mas igualmente assustador como o todo o resto, principalmente devido a música que tocava ali. No centro da sala estavam duas mulheres, duas vampiras, Renesmee lembrava vagamente delas quando foram para a não batalha entre Cullen e amigos, contra Volturis, em Forks.
Athenodora parecia ter sido transformada mais jovem do que a outra, tinha cabelos lisos e loiros escuros que iam até a altura de seu ombro. Sua expressão mau humorada parecia semelhante a do marido Caius, Renesmee pensou que aquilo talvez se desse por conta da convivência.
— Olá Renesmee! — Aquela era Sulpicia, Renesmee tinha de ser sincera que a vampira parecia ser simpática, ao menos seu sorriso não parecia ameaçador. O cabelo daquela também era loiro, mas um pouco mais claro do que o da outra e Sulpicia era mais alta, ainda assim parecia alguém que se pudesse confiar.
— Oi. — Renesmee sorriu para ela, Sulpicia que tinha se levantado e ido até ela, a abraçou.
— Que bom que finalmente veio ao nosso encontro, querida, estivemos esperando por você desde que chegou aqui — Sulpicia disse amistosamente, colocando uma mecha do cabelo de Renesmee para trás de sua orelha. — Sinto muito por sua mãe. — O sorriso desapareceu do rosto dela. — Saiba que todos nós faremos de tudo para resgatá-la de Eleanor.
— Obrigada — Renesmee agradeceu, de fato grata por aquilo.
— Athenodora, venha até aqui falar com Renesmee — Sulpicia chamou pela outra, parecendo totalmente contra a presença da híbrida ali, Athenodora foi até ela.
Seu olhar sobre Renesmee era de desprezo.
— Ela é tão humana — foi a única coisa que disse.
— Na verdade sou apenas metade humana, cinquenta por cento — Renesmee disse, erguendo a cabeça ao dizer aquilo.
— Vamos manter a calma, tudo bem? — Sulpicia segurou na mão de Renesmee. — Ah ai estão vocês também!
A porta voltou a abrir, então entraram na sala Lucy, seguida por Alice e Rosalie.
— É um prazer revê-las, meninas. — Sulpicia foi cumprimentar as duas. — Espero que a estadia no castelo esteja indo muito bem para as duas.
— Maravilhosa — Rosalie debochou, indo para perto de Renesmee. — Você melhorou? Foi rude o modo como nos deixou sozinha mais cedo.
— Agora não, tia — Renesmee pediu em um sussurro, ainda que soubesse que todos ali poderiam ouvi-la.
— O que viemos fazer aqui? — Alice indagou curiosa.
— Heidi, traga os presentes para nossas convidadas! — Sulpicia pediu, então de uma ante sala outra vampira saiu, carregando vestidos em suas mãos, todos de festas.
— Senhoras! — Heidi fez uma reverencia para Sulpicia e Athenodora, algo que Lucy e Jane não precisaram fazer, o que fez Renesmee pensar o que as duas tinham diferente em relação a outra vampira.
— Entregue o vestido a cada uma — Sulpicia ordenou, então cada uma ali recebeu um vestido, incluindo Lucy e Jane. O que foi colocado nas mãos de Renesmee era um verde, que parecia absurdamente lindo.
— É maravilhoso! — Alice exclamou ao ver o amarelo que lhe deram. — Para que isso, Sulpicia?
— Vocês sabem. — Ela sorriu, parecendo feliz dela ter gostado. — Teremos um grande baile no sábado e todos nós devemos estar apresentáveis, sei que vocês não vieram para cá com suas melhores roupas para festas, então tomei a liberdade de lhes presentear com isso. O de Esme será entregue no quarto dela quando voltar da caçada, assim como as roupas dos rapazes.
— Obrigada, eu acho — Rosalie agradeceu desconfiada. — Podemos ir agora? — Ela segurou no braço de Renesmee.
— Na verdade, eu gostaria de ter uns minutinhos a sós com Renesmee — Sulpicia falou, olhando para a híbrida.
— Não, você não ficará sozinha com minha sobrinha — Rosalie afirmou. — Vamos Renesmee!
— Tia, eu posso ficar a sós com ela por alguns minutos, não se preocupe — Renesmee tentou tranquilizá-la, o que não pareceu dar muito resultado.
— Rosalie, Renesmee sabe se cuidar — Alice falou, Rosalie abriu a boca para protestar, mas acabou cedendo e saiu da sala com Alice.
Lucy foi a próxima, após sorrir para Renesmee, então tirou Jane de lá. Heidi já tinha desaparecido após a entrega dos vestidos.
— Athenodora, pode sair, querida? — Sulpicia pediu a esposa de Caius.
— Claro, eu não gostaria de passar muito tempo na companhia de uma humana.
— Híbrida — Renesmee a corrigiu, a vampira revirou os olhos, então deixou a sala.
— Desculpe pelo comportamento de Athenodora — Sulpicia falou, indicando que Renesmee senta-se.
— Tudo bem, todos por aqui parecem incrivelmente irritadiços mesmo.
Sulpicia soltou uma risada baixa, parecendo mais inocente e amigável assim. Ela não era tão nova quanto a outra, o que fazia Renesmee pensar nela como uma mãe, ou no mínimo uma tia muito legal.
Que Rosalie nunca saiba disso.
Renesmee pensou, então sorriu.
— Alec estava certo — falou, fazendo o sorriso no rosto de Renesmee morrer.
— Sobre?
— Você tem potencial. — Sulpicia a analisou mais atentamente.
— Para quê? — perguntou confusa.
— Vai descobrir isso, na hora certa. — Sulpicia também deixou de sorrir. — Já disse que estarei disposta a ajudá-la recuperar sua mãe, querida, quero que saiba que é uma promessa verdadeira. Iremos trazer Bella de volta para você, confie em nós.
— Eu confio — Renesmee confessou, era estranho dizer que confiava nos Volturi, mas era a verdade.
— E você confia em Alec?
A pergunta a pegou de surpresa, mas ela sabia a resposta.
— Confio.
— Bom, isso é bom! — Sulpicia suspirou. — Verde combina com seu tom de pele. — Apontou para o vestido no colo de Renesmee. — Alec e você serão o casal mais bonito do baile.
— Não somos um casal — Renesmee frisou.
— Não ainda — Sulpicia disse, então tornou-se a ficar de pé. — Pode ir embora agora, deve ter muito mais do que fazer do que ficar aqui conversando comigo. — A esposa de Aro conduziu Renesmee para a porta de saída. — Mas volte sempre que quiser, estarei disposta a te ajudar no que for preciso.
A Cullen concordou com um aceno de cabeça, então deixou a sala. Foi para o quarto que estava ocupando no castelo, colocando o vestido verde no armário, onde ele ficaria até o dia da festa.
Quando saiu do armário, uma pessoa parada no meio do quarto a surpreendeu.
— Jacob — sussurrou o nome dele.
Jacob sorriu, então foi abraçá-la.
— Estou aqui Nessie, vamos enfrentar tudo isso juntos!
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