Psycho Killer

11 Capítulo Dez


Notas iniciais
Oi meus amores, tudo bem com vocês? Então, como esse é o capítulo dez, eu queria muito mesmo que o número de comentários chegasse a cem ou passasse, será que podem me ajudar com isso? Por favor, é só comentar e me deixar muito feliz. Domingo tem Entre Memórias. Boa Leitura!

Capítulo Dez

Em algum momento Carlisle e Esme deixaram Edward e a filha sozinhos, eles sabiam que os dois ainda tinham muito o que conversar em particular. O marido de Isabella sentou ao lado de Renesmee, puxando a híbrida para seus braços.

Renesmee ainda estava tensa com tudo, principalmente com o episodio do sangue que Aro proporcionou no banquete, tudo claramente armado para afetá-la. Isso sem falar em Alec, que ao mesmo tempo que queria matá-la invadia seu quarto para beijá-la, ainda que aquilo fosse muito bom.

Aquele pensamento de Renesmee fez Edward bufar, então ela logo soube que tinha ido longe demais em seus pensamentos.

— Como você foi se envolver com Alec, Renesmee?

— Eu não sei papai, minha mente não tem funcionado direito depois que deixei Forks.

A híbrida respirou fundo, mais nervosa do que antes. Parecia que sua mente estava trabalhando em cem por cento.

— Renesmee, Alec não é alguém legal, ele...

— Ele quer me matar por eu ser a cantante dele, já sei disso — falou interrompendo o pai, que suspirou assentindo.

— Então ele te disse?

— Sim. — Renesmee estreitou os olhos. — Mas por que você nunca me disse? Até porque naquele dia que os Volturi foram me conhecer Alec poderia ter muito bem estragado tudo e me matado ali mesmo sem esperar um segundo de contestação.

— Todos eles estavam proibidos por Aro de atacar qualquer um sem o consentimento dele, além disso mesmo você sendo a cantante de Alec, ele é um vampiro bem antigo, sabe se controlar muito bem — Edward explicou. — Mas isso não quer dizer que deva ficar próxima a ele, muito menos beijá-lo!

Por um momento Renesmee quis rir daquela situação, era terrível ter seu pai invadindo sua mente e sabendo quem ela beijava ou não.

— Não vai mais se repetir — foi a única coisa que ela disse.

— E Jacob? — Edward questionou, fazendo a filha ficar surpresa por ainda não ter perguntando a respeito dele. — Ele já sabe que você está bem, voltou para La Push, queria vir até aqui para ajudar na procura por Bella, mas obvio que os Volturi não permitiriam isso.

— Claro! — Renesmee assentiu. — Seria uma missão suicida.

— Acho que você deve falar com ele — Edward sugeriu. — Não sobre Alec — completou quando a mente de Renesmee se lembrou disso, não que ela por um segundo não acabasse pensando no que tinha feito com o Volturi.

— Tudo bem, pode me emprestar seu celular? Eu quebrei o meu antes de fugir.

— Claro. — Edward entregou o aparelho para a filha. — Vou entrar, Aro me quer por perto a todo instante para encher minha paciência, mas não fuja novamente, entendido?

— Pode deixar — ela concordou. — Não está nos meus planos.

Renesmee esperou o pai entrar no castelo para poder ligar para Jacob, implorando que controlasse a língua e não deixasse escapar que tinha o traído durante o tempo que esteve fora. Jacob podia ser compreensível, mas aquilo seria demais para ele.

Ei Edward, alguma novidade?

Jacob foi logo perguntando, era notável o quanto ele estava preocupado.

— Jake — Renesmee murmurou o nome dele, sentindo uma culpa enorme tomar conta de si.

Renesmee?! Ah, é tão bom ouvir sua voz, eu pensei que nunca mais ia ter essa oportunidade — Jacob falava rápido, em um tom quase desesperado, era claro o quanto esteve com saudades dela.

— Desculpe Jake, eu fui tão egoísta! — Renesmee se encolheu junto ao vento frio que lhe alcançou. — Eu fiz tanta coisa errada, você deve estar me considerado uma psicopata agora.

Não Renesmee, nunca! — Jacob exclamou, em La Push ele encarava as ondas chegarem à praia. Fortes e barulhentas, como o amor que sentia pela híbrida. — Eu entendo que tudo que passou foi uma fase, você vai superá-la e tudo voltará ao normal.

— Sim — Renesmee disse baixinho.

Lamento muito pela Bella, alguma noticia dela? Me sinto um inútil do outro lado do oceano sem poder fazer nada, queria estar ao seu lado podendo lhe reconfortar.

— Queria que estivesse aqui também — Renesmee admitiu. — Mas você não seria bem recebido pela corja italiana, esse lugar é terrível.

Isso tudo tem que acabar rápido, não há chance alguma de sua família ficar ai e você voltar para a casa? Esse lugar é perigoso demais para você, só de pensar tudo que podem lhe causar eu quero matar alguém.

— Eu sei me defender, Jacob — Renesmee disse entredentes. — Sou uma vampira como eles...

Renesmee, você é mais fraca, em uma luta seria a primeira a ser derrotada.

— Jacob...

Sabe que é a verdade, você é inofensiva.

— Inofensiva? — Renesmee gargalhou de forma debochada. — Eu matei vinte e cinco pessoas em uma semana, Jacob. Reveja seus conceitos de inofensiva.

Então, sem esperar uma resposta dele, ela desligou. Estava furiosa, sentia a vontade de bater em algo, ou até mesmo de matar.

Não era possível que continuavam a considerando uma princesa de conto de fadas, quando já tinha se tornado mais do que obvio de que ela poderia ser letal como qualquer outro.

— Problemas na terra da perfeição?

A voz de Alec fez com que ela se distraísse por um momento de toda a discussão com o namorado, mas a raiva continuava ali e aumentou ao ver o Volturi lhe espionando.

— Você estava ouvindo minha conversa?

— Ah cantante, você está cercada por vampiros com uma ótima audição, além do mais sua conversa com o lobo era bem exaltada, impossível de não ouvir.

— Saiba que nada disso é da sua conta! — ela pronunciou se pondo de pé.

— Então, você namora um cara que te ama por estar ligado a você por uma magia boba da espécie dele? Intrigante, isso não lhe dá direito nem de escolher se quer ou não ficar com ele?

— Não que seja de fato de seu interesse, Volturi. Mas eu posso muito bem escolher com que namoro, mas ninguém mais importa levando em conta que Jacob é o homem perfeito para mim — Renesmee falou.

— E ele sabe que você o traiu? Não só comigo, mas com os homens que matou?

Renesmee ficou com a expressão lívida, como Alec sabia que ela tinha ficado com suas vitimas?

— Como...Como você sabe? — gaguejou.

— Deixe com que eu lhe ensine algo, Cantante. — Alec se aproximou mais um pouco dela. — Não é tão cuidadosa com seus pensamentos como imagina, eu os vejo toda vez que você está me beijando. Que tal me mostrar um pouco mais disso? — indagou estendendo a mão para ela, que o ignorou, mas não se conteve e deu um tapa no vampiro.

O que não foi nada para ele, mas causou uma leve dor na mão dela.

— Ah Cullen, vou ser obrigado a concordar com seu namoradinho lobo, você em uma luta seria a primeira a ser morta. — Alec sorriu para ela, que segurava a mão machucada. — Espero poder beber todo seu sangue antes que seja morta por alguém na esquina.

— Alec, pare de provocar Renesmee — Lucy pediu aparecendo ali.

— Impossível, ela pede para ser provocada.

— Babaca — Renesmee resmungou.

— Tudo bem vocês dois, entrem agora mesmo — Lucy ordenou. — Chegaram noticias de Bella.

— O quê? — Renesmee gritou, então já corria para o interior do castelo, sendo facilmente ultrapassada por Alec, mas Lucy correu na mesma velocidade dela.

Aro, Caius e Marcus, assim como parte da guarda e os Cullen estavam na sala do trono. Nenhum deles parecia contente, o clima ali era extremamente pesado e sinistro.

— Onde minha mãe está? Quem a pegou? Vamos logo ir resgatá-la! — Renesmee implorou.

— Querida Renesmee, não vai ser tão fácil assim — Aro falou. — Sua mãe é apenas uma ponta de um tecido de problemas.

— Como assim? — Alec que estava a alguns passos na frente de Renesmee perguntou, então Aro entregou uma carta a ele.

Renesmee, mesmo querendo arrancar a cabeça de Alec, se aproximou dele, para poder ler a carta também.

Querido Aro,

Acredito que se lembra de mim, sou Eleanor Jourdan, filha de André Jourdan. Obviamente também se lembra de meu pai, afinal você o transformou assim como me transformou.

Éramos sua aquisição preferida na década de oitenta. O meu poder e o poder de meu pai lhe encheram os olhos, você viu um futuro grande para nós.

Mas então caro Aro, você nos manteve como seus empregados, nos obrigando a aceitar o que não queríamos. E quando meu pai pediu que você nos liberasse da guarda, mandou que seus gêmeos o matassem, na minha frente para que eu nunca me esquecesse.

Bom, eu nunca me esqueci, é por isso que décadas depois estou de volta a sua vida, pronta para destruí-lo. Você e seus seguidores serão os primeiros a caírem, então eu derrubarei cada ser que tentar ficar contra mim, ou meus valores.

Estou com Isabella Cullen, a propósito, ela será minha aliada. Por hora os Cullen estão livres de serem massacrados, mas se insistirem em combater contra mim também serão extintos. Apesar de uma deles não ter serventia alguma para mim...

E você Aro? Quem tem mais medo de perder primeiro? Jane ou Alec?

Mas não pare muito para escolher, suas joias raras serão assassinadas na sua frente assim como meu pai. Então você se curvará diante de mim Volturi, irá ser reduzido ao lixo que sempre foi.

Corra enquanto ainda pode, o fim está próximo, rodeado por sangue, disputas por poder e nada de amor. Minha vitória será incontestável, a morte de quem não se unir a mim é certa. Não queira lutar, irá morrer antes mesmo de tentar.

Alec apertou a carta em seus dedos, parecendo pela primeira vez vulnerável, o que surpreendeu Renesmee.

— Eleanor Jourdan, ela é muito perigosa? — a híbrida tomou coragem de perguntar.

— Há um dom que pode não ser tão forte ou agressivo quanto os outros, mas possui uma peculiaridade que pode levar um reino ir a baixo. — Para o espanto de Renesmee era Marcus quem falava. — André e Eleanor Jourdan podem assumir a forma de outras pessoas, humanos, vampiros, qualquer um. Como o dom de Lucy o efeito é temporário, mas o estrago é inversamente grandioso.

— Eles mataram muito para nós, pois conseguiam se infiltrar entre os inimigos — Aro disse, olhando para um ponto qualquer na sala do trono. — André e Eleanor queriam sair da guarda, pois não concordavam que nos escondêssemos dos humanos, eles achavam que os vampiros deveriam reinar absolutamente na Terra e qualquer outra espécie ser escravizada ou morta.

— E é isso que Eleanor está pretendendo fazer, ainda por cima honrando a memória do pai — Caius completou. — Sabemos muito bem quem de nós serão os primeiros a caírem. — Os olhos vermelhos do vampiro passaram de Alec para Jane.

Renesmee tentava associar tudo, a mãe nas mãos daquela maluca. Uma ditadora tentando transformar tudo em uma sociedade comandada por vampiros e...

— Eu sou uma híbrida — Renesmee disse para si mesma, Eleanor poderia querer matá-la por não ser uma vampira de verdade.

Alec encarou Renesmee, ainda ao seu lado, sem entender o que ela quis dizer com aquilo.

— Eu sou quem não tem serventia alguma a ela, por isso mamãe deve estar cooperando tão facilmente. Mas até que ponto Eleanor vai cumprir sua palavra?

Edward trincou os dentes do outro lado do salão, chegando a mesma conclusão de Renesmee. Sabendo que entre todos os Cullen ela acabava sendo o alvo mais fácil por ser metade humana.

— Mestre. — Alec se ajoelhou. — Eu lutarei essa guerra.

Renesmee achou aquilo ridículo, Alec tinha sido claramente ameaçado de morte e se meteria em uma guerra? Era patético, mas percebeu algo quando todos os outros Volturi repetiam o gesto dele.

A guerra não era apenas Volturis contra Eleanor, sim aqueles que queriam se manter escondidos da sociedade humana contra aqueles que queriam dominar a mesma.

A híbrida se ajoelhou também, pronunciando as quatro palavras:

— Eu lutarei essa guerra.

Notas finais
O que acharam? Eu amo o final desse capítulo. Comentem, por favor. Beijos. Lola Royal. 15.01.16