Psycho Killer

52 Capítulo Cinquenta e Um


Notas iniciais
Bom dia, tudo bem com vocês? Antes do capítulo, uma conversinha. Psycho está oficialmente na reta final, não sei exatamente quantos capítulos ainda teremos, mas eu acredito que a possibilidade de acabar no capítulo 55 é grande, então, tenham esse número em mente. Ainda que ele possa variar para mais, ou para menos. Então, a grande questão é que estamos no final da história e já tô chorando com isso, mas ao mesmo tempo animada. Agora, preciso que depois desse capítulo todos (todos mesmo) me digam o que acham de uma continuação. Eu tenho medo de continuações, por vários motivos como perder os leitores, ela ficar muito diferente da antecessora e muitas outras coisas, mas eu realmente preciso saber se vocês leriam uma, ou não... Enfim, boa leitura!

Capítulo Cinquenta e Um

Quando Violet terminou de contar seu plano, com um sorriso no rosto, Aaron rosnou odiando a ideia dela e, Eleanor continuou pensativa, refletindo sobre o que tinha acabado de ouvir.

— Não tenho certeza se esse é um bom plano, Violet — Eleanor comunicou. — Nós já esperamos tempo demais, não deveríamos esperar mais. A criança já nasceu há cinco meses, nós já perdemos muito tempo nisso. E, desculpe-me, mas seu plano me enlouquece, ele pode ser um completo desastre, você pode se machucar!

— Eleanor...

— Não Violet, é sua hora de me escutar, eu estive lhe escutando por todo esse tempo. — Eleanor se levantou, indo até ela. — Não posso perdê-la, já perdi demais e, você é a única pessoa que amo. Se os Volturi te machucarem, eu não saberei como lidar com isso, eu posso acabar perdendo para eles também.

— Você não vai, confie em mim. — Violet tocou no rosto da amada. — A Mestiça e o Renegado podem ter se tornado rei e rainha como todos os seres sobrenaturais já sabem, mas eles continuam sendo fracos, nós somos mais poderosos. Você certamente é. Meu plano dará certo e, durante o alinhamento celestial em agosto nós mataremos a criança e teremos o poder todo para a gente. Eu preciso que confie em mim, eu não me machucarei, nem você. Siga meu plano.

— Eu não acho que deva aceitar isso, Eleanor — Aaron intrometeu-se.

Eleanor observou os olhos de Violet, o amor ali, então concordou.

— Sua opinião não é de minha importância, Aaron, eu sou a Imperatriz aqui.

***

Renesmee entrou no quarto despertando Sulpicia de sua leitura, a vampira virou-se para a híbrida com curiosidade.

— Eles querem trancá-la aqui como sempre fizeram comigo? — perguntou brincando.

— Não. — Renesmee tirou o manto, o largando no chão e caminhou até Sulpicia, sentando-se na poltrona ao lado dela. — Só estou cansada, precisava de um lugar para me esconder por algum tempo. E, bom, Alec teria a cabeça arrancada no mesmo instante se pensasse em me trancafiar em qualquer lugar que fosse.

— Está sendo difícil, não é? Governar, eu digo. Era difícil para Aro também. — Sulpicia suspirou ao pensar no marido, apesar de tudo ela sempre o amou, Aro sempre esteve ali por ela e, não estava mais.

— Não — Renesmee negou. — Não que não seja difícil, é — confirmou. — Mas eu sei lidar melhor com isso do que com todo o resto.

— Do que está falando? — Sulpicia afagou o braço de Renesmee. — O que está lhe atormentando? Na verdade, por que escolheu a mim para desabafar, não alguém de sua família?

— Você é parte da minha família — Renesmee disse, levantando os olhos para os de Sulpicia. — É uma Volturi, eu sou uma agora, mais do que nunca. Você se tornou importante para mim, nos últimos meses desde que assumi Volterra com Alec esteve nos ajudando o tanto quanto pode, devemos muito a você.

Sulpicia balançou a cabeça desacreditada.

— Eu não fiz nada de útil, nada além de conversar com vocês algumas vezes, onde isso pode ter os ajudado?

— Ajudou, mesmo que não reconheça. Eu sei que tenho minha família, Alec tem Jane, mas na maior parte estamos sozinhos tomando conta de tudo, mantendo tudo o mais seguro possível, você tem acreditado em nós dois. — Renesmee se calou por um tempo. — Desculpe, devo estar lhe irritando por falar tanto, não é minha intenção.

— Não, não está. Vamos, diga o que tem. — Sulpicia sorriu para ela.

— É Charlotte.

— Ela está bem?

— Fisicamente. — Renesmee suspirou outra vez. — Mas eu sei que não estou sendo a melhor mãe para ela e que Alec sente o mesmo como pai. Eu só queria que Charlotte fosse realmente feliz aqui, só que eu sei que ela não será.

— Ah Renesmee, você e Alec fizeram tanto por Charlotte, não se culpe por isso. Ela não gosta do que é, do poder que tem, mas não é culpa de vocês.

— Tecnicamente é, nós dois, Mestiça e Renegado, sabíamos da profecia quando concebemos a criança da mesma. E agora? Se eu sobreviver a tudo que ainda há ao nosso caminho, eu terei de lidar com o ódio da minha própria filha pelo destino que nós demos a ela, quando podíamos ter o impedido?

— Renesmee, você ama Alec?

— Muito — ela respondeu com certeza, mesmo sem entender aquela pergunta fora de hora.

— E você ama Charlotte?

— Mais do que amo qualquer pessoa no mundo. — Um doce sorriso iluminou o rosto de Renesmee. — É minha filha, eu só quero vê-la feliz e bem consigo mesma.

— Faça ela se sentir bem e feliz com você e Alec também. — Sulpicia sorriu de volta para Renesmee. — Deixem o castelo por vinte minutos, leve-a para fora desses muros, faça a andar entre as luzes da cidade. Tire a mente dela do fato de terem pessoas querendo matá-la. Só mostre a ela o quanto a ama, sem que isso envolva estar sentada em um trono, cuidando da proteção dela, planejando defesas em caso de ataque. E, Charlotte não os odeia, acredite nisso.

— Quer que eu seja uma humana completa por algum tempo?

— Sei que se sairá bem. — Sulpicia fez Renesmee levantar.

— Quer saber? É uma excelente ideia, eu farei isso! — Renesmee declarou, deu um rápido abraço em Sulpicia, recolheu seu manto do chão, então foi até a sala do trono onde Alec estava com Demetri e Jane.

— Onde você estava? — Alec perguntou a Renesmee. — Harry acabou de ligar, ele está vindo até aqui como pedi. Espero que traga boas noticias...

— Oh, bom, sinto falta de Harry. — Renesmee colocou seu manto nas mãos de Demetri.

— Você é rainha, mas não sou seu servo — protestou.

— Mas somos tipo cunhados. — Renesmee sorriu para Demetri, apontando para Jane que bufou, saindo da sala. — Nós vamos sair com Charlotte! — Ela ignorou Jane, falando novamente com Alec.

— Iremos? Não, isso é uma péssima ideia. Ela não pode sair do castelo. — Alec olhou horrorizado para ela.

— Alec, você está indo tão bem com seus poderes. — E era verdade, nos últimos tempos Alec e Jane tinham treinado tanto que ele conseguia fazer todos feitiços que tinha conhecimento sozinho, mas sempre era mais poderoso quando se unia a sua irmã gêmea. Charlotte vinha recebendo algumas instruções sobre os poderes bruxos, como lido o livro de feitiço que os gêmeos tinham e descobrindo o que cada um fazia, mas ela ainda não havia praticado nenhum.

— Isso não significa que vou levar Charlotte para a rua.

— Alec, estou lhe pedindo apenas uma hora, apenas para que Charlotte possa se divertir um pouco. Está de noite, você pode colocar lentes de contato, então podemos ir para um restaurante e seremos pessoas normais por um dia. Charlotte irá adorar e, você também.

— Renesmee...

— Eu mando aqui também, Alec! — Renesmee gritou, perdendo a paciência, o que fez Demetri rir da cara de Alec, então saiu também, ainda rindo. — Estou ordenando que deixe esse castelo por uma hora comigo e com sua filha, para que possamos ter um momento agradável.

— Tudo bem, você venceu — Alec se rendeu. — Vá buscá-la, eu avisarei a Jane que estarei fora, mas só por uma hora, entendeu?

— Apenas uma hora! — Renesmee concordou, pulou nos braços dele para beijá-lo, então seguiu animada até o quarto de Charlotte.

Esme, Alice e Bella estavam ali com ela. Rosalie provavelmente também estaria, mas ela Emmett e Edward tinham saído para caçar aquele dia. Todos ali, Volturi ou Cullen, se revezavam para caçar, uma vez que não podiam ficar dependendo de roubos a hospitais para conseguir bolsas de sangue, mas Alec e Renesmee não deixavam o castelo, para não deixarem Charlotte só, então todas as bolsas adquiridas eram destinadas aos três.

— Tia Alice?

— Sim? — Alice virou-se para Renesmee, ela estava arrumando as roupas de Charlotte no armário, que algumas semanas antes tinha ganhado seu próprio quarto. Ele era claro, branco e com detalhes em lilás, a garota o adorava e Renesmee sabia que pelo menos ali sentia-se bem.

— Veja uma bela roupa para Charlotte, okay? Ela saíra comigo e com Alec essa noite.

Charlotte se virou para a mãe, deixando de lado os desenhos que fazia com Esme e Bella.

— Nós vamos sair? — Os olhos azuis de Charlotte brilharam.

— Sim! — Renesmee exclamou empolgada, pegando a filha no colo. — Seu pai e eu te levaremos para conhecer a cidade, o que acha?

Charlotte abriu a boca, ainda sem acreditar naquilo. Ela nunca tinha visto nada fora do castelo desde que foi levada até ali, o pouco que viu foi quando voltou da Inglaterra e lá também não viu muito.

— Eu acho maravilhoso!

Renesmee sorriu para ela, depositando um beijo na bochecha da filha que aparentava ter entre cinco e seis anos. Ela estava mais linda do que nunca.

— Vou achar a melhor roupa para ela! — Alice, também empolgada, começou a procurar. Ela não estava tendo muitos momentos animados em Volterra também, principalmente com seu poder tão limitado por conta das espécies diferentes lhe rondando, não conseguia ter visões há muito tempo e, mesmo que pensasse as odiar, entendeu que elas faziam parte de si.

— É seguro? — Esme perguntou a Renesmee.

— Sim, totalmente — a híbrida garantiu. — Alec e eu estaremos com ela, nada vai acontecer. — Renesmee sorriu para Bella, que também tinha considerado aquela uma boa ideia.

— Oh, são tantas opções! — Alice gritou do armário.

Renesmee riu, indo até ela com a filha sorridente em seu colo.

***

As luzes, os sons, as pessoas, tudo chamava a atenção de Charlotte. Tinha tempo demais que não andava por um lugar cheio de gente, especificamente desde que pisou no aeroporto, já na Itália, quando retornou da Inglaterra.

Ela estava entre os pais, com cada um segurando uma de suas mãos. Renesmee estava igualmente descontraída como a filha, também feliz por ter deixado o castelo. Alec ainda estava receoso e tenso em deixar Charlotte exposta, porém, a cada novo comentário da filha sobre tudo ali ele ficava contente também.

— Aqui, esse é o melhor restaurante da cidade! — Alec anunciou conduzindo as duas para dentro de um dos restaurantes.

— Como você sabe? — Renesmee arqueou uma sobrancelha, passando sua mão pelos cabelos de Lô, que estava nas pontas dos pés analisando um aquário na recepção do restaurante.

— Era o que dizia na internet, se for ruim eu posso beber o sangue do garçom...

— Não, não pode. — Renesmee riu, segurando na mão dele.

A recepcionista voltou do interior do restaurante, depois de ir checar a mesa deles, então os levou até lá. Charlotte, mesmo encantada com o aquário, os seguiu de bom grado.

Renesmee encarregou-se em pedir comida para as duas, afirmando ao garçom que Alec estava em uma dieta maluca que o proibia de comer depois das seis da tarde, então pediu apenas refrigerante para o mesmo, apenas com o intuito de manter o disfarce. Enquanto esperavam pela refeição, a híbrida tirou quantas fotos fossem possíveis com Charlotte e Alec.

E, a garotinha contou aos pais o quanto gostava de desenhar, mas o quanto detestava quando Edward tentava lhe ensinar a tocar piano, ainda que ela gostasse do som, ser a pessoa tocando não era o que queria. Eles conversaram, riram e em momento algum profecia, sangue, bruxos ou vampiros foram mencionados. Quem os visse ali e não os conhecesse apenas poderia dizer que Alec e Renesmee eram um casal que tinha tido uma filha quando eram muito novos, uma vez que ela era uma mistura exata dos dois não podia se passar apenas por irmã de um, ou de outro.

— Como vocês bebem isso? — Alec fez uma careta ao experimentar o refrigerante que Renesmee tinha pedido.

— É gostoso — Charlotte respondeu, dando de ombros.

— Não se compara a sangue, nem de perto — Alec sussurrou, mas foi o suficiente para Lô ouvir e o sorriso em seu rosto morrer. Ela se alimentava de sangue humano, mas só por saber que aquilo era necessário. Carlisle já tinha sugerido a Alec e Renesmee permitirem a menina a beber sangue animal como os Cullen faziam, mas ela não podia sair do castelo para caçar por animais com eles.

— Alec! — Renesmee chamou a atenção dele.

— Desculpe-me, Charlotte — ele pediu a filha. — Vamos mudar de assunto, okay?

— Tudo bem — a garota concordou.

Renesmee começou a falar sobre alguns filmes que tinha assistido com Charlotte, o que foi suficiente para distrair a filha pelo resto do jantar. E, quando deixaram o restaurante, com algum tempo de sobra dentro da hora estipulada por Alec para que voltassem ao castelo, ele as levou para tomarem sorvete onde tinha levado Renesmee outra vez.

Parecia uma eternidade para ela desde aquilo, Jacob ainda estava vivo, a mãe presa junto de Eleanor, não sabia sobre a profecia e mal sabia usar seu poder. E, principalmente, não tinha Alec junto de si de verdade, muito menos Charlotte.

— Tudo bem? — Alec perguntou a ela, Charlotte estava do lado dele, concentrada demais em seu sorvete para prestar atenção na conversa dos pais.

— Sim, estava apenas me lembrando de quando estávamos aqui outro dia.

— Eu também — Alec confessou. — Era tão diferente.

— Mas eu prefiro agora, sem duvida. — Renesmee segurou na mão dele.

Alec sorriu para ela, então lhe beijou por um instante.

— Sei que foi um ótimo passeio, mas precisamos voltar.

Renesmee concordou com um aceno de cabeça, sabia que ele estava certo. Alec pegou Charlotte no colo e os três retornaram para o castelo, apreciando um pouco mais do clima da cidade.

— Como foi o passeio? — Bella esperava por eles na sala dos tronos, junto de Jane e Sulpicia, que quase nunca deixava sua torre.

— Foi muito, muito bom! — Charlotte exclamou ainda animada, passando dos braços do pai para o de Bella.

— Tenho certeza de que foi. — Bella beijou a bochecha de Lô.

— Pode levá-la para cama, Bella? — Jane perguntou. — Alec e Nessie ainda precisam designar alguém da guarda para dar um jeito em um briga estúpida de clãs no norte da Bolívia por conta de território.

— Que animador — Alec debochou. — Boa noite, linda! — Afagou os cabelos de Charlotte, Renesmee acenou para a garotinha e Bella já estava saindo com ela do salão dos tronos quando do outro lado do mesmo um barulho pode ser ouvido, então ali mesmo apareceu Violet, junto de mais dez bruxos.

— Finalmente! — a bruxa exclamou. — Agora podemos começar a diversão.

Notas finais
A ficha que tá acabando tá caindo haha O próximo tá tenso, ao menos uma parte dele, então...Vejo vocês nos comentários. Beijos! Lola Royal. 15.06.16