Psycho Killer

54 Capítulo Cinquenta e Três


Notas iniciais
Lembrando que estamos em reta final, tudo realmente indica que a fanfic acabe no capítulo 55. E terá um epílogo. Ainda estou decidindo sobre a continuação.

Capítulo Cinquenta e Três

Eleanor estava encarando o fogo da lareira quando Aaron entrou ali, batendo a porta e gritando por ela. A vampira fechou as mãos em punho, a atitude dele era o suficiente para que ela soubesse que algo tinha dado de errado naquela noite.

— Violet perdeu, sua amada perdeu! — Aaron gritou, atirando um castiçal na parede.

— O que houve? — ela perguntou, tentando manter a calma, mesmo sabendo ser inútil.

— Pelo que os bruxos conseguiram sentir, ou sabe-se lá como eles descobrem essas coisas. Os bruxos com Violet ao ataque em Volterra estão mortos e, sua preciosa parceira está fraca demais para libertar-se do poder Volturi. Está satisfeita, Eleanor? Eu lhe disse que não devíamos ter deixado Violet cuidar disso sozinha.

— Ela apenas queria me proteger — Eleanor murmurou. — Vamos até lá, Aaron, vamos matar cada pessoa naquele castelo! — a vampira anunciou.

— Não, agora sou eu que digo que não vamos — ele disse, um brilho de ódio passou pelos olhos dela.

— Já lhe disse que você não pode mandar em mim.

— Não estou — Aaron negou. — Estou apenas lhe informando que o coven de Violet dispersou, mais da metade deles estão indo embora agora mesmo por conta disso, eles não acreditam mais que você e ela irão realmente vencer isso. E, os vampiros aliados a você também, grande parte deles estão partindo. Você não é mais a Imperatriz de coisa nenhuma, está totalmente desacreditada.

Eleanor arregalou os olhos para Aaron, então saiu apressadamente de seu quarto no castelo indo até os corredores para confirmar aquilo. Bruxos e vampiros estavam partindo, eram poucos os que ficavam, poucos que ainda acreditavam nela e em Violet.

— Eu perdi, Aaron — Eleanor sussurrou para o vampiro atrás de si.

— Não. — Ele colocou as mãos nos ombros dela. — Você não perdeu a guerra ainda, recuperaremos forças e antes do alinhamento celestial iremos ter a criança junto de nós, então o poder será todo seu.

***

Alec guardou a faca no bolso de sua própria calça, então os Volturi que até então estavam presos do lado de fora entraram na sala dos tronos. Ele ordenou que prendessem Violet nas masmorras do castelo, que em breve iria até lá.

Com o barulho, Renesmee abriu os olhos. Alec não tinha a matado, mas ela sabia que ele devia fazer aquilo, para o bem de todos, principalmente para o de Charlotte.

— Alec — ela murmurou o nome dele, Bella a ajudou a se levantar. Charlotte estava nos braços de Esme que tinha chegado ali junto aos outros Volturi.

— Não, agora não, Renesmee — Alec pediu, passando pela fogueira onde queimava o corpo de Sulpicia, indo até a irmã inconsciente perto dos tronos.

— Alec, você...

— Não Renesmee! — Alec gritou em desespero para ela. — Não, você me ouviu? Eu não posso discutir isso agora, preciso fazer minha irmã sair desse topor maldito.

Pegou Jane no colo, deixando o salão com ela.

— Renesmee, você não pode pedir isso a ele — Bella sussurrou para a filha.

Renesmee tirou as mãos de sua barriga, a ferida aberta ali graças a sua ligação com Violet já estava cicatrizada. A híbrida andou até Charlotte pegando a filha dos braços de Esme, depositando um beijo na testa da garotinha.

— Você nos salvou, salvou ao seu pai e a mim — Renesmee disse para a filha, que ainda estava assustada com tudo que tinha presenciado e feito aquela noite. — Você é tão preciosa, meu bem.

— Tia Jane ficará bem? — Lô perguntou preocupada a mãe.

— Sim, ela vai sim. — Renesmee tentou sorrir para Charlotte, mas não conseguiu. — Mãe, leve Charlotte com você, eu preciso ajudar Alec com Jane.

A híbrida beijou mais uma vez a filha, então saiu do salão dos tronos em direção a sala onde Alec e Jane usavam para fazer poções. Ele estava ali com Demetri, o corpo de Jane sobre uma mesa e, enquanto o Renegado procurava por ingredientes para uma poção para reanimar a irmã, o outro vampiro segurava firmemente na mão de Jane, com o rosto focado no dela.

— Deixe-me ajudá-lo. — Renesmee tirou algumas ervas da mão de Alec, que parecia desesperado e se fosse um humano certamente estaria tremendo.

— Vá ficar com Charlotte — ele ordenou, mexendo a porção acinzentada.

— Ela está bem — Renesmee garantiu. — Como sabe que essa é a poção certa?

— Eu não sei. — Alec jogou mais algumas ervas dentro da poção, ele não conseguia nem pensar em olhar para Renesmee, ainda remoendo em sua mente o fato dela estar dependente da vida de Violet. — Só espero que dê certo, Jane não pode me deixar agora.

— Ela não está morta! — Demetri se pronunciou irritado. — Está viva, é apenas um apagão, Jane nunca seria vencida tão facilmente.

Alec colocou um pouco da poção no copo, então levou a irmã, despejando o liquido que continha ali dentro da boca dela. Demetri continuava firme ao lado de Jane, sem soltar a mão dela. Então, eles sentiram a vampira acordando aos poucos do topor que estava mergulhada.

Os olhos vermelhos se abriram e sua mão apertou de Demetri, que instantaneamente pareceu mais aliviado. Diferente dele, Alec sabia que tinha contornado apenas um problema aquela noite, ainda tinha um outro muito pior para se lidar.

— Você está bem, você está bem! — Demetri repetiu curvando-se sobre Jane para beijá-la.

— Claro que estou — ela disse, constrangida com o beijo. — O que aconteceu? — perguntou ao irmão ao se sentar na mesa.

Antes de Alec abrir a boca para responder, Renesmee já contava tudo a Jane por pensamentos, sabendo que seria mais fácil e menos doloroso.

Jane deixou a mesa, estava bem. Até mesmo melhor do que antes graças a poção feita pelo irmão, mas claramente estava abalada pela história da ligação.

— Eu vou cuidar de Violet, mantê-la presa nas masmorras até que descubramos um modo de nos livrar dela — Jane disse para o irmão, então deixou a sala com Demetri em seus calcanhares.

Alec quebrou a mesa onde Jane estava antes, Renesmee deu alguns passos para longe para se livrar dos pedaços de madeira voando em sua direção. O Renegado se virou para ela, o rosto tomado por desespero.

— Alec, você sabe o que precisa fazer — Renesmee disse. — Devia ter feito no salão, por que não fez?

Ele a encarou incrédulo.

— Você achou mesmo que eu te mataria? Não, eu não posso matá-la. Eu só consigo pensar em te proteger, em proteger a própria Violet para que nada te aconteça — Alec gritou.

— Alec, você me prometeu — Renesmee foi até ele, tocando em seu rosto. — Prometeu que Charlotte seria sua prioridade também, que quando fosse necessário você me deixaria para trás para que ela ficasse protegida. Eu sou apenas uma híbrida, você é um vampiro bem treinado, tem poderes bruxos, sua vida vale mais no momento, irá poder mantê-la em segurança, muito mais do que eu poderia.

— Eu não quero te perder — Alec sussurrou, beijando os lábios de Renesmee. — Eu estava pronto para morrer essa noite, mas quando vi Violet tirando seu sangue eu só consegui pensar no quanto eu te queria viva, respirando, rindo.

— Alec, você precisa fazer isso! — Renesmee exclamou com a voz embargada de choro. — Por Charlotte.

— Eu sei. — Alec enterrou o rosto no pescoço de Renesmee. — Antes de qualquer coisa eu quero proteger ela, mas eu não quero ficar sem você.

— Vai ficar tudo bem, eu estou pronta para ir — Renesmee falou, sorrindo para Alec, tirando a faca do bolso dele e colocando nas mãos do mesmo, então as segurou. — Vamos fazer juntos, Violet não resistirá, então Eleanor estará completamente perdida e você e Charlotte poderão ter uma eternidade inteira lado a lado.

— Eu te amo, nunca vou deixar de te amar — Alec disse chorando sem lágrimas, deixando Renesmee levar suas mãos segurando a faca até seu peito. — Renesmee...

— Eu também te amo. — Renesmee sentiu a faca perfurar seu vestido, então, antes de perfurar sua pele, Alec a soltou deixando cair no chão.

— Me desculpe — ele pediu, afastando-se dela. — Mas eu não vou perder a mulher que amo, se eu te matasse nunca iria me perdoar. Não me peça para fazer isso.

— Alec, por Charlotte.

— Nós vamos protegê-la, eu vou morrer a protegendo, mas eu não te deixarei morrer. Você vai ficar viva, Renesmee. Seus pais, sua família, eles sempre lutaram para te manter viva, eles conseguiram e estão aqui hoje também, nós conseguiremos o mesmo com Charlotte.

Renesmee suspirou e, antes de poder dizer a Alec que eram situações totalmente diferentes, a porta se abriu e Harry apareceu.

— Vocês podem vir comigo? Adoraria comemorar nosso reencontro depois de tanto tempo, mas tenho excelentes noticias! — Harry exclamou empolgado, Alec segurou na mão de Renesmee, então um sorriso preencheu seu rosto.

— Boas noticias?

— Maravilhosas! — Harry confirmou. — Vamos logo! — Deixou a sala apressado, sendo seguido pelos dois.

Os três subiram até o primeiro andar do castelo, até o quarto que pertencia a Lucy quando ela estava viva e morava ali. Harry abriu a porta com um sorriso imenso, revelando lá dentro cerca de cinco bruxos e o corpo de Lucy sobre a cama.

Renesmee conteve um grito com aquilo, a mão de Alec soltou-se da dela e ele virou-se exasperado para Harry.

— Eu pensei que você tinha boas noticias, Harry, não que estava trazendo mais bruxos para o castelo. Nem o corpo sem vida de Lucy.

— Alec Volturi — um bruxo se pronunciou, chamando a atenção de Alec para ele, então o Volturi prontamente o reconheceu como um dos bruxos que tinha conseguido fugir durante o ataque a aldeia.

Alec segurou Renesmee novamente, a protegendo como se fosse um escudo. Aquela noite parecia que nunca teria fim.

— Eles estão aqui como aliados, Alec — Harry disse. — Todos eles e todos os outros bruxos do lado de fora.

— Harry, eles tentaram matar Charlotte uma vez, a líder deles matou Lucy. — Renesmee apontou para o corpo sem vida da amiga, sentindo as lágrimas em sua bochecha.

— Alec, você acredita em mim, somos amigos. Eu não colocaria vocês em perigo, venha comigo e com David. — Harry gesticulou para o bruxo que tinha falado antes. — Nós explicaremos tudo, só peço que nos deixem falar antes de acusações.

Alec cedeu, então tirou Renesmee daquela sala e seguiram junto de Harry e do bruxo para uma sala próxima. Harry logo começou a falar:

— Quando eu fui embora daqui, logo depois da morte de Lucy, fui atrás de outros bruxos. Alguém que pudesse nos ajudar no caso de Lucy...

— Caso de Lucy? — Renesmee o interrompeu, ainda agarrada a mão de Alec. — Do que está falando, Harry?

— Ressuscitá-la — Harry respondeu. — Eu não podia acreditar nas palavras de Sofia de que não havia um jeito de trazer Lucy de volta.

— E há? — Harry perguntou, com receio em sua voz.

— Sim — David respondeu por Harry. — Mas...

— Mas o que? — Renesmee quis saber.

— Teria de ser uma vida por outra. — Os ombros da híbrida caíram ao ouvir aquilo. — Uma vida bruxa para ser mais exato — Harry completou e os olhos de Alec se voltaram para o bruxo ali. — Alec, não, David e o restante do coven de Margot que fugiram aquele dia estão aqui para serem seus aliados e de Renesmee.

— Nossos aliados? — a híbrida indagou espantada. — Eles tentaram matar minha filha, Harry! — exclamou.

— A menina é descendente do nosso coven — David disse. — Nós devemos protegê-la, sei que erramos ficando ao lado de Margot aquele dia, mas agora estamos aqui prontos para nos aliar a vocês, prontos para declarar nosso total apoio a Charlotte.

— A Charlotte?

— Nada contra você, Volturi — David disse. — Mas a menina é a mais poderosa de todo mundo, eu e meus irmãos de coven a seguiremos. Nós te seguiremos também, até que ela assuma tudo.

— Charlotte nunca irá querer nada disso. — Renesmee revirou os olhos. — E, não consigo acreditar que estão querendo no ajudar agora, depois de tudo que fizeram.

— Como funciona, o feitiço para ressuscitar? — Alec perguntou, Renesmee o encarou sem acreditar que ele estava cogitando aquilo. — Como o descobriram?

— Só há uma pessoa que pode realizá-lo — David murmurou.

— Minha filha. — Alec deduziu rapidamente.

— Sim — David concordou.

Alec, não, isso pode ser arriscado!

Renesmee gritou em seus pensamentos.

Eu daria tudo para ter Lucy de volta, mas não posso colocar Charlotte em mais perigo.

— Ela seria a bruxa regente do feitiço, mas eu, você e sua irmã, assim como o resto do coven estaria junto dela no ritual, para lhe dar sustentação. Lucy voltaria a vida bebendo o sangue de um bruxo.

— De Sofia! — Harry tinha um brilho demoníaco em seus olhos ao anunciar aquilo.

— Sofia está aqui? — Renesmee virou-se para a porta, como se a bruxa fosse aparecer ali.

— Eu a encontrei, junto com o coven quando fomos lá resgatar o corpo de Lucy, ela se entregou e, confessou o feitiço.

— Sofia? Sofia entregou-se? — Nada mais fazia sentido para Renesmee. — Ela mentiu sobre não saber o feitiço?

— Ela estava quase morrendo mesmo, ainda está. — Harry deu de ombros. — Ela matou a mãe, Renesmee, não há mais misericórdia do que deixá-la reviver Lucy que foi morta por aquela maldita.

— Alec? — Renesmee suspirou.

— Não podemos resolver isso agora, Harry, queremos Lucy de volta tanto quanto você. Porém, acabamos de ser atacados por Violet e alguns bruxos de seu coven, Charlotte esteve em muito perigo e agora Renesmee está numa maldita ligação com Violet...

— Ligação? — David interrompeu o Volturi.

— Sim, você sabe algo que possa desfazer isso? — o questionou.

— Não — David parecia encarar Renesmee como se ela fosse uma miragem. — Feitiços de ligação são raros, são complicados, são...

— Magia negra? — Alec o encarou. — Não está apenas mentindo como Sofia mentiu? Não há nada que possa desfazer a ligação entre elas, está realmente me afirmando isso, bruxo?

— Eu conheço alguns feitiços, Volturi, mas não tenho certeza de que eles podem ajudá-lo, ajudar sua esposa.

Renesmee suspirou mais uma vez, ela nem mesmo tinha casado com Alec e estava prestes a enfiar uma faca no próprio peito para sumir com Violet do mundo. Naquele momento sentiu arrependimento por não ter dito que queria se casar, mas então voltou a ser algo mínimo diante tanta coisa mais importante.

— Precisamos conversar. — Alec passou a mão pelo cabelo. — Troque de roupa e me encontre com Charlotte na sala dos tronos, leve todos da sua família que estão no castelo, seu pai e os outros só devem chegar ao amanhecer. Eu reunirei os outros — Alec disse para Renesmee, então se separaram.

Ela trocou de roupa rapidamente, colocando roupas propicias para a líder do clã Volturi, sem esquecer de seu manto. Então, foi até o quarto da filha, onde Charlotte estava junto dos Cullen que se encontravam no castelo.

— Nós precisamos conversar agora, Charlotte — disse para a filha, que parecia exausta depois de tudo aquilo. — Você precisará ir até os tronos comigo e seu pai, mas nós prometemos que respeitaremos cada decisão sua, só peço que seja firme. Consegue me entender?

Charlotte assentiu, dando um rápido sorriso nervoso para a mãe. Renesmee sorriu de volta, ela precisaria ter um momento a sós com Lô o quanto antes se conseguisse convencer alguém a matá-la, ou se tivesse coragem de fazer aquilo por si só.

As duas deixaram o quarto acompanhadas do restante da família Cullen, Alec já se encontrava na sala dos tronos com Jane, Demetri, Harry e David ali. Renesmee e Charlotte se uniram a Alec próximo aos tronos, a fogueira onde antes queimava o corpo de Sulpicia já tinha sido removida.

— Jane — Ele fez um gesto para que a irmã falasse.

— Violet está dormindo — informou com uma careta no rosto. — E, presa nas masmorras, também parece ter tido abusado bastante de seus poderes, está completamente fraca. Temos algum tempo até que ela se recupere.

— Devemos matá-la! — Renesmee se pronunciou e viu Charlotte e Alec a encararem com o mesmo olhar irritado.

— Faremos isso, depois que rompermos a ligação entre vocês duas — Alec deixou claro, Charlotte pareceu respirar aliviada. — Quanto a Lucy...

— Precisamos trazê-la de volta, Alec! — Harry exclamou nervoso. — Vamos matar a bruxa e trazer Lucy de volta.

— Eu não posso decidir isso, Harry. — Alec se voltou para Charlotte. — Não sou eu quem tem o poder de trazê-la de volta.

— Trazer tia Lucy de volta? — Charlotte perguntou chocada com a informação.

— Sim, meu bem — Renesmee se ajoelhou ao lado dela. — Você pode realizar um feitiço que poderá trazer Lucy de volta para nós, mas não te pediremos que faça isso senão quiser.

— Não! — Charlotte balançou a cabeça. — Eu quero, mãe, quero sim!

A garotinha lembrava-se de Lucy perfeitamente, mesmo tendo passado pouco tempo com a vampira. Lembrava-se de o quanto Lucy gostava dela, estava sempre por perto, era divertida e principalmente como a vampira esteve a protegendo quando Margot queria pegá-la.

— Faremos isso amanhã. — Alec pegou Charlotte no colo. — Quero pelo menos dez pessoas da guarda tomando conta de Violet — ordenou para Demetri, que concordou deixando. — Jane, você pode ficar lá também? A mantendo presa ali e, já sabe, ninguém pode tocar em um fio de cabelo dela.

— Claro — Jane concordou, saindo com Demetri, os Cullen também deixaram a sala.

— Então faremos isso, faremos mesmo? — Harry indagou empolgado.

— Charlotte? — Alec perguntou para a filha.

— Faremos — disse determinada. — Oi tio Harry! — Acenou para ele.

— Princesa, eu senti sua falta. — Harry a pegou no colo. — Como você cresceu, já está enlouquecendo seus pais?

— Precisamos conversar — Alec disse para David. — Mas primeiro me diga onde Sofia está com o restante do coven.

— Nos arredores da cidade, esperando que eu permita que eles venham até aqui.

— Tudo bem — Alec concordou, pegando Charlotte de volta no colo. — Harry, você pode ir cuidar do corpo de Lucy, amanhã de noite faremos o ritual.

Harry concordou, deixando a sala.

— Charlotte fez um feitiço poderoso hoje, ela nunca tinha o praticado antes — Alec começou a falar.

— Sua filha é poderosa — David afirmou, olhando para a garotinha ali. — Ela tem o poder que poderia comandar todos os vampiros e todos os bruxos em suas mãos.

— Isso quer dizer que todos são, sei lá, servos dela?

— Não — David interrompeu Renesmee. — Ela tem o poder porque nasceu com ele por conta da profecia, mas não o domina e provavelmente nunca irá o dominar.

Charlotte abaixou os olhos azuis para o chão.

— Então, mesmo que ela treine pode nunca ter controle do poder que tem? — Alec perguntou.

— Sim, ela o detém, mas não é a verdadeira dona. Os donos seriam o bruxo e vampiro que fizessem o ritual. Obviamente ela poderá treiná-los, tentar domá-los, mas nem sempre poderá controlar e, a cada dia fica mais forte, a cada dia tem mais poder e menos controle.

Renesmee tirou Charlotte dos braços do pai, a apertando contra si.

— E ela saberá realizar o feitiço que trará Lucy de volta?

— Sim — David garantiu, tirando algo do casaco que usava, uma folha velha e amassada. — Aqui, Sofia escreveu o feitiço que a mãe confiou a ela.

— Esse feitiço, ele serve para ressuscitar qualquer um? — perguntou pensando em todos que já tinham morrido até ali, pensando em Jacob.

— Não — David afirmou. — Ressuscitar é uma mágica complicada e, nem sempre bem vista. Margot criou o feitiço que matou a amiga de vocês e precisou de um contrafeitiço, mas até onde sabemos é o único no mundo para trazer alguém da morte. E, bom, em todo caso a amiga de vocês era uma vampira, já estava morta quando Margot a atingiu. O feitiço para ressuscitar apenas funciona para o caso de vampiros mortos com aquele determinado feitiço criado por Margot. Ela foi ardilosa a colocar uma morte bruxa como um dos componentes do ritual, sabia que seriam pouquíssimos bruxos que se atreveriam a ressuscitar um vampiro e matar outro bruxo no lugar.

— Tudo bem, chega por hoje! — Alec tirou Charlotte e Renesmee de lá.

Os três seguiram até o quarto de Charlotte. Renesmee colocou um pijama na garotinha e deitou-se junto da filha na cama, Alec andava de um lado para o outro, agitado e impaciente.

— Você realmente quer fazer isso, Lô? — perguntou a filha.

— Quero papai — Charlotte sussurrou, com a cabeça apoiada no peito da mãe, ouvindo o coração da mesma bater. Era reconfortante saber que os pais estavam vivos, mesmo depois de tudo que tinham enfrentado naquela noite.

— Você vai ficar bem, irá realizar o feitiço com maestria. — Renesmee lançou um sorriso incentivador a garotinha, mesmo que ela estivesse com medo daquilo também.

— Eu posso tentar, algum feitiço que rompa a ligação — Charlotte disse baixinho. — Só quero ajudar.

Alec se uniu a elas.

— Escutem. — Segurou na mão da filha e de Renesmee. — Nós cuidaremos de Lucy, a traremos de volta, então resolveremos o caso da ligação. Mas quero que saibam que a prioridade agora mudou.

— Alec...

— A prioridade agora é nos manter juntos, manter essa família unida. — Seus olhos se encontraram com o de Nessie. — Não temos uma ligação por feitiço aqui, mas sabemos que se algo acontecer a um de nós os outros irão cair também.

— Ninguém vai matá-la, mamãe! — Charlotte proclamou emocionada, abraçando Renesmee que começou a chorar.

— Ninguém vai matar nenhum de nós. — Alec beijou o rosto de cada uma. — Nós mataremos os outros, é isso que os Volturi fazem e é o que somos.

***

Violet permaneceu dormindo pelo resto do dia seguinte, ainda estava quando a noite chegou mais uma vez e os bruxos se reuniram para fazer o ritual para trazer Lucy de volta a vida. Jane com a ajuda de Alec e David — que tinha tido sua mente rigorosamente inspecionada por Edward, assim como os outros do coven — reforçaram a segurança das masmorras para mantê-la presa ali.

O ritual aconteceria nos jardins do castelo na parte de trás, tochas de fogo tinham sido acessas, o coven todo se encontrava ali em um círculo e no centro do mesmo deitado sobre a grama, o corpo de Lucy. Amarrada e quieta, Sofia estava fora do círculo, encarando a lua, com Harry posto ao seu lado.

Renesmee chegou com a filha ali, Alec e Jane também já estavam no círculo e não puderam ir até Charlotte, mas ficaram de olho na mesma. A híbrida deixou a filha entrar no círculo, então ir até onde o corpo de Lucy estava colocado. Charlotte tinha sido instruída durante o dia inteiro sobre o que deveria fazer durante o ritual, assim como decorado cada palavra do feitiço.

Ainda nervosa, Renesmee se colocou junto de Harry, lançando um olha sombrio para Sofia, mas permaneceu em silencio.

Charlotte ajoelhou ao lado de Lucy, tomando a mão da vampira na sua.

— Revenigo ke estis — Charlotte começou a falar, fechando os olhos. — Reveni al vivo. — Charlotte apertou ainda mais forte a mão de Lucy. — Vivo kaj sango. Morto kaj sango.

Renesmee observou todo o coven de mãos dadas, entoando o feitiço junto de Charlotte, aquilo parecia algo assustador.

— Permesi revenon. Reveni al vivo.

Sofia levantou-se, encarou Renesmee e sorriu debochadamente, então foi até o interior do circulo, ajoelhando-se ao lado de Charlotte.

— Kun la proponita sango. — Charlotte desamarrou Sofia, então cravou seus próprios dentes no pulso da bruxa, deixando o sangue dela escorrer por sua pele clara. — Reen al vivo, vampiro.

Charlotte levou o pulso ensanguentado de Sofia até os lábios de Lucy, deixando o sangue da bruxa passar para a vampira.

— Sangon proponis.

Aos poucos Sofia foi desfalecendo, o pulso ainda na boca de Lucy, mas o seu próprio corpo indo até o chão. Seus olhos se fechando aos poucos.

— Veki! — Charlotte gritou sozinha, já sem a ajuda do restante do coven, no segundo seguinte Sofia falecia de vez e, os olhos de Lucy se abriam, vermelhos como o sangue manchando seus lábios.

Renesmee inspirou fundo, percebendo só ali que tinha ficado imóvel todo o ritual. Sofia tinha morrido, Lucy voltado e, sua filha que tinha apenas a aparência de uma criança, era o ser mais poderoso da terra.

Notas finais
Vocês realmente acharam que Lucy ia ficar lá morta pra todo sempre, gente? CLARO QUE NÃO! Lucy é a babá oficial da Lô, não tem como ela não existir hahaha Eu tava quase dando spoiler sobre ela voltar logo depois que a matei, mas tinha de manter o suspense e a dor por terem perdido a bichinha. Mas calma, agora ela voltou linda e maravilhosa e...Sofia se foi! A língua usada para esses feitiços bruxos como já falei antes é o esperanto, não criei a língua nem nada disso. Aqui a tradução do feitiço: Devolva aquela que se foi. Devolva a vida. Vida e sangue. Morte e sangue. Permita o retorno. Devolva a vida. Com o sangue oferecido. Volte a vida, vampira. Beba o sangue ofertado. Desperte! Vejo vocês nos comentários! Beijos! Lola Royal. 17.06.16